quarta-feira, 23 de agosto de 2023
O PREÇO DA DENGUE NA MANIPULAÇÃO DO JORNAL IMPRESSO
quinta-feira, 15 de junho de 2023
Aumento de Salário do Vereador: Doação que custa caro
Recentemente,
os vereadores de João Monlevade reajustaram o subsídio do Legislativo local
para R$ 13.909,85. O valor é mais de 3 vezes maior do que o piso nacional do
professor que é de R$ 4.420,55. O aumento de salário, que passará a valer a
partir de 2025, ocorre num momento em que as sessões da Câmara têm sofrido
sucessivas interrupções por falta de quorum.
Quando se
tem vereador que faz doação de parte do subsídio/salário como promessa de
campanha, a tendência será sempre de aumento de salário no Legislativo para compensá-la. É o
resultado caro da desvirtuação do cargo, porque não é papel do vereador doar
nada para ninguém. Além do mais, tal prática enfraquece a atividade parlamentar.
Ou o vereador se dedica a exercer a função parlamentar do cargo ou ele doa
parte do seu salário e posta nas redes sociais. As duas coisas ele não pode
fazer ao mesmo tempo.
Assim, o
Legislativo vai ficando cada vez mais caro e sem tempo para exercer as
verdadeiras funções do vereador que são a de fiscalizar o Executivo e legislar.
quinta-feira, 18 de maio de 2023
INSTITUTO QUE ADOTOU OUTRO NOME DEPOIS DE IMPEDIDO DE DIVULGAR PESQUISAS NA ELEIÇÃO DE 2008 FAZ NOVAS DIVULGAÇÕES EM JOÃO MONLEVADE
quinta-feira, 27 de abril de 2023
JOÃO MONLEVADE: 10 ASSUNTOS QUE O JORNAL NÃO PAUTA PORQUE O MARKETING NÃO DEIXA
Um dos requisitos da instalação da Democracia é o
funcionamento da imprensa livre. Infelizmente, não é o que, historicamente,
acontece em Monlevade. Aqui, o jornal impresso que circula há quase 40 anos não
é livre, mas sim preso pelo marketing, sobretudo, político. Sim, é verdade, o
domo do jornal impresso, além de jornalista declarado, é ao mesmo tempo
marqueteiro de políticos. Assim, o leitor, esganosamente, abre as páginas do jornal, pensando
que está a ler matéria jornalística, quando na verdade se trata de conteúdo de
marketing contratado, direta ou indiretamente. Certa ocasião, o Ministério
Público chegou até a sustentar que o dono do jornal de receber do Município um terreno
público de maneira irregular, em troca de serviços de marketing político.
Obviamente, é uma fórmula que não funciona, pois na maioria
dos casos, impede o órgão de imprensa de assumir suas funções democráticas que
são a de informar, de trazer transparência sob os atos do governo e, sobretudo,
a de pautar os problemas do Município. Nos locais onde é livre, a imprensa
assume o papel de pautar as questões até que as mesmas sejam resolvidas. E
pautar é muito diferente de citar. Pautar é acompanhar as questões,
sistematicamente, edição após edição, até que elas tenham uma resolução
definitiva. Em João Monlevade, a imprensa escrita apresenta imensa dificuldade
em assumir tal papel porque não é livre; encontra-se vinculada, presa e
acorrentada ao marqueting. E o marqueteiro não vai pautar nenhuma questão que
possa comprometer a imagem de seu cliente de fato ou em potencial, seja ele
político ou até mesmo uma siderúrgica.
A seguir, elenco 10 questões extremamente importantes para o
Município, algumas atuais, outras não, que jamais foram pautadas pelo jornal
impresso local:
1-Demolição da Praça Ayres Quaresma e do Cine Monlevade;
2-Demolição da Cidade Alta e do casario da Rua dos
Contratados;
3-Tentativa fracassada de transformar o antigo terminal
rodoviário num hospital de 100 leitos, ao custo de mais de 22 milhões de reais;
4- Paradeiro do dinheiro do Bingo do Hospital Margarida;
5- Paradeiro dos recursos para a conclusão do Matadouro
Municipal inacabado;
6-Paradeiro dos utensílios da Cozinha Comunitária;
7-Poluição ambiental da Arcelormittal;
8-ETE do Novo Cruzeiro que não funciona;
9-ETE de Carneirinhos que não sai do papel apesar das obras;
10- Surto de dengue na cidade.
quarta-feira, 26 de abril de 2023
MUNICIPALIZAÇÃO DO SOLAR MONLEVADE JÁ: HISTÓRICO DA ARCELORMITTAL É DE DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
terça-feira, 25 de abril de 2023
Mudou para Pior
quinta-feira, 16 de março de 2023
Filantropia de 650 Mil Reais em Dinheiro Vivo no Hospital Margarida
Muito já escrevi sobre a necessidade de um novo modelo de gestão no Hospital Margarida. A Associação São Vicente de Paulo (ASVP), criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira (não confunda com a Sociedade São Vicente de Paulo), por várias vezes, já se demonstrou inapta a administrar o HM. Infelizmente, a ASVP não é especialista em gestão hospitalar; é, na verdade, uma entidade política, vinculada ao inelegível ex-prefeito Carlos Moreira, especializada em execução de obra de construção civil. Desde que assumiu a gestão do HM, a ASVP não deixou de construir e de reformar lá. Há alas no hospital que já foram reformadas três vezes pela ASVP. E como é muito comum em João Monlevade, nem sempre a obra contratada é entregue. O telhado no Bloco Cirúrgico, por exemplo, também foi reformado pela empreiteira. Contudo, quando chove, é necessário que o médico cubra os aparelhos cirúrgicos com uma lona, para não perdê-los para as goteiras.
Veja que a política hospitalar da ASVP no HM não é diferente daquela que produziu o Santa Madalena, a absurda e fracassada tentativa de adaptar o prédio do antigo terminal rodoviário num hospital de cem leitos, ao desperdício de muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos da saúde. Para eles, pouco importa o que vai se construir, desde que a empreiteira fature aqueles milhões. Em junho do ano passado, enquanto a ASVP executava mais obras de construção civil, um bebê de 9 meses faleceu dentro do Hospital Margarida depois de 12 horas, sem atendimento pediátrico. Do que adianta construir prédios, se a entidade não contrata médicos para preenchê-los, a fim de atender a população? Teremos política pública de saúde voltada para o atendimento do povo ou para o enriquecimento sistemático de empreiteiros, os mesmos que acabaram com a antiga Rodoviária? Ao que parece, Monlevade não aprendeu nada com o Santa Madalena.
Outra questão grave da ASVP é que, apesar de se intitular
como filantrópica, a entidade tem sido campo fértil para fenômenos nada filantrópicos.
Veja o caso recente do último provedor do Hospital Margarida, José Roberto
Fernandes. Conforme demonstra o Termo de Posse acima (clique no documento), em março de 2020, José
Roberto Fernandes encerrou seu segundo mandato como presidente/provedor da
ASVP, após quatro anos de filantropia à frente da entidade. Dois meses depois,
em maio de mesmo ano, José Roberto Fernandes adquiriu no município vizinho de S.D.
do Prata, um imóvel, pelo qual pagou o valor de 650 mil reais em dinheiro vivo,
conforme demonstra a certidão cartorial anexa (clique no documento). Veja que a certidão diz o
seguinte no item "Forma de Pagamento": "R$ 650.000,00, pago totalmente em espécie, que neste ato
confessam receber em moeda corrente nacional". Agora eu pergunto: que entidade filantrópica
é essa, onde o sujeito passa 4 anos fazendo filantropia e sai de lá com uma
mala de dinheiro recheada com mais de meio milhão de reais? Convenhamos a quantia
de R$650.000,00 em espécie não cabe numa caixa de sapatos. Foi uma mala de
dinheiro.
Filantropia é filantropia. Ou o cara faz filantropia ou ele
sai com uma mala de dinheiro. Quem é provedor não pode ganhar dinheiro lá
dentro, seja de que forma for, colocando empresa Top Vida Card no hospital, etc, ou
prestando serviço de “coaching” para funcionários do hospital, etc. Se o
provedor, por exemplo, é dono de rede de farmácia, ele jamais poderá vender
medicamentos para o hospital, porque do contrário, não será filantropia, mas
sim comércio, mesmo que ele seja espírita. Aliás, para a respeitosa doutrina do
espiritismo, qualquer execução de política de saúde pública que priorize a
contratação/faturamento de empreiteiros de construção civil em detrimento da
contratação de médicos plantonistas, resultando na morte de uma criança de 9
meses, certamente, deve ser uma questão moral muito perturbadora.
Com a palavra, a ASVP de Carlos Moreira. O povo de Monlevade exige saber como alguém passa 4 anos fazendo filantropia no Hospital e sai de lá com uma mala de dinheiro. Repito, numa caixa de sapados não cabem 650 mil reais em espécie.
segunda-feira, 13 de março de 2023
Arcelormittal Suprime Elementos Tombados do Solar Monlevade: "Não é a Primeira Vez"
Na
entrada principal do intramuros do Solar Monlevade existe uma bela porteira,
larga o suficiente para permitir o trânsito oposto de dois carretões de bois ao
mesmo tempo. Ela é de abertura dupla,
tem o centro abatido e encontra-se instalada entre dois sólidos mourões de
pedra lavrada, originalmente, encimados por um belo par de grandes lanternas,
conforme demonstram as fotos acima.
O
conjunto arquitetônico original do Solar Monlevade é tombado para fins de
preservação pelo inciso IX do art. 170 da Lei Orgânica Municipal. Significa
dizer que qualquer supressão ou modificação em elemento arquitetônico do Solar
Monlevade, inclusive de tudo o que está em seu intramuros, só pode ser feita
mediante a autorização do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, com o fim
de preservação, o que eu acredito que não seja o caso. O Solar Monlevade tem
passado por muitas intervenções ultimamente, que ocorrem totalmente à revelia
do Conselho de Patrimônio Cultural e da Casa de Cultura. Há pouco tempo, a
ArcelorMittal instalou uma grande estrutura em aço dentro do Museu Monlevade,
que também se encontra instalado no intramuros do Solar, alterando o conjunto arquitetônico
tombado. Enviei email para a siderúrgica e para a Prefeitura, requisitando
cópia da autorização do Conselho para a instalação da mencionada estrutura de
aço e não obtive resposta em ambos os casos.
Não
é a primeira vez que a poderosa siderúrgica suprime elemento histórico tombado
do conjunto arquitetônico do Solar Monlevade. Em 2017, a Arcelormital já havia deixado ruir um telhado rústico que existia sobre o engenho hidráulico de pilões que
integrava o acervo do Museu Monlevade. No Relatório de 1853, o próprio
Monlevade mencionou o citado engenho, conforme transcrevo a seguir:
“Um bicame, ou tanque d’água, colocado a 30 palmos
acima do fundo do quintal e no meio da casa está recebendo a água toda do
ribeirão, dando a força motriz para as duas rodas... há também duas mãos de pilões
movidas por uma das rodas, as quais servem para reduzir em pó a pedra de ferro,
quando não se emprega a jacutinga na fundição, assim como para sacar certas
borras ricas de partículas de ferro, as quais lavadas e refundidas dão um ferro
de superior qualidade.”
Sem o telhado e exposto à chuva, a roda d’água do engenho e seu o bicame de madeira se perderam e ruíram. E o que fez a Arcelormittal? Restaurou o bem tombado? Não. Ela apenas o suprimiu, como demonstra a postagem de novembro de 2017.
Agora, foram as lanternas da porteira principal que sumiram. Obviamente, não é papel da Arcelormittal conservar os bens históricos do Município. Também não é papel da Arcelormittal organizar museu, mantê-lo aberto à visitação, nem restaurar os bens que se deterioram por omissão. O papel da siderúrgica é o de produzir aço. Contudo, se é a Arcelormittal que detém a propriedade dos bens históricos, ela deve providenciar a sua preservação, restauração e acesso ou, então, deve entregá-los para o seu verdadeiro dono que é o povo de João Monlevade. Manter os bens históricos fechados e se perdendo, quando não são alterados, é destruir a identidade monlevadense e o potencial turístico de João Monlevade. São, justamente, o Solar Monlevade, o Museu Monlevade e o Parque Histórico da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, no Jacuí, que inserem o Município dentro do roteiro turístico da Estrada Real de Forma muito especial, pois ao contrario do discurso deturpado cunhado pela da própria Arcelormittal no sentido de “uma pequena forja catalã, fabriqueta de enxadas”, Monlevade, segundo os documentos históricos, foi a maior e mais importante Fábrica de Ferro a funcionar durante o Império Brasileiro, atuando como fornecedora preferencial de artefatos pesados de ferro para as Minas de Ouro do sec. XIX, alguns deles com mais de uma tonelada de peso, os maiores já forjados nos Brasil até então.
O Museu Monlevade, por exemplo, se bem administrado e aberto
à visitação, tem o potencial de alavancar o turismo local, porque conta com
acervo completo sobre a história da indústria do ferro em Minas Gerais. Mas,
para que isso ocorra é preciso conservar e abrir os bens históricos à visitação,
coisa que a Arcelormittal demonstra não estar apta a fazer, por motivos óbvios. Antes que não sobre nada, é preciso que o Município
tome para si a administração dos bens históricos de João Monlevade, não somente
para preservar a identidade local, mas também para alavancar o turismo. Existem
muitos instrumentos jurídicos para tal. Contudo, a Prefeitura atual nem sabe
onde fica o Parque Histórico do Jacuí. Registre-se, por fim, que foi na prefeitura do PT,
que as lanternas do Solar Monlevade desapareceram.
quarta-feira, 1 de março de 2023
Asfaltamento Inconsequente Agrava Risco de Afogamento na Trincheira do Moreira
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
Licitação da Enscon Consolida Conservadorismo de Laércio/Fabrício
A péssima qualidade e o alto custo do transporte coletivo de passageiros em João Monlevade são fatores de visível desgaste da atual administração, porque, em se tratando de um governo do PT, o que se esperava era uma grande mudança no setor. Agora, se vê, concretamente, que a mudança contratada nas urnas não será entregue, evidenciando mais uma vez a imensa dificuldade do PT local em executar seu conteúdo programático no Município e o quão conservador tem se revelado se governo no Município.
Teve início na data de ontem o procedimento licitatório que
escolherá a concessionária que prestará o serviço de transporte público de
passageiros pelos próximos 15 anos. A única empresa interessada a se habilitar
na licitação foi a Enscon. É bom relembrar que o próprio prefeito Laércio já
havia cantado a pedra no ano passado quando proclamou com todas as letras: “a
licitação para escolher a nova prestadora do transporte público coletivo em
João Monlevade pode não atrair interessados”. Na mesma época, empresa
contratada pela prefeitura revelou que o sistema de transporte coletivo tarifado
de João Monlevade era um dos mais
lucrativos de Minas Gerais, apresentado elevado indicie de passageiros
transportados por quilometro percorrido.
É muito incoerente sobre o ponto de vista político um governo
do PT não conseguir produzir um procedimento licitatório, capaz de atrair mais
participantes para o certame e, sobretudo, capaz de instaurar a concorrência entre
eles, pois é a concorrência que abaixa o preço da tarifa. Isso porque o modelo
tarifado, além de muito mais custoso, também funciona mal. Registre-se que, em pleno governo do PT, Monlevade perdeu o momento histórico de adotar o modelo de ônibus
fretados da Tarifa Zero, que é muito mais barato e funcional.
De uma forma ou de outra, politicamente, pegou muito mal para
o governo sua incapacidade de atrair interessados para concorrer a um dos
sistemas de transporte público mais lucrativos do estado. Se alguém ainda tinha dúvida de que Laércio
constituiu no município um governo conservador e refratário às mudanças, ela
desapareceu na “licitação da Enscon”. Depois
de ontem, não tem mais jeito: o patente e pre-anunciado desinteresse da prefeitura em mudar o
transporte coletivo, indubitavelmente, consolida o governo Laércio/Fabrício como um dos mais
conservadores e anti-populares dos últimos 20 anos.
Tudo resultado das “costuras” do gabinete do prefeito, aquele mesmo, cuja articulação política, ou a falta dela, produziu a vitória de Bolsnonaro no segundo turno no Município?









