quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

No Prata, Povão leva Rolla no Carnaval

Geralmente, se não passo todos o dias, procuro, pelo menos, comparecer a um dia que seja no Carnaval do Prata, pois sempre me admirou a forma democrática, popular e intensa que a folia pratiana se apresenta.
No entanto, neste ano, foi diferente. Aquele Carnaval popular, de povão na rua, que de fato traduz a essência de uma festa, da qual, absolutamente, todos participam não aconteceu em S. D. do Prata, este ano.
Como não poderia deixar de ser, já que vivemos numa era democrática de revoluções nos meio de comunicação,  resolvi postar minha indignação nas Redes Sociais e por motivos óbvios escolhi o grupo “São Domingos do Prata – Cidade Fácil de ser Amada” para tal. Foi então que postei:  

Se o prefeito Fernando Rolla quer acabar com o Carnaval do Prata, ele deveria ter a hombridade de se manifestar, publicamente, neste sentido, de modo a permitir que os defensores da cultura local se apresentem, mais prontamente. Pois, mantendo o que aconteceu este ano, é isto que acontecerá.O verdadeiro Carnaval é festa de rua, popular, aberta a todos. E não isso que, infelizmente, se viu neste ano em S. D. do Prata. Um Carnaval fechado de ruas esvaziadas em que o folião se viu refém dos interesses dos empreiteiros de eventos, que faturam horrores. Na pista de cavalgada, onde foi realizado o carnaval pratiano este ano, não havia concorrência de preços entre os barraqueiros e uma garrafa de 200 ml de água era vendida por R$ 3,00. Nunca vi um Prata tão vazio no Carnaval!

Foi o suficiente para que servidores comissionados de Fernando Rolla, assessores de parlamentares alinhados com o governo e correlatos demonstrassem toda sua intolerância com o debate de idéias e a exercício das garantias constitucionais, entre elas, a livre expressão do pensamento.
É certo que ninguém deve ser forçado a concordar com a opinião alheia. Entretanto, numa verdadeira democracia, o direito de se expressar livremente deve ser preservado. Mas a conclusão que se chega, diante do reação do cordel de subordinados políticos de Fernando Rolla é que a ditadura está instalada em S. D. do Prata. Lá, é terminantemente, proibido contrariar a vontade do rei. Os vassalos da realeza não permitem e não toleram a instituição do debate. E o fazem por meio de ataques pessoais e dos mais falaciosos disparos, além de muita xenofobia. O vocábulo “forasteiro”, por exemplo, foi empregado diversas vezes, em função de minha naturalidade monlevadense. E para Fernando Rolla , que, atualmente, preside a AMEPI (Associação dos Municípios do Médio Piracicaba) , com sede em João Monlevade, toda aquela xenofobia apenas demonstrou que o prefeito do Prata não nutre os princípios de cooperação que devem nortear a condução de uma associação de municípios como a AMEPI.
Pude avaliar também, através de uma interpretação sistemática dos inúmeros comentários feitos em minha postagem naquele grupo do Facebook que existe uma parcela da população pratiana que se tornou indesejada no Carnaval.
Muitos justificaram o fim do Carnaval de Rua no Prata pela imundice, baderna e falta de educação promovida por alguns foliões. Ora, questões de mau comportamento devem ser resolvidas com campanhas de educação, conscientização e fiscalização por parte da administração pública. Câmeras podem ser instaladas para o monitoramento dos maus foliões, que são uma minoria. Convênios com as polícias podem ser celebrados visando mais segurança. E, certamente, a Secretaria de Educação pode e deve fazer seu papel de modo a educar e a preparar as novas gerações para a maior festa do ano. Além do mais, justificativas dessa natureza apenas comprovam que a Prefeitura do Prata perdeu a capacidade de promover uma festa sadia, como há vária décadas sempre ocorreu.   

A questão é que, querendo ou não,  apesar da bem estruturada área de eventos, o Carnaval de Rua no Prata acabou. E isso é fato, como também é fato que foi Fernando Rolla o prefeito a acabar com um dos mais tradicionais carnavais da região. A minha opinião é que o carnaval de 2015 em S. D. do Prata foi o carnaval da exclusão, o que retira da folia sua essência de ser a única festa em que todos, dos mais carentes, ao mais "abastados" podem participar. Este ano, o povão não teve caranaval em São Domingos.