Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Heranças de Moreira: Caos na Saúde e Falta D'água

Considerando que Moreira perdeu muito espaço na imprensa escrita local,  não é de causar espanto que jornal “O Celeste”, que até pouco tempo, publicava fotos deformadas da cara do ex-prefeito, acompanhadas das mais odiosas matérias, agora, queira lançar sua candidatura a 2016.
Vamos, então, recordar um pouco da era Moreira.
Dentre os vários problemas que Monlevade vivencia, atualmente, dois se destacam: falta d’água e Sistema Municipal de Saúde.
A rádio Cultura, por motivo óbvios, não cobre nem divulga mais a recorrente falta d’água em vários bairros da cidade, como já fez em outras situações, mas quem convive com o problema sabe que o sistema de abastecimento d’água em Monlevade se tornou um copo furado. Aliás, se nunca tivesse se utilizado da rádio Cultura para manipular a vontade popular de acordo com seus desejos eleitorais, jamais teria sido eleito prefeito de João Monlevade. E se não fosse Moreira, seria outro, visto que o único interesse que Mauri tem na rádio é que ela seja utilizada, eleitoralmente.  
O DAE é uma autarquia municipal que goza de independência financeira e deve executar a prestação do serviço público de tratamento e de distribuição de água, provisionando seus investimentos, ou seja, se determinada adutora, com determinada vida útil é instalada hoje, o DAE também já deve, dentro de seu planejamento orçamentário, provisionar recursos para que, finda a vida útil da adutora, ela seja substituída. É assim que se evita o sucateamento da rede que, invariavelmente se traduz em imenso desperdício e ineficiência do sistema.
No entanto, numa medida populista para se reeleger-se, Moreira instituiu a eleitoreira “taxa mínima”, isentando grande parte da população do pagamento pelo consumo d’água tratada e fluoretada. Naquele momento o povo adorou, porque era menos uma conta a pagar no fim do mês e Moreira foi reeleito. O DAE então teve que funcionar sem receita própria. Resultado: o DAE perdeu sua capacidade de investimento e foi se sucateando. Resultado: falta d’água.  E ainda hoje, mesmo depois de revertida, o DAE ainda não se recuperou daquela medida eleitoreira e populista de Moreira, classificada como Renúncia Fiscal e, expressamente, vedada pela Lei de Responsabilidade.
A verdade é que, antes da “taxa mínima” não se faltava tanta água, em Monlevade, como ocorre atualmente. Se falta água no seu bairro, agradeça ao Moreira.                   
E na Saúde, toda essa problemática que também se percebe hoje é outra herança dos governos Carlos Moreira, que gastou mais de 22 milhões de reais na adaptação do prédio da antiga rodoviária num pretenso e inacabado hospital, desenhando o atual sistema de saúde, que se demonstra, hoje, completamente, inviável.
Monlevade precisa é do antídoto para tudo isso que vive e não de mais uma amarga dose do mesmo veneno. Moreira nunca mais, até porque ele se encontra inelegível para os próximos 30 anos.