Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Aumento da Passagem

A manchete veiculada no Jornal A Notícia, recentemente, “Prefeito garante tarifa de ônibus congelada nos próximos 2 anos” é um escárnio contra a inteligência do cidadão monlevadense.
Até pouco tempo, a Enscon cobrava a passagem no cartão a R$ 2,45 e em dinheiro a R$ 2,65. Cerca de 80% dos usuários pagam a passagem por meio do cartão.
Recentemente, foi aprovada na Câmara projeto de lei que desobriga a Enscon de manter a diferença de 5% entre o preço pago em dinheiro e no cartão.
Também, recentemente, a Enscon anunciou que em 90 dias não mais receberá o pagamento da passagem através do Real, moeda circulante na República Federativa do Brasil.
Eis então que a Enscon inverte a lógica de seu sistema de bilhetagem, extinguindo o meio de pagamento em dinheiro, mas unificando o preço da passagem  no valor desta que é o mais caro.
Assim, caso a Enscon, realmente, efetive seu delirante intento de não receber mais em Real, haverá sim aumento de passagem para os 80% dos usuários que pagavam no cartão, ou seja, para a grandíssima maioria.

Essa empresa debocha do povo monlevadense e parte da imprensa também.           

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Engenharia




São lamentáveis a falta de zelo, o desleixo e o serviço porco prestado pela prefeitura dos Torres. Recentemente, antes da revoada tucana ocorrida no Hospital Margaria, a Prefeitura/Dae realizou reparo na rede de esgoto da Rua Dr. Geraldo Soares de Sá, defronte ao HM.
Para tanto foi necessária a reiterada dos bloquetes de pedra, impecavelmente, assentados naquela via pela saudosa Belgo-Mineira, ainda nos tempos de Louis Ensch. Os bloquetes, então, desapareceram e a Prefeitura/Dae se viu obrigada a recompor o leito da rua com um pavimento muito mais grosseiro do tipo pé-de-moleque.
O resultado não apenas ficou todo desnivelado, como também deixaram no meio exato da via um imenso buraco (fotos). Isso mesmo: o buraco não se formou ali após o serviço. Ele foi resultado, direto, da intervenção.
É incrível como em pleno sec. XXI essa Prefeitura dos Torres não apresenta a menor engenharia nas intervenções que realiza.


Cassino









Dispõe a Lei Orgânica do Município de João Monlevade:
Art. 170. Ficam tombados, para o fim de preservação, e declarados monumentos naturais, paisagísticos, artísticos ou históricos, sem prejuízo de outros que venham a ser tombados pelo Município:
[...]
X - o prédio do antigo Cassino;
[...]

Com se vê pela fotos anexas, apesar da determinação legal acima e do respectivo e evidente valor identitário para o gentílico local, o Antigo Cassino de Monlevade, de domínio da Arcelormittal, se encontra em estado lastimável de conservarão: o reboco externo apresenta avarias e a pintura está se desintegrando e desprendendo-se das paredes. Grande quantidade de mofo também pode ser vista nos beirais do telhado.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Prohetel não Larga o Osso

 Após a derrota do PSDB às eleições para o governo de Minas, percebeu-se muita movimentação de bastidores a fim de se buscar uma conformação tucana à nova realidade do cenário político mineiro.
Uma delas foi a revoada tucana ocorrida no Margarida, cuja forma atropelada com a qual as aves bateram a assas apenas demonstrou que o último interesse do tucanato era de, realmente, administrar aquela Casa de Saúde, haja vista que, independentemente de quem seja o governador de Minas, o hospital continua lá com sua grande importância para a população de João Monlevade e região. Quem é voluntário, o faz por dedicação a uma causa, independentemente, do ocupante do Palácio da Liberdade. 
Outro movimento que também chamou atenção foi da afamada empreiteira Prohetel Projetos e Construções LTDA , que, como todos sabem, mantém ligações estreitas com o ex-deputado Mauri Torres e que num passado recente alcançou notoriedade por, ao lado de Carlos Moreira, protagonizar o escândalo que ficou conhecido como a Farra do Lixo.
Em Ação Civil Pública que se arrasta,  ainda sem desfecho, na incrível lentidão da Justiça de João Monlevada, desde março de 2010, o Ministério Público concluiu que a Prohetel, enquanto prestadora  do serviço de coleta do lixo doméstico e hospitalar em João Monlevade, durante os governo s Carlos Moreira, chegou a causar um prejuízo aos cofres públicos do Município de cerca de 4 milhões de reais, numa intensa sucessão de aditivos que alteram, irregularmente, o valor do serviço enquanto vigente o contrato.
Recentemente, a Prohetel,  empreiteira cujo histórico, no mínimo, sugere uma certa inidoneidade para contratar com a Administração Público, venceu, junto ao Município, a licitação para recolhimento do lixo hospitalar da cidade de João Monlevade.     
Também, recentemente, no âmbito da AMEPI, presidida pelo prefeito de S. D. do Prata, Fernando Rolla, a Prohetel, que chegou a prestar muito serviço para os governos tucanos de Minas, também foi escolhida para prestar o serviço de manutenção das redes de iluminação pública dos vários Municípios que compõem o novíssimo Consmepi (Consórcio Multisetorial do Médio Piracicaba), também presidido por Rolla.     

Agora, para fechar o círculo da provável malversação, só falta o conselheiro do Tribunal de Faz de Contas de Minas Gerais, Mauri Torres, se colocar como julgador das contas relativas aos contratos firmados com a Prohetel. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Verão Seco Registra a Primeira Queimada em João Monlevade


De forma muito parecida com o que ocorreu o  ano passado, neste ano ainda não choveu. É preciso relembrar que a estiagem do ano passado resultou em racionamento de água em várias cidades vizinhas e em queimadas generalizadas nas matas do entorno de João Monlevade, que só não está em alerta hídrico porque o atual governo é inoperante em todas as áreas, sobretudo, na pasta do meio ambiente.
Pelo que pude observar, o vital fenômeno climático chamado pelo INPE de Zona de Convergência do Atlântico Sul, que é aquele imenso corredor de umidade formado, no verão, desde o Amazonas, passando pelo Centro-Oeste, Minas, indo até o litoral do sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, ocorreu apenas no início de dezembro. É essa Zona de Convergência, caracterizada por aqueles sucessivos dias de chuvas, por aquela invernada de precipitações finas e intensas, que traz água da Amazônia para nossa região, além de outras. Quanto maior a frequência de formação da Zona de Convergência, maior é a transferência de água da Amazônia para o Sudeste. Quando a frequência diminui muito, o resultado é a seca.
Considerando o grande déficit hídrico do ano passado e o fato de chegarmos à segunda quinzena de janeiro na mesma situação é preciso que o Município deixe de ignorar a situação, passando a informar e a orientar a população sobre a necessidade do uso reacional da água, preparando-se para o ano, extraordinariamente, seco que muito provavelmente pode caracterizar a passagem de 2015.  Para se ter uma ideia da situação...  nesta semana, em pleno verão, Monlevade já registrou a primeira queimada do ano de 2015 (foto). Foi no bairro Recanto Paraíso.  

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Ocidente não Compreende a Jihad

O brutal incidente ocorrido em Paris, recentemente, é mais uma mostra de que o Ocidente ainda não compreendeu o que é a Jihad.
Assim como o Hajj, que é obrigatória peregrinação à Meca, a esmola, o jejum no Ramadã e etc, a Jihad é um fundamento do Islã.  Conhecida também como Guerra Santa, a Jihad não possui apenas um forte significado religioso.  A Jihad também tem seus elementos morais, culturais, étnicos e até geopolíticos.  Foi por meio da Jihad, por exemplo, que o Islã se expandiu da Península Arábia, atingindo todo o Norte da África, Oriente Médio, instalando-se em certos períodos em Portugal, Espanha, indo até o Extremo Oriente.  É a Jihad que confere o caráter expansionista, próprio do Islã. Foi também a Jihad que tomou  dos europeus o controle sobre o comércio da Rota da Seda, mergulhando a Europa na pobreza da Idade Média.  
A história mostra que exército convencional não dá conta da Jihad. Cada jihadista é um soldado doutrinado, autônomo, que sabe o que fazer, sem precisar receber ordens centralizadas para tal, com extraordinária predisposição a morrer em combate, já que a Jihad é considerada um estado perfeito fé. 
O terrorismo não é uma exclusividade do Islã. Um dos mais famosos terroristas da historiografia mundial foi um conde católico que tinha o hábito de empalar jihadistas nos Bálcãs, região estratégia da Europa, que, durante a Idade Média, sofreu intensa pressão expansionista por parte do islã.   Esse terrorista era tão eficiente e sanguinário que lhe foi atribuída, com propriedade, a fama de beber o sangue de suas vítimas. Seu nome era Drácula. Aliás, no passado,  a Igreja teve seu próprio movimento contra-jihadista, que ficou conhecido como As Cruzadas. Durante mil anos, com o objetivo de retomar as fundamentais rotas de comércio com o Extremo- Oriente (Índia e China) e sem muito sucesso, o Catolicismo empreendeu uma série de Cruzadas, que, na brutalidade e no terror, não ficaram devendo nada à Jihad. Foi assim até o Ocidente perceber que a Jihad não podia ser derrotada, mas podia ser contornada. E foi assim que se deram as Grandes Navegações. Com a Rota da Seda tomada pela Jihad, a única forma de os europeus reestabelecerem o tão necessário comércio com o Extremo Oriente era por via marítima. O primeiro a chegar à Índia por via marítima foi o português Vasco da Gama. Daí em diante, a Europa se firma novamente como agente hegemônico do comércio mundial. Com isso, a Europa não apenas se livrou da pobreza da Idade Média como também criou as condições socioeconômicas para se engajar na Renascença e, posteriormente, na Reforma Protestante, que, no Ocidente, separou o Estado da religião.  As Cruzadas não eram mais necessárias.
Diferentemente da Igreja, o Islã ainda não passou por uma reforma do tipo da protestante.  Talvez, o Islã ainda não tenha tido tempo para isso já que é a última e a mais nova das três religiões monoteístas. Talvez, também não tenha tido condições socioeconômicas para tal, já que, com raras exceções, as nações islâmicas, invariavelmente, têm ocupado a periferia econômica do Mundo Capitalista moderno.
Como se vê, a Jihad não é algo novo, como muitos imaginam. Muito pelo contrário, a Jihad é coisa da Idade Média, que, portanto, não dialoga com conceitos modernos como a liberdade de expressão.  Assim, neste mundo pós-Guerra Fria, em que a Jihad volta a ganhar vida com muita intensidade, a publicação de charges provocativas do profeta Maomé chega a ser uma imprudência imensa. É o mesmo que, literalmente, cutucar a onça com um lápis,  além de um atestado de ignorância em relação ao Islã .
Por outro lado, também não é aceitável que o Mundo Moderno conviva com fenômenos medievais, como a Jihad, atualmente, verificada na Síria, no Iraque e na recorrência dos atentados. 
A Jihad não pode ser vencida por forças convencionais, mas pode ser sufocada. Num primeiro momento, seria preciso a coordenação de esforços globais para sufocar, materialmente, a Jihad. Seria preciso um movimento de toda a Comunidade Internacional para embargar o suprimento de armas, recrutas e insumos para os jihadistas.
Mas, fundamentalmente, seria  necessário que o Ocidente se engajasse junto a setores mais liberais da Comunidade Islâmica  como apoiador ou indutor de um processo de reforma dentro do Islã, tal qual já ocorreu com a Igreja Católica. Bombas, guerras e invasões já se demonstraram ineficientes neste processo e no caso específico do Iraque, ao contrário, apenas têm atuado como alimentadoras da Jihad.
Aí, depois que um Martin Lutero, de turbante, passar triunfante por Meca, talvez todos nós possamos dizer: je suis Charlie.  

domingo, 4 de janeiro de 2015

O que Desejo para Minas Gerais em 2015

Para 2015, desejo que o mineiro deixe de acreditar que é caipira. Desejo que o mineiro volte a compreender que seu estado se chama Minas Gerais, porque aqui se estabeleceu e floresceu uma civilização única e riquíssima, em todos os aspectos, em meio a mineração do ouro. Desejo que o mineiro olhe para as primeiras vilas aqui fundadas, a partir do descobrimento do ouro em 1695, como Ouro Preto, Mariana e Sabará, e perceba que Minas nasce e se firma urbana... ordenada. Desejo que Minas redescubra que o Barroco e o Rococó mineiros são fenômenos artísticos próprios de uma sociedade complexa, sofisticada e, eminentemente, urbana, sem precedentes e sem similar em todo o Continente Americano.
Em suma, desejo que o mineiro se volte para as Minas. Que perceba que Minas Gerais vive um segundo e importantíssimo ciclo da mineração – o do minério de ferro – uma fabulosa riqueza que há décadas vai se esvaindo, sem contudo, promover os benefícios merecidos pelo povo mineiro. 
Enquanto o mineiro segue acreditando que é caipira,  montanhas inteiras de ferro são extraídas de seu subsolo, pagando apenas 3% de royalties sobre o lucro da mineradoras (os royalties do petróleo são de 10% sobre o faturamento das petroleiras) e para Minas vai restando apenas o dano ambiental e a exaustão de seus metais.
 O ouro, então, virou tabu. Acreditando que é caipira, o mineiro não se recente em não mais poder minerar o ouro, cuja exploração é reservada apenas para as grandes empresas mineradoras, muitas delas, estrangeiras . Que Minas Gerais é essa que o mineiro não pode mais minerar?
Em 2015, desejo que o mineiro volte a minerar o ouro, o ferro, o nióbio, as pedras preciosas e etc. E que toda essa riqueza seja revertida de forma justa para Minas Gerais.  

Mais Lucro para a Enscon e o Povo que se Dane


O dono da Enscon, Mauro Lara (foto), faz o que quer e o que não que em João Monlevade. Para a Enscon a lei é apenas algo para a ser transgredido. 

Há anos, a Enscon viola o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, ao cobrar passagem mais barata de quem adere à sua bilhetagem eletrônica, o Enscon-card. O usuário que ousa contrariar a vontade de Mauro Lara, pagando a passagem em dinheiro, é punido com considerável sobrepreço de tarifa.
No ano retrasado, após os Protestos de 2013, o Governo Federal isentou a prestação do serviço de transporte coletivo de PIS e de COFINS. A Enscon não repassou tal isenção ao valor da tarifa, transformando a medida em apenas mais uma razão para o aumento de seus lucros. 
Recentemente, o prefeito Teófilo Torres concedeu uma duvidosa isenção de ISS à empresa. Novamente, a Enscon aumentou seus lucros, deixando de repercutir no preço da passagem a isenção concedida.
Agora, a Enscon extingue, de vez, a figura do trocador nos coletivos ao anunciar que não receberá mais a passagem em dinheiro e, com isso, a empresa corta, praticamente, a metade de sua folha de pagamento. Mais uma vez, a empresa absorve todo o lucro de tal medida, sem a menor conseqüência para a redução do preço da passagem em João Monlevade, que, historicamente, tem sido uma das mais caras de Minas.
Tudo ao arrepio da legislação específica, inclusive a trabalhista, que veda diferença de preço para o vale-transporte, contrariando ainda o contrato que a Enscon tem vigente com o Município para prestar o serviço de transporte público de passageiros. 
Para uma concessionária de serviço público essencial, diretamente, associado ao direito de ir e vir e submetida ao princípio constitucional da legalidade, a situação de abusos sucessivos de direto colocados em prática pela Enscon, nestes últimos vários anos, é apenas o mais fiel reflexo de um modelo de transporte público que se move apenas no sentido de superenriquecer alguns poucos e o povo que se dane. 
Caso tenha seu dinheiro recusado a bordo de um coletivo da Enscon, faça um vídeo, se possível; colha testemunhas, acione a Polícia Militar e registre a ocorrência, com fundamento no art. 43 da Lei de Contravenções Penais, in verbis:


CAPÍTULO V

DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA

Art. 43. Recusar-se a receber, pelo seu valor, moeda de curso legal no país:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.