quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Trinta Dias do 1º Turno

Invariavelmente, colhe-se o que se planta. E fico, extremamente, feliz em ver que o fenômeno Marina Silva atingiu, certeiramente, logo a candidatura de Aécio Neves, que representa os interesses da parasitária e malévola Elite Brasileira, dos juros altos, da concentração de riqueza, do superávit-primário escandaloso, do entreguismo e da manipulação da mídia.
Nas sociedades mais igualitárias e mais desenvolvidas do mundo, em que suas elites inserem o país num contexto robusto de racionalidade, como Noruega, Finlândia ou Dinamarca,  dificilmente, uma tragédia pessoal como a de Eduardo Campos produzira tamanha reviravolta no processo eleitoral como a que se verificou no Brasil, recentemente. E o motivo disso é simples: indivíduos inseridos em contextos lógicos tendem a tomar suas decisões de forma racional. Assim, como a tragédia de Eduardo Campos, logicamente, não torna Marina mais apta a governar o Brasil, tal evento não surtira maiores efeitos naquelas sociedades. 
Mas, como estamos no Brasil, onde a Elite Nacional, para manter seu parasitismo e seus desvios mil, se recusa, terminantemente, a promover um contexto filosófico mínimo no país, capaz de ensinar o indivíduo a pensar e a raciocinar e, ao contrário, induz tudo para o passional, Aécio já era, vítima dessa mesma passionalidade: o feitiço virou-se contra o feiticeiro.
Contudo, neste momento, a cerca de 30 dias do primeiro turno das eleições e apesar deste país, propositalmente, passional, acredito que, uma vez exaurida toda aquela comoção dos dias que sucederam a morte de Eduardo Campos e com novas denúncias sobre a Petrobrás, relacionadas ao nome de ex-governador de Pernambuco, acredito que Marina deve perder seu fôlego, se é que se pode atribuir tal aptidão a quem preenche o perfil de uma tuberculosa. Afinal, apesar de toda a irracionalidade que salta aos olhos neste país, o Brasil tem a sua disposição as novas mídias que foram determinantes na eclosão dos históricos Protestos de Junho de 2013 e que, da mesma forma, também serão determinantes neste pleito. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Minério de Ferro para o Hospital Margarida


Como a Arcelomittal não apresenta dado algum sobre a superexploração do Andrade, vou tentar apresentar alguns números no sentido de esclarecer a magnitude de tamanha riqueza, que diariamente, circula em nossas ruas.
Atualmente, corre a informação extra-oficial de que são extraídas da Mina do Andrade cerca de 300 carretas diárias de minério de ferro, com uma média de 40 toneladas por veículo (há dias em que o número de carretas sobe para 360). Considerando o preço da tonelada do minério de ferro, em julho de 2014, em 95 dólares e a cotação atual da moeda americana, em 2 reais e 20 centavos, conclui-se que a empresa fatura diariamente, o soma de 2 milhões e 508 mil reais. Em trinta dias, o faturamento da mineração no Andrade alcança a incrível soma de cerca de 75 milhões e 240 mil reais. Isso, considerando apenas o ferro escoado em carretas, sem levar em conta o que é transportado pela linha férrea.
Por certo, a cava da Mina do Andrade se encontra localizada no município de Bela Vista de Minas, para onde são recolhidos os respectivos royalties: apenas 3% sobre o lucro da mineradora. No entanto, como é Monlevade que absorve todo o ônus sócio-ambiental da atividade mineradora do Andrade, apresenta-se justa e razoável a necessidade da empresa contribuir com o custeio do Hospital Margarida, até mesmo como forma de compensar o Município pelos transtornos e danos causados pelo transporte rodoviário do minério de ferro. Além do mais, o Hospital também atende à população de Bela Vista, como os de toda a região.
Há que se ter em mente ainda que o Hospital Margaria foi concebido, construído e mantido durante décadas pela saudosa Belgo-Mineira, cujo desligamento com a casa de saúde se deu de forma unilateral e muito abrupta, não obedecendo a um procedimento escalonado e paulatino que propiciasse maior estabilidade econômica para o Hospital.
Exemplo semelhante é o de Ipatinga, onde a Usiminas mantém o Hospital Márcio Cunha.
Não há lei que obrigue a Arcelormittal a colaborar com o custeio do Margarida. Mas, moralmente, a empresa não só pode como também deve se unir aos esforços para manter o Hospital de Louis Ensch longe das crises financeiras e do risco de fechamento de setores importantes do hospital. E aquele valor de 240 mil reais que excede o faturamento mensal de 75 milhões com a mineração já seria algo bastante expressivo. Não é possível que tanta riqueza não possa se traduzir em justos benefícios para o cidadão monlevadense e para todos  os demais que buscam atendimento no Hospital.                    

Gambiarra



Uma das fortes marcas dos governos Moreira foi a gambiarra. O Pretenso Santa Madalena e a trincheira do Moreira que o digam.
Como Moreira se encontra, festejadamente, inelegível pela lei da Ficha Limpa, o ex-prefeito-improbo busca sobrevida nos filhos de Mauri, atuando como muleta política dos mesmos. Ademais, Teófilo e Moreira são egressos do mesmo nicho eleitoreiro e aliados de primeira ordem.
Assim, como não poderia ser diferente, o moreirismo acaba afetando a atual administração de forma muito marcante.
Recentemente, o governo Teófilo Torres re-asfaltou parte da Avenida Wilson Alvarenga nas imediações da chamada trincheira do Moreira, desviando-se, porém, de nivelar a alvenaria dos bueiros naquele ponto da via. Ao invés disso, recorreu-se aos assentos catedráticos da mais pura gambiarra moreirista para soldar vergalhões sobre as grades dos tais bueiros. Quando vi funcionário da Prefeitura executando o serviço, me indaguei: será que ele não vê o trânsito de carretas, com peso acima de 40 toneladas?
Como demonstram as fotos, invariavelmente, a lei do menor esforço resulta em esforço dobrado e em se tratando de esforços públicos quem paga o pato é o contribuinte monlevadense, em meio aos solavancos do bueiro desnivelado.         

    

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Margarida na Lei de Responsabilidade Fiscal


Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (art. 15 e seguintes), o emprego de recursos públicos na instalação de estrutura demandante de custeio, como a construção de um Pronto Socorro ou de um CTI, deve ser acompanhada de  “estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes” e de “declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias”. Do contraio, tal ação pode ser considerada não autorizada, irregular e lesiva ao patrimônio público.
Significada dizer que ao se instalar o Pronto Socorro e o CTI do Margarida, sem que fosse garantido o custeio de tais estruturas, os envolvidos, inclusive os figurões do governo de Minas, como Danilo de Castro, violaram, frontalmente, os ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ademais, uma política de saúde pública que se orienta, majoritariamente, para a instalação de estruturas físicas, sem que haja a responsabilidade em se garantir o custeio das mesmas, revela o interesse ávido e imediato em execução de voluptuosas obras de engenharia civil.  É uma situação que demanda profunda análise sobre os contratos de execução de obras no Margaria, já que, como ocorreu com o malfadado Santa Madalena, o que vem importando parece na saúde pública monlevadense, nesses últimos 15 anos, é a instalação de estrutura por empreiteiras contratadas, figurando o atendimento para a população como uma possível e, muitas vezes, remota conseqüência disso tudo. É a política do “construir é preciso, o resto que se dane!” Quem são essas empreiteiras e até onde vão seus interesses junto à Administração Pública?      

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Que Crise é essa no Margarida?

Foto: http://zegeraldodoespinhacooficial.blogspot.com.br/2012_08_01_archive.html

Estranho! Até pouco tempo atrás, a administração do Hospital Margarida, festejada em palanques de inaugurações fabulosas, amplamente, divulgadas pela mídia, contando com a presença de Danilo e Rodrigo de Castro, Mauri Torres, Carlos Moreira, Lucien Marques, Guilherme Nasser e outros, vinha de vento em polpa. Agora, já está em crise, justamente, depois de uma auditoria realizada pelo Ministério da Saúde, em que se constatou que o Margarida e a Secretaria de Saúde não possuem grande parte da documentação necessária à comprovação dos gastos referente ao repasse mensal de recursos públicos que o Município realiza para com aquela casa de saúde. Documentação esta que, aliás, até agora não apareceu.
É preciso agora que as instituições cobrem, tanto Secretaria de Saúde, quanto do Hospital uma resposta séria e honesta sobre o que, realmente, está acontecendo e de onde vem esta crise.          

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Marina


Infelizmente, a Marina é fraca em todos os sentidos. Demonstrou fraqueza, por exemplo, ao não conseguir recolher as assinaturas suficientes para fundação de seu partido político, aquele travestido de Rede Sustentabilidade. Para quem pretende, agora, votar em Marina, recomenda-se prudência, pois o voto deve ser consciente e não movido pela paixão ou pela comoção momentânea gerada pela tragédia de outrem. Recomenda-se também uma análise profunda sobre o vice da Mariana, pois a franqueza desta candidata não é apenas política. O cotidiano imposto pela Presidência da República, além de robustez política, também demanda saúde física, coisa que a Marina não tem e que, paradoxalmente, salvou a sua vida: tivesse a Marina condições de acompanhar o frenético ritmo de campanha empreendido por Eduardo Campos, ela não utilizaria vôos comerciais para se deslocar pelo país.
Numa situação muito brasileira em que os mortos, automaticamente, se tornam santos e a então canonização popular de Eduardo Campos aproveita, momentaneamente, a Marina Silva, tenho consciência de que vou despertar a ira de muita gente com o que vou afirmar adiante – mas, que se dane: Marina não suporta seis meses de Presidência da República, ela tem o perfil de uma tuberculosa.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Retroescavadeira da Prefeitura é Flagrada em Terreno Particular







As imagens capturadas em plena manhã de domingo, 20/07/2014, e divulgadas no Grupo Transparência Monlevade, do vereador licenciado e atual secretário de serviços urbanos Sinval Jacinto, monitorando o serviço realizado por uma retroescavadeira da Prefeitura em terreno particular são muito graves.
Sinval tenta justificar que o serviço se trataria da limpeza de um córrego, mas não apresenta o devido licenciamento ambiental para tal, havendo ainda testemunhas de que o maquinário da Prefeitura também vem sendo utilizado para executar outros serviços naquela propriedade particular.   
Além de um prefeito acusado de funcionário fantasma em Nova Serra, de uma secretária de fazenda investigada por uma produtiva CPI, em Nova Era, de um secretário de meio ambiente acusado de assédio sexual, Monlevade, agora, também tem secretário que, descaradamente, faz uso privado da coisa pública. Não vou nem citar o envolvimento de Mauri no Mensalão Tucano. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Falta de Educação

Leio reclamações fundamentadas sobre a falta de educação dos monlevadenses. Realmente, João Monlevade, apesar de sua pujança econômica e de sua incrível vocação para a modernidade, é a cidade mais imunda da região. Em nenhum município vizinho se encontra, por exemplo, lixo doméstico entulhado em becos, passeios, esquinas e etc, como é tão comum de se ver aqui.
O que não posso concordar é com a afirmativa de que os políticos não são responsáveis por isso. Fundamentalmente, se a população não tem colaborado na manutenção da limpeza da cidade é porque os governantes não assumem seu dever de instruir e de educar os cidadãos neste sentido, nas escolas. Educação é dever do Estado.  E este deve ser o papel da escola moderna: formar cidadãos e não apenas vestibulandos.   
Também não adotam políticas públicas sérias para a gestão dos resíduos sólidos produzidos no Município, o que demanda planejamento, coordenação, informação, educação e fiscalização. A bem da verdade, a atual administração não tem conseguido, sequer, manter o centro da cidade limpo.  
O que se pode dizer é que João Monlevade é a cara de seu prefeito. E Teófilo Torres não tem apresentado muito asseio. E com a operadora do Choque de Gestão, Laura Carneiro, investindo apenas 14% da receita corrente líquida em educação, como ocorreu no primeiro quadrimestre, pode-se aguardar pelo incremento da falta de educação.  

terça-feira, 8 de julho de 2014

Muita Cabeleira, Muita Bunda e Nada de Gols


Uma seleção muito mais midiática do que tática. Muita cabeleira, muita bunda e nada de gols: pressão da mídia. Talvez isso traduza nosso cotidiano de aparências e de pouca essência. Talvez, também tenhamos que aprender mais com os alemães, que são uma nação muito mais civilizada do que a nossa. O resultado da Copa não favorece a Dilma, muito menos aproveita a Aécio. 
Pelo fato do 7 a 1 ter ocorrido em pleno Mineirão, no dia em que Ouro Preto completa 303 anos, interpreto como o troco pelos recorrentes desmandos e atentados sofridos por Minas Gerais nos últimos 16 anos. 
Resta-nos, agora, batizar aquele viaduto em Belo Horizonte de Hanna Cristina Santos, a grande heroína dessa Copa, que deu sua vida para salvar, pelo menos, outras 30 pessoas na Av. Pedro I . Fosse na Alemanha, o engenheiro responsável pela obra já estaria preso, correndo o mesmo risco o prefeito.

Diga-me com Quem Andas que Eu lhe Direi Quem és


A exemplo do que fizera com Teófilo Torres, em 2012, Carlos Moreira, o mais processado, ímprobo, corrupto, inelegível, diabo a quatro, ex-prefeito de João Monlevade, já pode ser visto pelas ruas a pedir voto para o candidato Tito Torres, irmão do prefeito. É que por estar inelegível pela Lei da Ficha Limpa, essa é a forma encontrada por Moreira para se colocar no poder: através dos filhos de Mauri.
Agora chegou a hora do Moreirão explicar ao eleitor como aquele que resolveria as demandas da cidade se transformou num prefeito fantasma e porque o mesmo não acontecerá com o Tito, caso seja eleito em outubro próximo. Pergunta para o Moreira...