quinta-feira, 18 de julho de 2019

Redescobrindo a História de João Monlevade

 Através dos textos publicados pelo Blog Monlewood, a partir do bicentenário da chegada ao Brasil do minerálogo e metalurgista francês João Antônio de Monlevade, você descobriu que:
a)O traçado da Avenida Getúlio Vargas corresponde a um muito distinto ramo da Estrada Real que dava acesso à Fábrica de Ferro Monlevade, por onde transitavam numerosas tropas e os famosos carretões de quatro rodas, puxados por muitas juntas de bois, que escovam parte da produção de artefatos de ferro de mesma.
b)A Fábrica de Ferro Monlevade era considerada a Meca dos Tropeiros, atraindo diversas tropas de todas as regiões de Minas, não apenas pela prestação do serviço completo de ferragem de animas, como pela grande circulação do comércio de cravos, ferraduras e, sobretudo, pela extensa rede de boas estradas abertas e mantidas por Monlevade, muitas delas carroçáveis e dotadas de pontes para travessia sobre os rios Santa Bárbara e Piracicaba, o que era muito incomum na época.
c)A Fábrica de Ferro Monlevade não produzia apenas enxadas e ferramentas para a agricultura. Monlevade foi por mais de 50 anos o fornecedor preferencial de artefatos de ferro para as dezenas de companhias inglesas de mineração do ouro que se estabeleceram em Minas a partir de 1826, produzindo para elas, principalmente, as cabeças de oitenta quilos de ferro dos trituradores dos engenhos de pilões (foto) empregados no processamento do quartzito aurífero na atividade mineradora. Produzia também para os ingleses peças de ferro muito maiores, de mais de 900 quilos de peso. Outras eram muito mais elaboradas. Há registro de mestre-ferreiro de Monlevade que produziu um relógio de parede e uma máquina costura.
d)As peças de ferro mais pesadas eram entregues ao cliente pelo próprio estabelecimento de Monlevade, não importando a distância. Eram famosos na região seus carretões de quatro rodas, puxados por muitas juntas de bois. Há registro de carretão de Monlevade que entregou um aguilhão de ferro (eixo de transmissão de engenho de pilão) de mais de 900 quilos de peso na Mina do Morro Velho, em Nova Lima, a mais de 80 léguas de distância.
e)Os primeiros martelos e equipamentos para Fábrica de Ferro chegaram a Monlevade em 1828, através de expedição inédita e tripulada por uma centena de índios botocudos, que, em 12 canoas militares (foto), conduziram os 7.500 quilos da preciosa carga do litoral do Espírito Santo ao interior de Minas, através de arriscadíssima navegação pelos rios Doce e Piracicaba.

f)Sob a ótica do estabelecimento em si, não houve apenas uma fábrica de ferro em Monlevade. Elas foram três: a primeira, chamada de Fábrica Velha, funcionou de 1828 a 1853, a segunda, chamada de Fábrica Nova, funcionou de 1853 a 1891 e a terceira, a Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade, neto do patrono do Município, funcionou de 1891 a 1897.
g)O Martelo-Vapor (foto), que hoje integra o acervo do Museu do Ferro, pertenceu à Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade. Seguramente se trata da primeira máquina a vapor da indústria siderúrgica brasileira e de único exemplar do gênero na América - Latina.
h)E por último, mas não menos interessante. Você descobriu no Monlewood que a Belgo-Mineira instalou a casa de máquinas da Hidrelétrica do Jacuí (foto) no prédio onde funcionou a Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade, construído pela Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros do Barão de Mauá, prédio este que se encontra de pé ainda hoje, apesar de desconhecido por muitos.

Como se vê não foram poucas as coisas da história local descobertas pelo Blog Monlewood. Continue a segui-lo, pois ainda existe muito mais a descobrir sobre a interessantíssima história fabulosa Fábrica de Ferro de João Monlevade.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Novo Centro: Engenharia e "Custo Quase Zero"?


Assisti ontem a entrevista que circula na internet concedida pelo chefe do SETTRAN, Brenno Lima, em que o entrevistado afirmou que existe projeto de engenharia para o “Novo Centro” e que o custo das intervenções seria “quase zero”. 
O projeto de engenharia que se questiona não é aquele referente à planta das pistas, com a implantação de canteiros, guias, etc. O projeto de engenharia que se cobra é aquele referente à engenharia de trânsito daquela área do centro, em que dados do tráfego de veículos automotores foram previamente coletados nos momentos de pico e em que as características dos fluxos de influência foram analisadas para subsidiar a equação matemática, cuja interação das variáveis será igual a zero, ou seja, o projeto técnico que chega à conclusão matemática de que as alterações realizadas irão facilitar o fluxo de veículos naquele local. Este projeto de engenharia de tráfego não existe, repito. 
Também não se pode admitir a fala de que o chamado “Novo Centro” tenho "custo quase zero” para o erário. Dizer isto é subestimar o dinheiro público.Mesmo que grande parte das alterações no trânsito tenha sido realizada diretamente pela Prefeitura, não é possível crer que aqueles dois semáforos, a substituição do pavimento, a instalação de canteiro, guias, quebra-molas e os vários dias de trabalho, etc, não tenham custado algumas dezenas de milhares de reais para o contribuinte monlevadense. E qualquer soma que ultrapassar o milhar de real ficará bem longe de zero.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Eleições 2020: Railton recebe convite para compor chapa com Guilherme Nasser




O vôo solo do vereador Guilherme Nasser para 2020 é cada dia mais certo. Com as malas prontas para o PSL, Guilherme Nasser é pré-candidato a prefeito. Trata-se de um considerável racha na base política do grupo de Carlos Moreira. Não é de hoje que Guilherme apresenta postura descolada do governo na Câmara. Chegou, recentemente, até a propor projeto de lei que proibia a inauguração de obras  inacabadas, depois que Simone inaugurou a ETE do Cruzeiro Celeste. Nasser vê o mandato de Simone como algo que furou a fila no processo de formação de candidatura a prefeito de seu grupo. Em suma, se sentiu postergado, com razão.  Ele, que é afilhado político de Mauri Torres, deseja ser prefeito e acredita que seu momento é agora. Tanto é que já apresentou convite ao médico Railton Franklin para compor sua chapa como vice, numa dobradinha PSL/PDT. Dr. Railton obteve uma respeitosa segunda colocação nas ultimas eleições, por diferença de apenas 126 votos, quando disputou a prefeitura tendo como vice, o ex-prefeito Dr. Laércio Ribeiro (PT). Dr. Railton também é sogro do irmão de Guilherme Nasser,  o que explica a, até então, incompreendida pressão familiar apresentada pelo pedetista como justificativa para retirar sua candidatura, como havia feito há pouco mais de 90 dias.  

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Novo Centro Piorou




O não alcance do resultado desejado no projeto chamado de “Novo Centro”, da prefeita Simone/Carlos Moreira, não surpreende e é mais uma conseqüência de um governo marcado pela aversão à engenharia e aos procedimentos técnicos.
O tráfico de veículos automotores é objeto de estudo da disciplina conhecida como Engenharia de Trânsito. É muito difícil encontrar resultados satisfatórios no trânsito, sem que as ações destinadas a seu aprimoramento sejam precedidas do devido estudo de engenharia, como ocorreu no caso das alterações provocadas pelo projeto executado pelo SETTRAN. Infelizmente, Monlevade não conta com um engenheiro de trânsito na chefia do SETTRAN, de modo que não se pode esperar outra postura do órgão a não ser a de “tentativa e erro”, o que não é admissível numa administração pública, que deve nortear suas  ações no princípio da eficiência, como determina a Constituição. Ao contrário do que dizem os governistas e vinculados, as situações de acessibilidade e de congestionamento naquele ponto do centro comercial, no horário de pico, de fato, pioraram a olhos vistos.  Antes, era possível trafegar pelas ruas paralelas à A. Getúlio Vargas,  para subir em direção aos bairros, voltando pela R. Joana d’Arc ou pelo beco do hotel e contornando no Cabritinho para seguir em direção ao B. Santa Bárbara ou para a A. Gentil Bicalho. Agora, tal caminho alternativo não é mais possível, forçando o motorista a utilizar apenas as avenidas mais congestionadas do centro, o que afeta a acessibilidade.  Se, antes, o congestionamento, era maior apenas para quem descia do Hipermercado, agora, há contenção em ambos os sentidos da via, em conseqüência do semáforo instalado.  Aliás, não se compreende porque a direita não é livre naquele semáforo, já que não há cruzamento de veículos quando se trafega em direção ao Hipermercado. Trata-se de mais uma conseqüência da falta de estudo técnico.
O que aconteceu em relação ao projeto “Novo Centro” da prefeita, ou seja, a incapacidade de entregar para o povo o resultado anunciado não é novidade em governos influenciados por Carlos Moreira. Guardadas as devidas proporções, o “Novo Centro” não é muito diferente da tentativa também fracassada de se improvisar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário. O enredo é o mesmo:  se prometem melhorias mil, gastam-se tempo, trabalho, recursos públicos e o resultado não é alcançado. Pode ter certeza, no projeto congestionado da prefeita foram gastas dezenas de milhares de reais, tempo trabalhado de servidores públicos, além dos transtornos para a população, apenas para piorar o que já se tinha. A administração pública deve ser, obrigatoriamente, competente. É o que determina a Constituição.  O monlevadense não pode aceitar a incompetência recorrente na administração pública  já que quem ocupa o poder firmou o compromisso com o povo de que contava com a capacidade necessária para resolver os problemas da cidade com eficiência, responsabilidade e competência.    
  
       

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Hospital Margarida passará por prova de fogo



Do período compreendido entre o início do segundo semestre de 2019, até a realização das eleições municipais de 2020, o Hospital Margarida passará por uma verdadeira provação no que diz respeito à gestão de suas finanças e, por consequência, sua viabilidade econômica. 
Apesar  da visível relutância por parte do provedor José Roberto Fernandes em  revelar com a devida transparência o verdadeiro tamanho de sua dívida, sabe-se que o Hospital vai de mal a pior, apresentando atraso considerável no pagamento de médicos, fornecedores, etc. A falta de pagamento já compromete muitos serviços, havendo muitos equipamentos quebrados, e médicos estão optando em realizar procedimentos em clínicas particulares para não ficar sem os salários.
Contudo, apesar do momento de grave crise financeira, não se constatam  ações visando o enxugamento das despesas do hospital. Ao contrário, a notícia que se tem é que a contratação de pessoal, por exemplo, tem  se intensificado. E , invariavelmente, são contratados apenas cabos eleitorais da turma de Carlos Moreira, de quem o provedor é fiel escudeiro.  Funcionários técnicos com mais de 15 ou 20 anos de casa são sistematicamente demitidos para dar lugar à contratação de mais um moreirista.
E, certamente, a tendência é de que a utilização eleitoreira do hospital se intensifique ainda mais até a efetivação das eleições, pouco importando se o Hospital Margarida goza ou não de saúde financeira para tal, como já acontece. Será uma prova de fogo, sobre a qual não se sabe se o hospital sobreviverá.    

terça-feira, 21 de maio de 2019

Gongo Soco: de maior Mina de Ouro do Mundo à Bomba Relógio Iminente


Como a imensa maioria das minas de ferro, em Minas Gerais, o Gongo Soco teve seu início como uma mina de ouro, a mais célebre de todas. O Gongo Soco foi a mina que mais produziu ouro em toda a história da humanidade. Inicialmente, o Gongo Soco foi de propriedade de João Batista de Sousa Coutinho, o Barão de Catas Altas, que, a partir de 1818, apurou somas fabulosas de ouro daquelas lavras a céu aberto. Durante dois anos, o Barão extraiu, por dia, nada menos do que 7 quilos e meio de ouro puro dos talhos abertos do Gongo Soco, o que fez de Catas Altas um dos homens mais ricos do Império Brasileiro e bancou todas as excentricidades pelas quais ficaria conhecido. Posteriormente, julgando, esgotada a mina, Catas Altas a vendeu para os ingleses da Imperial Brazilian Mining Association, que passariam a empregar tecnologia mecanizada na exploração do ouro, como o trem de vagonetes e o engenho hidráulico de pilões, cujas cabeças dos trituradores eram produzidas pela Fábrica de Ferro de João Monlevade. Monlevade foi o fornecedor preferencial de artefatos de ferro das companhias mineradoras inglesas por mais de 50 anos, forjando não apenas as cabeças de ferro dos trituradores do quartzito aurífero, cada uma pesando 80 quilos, como também qualquer outra ferramenta demandada pela mineração, além de peças muito maiores. Há registro de peça de ferro de mais 900 quilos de peso fabricada por Monlevade e enviada até o Gongo Soco através de seus famosos carretões de quatro rodas, puxados por muitas juntas de bois. Mecanizado, constituído na forma de uma companhia e conformado aos moldes de uma vila européia, contanto com mais de 1.000 habitantes, de 1826 à 1856, o Gongo Soco produziu na mãos dos ingleses 27.887 quilos de ouro puro, algo sem precedente ou paralelo no mundo. Foram quase mil quilos de ouro por ano, mais de 2 quilos e meio de ouro por dia. 
Minas como o Gongo Soco foram importantíssimas, não apenas pela grande quantidade de ouro que produziram, mas principalmente pelo emprego intensivo da mecanização a que foram pioneiras, sendo consideradas hoje pela historiografia como o alvorecer da indústria mineira. Tais minas deixaram uma marca tão indelével na construção da identidade regional que ainda hoje a herança daqueles idos pode ser observada no jeito de falar do mineiro. Manter o processo de mecanização sempre funcionando não era tarefa fácil. O inglês estava sempre cobrando do mineiro o porquê da interrupção do funcionamento. Então o inglês indagava: “why (?)”, que é a tradução de “por que (?)”. Daí a origem da interjeição “uai”, tão utilizada pelo mineiro para exprimir surpresa ou espanto. “Sô”, que em Minas é utilizado como pronome de tratamento e “trem”, que é utilizado pelos mineiros como sinônimo de qualquer coisa, também são originários do convívio dos mineiros com os ingleses nas companhias mineradoras do ouro. “Trem” é referente ao “train” de vagonetes, sob trilhos, que eram empregados nas companhias mineradoras para extrair o minério aurífero das galerias subterrâneas; “sô” é a adaptação do vocábulo “sir”, que era como os ingleses eram tratados nas companhias.
Depois de extinta a Companhia Inglesa do Gongo Soco, a mina passou a ser explorada pela Vale também por seu minério de ferro que é puríssimo e, obviamente, muito rico em ouro. Outrora, um colosso aurífero, indutor do desenvolvimento da região, agora, o Gongo Soco se transformou numa verdadeira bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento, mediante o risco da ruptura de mais uma barragem da mineração. É, terrivelmente, vergonhoso testemunhar como a mineração virou sinônimo de medo em Minas Gerais.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

MOREIRA INELEGÍVEL ATÉ 2024 EM APENAS 1 PROCESSO: HÁ MAIS DE 1 DEZENA DELES A SEREM JULGADOS




Recentemente, circulou a especulação de que o ex-prefeito Carlos Morteira estaria, juridicamente, apto a se candidatar ao cargo de prefeito, nas próximas eleições municipais de 2020.
A verdade é que quem se encontra cumprindo penal, em regra, não pode se candidatar a cargo eletivo. Atualmente, Carlos Moreira cumpre pena em regime aberto em função de condenação criminal por desvio de verba pública, na ação penal de número 0998430-91.2009.8.13.0362, em que foi condenado, em 27/01/2012, a 2 anos de prestação de serviços à comunidade e a 5 anos de proibição expressa do exercício de mandato eletivo. Como o processo transitou em julgado, isto é, apenas se encerrou em 03/06/2016, Moreira segue inelegível e impedido de se candidatar a qualquer cargo eletivo.  Segundo o respectivo atestado de pena em anexo, apenas no âmbito do aludido processo, a previsão é de que Moreira volte a se tornar elegível somente em 12/05/2021, considerando exclusivamente a pena em concreto. A remeter a condenação de Moreira à Lei da Ficha Limpa, ele se encontra inelegível até 12/05/2024, apenas neste processo.
Contudo, este é apenas um dos vários processos que correm contra Moreira. Ele tem mais de uma dezena de outros processos por ato de improbidade administrativa em tramitação que devem torná-lo inelegível para as próximas décadas. Mesmo se hoje, Moreira estivesse em condições de elegibilidade, o que não acontece como demonstrado acima, uma candidatura sua representaria o imenso risco de cassação no curso do mandato, diante da longa esteira de processual a que responde, por inúmeros atos lesivos ao patrimônio público cometidos, enquanto foi prefeito.         

terça-feira, 7 de maio de 2019

Dívida do Hospital Margarida na casa dos 23 Milhões


Sites, blogs e impressos fazem circular a informação de que, caso o estado de Minas Gerais e o governo federal são efetuem o pagamento das dívidas de 4, 5 e 1,5 milhão de reais, respectivamente, contraídas junto ao Margarida, o hospital terá que fechar suas portas. 
Contudo, nenhum deles informou o valor da dívida do Hospital Margarida com médicos, profissionais da saúde e fornecedores de bens e serviços, que é o que verdadeiramente interessa. E a relevantíssima informação sobre a dívida do HM só não foi prestada porque a corrida eleitoral para 2020 já se encontra deflagrada e o Hospital Margarida já é um de seus principais palanques. 
Nos bastidores políticos locais circula a informação de que a dívida do Hospital Margarida com profissionais da saúde e fornecedores chega a 23 milhões de reais. Façamos então a conta: 23 milhões de dívida, menos o crédito de 6 milhões que tem com o estado de Minas e com o governo federal é igual a 17 milhões de dívida gerada em função apenas do gasto interno do Hospital Margarida. Por decorrência, a pergunta que não quer calar é a seguinte: por que o Hospital Margarida tem gastado tanto e com o quê, ultimamente, sabendo que não poderia contar com a renda do Bingo nem com as doações da AAHM?

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Dívida do Hospital Margarida não foi Informada



Em capa cuja manchete foi “se o estado não pagar, hospital vai fechar as portas, afirma provedor”, a edição da última sexta-feira do jornal A Notícia fez circular matéria alarmante sobre a situação financeira do Hospital Margarida. Segundo o impresso, caso o estado de Minas Gerais e o governo federal não paguem as dívidas de 4,5 milhões e de 1, 5 milhão de reais, que, respectivamente,  mantêm com o HM, o hospital terá que fechar suas portas.
Estranho foi o impresso abordar o tema da difícil situação financeira do HM, sem, contudo, trazer para o leitor monlevadense o valor da dívida que o hospital tem junto a médicos e fornecedores.  Ora, se é o hospital subvencionado pelo Município que corre o risco de fechar, a informação que o cidadão merece obter é aquela que diz respeito à dívida do HM, principalmente, porque aquela tão importante casa de saúde é subvencionada pelo Município.
Quanto deve o Margarida? Isso o jornal deixou de informar.  Com o pretenso hospital Santa Madalena foi a mesma coisa, o jornal jamais descortinou o que aconteceu ali.

sexta-feira, 3 de maio de 2019

O Risco de Fechamento do Hospital Margarida na Inconsequência da gestão Administrativa



Hoje circulou a informação de que, segundo o provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, caso o estado e a União não paguem as dívidas de 4,5 e de 1,5 milhões de reais, respectivamente, a casa de saúde fechará suas portas em meio ao maior surto de dengue das últimas décadas. 
Então, vejamos. Façamos as contas. Em 2016, na gestão de José Roberto Fernandes, a Justiça suspendeu o Bingo do HM, por considerar que o evento havia perdido o caráter filantrópico. Desde então, o Bingo jamais foi realizado. Naquele ano, o HM deixou de faturar 1 milhão de reais. Em 2017 e 2018 o Bingo também não foi realizado, até porque depois de José Roberto Fernandes, ninguém mais teria coragem de adquirir cartela do mesmo. Para 2019, a perspectiva é de que o Bingo também não se realize. Até aí, serão 4 milhões de reais que o HM deixou de arrecadar só com o Bingo, soma que atualizada monetariamente se aproxima muito do valor devido pelo estado de Minas ao hospital. Outrossim, a AAHM, num passado recente chegou a doar cerca de 1,5 milhão de reais para o HM em bens e serviços, valor equivalente à anunciada dívida da União com o hospital. Contudo, a partir da gestão de José Roberto Fernandes, a AAHM foi de todas as formas impedida de funcionar junto ao HM. 
A pergunta que fica é a seguinte: será que o HM corre risco de fechar em função dos débitos do estado e da União ou tal situação é, na verdade, o produto direto da má-gestão, da inconsequência e da irresponsabilidade?