quarta-feira, 30 de junho de 2010

Peter Gabriel - Growing Up Live

Fezes Nutricionais

Li, hoje, no Blog Piolho de Cobra que algumas entidades que receberam uma doação de feijão da Prefeitura estão reclamando da presença de insetos e fezes de animas no donativo. Para o assessor de comunicação da Prefeitura, Marcos Martino, os insetos e a fezes não passam de uma imensa coleção de nutrientes, colocados à disposição dos mais carentes, conforme escreveu em seu blog.

2010: Ano Perdido para Prandini

Futurologia é uma coisa muito arriscada. Mas, como quem não arrisca não petisca, vamos lá. As coisas estão mesmo horripilantes para o governo Prandini. E a altíssima reprovação popular ao seu governo já é fato concreto. Vamos então traçar algumas perspectivas para um futuro próximo. Pois bem, considerando que já estamos nas vésperas do segundo semestre, sem que governo tenha produzido algum resultado satisfatório. Considerando a persistente situação deficitária das contas da Prefeitura e considerando, ainda, os impactos da eminente corrida eleitoral, 2010 já é um ano morto para a administração Prandini. Parece que haverá ainda para este ano uma verba de 3 milhões do governo estadual, carimbada para asfaltamento, o que poderá, na melhor das hipóteses, frear a atual tendência de queda na popularidade do prefeito, mas não revertê-la. Da forma negativa com que a opinião pública tem percebido a administração Prandini, qualquer coisa que se faça, hoje, isoladamente, vai transmitir ao povo a convicção de que não se fez mais do que a obrigação. E reze o Prandini, que é teólogo, para que a seleção de Dunga não perca a Copa. Porque se isso acontecer, só agravará as tendências, principalmente, considerando a campanha de marketing, engendrada por seus próprios pares, com qual se construiu no imaginário popular a inclinação para culpar Prandini por todas a mazelas do mundo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Morrer Precocemente é a Coisa Mais Comum Neste País

Acabo de ler no Blog do jornalista Marcelo Melo um texto que pode muito bem expressar a indignação de todos aqueles que vivem em cidades servidas pela Br 381, a rodovia da morte. A verdade é que morrer tem sido uma das coisas mais comuns neste país. E não apenas nas rodovias. Mas, na precariedade do sistema público de saúde, na violência e na criminalidade urbana, nas conseqüências da corrupção, na falta de saneamento, na ignorância e etc. O fato é que a vida humana no Brasil não tem valor algum. Vejo isso até mesmo nas decisões judiciais, nas quais, via de regra, são definidas indenizações irrisórias, quando o processo é motivado pela morte de algum ente querido, principalmente, nos casos em que o Estado é réu.

Altíssima Reprovação Popular: a Culpa é de quem?

Nos bastidores da política monlevadense, já existem subsídios cartesianos que comprovam que, hoje, Prandini é o prefeito com a maior reprovação popular de todos os tempos. Alguns atribuem tal situação à postura da rádio Cultura, que tem se dedicado, diuturnamente, a uma ferrenha oposição ao governo. Claro que a oposição da rádio contribui para que haja uma sensação desfavorável à administração. Más, sozinha, ela não teria capacidade para tal. O problema do governo não é a rádio, não são os jornais. O problema do governo é o próprio governo, que uma vez empossado, optou por se afastar do projeto político para qual foi eleito, abrindo mão dos mais essenciais pilares políticos e subestimando seus próprios eleitores, sua base, os partidos aliados e o povo.

sábado, 26 de junho de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: a Aparição da Santíssima Virgem nas Minas Setecentistas

Na segunda metade do século XVIII, fugindo de Portugal, onde o Marques de Pombal impusera uma implacável perseguição aos Jesuítas, chegaram à Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais, o arquiteto Antônio da Silva Barcarena e o misterioso Irmão Lourenço. Embrenhando-se pelos sertões de Minas, sempre em busca de isolamento e do anonimato que os afastasse da injusta persecução, os dois foragidos prometeram à Santíssima Virgem a construção de uma igreja, caso se livrassem de seus perseguidores. Inicialmente, chegaram às imediações da Vila Nova da Rainha (atual Caeté), onde divergiram se aquela localidade seria, suficientemente, isolada para o fim que desejavam. O Irmão Lourenço, então, rumou paro sul e buscou proteção entre os íngremes contrafortes da Serra do Caraça, onde se colocou a cumprir a sua promessa, erigindo ali uma capela dedicada à Nossa Senhora Mãe dos Homens, iniciando, assim, a fundação do conhecido Santuário e Colégio do Caraça. Barcarena, no entanto, permaneceu na Vila, onde passou a exercer o ofício de arquiteto, adquirindo verdadeira fortuna, até que, em meados da década de 1760, ocorreu um fato surpreendente naquelas serrarias que daria à Barcarena a confirmação de que ele havia se fixado no lugar certo: uma menina, filha de mineiros faiscadores, jurada muda de nascença, avistou por várias vezes no alto da serra a aparição da Santíssima Virgem Maria, trazendo em seus braços a imagem de seu Divino Filho morto, após ser retirado da Cruz.
Segundo a tradição, a menina, que nunca havia pronunciado uma só palavra na vida, passou a falar, perfeitamente, relatando com detalhes as divinas aparições. Chegara, assim, a oportunidade perfeita para que Barcarena cumprisse sua promessa feita à Virgem. 
Em 30 de setembro de 1767, a Cúria Eclesiástica de Mariana concedeu a Bracarena a licença para que erigisse uma capela com a invocação de Nossa Senhora da Piedade, no cimo da Serra. Rapidamente, a região transformou-se em centro de romeiros, devotos e o lugar tornou-se palco de inúmeros milagres e lendas. 
Barcarena empenhou-se na construção contra todas as dificuldades que se podem, facilmente, mensurar. Erigir uma capela em local de tão difícil acesso e transportar para uma altitude de 1800 metros os materiais necessários para a obra não foi uma tarefa simples. O término da construção da capela data de 1778. Após a morte de Barcarena, que foi sepultado no adro do templo, debaixo do altar da Virgem, vários ermitões o sucederam, continuando a zelar pelo Santuário. Em 1958, pelas aparições, por todos os milagres atribuídos à Virgem e pela massiva devoção dos mineiros, o Papa João XXIII proclamou Nossa Senhora da Piedade Padroeira do Estado de Minas Gerais.

Capela Nossa Senhora da Piedade, construída por Bracarena no topo da também Serra da Piedade, Caeté/MG.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Quem Paga o Pato?


Parece que a irresponsabilidade fiscal do governo Prandini tem infligido um sacrifício desumano a vários e de forma escalonada. Primeiro foram os fornecedores e contratados, que, há meses, não são pagos pela Prefeitura. Agora, são os funcionários comissionados, que já estão com seus salários atrasados. Ou seja, foi-lhes alienada a dignidade de, pelo menos em tese, alimentar-se, vestir-se, pagar o aluguel, as contas e etc. Quem será o próximo? Será o Povo?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A História se Repete: Foi-se o Ouro e Agora, vai-se o Minério

Nós, mineiros, parecemos fadados à lamentar, eternamente, pela voraz espoliação de nossa imensa riqueza aurífera. Historiadores calculam que, desconsiderando o intenso contrabando e a criatividade dos extravios, dos terrenos aluviais e das galerias subterrâneas e de Minas foram extraídos não menos que 800 toneladas de ouro puro. Metade desta enorme riqueza foi dividida entre Portugal, o Vaticano e a corte dos Habsburgos da Áustria, a dinastia absolutista mais influente da Europa, na época, da qual, não por acaso, descende a arquiduquesa e primeira esposa de Dom Pedro I, a Imperatriz Leopoldina. A outra metade do ouro mineiro foi parar nas mãos dos ingleses que, em 1703, pouco depois do descobrimento das ricas jazidas em solo brasileiro, impuseram à Portugal a celebração do Tratado de Methuen, também conhecido como o Tratado dos Panos e Vinhos, no qual, entre outras coisas, se estabeleceu que 50 por cento de todo o ouro encontrado na colônia portuguesa caberia à Inglaterra. Enquanto em Portugal, o ouro mineiro foi devorado pelo insaciável fausto da corte de Dom João V, na Inglaterra ele foi poupado, gerando o acúmulo de capital necessário para que o país se tornasse o pioneiro na Revolução Industrial. De uma forma ou de outra, o ouro subtraído das entranhas de Minas multiplicou por três a circulação monetária na Europa, já que era e ainda é usado como lastro para emissão de moeda, permitindo o enriquecimento daquele continente. E aqui, nas Minas Gerais, além das Igrejas Barrocas e do casario colonial, após a corrida do ouro, restaram apenas a subsistência e a decadência. Hoje, um novo ciclo de mineração ocorre em nossas terras. Tão importante como foi o ouro mineiro para a Revolução Industrial, agora é o minério de ferro, um dos principais insumos do Mundo Capitalista. Uma comparação simples pode nos dar uma idéia da colossal riqueza que representa o minério de ferro, muito maior que a do ouro que nos foi subtraído. Considerando a cotação do ouro, hoje, em 70 reais o grama, 800 toneladas do metal, corresponderiam a 56 bilhões de reais. Somente nos primeiros 5 meses deste ano, as exportações mineiras de minério de ferro alcançaram a incrível soma de 17 bilhões de reais. Ou seja, se as coisas continuarem como estão, em 15 meses, Minas terá perdido, em valores monetários nominais, o correspondente a todo o ouro levado pelos portugueses. A conta é meio grosseira, mas nos permite fazer um juízo de valor do que estamos vivendo em Minas. Ao contrário do ouro, que, apesar pilhado, moldou nossa cultura e nosso jeito de ser, o minério de ferro vai se esvaindo, deixando para traz nada mais que solos degradados, rios contaminados, destruição e pobreza. A política nacional de Royalties destinada ao setor da mineração é uma verdadeira afronta ao povo de Minas. Enquanto petroleiras pagam compensações vultosas pela exploração do petróleo, os municípios mineiros são ultrajados com contrapartidas aviltantes das mineradoras. Cruzar os braços e ver uma triste história se repedir não pode ser considerada uma opção. Afinal, errar uma vez é humano, errar duas é estupidez. Reforma nos Royalties da mineração, já!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Não é a Primeira Vez

O vereador Guilherme Nasser não é o primeiro a experimentar da perigosa estratégia de ataques pessoais perpetrada pelo grupo político do prefeito Gustavo Prandini. Lembro-me muito bem de uma outra matéria de capa, veiculada pelo mesmo jornal Bom Dia em que, em plena campanha eleitoral, se tentou atingir a imagem do então candidato Dr.Railton Franklin, com difamações de esfera pessoal, irrelevantes ao pleito. Lembro-me também, que, imediatamente, após à veiculação da tal matéria, o então coordenador da campanha, Emerson Duarte, lançou os carros de som nas ruas da cidade com uma mensagem de solidariedade ao candidato Railton pelo ocorrido, confundindo os potenciais eleitores de Prandini. Considerando a pequena margem de votos que elegeu o atual prefeito- apenas 1 por cento- mais um erro daquela natureza teria trazido a derrota à Prandini. E olha que foram vários.

TRE Aprova Prestação de Contas de Luis Amaral

O candidato a vereador pelo PC do B, Luis Fernando do Amaral, assim como outros vários candidatos que apoiaram o prefeito Gustavo Prandini, teve sua prestação de contas desaprovada por decisão proferida pelo Juiz Eleitoral de João Monlevade, Evandro Cangussu. A desaprovação das contas foi motivada, principalmente, pelo episódio da falsificação da assinatura de um recibo eleitoral que contabilizou uma doação de material de campanha, realizada pelo Sr. Adriano Buldrini e articulada pelo atual prefeito de Monlevade. Em recuso interposto por este blogueiro ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Amaral reverteu a decisão monocrática, obtendo a aprovação, com resalvas, de sua prestação de contas.