quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Comentação

Comentário à postagem Meio Ambiente: A Culpa é das Vacas

Fernando, corrigindo um equívoco: Na verdade, o potencial de recuperação do capim para recompor o CO2 teria que ser 3 vezes mais rápido, pois as plantas rasteiras não tem a mesma velocidade de neutralização do carbono. Com relação À queima da cana, existe um problema grave, que são as partículas de fumaça emitidas. Elas ficam em suspensão até que uma chuva ou as correntes de vento as dispersem. A queimada sempre ocorre no ciclo produtivo, portanto, ela não deixa de ter um grande impacto ambiental.
Infelizmente, a melhor forma de neutralizar o carbono não são os gramados, e sim as florestas.
Abraços
Manthis, ou Henriques


Prezado leitor, concordo que o potencial de absorção de carbono por plantas rasteiras é baixíssimo se comparado ao das árvores de tronco espesso. Contudo, o tema que abordei na postagem foi, exclusivamente, com relação a recente acusação de que a flatulência das vacas estaria acrescentando mais gazes estufa na atmosfera, com o que não posso concordar. O raciocínio é simples, se uma vaca ingere X quantidade de capim e, através da respiração ou da flatulência, emite Y quantidade de gases estufa (CO2 ou metano), de acordo co Lavoisier, quando, posteriormente, a mesma quantidade X de capim voltar a crescer no pasto (e esse crescimento tem de ocorrer, senão a vaca morre de fome), a quantidade Y de carbono, antes emitida, será imperativamente absorvida na composição do novo capim. É o ciclo da Biomassa. Quanto ao processo produtivo do etanol, concordo que as emissões de partículas advindas da queimada para limpeza do canavial gera impacto ambiental, mas não aumentam a quantidade de gases estufa na atmosfera.

O brigado pela contribuição ao debate.

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