Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Padre Élson, Belmar Diniz e Gentil Bicalho

No horizonte eleitoral de 2016, três pré-candidaturas despontam dentro do Partido dos trabalhadores de João Monlevade: são elas a de Padre Élson, a de Gentil Bicalho e a de Belmar Diniz.
Padre Élson é jovem, o que atende a uma demanda por renovação nos quadros da política local, foi candidato a uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas em 2014 e, nestes tempos de avalanches de escândalos de corrupção, tem a grande qualidade de ser padre. Não que a condição religiosa, por si só, possa precaver algum desvio de conduta por parte do político-religioso. Mas, os padres contam com sólida formação ética e filosófica, coisa que o brasileiro contemporâneo e ,por conseguinte, o político brasileiro, em regra, não possuem. E se a punição é a única forma de combater a corrupção, uma sólida formação ética é a melhor forma de preveni-la. Faltam ao Padre Élson mais articulação e posicionamento político.
Gentil Bicalho é de família, genuinamente, tradicional de João Monlevade, é experiente, já foi vice-prefeito, entre outros cargos que ocupou na Administração Pública, é bem articulado e demonstra posicionamento político, o que é fundamental. Apresentou coerência política quando Mauri Torres cooptou seu ex-partido nas eleições de 2008, demonstrou coragem e grande liderança numa das piores crises vividas pelo PT, quando da ruptura com o ex-prefeito e atual exilado político, Gustavo Prandini . Gentil também sabe ouvir e é atual presidente do PT monlevadense, conduzindo o partido com espírito democrático e boa articulação com as entidades representativas do Município.
Belmar Diniz é jovem, vereador pelo segundo mandato e, teoricamente, herdeiro político do mitológico ex-prefeito Leonardo Diniz. Entre os três pré-candidatos, Belmar talvez seja o mais competitivo. No entanto, Belmar é muito mal articulado e evasivo, politicamente. Belmar também tem um histórico de grande incoerência política em sua atividade parlamentar, como no caso em que, no fim do ano passado, votou favoravelmente para que a Encon, absurdamente, se negasse a receber a tarifa do transporte coletivo em dinheiro a bordo do coletivo. Recentemente, também depositou voto favorável à terceirização do sistema de estacionamento rotativo do Município. Belmar também  tem dificuldade de imprimir personalidade própria na condução de uma oposição mais veemente ao governo Torres na Câmara. Aliás, a pouca oposição de Belmar Diniz é realizada a reboque das atividades do Grupo Transparência Monlevade. Por isso, muitos acreditam que, caso Belmar seja eleito prefeito, Guilherme Nasser, muito provavelmente, será seu assessor de governo. Por tudo isso, o que se comenta é que Belmar tem um pé no PT e o outro no sítio Xopotó.
Seja quem for o candidato do Partido dos Trabalhadores em 2016, a experiência imposta pela desventura prandinista ensina que o desafio da sigla não será apenas vencer as eleições, mas, sobretudo, eleger um prefeito que tenha a capacidade de implementar o conteúdo programático que o partido tem para João Monlevade.