quarta-feira, 15 de junho de 2016

Apartheid no Hospital Margarida

O Apartheid foi o regime de segregação racial entre negros e brancos que vigorou na África do Sul, do pós-guerra a meados da década dos noventa. 
Desde o dia 13, a atual administração do Hospital Margarida, que já acumula uma dívida recorde de mais de 12 milhões de reais, decidiu por segregar o atendimento dos pacientes que se dirigem ao único hospital do Município. 
Ao contrário do Apartheid sul-africano, a segregação instalada no Hospital de Louis Ensch não é orientada pela cor da pele ou pela etnia do paciente. O Apartheid da gestão do provedor José Roberto Fernandes - aquele mesmo que lançou o ficha suja, Carlos Moreira, a condição de garoto-propaganda no outdoor - tem natureza sócio-econômica: o paciente que tem poder aquisitivo para pagar plano de saúde deve se apresentar na “ala dos convênios”; o paciente do SUS deve se dirigir à ala do SUS.