sexta-feira, 17 de junho de 2016

Missão dos Próximos Vereadores e Prefeito de João Monlevade


A República Democrática Moderna só pode ser construída por meio da eficiência do funcionamento das instituições do Estado Moderno. 
João Monlevade é um dos mais modernos municípios do estado de Minas Gerais, contando, portanto com todas as instituições próprias da República Democrática Moderna.
Monlevade tem rádios, jornais, mídia eletrônica, Ministério Público atuante, Sindicatos fortes, inúmeras associações, situação e oposição, entidades de fomento econômico como CDL e Acimon, universidades, escolas, órgãos de fiscalização, etc.
No entanto, em João Monlevade, muitas destas instituições, ao invés de estarem montadas para servir ao interesse público, ao bem comum e, portanto, à República Democrática, são tomadas de assalto por determinados grupos políticos e, convenientemente, configuradas para servir a privilégios de poucos e a projetos pessoais e dinásticos de poder.
O Hospital Margarida é uma destas instituições modernas de João Monlevade. Afinal, conforme determina a Constituição, a prestação do serviço de saúde é uma das atribuições da República Democrática Moderna. Ocorre que, como está configurado, atualmente, a se prestar a palanque político e a cabide de emprego de determinado grupo político, o HM apresenta enorme dificuldade em assumir sua função republicana, que é a de prestar serviços públicos de saúde ao munícipe. 
A Rádio Cultura é outra instituição moderna indispensável à República Democrática Monlevadense, já que a circulação das informações relevantes e conceito de imprensa livre são indispensáveis à concretização de uma Democracia, de fato. Todavia, como a rádio é de propriedade do pai do prefeito e, ao contrário de informar, é utilizada por Carlos Moreira conforme seus interesses pessoais ou conjugais de poder, ela deixa de participar da construção do processo democrático local, para tomar o sentido avesso, colaborando -isso sim - para interrompê-lo, pois nenhum processo democrático verdadeiro pode ser norteado pela alienação e pela manipulação da informação. 
A concessão do Transporte público de passageiros também é uma instituição moderna de João Monlevade, vez que a constituição consagra ao munícipe o direito de ir e vir. Contudo, como, atualmente, o serviço de transporte público se encontra, exclusivamente, montado para garantir lucros exorbitantes para a Enscon, o uso eleitoreiro do sistema e o privilégio de poucos, ao avesso de garantir o direito de ir e vir do cidadão, a preços módicos, o que se vê é uma concessão que exaure e sufoca as energias da cidade.
E na situação em que se encontram as instituições citadas acima, encontram-se várias outras em João Monlevade. De modo que os candidatos a próximos vereadores e a próximo prefeito de João Monlevade que não compreendem tal estado de coisas e que não demonstram disposição para entregar as instituições democráticas monlevadenses de volta para seu povo, não serão dignos de voto na eleição municipal que se avizinha. Serão apenas mais do mesmo e isso Monlevade não merece.