Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Omissão Eleitoreira de Provedor Projeta Dívida de 15 Milhões para o Hospital Margarida

Provedor é aquele que utiliza dos instrumentos disponíveis para prover determinada instituição dos recursos materiais e imateriais necessários a seu bom funcionamento. Não é o que tem feito o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes. 
Desde que José Roberto Fernandes assumiu a função de provedor do Margarida, o hospital já acumula uma dívida no valor de 12 milhões de reais e um déficit financeiro mensal da ordem de meio milhão de reais. É que na gestão de José Roberto Fernandes, o governo Teófilo Torres transferiu o Pronto Atendimento (PA), do custoso prédio da antiga Rodoviária, onde Carlos Moreira tentou improvisar um inviável hospital de 100 leitos, ao custo atualizado de 30 milhões de reais, para as dependências do Hospital Margarida. 
Ocorre que o Município despendia, mensalmente, cerca de 1 milhão de reais com o PA instalado no prédio do antigo terminal rodoviário e após a transferência do PA para o Margarida, o governo Torres passou a repassar apenas 565 mil reais para o hospital, considerando ainda que dentro deste valor também ser levado em conta o repasse de cerca de 250 mil reais que o Município já realizava, mensalmente, para o custeio da urgência e da emergência do Margarida, nos termo do convênio específico. Assim, a subtrair dos 565 mil reais, atualmente, repassados pelo Município, o valor de 250 mil devidos ao hospital pelo custeio da urgência e emergência, tem-se que o governo Torres paga ao Margarida apenas 315 mil reais pelo custeio de um PA que, instalado na Rodoviária, gerava uma despesa da ordem de 1 milhão de reais. Moral da estória: considerando o custeio do antigo PA, o governo Torres está em falta com 685 mil reais todo mês no Margarida. Esta é a origem do déficit financeiro mensal do Hospital Margarida, em torno de 500 mil reais. Um pouco menor que a diferença entre o custeio do antigo PA e o atual repasse do Município, já que a operação do PA no Margarida é, obviamente, mais barata do que no prédio do antigo terminal rodoviário, o que mais uma vez reforça a inviabilidade do que foi a impensada tentativa de se improvisar um hospital de 100 leitos naquele lugar. 
Na função de provedor do Margarida que incorporou o PA ao hospital, o que se esperava de José Roberto Fernandes é que o mesmo agisse e trabalhasse como tal, a cobrar do governo Torres o repasse integral do custeio do antigo PA, até mesmo pela via judicial, se necessário. Mas, o que se vê é um provedor tímido e omisso na defesa dos interesses financeiros do Hospital Margarida, junto ao Município. É um provedor figurativo que, diante das relações que tem com o corrupto e inelegível Carlos Moreira, assume apenas a função de transformar o Hospital de Louis Ensch em palanque eleitoreiro para a candidata da situação que, não por coincidência, é a atual consorte conjugal do próprio Carlos Moreira. 
E, enquanto, José Roberto Fernandes, eleitoreiramente, se omite em sua função de provedor, a dívida do Margarida só cresce, com a estimativa de chegar ao fim do ano com um valor superior a 15 milhões de reais.