quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Cidadão paga com engarrafamento para governo mostrar serviço que não fez em 4 anos



Na tentativa demonstrar algum serviço, em pleno período eleitoral,  o governo Torres/Moreira interditou a Praça 7 de Setembro, a mais central e movimentada do Município.
Ao custo de quase R$ 80.000,00, tapumes foram instalados na Praça que teve o trânsito impedido e será reformada. Na sexta-feira passada , já eram perceptíveis as conseqüências negativas para o trânsito de veículos no local.   Com o fechamento do acesso da Praça à Av. Wilson Alvarenga, uma grande contenção de veículos se formou na Av. Getúlio Vargas, atrapalhado a vida de quem voltava para casa depois de uma semana de trabalho (foto abaixo).
Resumo da ópera:  o cidadão, agora, é submetido a longas contensões no trânsito do Centro para que o governo Torres/Moreira possa mostrar serviço que não realizou nos últimos 4 anos. Mais eleitoreiro, impossível.


Outro ponto importante a se observar é que não se trata de obra realizada, diretamente, pela Prefeitura, mas de mais uma reforma concedida à execução de empreiteira.  E sobre o tema, o Monlewood já publicou:
As empreiteiras que, umbilicalmente, orbitam a administração Torres demonstram uma ânsia especial para a contratação, justamente, de obras de reforma, pois assim faturam mais dinheiro em maior velocidade. 
É que, diferentemente, de se empreender uma obra de construção civil integral, em que muito do tempo da execução do projeto é empenhado para a implantação da base, e o levantamento da alvenaria que, relativamente, têm menor valor agregado, na reforma ... o valor dos materiais empregados é muito maior. Assim, com as reformas, as empreiteiras faturam mais em menor tempo. 
O próprio hospital Santa Madalena, aptado no prédio do antigo terminal rodoviário,  foi uma dessas reformas, com o agravante de que pouco importava o que se reformava ali, já que ainda hoje aquele trambolho de concreto não se encontra, estruturalmente, apto ao funcionamento, conforme as normas da Vigilância Sanitária e, ao contrário, foi interditado.