Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Curso de Medicina: Outros 22 Milhões para Transformar a Antiga Rodoviária em Hospital Universitário

Para eleger Teófilo, Moreira prometeu mundos e fundo. Anunciou que pelo fato de Teófilo ser filho do ex-deputado Mauri Torres uma enxurrada de recursos seriam, a fundo perdido, destinadas ao Município, o que não aconteceu. Prometeu também a isenção da taxa d’água e... nada. Ao contrário, o que se viu nos últimos 12 meses foram 3 aumentos da taxa d'água.
Agora, uma vez inelegível e na tentativa de eleger prefeita sua atual mulher, burlando a Lei da Ficha Limpa, Moreira anuncia a implantação de curso de medicina no Município.
Todos sabem que a primeira condicionante para a instalação de qualquer curso de medicina, seja onde for, é o funcionamento concomitante de um Hospital Universitário. O curso de medicina da UFMG, por exemplo, tem como hospital universitário o Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.
Em João Monlevade, o hospital natural que atenderia a um eventual curso de medicina, prestando-se a hospital universitário, é o Hospital Margarida. Ocorre que o Hospital Margarida chega ao final do governo Teófilo/Moreira mergulhado na pior crise administrativo-financeira desde sua inauguração. Sem aval do Conselho de Saúde ou da população, o governo Teófilo/Moreira transferiu o Pronto Atendimento do prédio do antigo e interditado Terminal Rodoviário para as dependências do Hospital Margarida e não repassa para a o único hospital da cidade os recursos que deveriam ser destinados à integralidade do custeio do PA.
Assim, o Hospital tem apresentado déficit financeiro mensal de 500 mil reais, já amargando uma dívida crescente em torno de 11 milhões de reais, que, se não for revertida, certamente, levará o Margarida à falência.
Ora, se colocaram o Hospital Margarida no rumo da falência, como podem prometer curso de medicina? Como é que vão instalar curso de medicina na cidade com o Hospital Margarida falido? Ou será que, agora, em período eleitoral, também vão prometer outros 22 milhões de reais no prédio da antiga Rodoviária para transformá-lo num hospital universitário?