quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bonde de Santa Teresa


Recentemente, a Secretaria de Transporte do Estado do Rio de Janeiro anunciou que, desde 2007, 9 milhões de reais foram investidos na manutenção de 7 dos 14 bondes que fazem o percurso turístico Largo da Carioca/Santa Teresa, o que dá quase 1 milhão e trezentos mil para cada bonde reformado. Considerando que uma Ferrari Stradale custa pouco mais de 1 milhão de reais, será que há duvidas de que alguém colocou o dinheiro do bonde no bolso e faltou recurso para a reforma do restante da frota, inclusive daquele que se acidentou na semana passada, matando 5 pessoas, entre mais de 50 feridos? Está vendo como a corrupção mata?

Asfalto

Na política arcaica do coronelismo do final da República Velha, dizia-se que governar era construir estradas e asfaltar era entrar para a história. Tanto é que o último presidente daquele período que também ficou conhecido como República do Café com Leite, Washington Luis, teve como lema de campanha o slogan: governar é abrir estradas. Hoje, a menos de uma ano da corrida eleitoral de 2012, Monlevade se vê de volta aos tempos dos coronéis. Ninguém nega que uma rua ou uma avenida bem asfaltada só traz benefícios para a mobilidade urbana. No entanto, o Município necessita tratar a manutenção de sua malha viária de forma continuada e planejada. Este asfalto de 2 centímetros de espessura que estão aplicando na porta da casa do assessor de comunicação, Emerson Duarte, na Av. Cândido Dias, é aquele mesmo da República Velha que se destinava a fins, puramente, eleitoreiros. É sobre este asfalto que Prandini vai caminhar, no ano que vem, pedindo votos e, provavelmente, vai dizer: Ta vendo? Eu asfaltei esta rua.Vote em mim. Do contrário, vai dizer o que? De tudo aquilo que foi prometido em campanha, praticamente, nada foi implementado da forma em que foi prometido, até o momento. É só reler o programa de governo de Prandini para conferir. Aliás, asfaltamento é o modo mais fácil de uma administração mostrar algum serviço. Basta licitar o contrato e pagar a empresa. Monlevade precisa é de trabalho.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

10 ou 15 Vereadores?

Com a justificativa de se estar atendendo a uma reivindicação da opinião pública monlevadense, alguns vereadores voltaram atrás e, agora, anunciam que pretendem reinstituir o número de 10 cadeiras para o Legislativo local, apesar de terem, recentemente, aprovado a modificação na Lei Orgânica Municipal que elevava o número de vereadores para 15, conforme autoriza a emenda constitucional n°58 de 23 de setembro de 2009. Quer dizer, então, que a ampliação de 10 para 15 se efetivou em discordância com a opinião pública? É muita cara de pau! O fato é que a Câmara tem se revelado, a cada dia, mais alinhada com Prandini. Além de chancelar as irresponsabilidades do prefeito, como foi o caso da aprovação do repasse financeiro do DAE no valor de R$ 700.000,00, também tem reproduzido seu estilo “vai e volta”.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Moreira

Tenho ouvido comentários no sentido de ainda haver alguma possibilidade jurídica de o ex-prefeito Carlos Moreira concorrer à cadeira maior do Executivo Municipal, no próximo pleito. No Direito tudo é possível. Mas, no caso específico de Moreira, as possibilidades são muito improváveis. O fato é que, tecnicamente, Moreira já é incurso na celebrada lei da ficha limpa e, portanto, encontra-se, hoje, inelegível. Fosse a Ação Civil Pública que condenou o radialista na suspensão de seus direitos políticos a única a tramitar no Tribunal de Justiça mineiro, talvez, valendo-se de um também improvável recurso favorável para a 3ª instância, poder-se-ia vislumbrar uma pequena luz no fim do túnel. No entanto, são numerosos os processos contra o ex-prefeito no TJ. De forma que, a esta altura do campeonato, ou seja, a menos de um ano do início das eleições, dificilmente, sua inelegibilidade será revertida, em tempo hábil. Muito pelo contrário, o tempo, agora, corre contra Moreira, impulsionando uma extensa esteira de processos que, um a um, devem complicar ainda mais suas pretensões políticas por, talvez, 20 ou 30 anos.

domingo, 28 de agosto de 2011

A Morte de Uma Paineira






Na região compreendida entre o Social Clube e a portaria 1 da ArcelorMittal, onde, até pouco tempo, se podia observar uma série de charmosos sobrados pertencentes à histórica Vila Operária e dos quais apenas um se salvou de ser demolido, ainda se pode ver uma alameda, além de indivíduos pontualmente distribuídos, composta por árvores enormes que estão ali há décadas. Salvo engano, devem ser da época de Dr. Louis Ensch. São imensas Paineiras que, durante a florada sazonal, preenchem suas amplas copas de um tom rosado intenso, homogêneo e exuberante e que também produzem a paina, uma fibra natural, que, nos séculos passados, era usada para preencher colchões e travesseiros, além de outras coisas. Ocorre que na semana passada, uma dessas arvores que se localizava, praticamente, ao lado da chaminé da sinterização da ArcelorMittal, foi, cruelmente, derrubada, conforme demonstram as fotos acima.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Falácias e mais Falácias do Vereador Pastor

Falácia é um argumento, logicamente, inconsistente e sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar, eficazmente, o que se alega, apesar de parecer verdadeiro. A figura de pensamento falaciosa tem sempre o objetivo de induzir a audiência ao engano, seja, conscientemente, quando há a intenção de se enganar, seja, inconscientemente, quando o indivíduo reproduz, com certo automatismo, o argumento falacioso, de modo a persuadir pela manutenção de uma situação que lhe favorece.
Ontem, na reunião ordinária da Câmara, o nobre vereador pastor Carlinhos resolveu expor uma “análise” sobre um texto publicado, na semana passada, aqui no Monlewood e intitulado “Transformaram o Dinheiro da Água, Literalmente, em Esgoto”.
Inicialmente, posso dizer que senti um misto de alegria e tristeza, ao ver o vereador-pastor fazer sua exposição. Num primeiro momento, fui contagio por um sentimento de alegria, ao ver que as engarranchadas letras aqui escritas, diariamente, foram capazes de alcançar a presidência do Legislativo Municipal. Mas, imediatamente, fui também contaminado por uma triste emoção, ao me dar conta que, diante de toda a dificuldade por que tem passado esta cidade de João Monlevade nos últimos 32 meses, aquele que deveria conduzir a Câmara rumo à sua vocação institucional de fiscalizar, perdia seu tempo, respondendo a um simples blog, que nada mais é do que um instrumento de um dos sustentáculos da democracia: a livre expressão do pensamento.
Mas, no dia de ontem, alegria e tristeza não seriam os únicos sentimentos a serem experimentados por este blogueiro. Também senti pavor!
Fiquei terrificado ao perceber a familiaridade e a destreza, com as quais o pastor Carlinhos se valeu de argumentos tão falaciosos para depreciar meu pensamento. Primeiro, usou da mais comum das espécies de falácia, chamada em latim, de “Argumentum ad hominem”, que é o erro de raciocínio, que se materializa quando se responde ao argumento com uma crítica pessoal a seu autor e não ao argumento em si. Foi o que fez o vereador-pastor, que, ao inves de contra argumentar o conteúdo do texto em questão, optou por afirmar que este blogueiro deveria voltar para escola, pois, segundo ele, nao sabe o significado da sigla DAE. De tal forma que me cabe resonder ao nobre parlamentar que o departamento é sim de àgua e esgoto. Na verdade, pastor, pouco importa a nomeclatura da autarquia e sim sua situaçao no mundo real. O projeto da ETE, sob os pontos de vistas da saúde pública e do meio ambiente, é interessantíssimo para o Município. Mas, como o edil deve saber, governar é definir prioridades. Neste sentido, retirar da autarquia R$700.000,00, num momento de falta d’água generalizada na cidade é encomendar mais falta d’água, aém de premiar o mau gestor. E a água, num contexto administrativo responsavel, será sempre prioridade absoluta.
Segundo, valeu-se o pastor, ainda na tentativa de desconstruir os argumentos de meu texto, de outra conhecida espécie de falácia, muito usual, chamada também em latim de Argumentum ad antiquitatem, que é o erro de raciocínio concistente em buscar autorizar aquilo ou aquela situação que é antiga.
Foi o que vez o atual presidente da Câmara, ao tentar rebater minha declaração de que o DAE está sucateado: “o DAE está sucateado faz muito tempo e ele sabe disso”, retrucou o edil. Sei sim, pastor. Mas o fato de haver muito tempo de sucateamento do DAE, não significa que a autarquia deva permanecer no estado em que se encontra ou que o sucateamento deva ser encarado como uma condição normal. E tenha certeza que o repasse autorizado pela Câmara, ontem, não colaborará em nada para que o DAE deixe para traz a situação lastimável em que se encontra, há muito tempo.
E terceiro e por fim, valeu-se o pastor da, a meu ver, mais triste espécie de falácia, amplamente, difundida na política brasileira, chamada de Apelo á Emoção, quando se usa a manipulação dos sentimentos do receptor como forma de convencê-lo da validade de um argumento. É um tipo de apelo à crítica, que se usa de argumentos que não abordam a questão sendo discutida. Foi o que fez o pastor, quando ao final declarou: “ pra quem está fora, criticar é fácil, vem fazer pra ver como é difícil”. Ou seja, se fez de vítima. Que crueldade! Uai, ta difícil receber 5 mil por mês pra comparecer um dia por semana no plenário? Pede pra sair, então. Mas não me leve o crucifixo, pelo amor de Deus.

Ainda o Supersalário do Tadeu

Também ontem, durante a reunião ordinária da Câmara, um vereador declarou que não poderia dizer que o salário de 8 mil reais do assessor de governo, Tadeu Figueiredo, era ilegal, mas que, certamente, seria imoral. Vou me permitir discordar do edil, quanto a suposta ilegalidade do caso, pois, se o cargo de assessor é equiparado ao de secretário, com base no Princípio Constitucional da Isonomia, a ele também deve ser aplicada a vedação contida na norma do parágrafo 4° do art. 39 da Constituição, que proíbe gratificações para o primeiro escalão do governo. Na melhor das hipóteses, o salário de Tadeu poderia, no máximo, se igualar ao salário de secretário (R$ 6.500,00) e nunca superá-lo, sob pena de se ver criado um mecanismo tão simplório, destinado a burlar a lei. A interpretação teleológica do parágrafo 4° do art. 39 do texto constitucional impõe que, dentro da estrutura de cargos comissionados da prefeitura, ninguém pode perceber salário maior do que o de secretário, a não ser o próprio prefeito.

Bananas na Câmara


Ontem, na reunião ordinária da Câmara, o destaque ficou por conta da manifestação individual realizada pelo blogueiro Célio Lima. Além de ostentar um cartaz estampado com os “dizeres política não é brinquedo”, Lima distribuiu pelas galerias do Legislativo vários cachos de bananas, num claro protesto conta a aprovação do projeto de lei de autoria do prefeito Gustavo Prandini que autoriza o repasse de 700 mil reais das finanças do DAE para o caixa único da Prefeitura. As bananas, na verdade, remetiam a uma declaração feita pelo presidente da Casa, Pastor Carlinhos, que, recentemente, chamou os vereadores de bananas. A manifestação gerou forte repercussão entre os edis, principalmente, entre aqueles que não conseguiram disfarçar a sangria pela flechada na vaidade, como foram o caso dos vereadores Dorinha Machado e Doró da Saúde, que logo se alvoroçaram em fazer uso da tribuna para esbravejar que “eu sou isso e eu sou aquilo”. Outros encararam a situação como rotineira numa democracia, havendo, até, quem apesentasse apoio. Parabéns ao Célio Lima pela iniciativa corajosa e democrática.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Yes, Nós Temos Bananas





Leitor Comenta o Supersalário do Tadeu

Não sei se é intriga ou fofocagem mas um passarinho verde andou falando nos bastidores que o Tadeu queria jogar a toalha no primeiro mes de trabalho. Ele reclamou que não haviam dito a verdade sobre a real situação da prefeitura. E ai o Gustavo que não aguenta pressao resolveu segurar o psicologo pelo bolso igualzinho tá fazendo com algumas pessoas do PT. Passarinho verde disse também que isso foi a gota dagua pro secretario de fazenda colocar o cargo a disposição. Por isso o prefeito não tem nome até hoje para o cargo.
Agora eu queria saber qual é o salário que a prefeitura de Mesquita paga pro Tadeu como psicologo. Se chegar na metade do salario atual dos demais secretarios eu mudo de nome.