sexta-feira, 31 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Mittal: Incerteza para Duplicar e Rapidez para Explorar (Mina do Andrade, Pátio Rodoviário, Compensação e Ônus da Mineração)
Lakshmi Niwas MittaL, presidente (CEO) da indiana Arcelormittal, Incertezas para
duplicar a Usina e rapidez para explorar o minério da Serra do Andrade. Foto:
divulgação.
Pode-se dizer que a emancipação político-administrativa no
município de João Monlevade, ocorrida em 29 de abril de 1964, foi incompleta,
já que, se por um lado, naquele momento, foram desmembradas do município de Rio
Piracicaba a área que constituiria o território monlevadense, compreendendo a região
da Usina, da Vila Operária, de Carneirinhos e de todo o perímetro urbano da
cidade, por outro, a Mina do Andrade, que por sua localização e grande
qualidade de sua jazida, representa elemento estratégico e fundamental para a atividade siderúrgica local, não
participou de tal movimento, permanecendo no município de Bela Vista de Minas,
para onde é recolhida a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral)
ou Royalties da Mineração.
Durante cerca de 7 décadas, a Mina do Andrade produziu minério
de ferro, exclusivamente, para a atender a produção siderúrgica local. Mas, agora,
na era Mittal, as coisas mudaram drasticamente.
Enquanto a duplicação da Usina permanece rodeada por um mar
de incertezas, a Mina do Andrade teve, rapidamente, sua capacidade produtiva
ampliada várias vezes, passando a comercializar seu minério de ferro para siderúrgicas
de Sabará, Vale do Aço e, até para o mercado exterior, numa quantidade até então
nunca vista.
Diariamente, são dezenas de carretas que deixam a Mina e
trafegam pelas avenidas e ruas do município de João Monlevade a fim de alcançarem
as rodovias que as levarão a seus destinos, cada qual com um carga acima de 30 toneladas de minério de ferro.
Enquanto Bela Vista de Minas recebe a integralidade da CFEM, João Monlevade amarga todo o gravame da atividade mineradora no Andrade, na medida em que suas ruas e avenidas são castigadas e danificadas pelo trânsito pesado das carretas, seu ambiente urbano é alvo da poluição particulada causada pelo transporte rodoviário do minério, além do evidente ônus sócio-econômico causado pela mineração, já que a imensa maioria dos funcionários que trabalham na Mina do Andrade residem no Município, e portanto, se valem dos serviços públicos ofertados pela municipalidade monlevadense tais como saúde, educação, etc.
Enquanto Bela Vista de Minas recebe a integralidade da CFEM, João Monlevade amarga todo o gravame da atividade mineradora no Andrade, na medida em que suas ruas e avenidas são castigadas e danificadas pelo trânsito pesado das carretas, seu ambiente urbano é alvo da poluição particulada causada pelo transporte rodoviário do minério, além do evidente ônus sócio-econômico causado pela mineração, já que a imensa maioria dos funcionários que trabalham na Mina do Andrade residem no Município, e portanto, se valem dos serviços públicos ofertados pela municipalidade monlevadense tais como saúde, educação, etc.
Falta de pátio rodoviário tumultua trânsito
monlevadense. Carretas aguardam na Av. Wilson Alvarenga o momento de serem
carregadas na Mina do Andrade pelo novo acesso na Estrada do Forninho.
Chegou a hora de a Comunidade Monlevadense e a Arcelormittal
sentarem à mesa para discutir formas de minimizar e de se compensar o imenso
fardo que a nova realidade da mineração no Andrade tem conferido ao Município.
E já deixo aqui a minha dica: como forma de compensação, a indiana Arcelormittal poderia
começar, assumindo o custeio do CTI do Hospital Margarida.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Quebra de Decoro: Djalma Bastos Protagoniza Cenas de Barbárie na Câmara
O vereador e líder do governo Teófilo/Moreira, Djalma Bastos
(foto), protagonizou cenas de verdadeira barbárie no último dia 16, na sede do
Legislativo local. Dizendo-se vítima de perseguição, Djalma só não chegou às
vias de fato contra outro colega de legislatura, mediante a intervenção de
terceiros.
Que coisa mais feia! Quebra de decoro parlamentar pode dar causa a cassação, Djalma. Se o vereador tem razões para acreditar que tem sido vítima de perseguição,
o caminho civilizado para resolver o fato é a formalização de denuncia junto
a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
Veja mais na matéria publicada pela edição do Jornal Bom Dia do último dia 17 :
O 'tempo fechou' na tarde de ontem, 16, na Câmara Municipal de João Monlevade. Uma discussão sobre a segurança de alunos na Escola Municipal Israel Pinheiro (Emip) terminou em bate-boca entre vereadores e, por pouco, os parlamentares Djalma Bastos (PSD) e Belmar Diniz (PT) não se agrediram mutuamente. Problemas estruturais na Emip têm gerado preocupação entre estudantes e pais de alunos. Recentemente, placas de concreto se desprenderam na escola e chegou a atingir uma aluna. Preocupada com a segurança do filho, uma mãe de estudante esteve no gabinete do vereador Thiago Titó (PMDB) para pedir ajuda. O vereador Belmar Diniz foi convidado para contribuir na discussão. Por acaso, o secretário de Obras, Júlio Leite, e o vereador Djalma Bastos participavam de outra reunião e ambos foram convidados para participar do assunto. No decorrer da conversa, Júlio teria informado que o prédio da Emip não apresenta problemas estruturais que comprometam a segurança de alunos. Belmar Diniz teria sugerido documentar a informação já que o secretário de obras é engenheiro civil. Mas a proposta do petista soou como ofensa na avaliação de Djalma Bastos que é líder do prefeito Teófilo Torres (PSDB), no Legislativo. Na avaliação de Djalma a palavra do secretário seria suficiente. Bate-boca e muita gritaria com troca de ofensas entre Belmar e Djalma tomaram conta da discussão, já que o petista teria declarado não acreditar em palavra de secretários e até do prefeito de Monlevade. A confusão reuniu funcionários do Legislativo e depois de algum tempo o petista abandonou a 'briga'. Insatisfeito, Djalma tentou render a polêmica no gabinete de Belmar e nova confusão foi armada. Segundo testemunhas, móveis chegaram a ser arrastados e papeis voaram para todos os lados. A confusão só terminou com intervenção de vereadores e funcionários. Na avaliação de Djalma a palavra do secretário seria suficiente. Bate-boca e muita gritaria com troca de ofensas entre Belmar e Djalma tomaram conta da discussão, já que o petista teria declarado não acreditar em palavra de secretários e até do prefeito de Monlevade. A confusão reuniu funcionários do Legislativo e depois de algum tempo o petista abandonou a 'briga'. Insatisfeito, Djalma tentou render a polêmica no gabinete de Belmar e nova confusão foi armada. Segundo testemunhas, móveis chegaram a ser arrastados e papeis voaram para todos os lados. A confusão só terminou com intervenção de vereadores e funcionários.
Guilherme Nasser, Cadê o Parque de Exposição?
O presidente da Câmara de João Monlevade, vereador Guilherme Nasser, colocou em pauta na última reunião e foi aprovada uma audiência pública para discutir o "Parque de Exposição do Areão". Pois bem, gostaria que o Presidente da casa, nessa audiência, explicasse o porquê de não termos o Parque de Exposição ainda.Em minhas navegações em busca de dados nos portais institucionais do Governo Federal, descobri que já temos(no papel) um parque de exposição em João Monlevade. No sítio da Caixa, no link "Acompanhamento de Obras",consta que o citado Parque consumiu R$ 860.931,76, sendo R$400.000,00 de repasse do Governo Federal atraves da Caixa e que a mesma deu como Obra concluida em 22/08/2008 e homologou no SIAFI a conclusão da Obra em 01/09/2008.E ai vereador? voce era o secretário de serviços urbanos na época, cadê o Parque de exposição?
No Jornal bom dia de 02 de agosto de 2007, tem uma matéria com a chamada: "Obras para Cavalgada próximas de serem concluídas no Areão".
E lá diz o seguinte: ..."Nasser explicou que a estrutura montada no Areão ainda não será definitiva, mas suficiente para o evento que se aproxima. Porém, após a Cavalgada o local receberá melhorias".
Continuando na matéria do Bom Dia, Nasser diz ainda: ..."É um espaço que a cidade necessita. Além disso, ele poderá ser um dos melhores da região com as melhorias que serão executadas nos próximos anos. Por enquanto, realizando só o necessário para a cavalgada".
Aqui deixo a pergunta: Como o Governo Carlos Moreira, no apagar das luzes, conseguiu uma aprovação de obra concluída de um projeto que seria o "PARQUE DE EXPOSIÇÃO",se pelo relato de seu secretário de serviços urbanos, o que foi feito lá com mais de R$ 860.000,00 era provisório? Sabemos muito bem que depois do 1º evento realizado, que foi a cavalgada de 2007, ficou tudo do jeito que estava e hoje não existe nada lá.
Ronaldo Carvalho Lage, Transparência Monlevade.
terça-feira, 21 de maio de 2013
Mittal Mantem Fechado Acesso ao Campo de Aviação
Já há algum tempo, a indiana ArcelorMittal instalou um
imenso portão (fotos) no acesso ao Campo de Aviação e uma placa que adverte:
proibida a entrada.
No local, durante os fins de semana, era muito comum encontrar famílias se congregando em torno de refeições ao ar livre (piquenique), ciclistas, praticantes de voo livre, aeromodelistas, montanhistas, amantes da natureza, crianças soltando pipa, etc.
Apesar de o Campo de Aviação e de seu entorno pertencerem à ArcelorMittal, deveria estar claro que a vista que se pode apreciar de lá não pertence ao Mittal, o pôr do sol que se vê lá de cima também não pertence ao Mittal, o ar puro que se respira no local não é de propriedade de Mittal e etc.
No local, durante os fins de semana, era muito comum encontrar famílias se congregando em torno de refeições ao ar livre (piquenique), ciclistas, praticantes de voo livre, aeromodelistas, montanhistas, amantes da natureza, crianças soltando pipa, etc.
Apesar de o Campo de Aviação e de seu entorno pertencerem à ArcelorMittal, deveria estar claro que a vista que se pode apreciar de lá não pertence ao Mittal, o pôr do sol que se vê lá de cima também não pertence ao Mittal, o ar puro que se respira no local não é de propriedade de Mittal e etc.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Contas de Moreira: Vereadores Votam Hoje se São a Favor ou Contra a "Farra do Lixo" e outras Coisas Mais
Está prevista para a sessão plenária de hoje, na Câmara
Municiapal, a apreciação das contas do governo Carlos Moreira do exercício de
2003.
Pesam, basicamente, sobre as contas daquele ano uma série de
permissões de uso de terrenos públicos, outorgadas de forma ilícita, irresponável e eleitoreira
pelo então prefeito Carlos Ezequiel Moreira, o que trouxe imensa insegurança a
vários empresários da cidade, e dois aditivos celebrados entre a empresa
Prohetel, a prestadora do serviço público de coleta de lixo na época, e o
ex-prefeito Carlos Moreira, que, somados à uma sucessão de novos aditivos que
se verificariam nos anos seguintes, chegaram a causar um prejuízo aos cofres públicos
do município de João Monlevade da ordem de 4 milhões de reais, no escândalo que
ficou conhecido com a “Farra do Lixo”.
O Tribunal de Contas do Estado chegou a aprovar, com ressalvas,
as contas relativas ao ano de 2003, sempre se manifestando, em parecer, no
sentido de que não possuía subsídios suficientes para a perfeita análise do mérito da questão,
o que sugere que, naquele ano, o governo Carlos Moreira não procedeu ao devido envio
de todas as informações necessárias à função fiscalizadora do TCE. Significa
dizer que atos e fatos promovidos pela a administração moreirista, naquele exercício financeiro, foram, possivelmente, omitidos do Tribunal de Contas.
Recentemente, na Comissão de Finanças da Câmara, o relator da
prestação de contas em comento, o vereador Belmar Diniz, emitiu parecer pela
rejeição das contas do ano de 2003 do governo Moreira, baseando-se, justamente,
nas razões apresentadas ora apresentadas. Mas, com o voto contrário do vereador Vanderlei
Miranda o parecer não se sustentou.
Agora, as contas vão à apreciação do plenário do Legislativo
Monlevadense e a questão é bastante simples: o vereador que é a favor dos
prejuízos impostos ao Município pelo escândalo da “Farra do Lixo” e de toda
insegurança jurídica infligida aos permissionários
dos terrenos públicos deve votar pela aprovação das contas. Os que são contra a tais fatos devem votar por sua rejeição. Simples assim.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Demagogia Institucional: Dia Mundial Sem Carro
Os vereadores de João Monlevade aprovaram na última sessão ordinária da Câmara o projeto de lei de n° o de nº 771, que institui no Município o Dia Municipal sem Carro. De acordo com o projeto, o Dia Municipal Sem Carro será realizado, anualmente, no dia 05 de junho e passará a constar no Calendário Oficial de Datas e Eventos de João Monlevade, sendo a adesão voluntária e o caráter do projeto educativo.
Só faltou constar do projeto a alternativa de transporte que os nobres parlamentares apresentarão ao cidadão para que o mesmo seja encorajado a deixar seu carro na garagem de casa no próximo dia 05. Porque a passagem de ônibus mais cara do país, um sistema de transporte coletivo, literalmente, esculhambado, a ausência de ciclovias e de modalidades de transporte menos ortodoxas na cidade, na prática, não vão compelir ninguém a deixar de usar seu automóvel na data prevista.
Se, realmente, possui algum interesse na solução do caótico trânsito de João Monlevade e de suas conseqüências, a Câmara deveria, por exemplo, passar a fiscalizar o transporte coletivo na cidade e a Enscon, que é uma caixa preta, ao invés de propor medidas inócuas que soam apenas como demagogia institucional.
Assinar:
Postagens (Atom)


