quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Prefeito Sem Educação

Pra mim foi a gota d’água. Como se já não bastasse ter virado as costas aos partidos, aos companheiros de luta e aos apoiadores, como já é proverbial na cidade: “brigou com os amigos e culiou com os inimigos”. Como se não bastasse ter contrariado a vontade popular, delegando o governo do município a seu assessor de governo, Emerson Duarte. Como se não bastasse ter instituído um governo hermético, reacionário, autoritalóide, paranóico, confuso, apolítico e elitista, agora Prandini interrompe a trajetória de anos de sucessivos aumentos dos investimentos em educação, o que é inadmissível. Na campanha ele não prometeu que sucatearia a Educação municipal. Fomos enganados, novamente. Já disse que a campanha eleitoral passada foi uma das maiores e melhores experiências de minha vida, da mesma forma que digo, hoje, que Prandini é a maior decepção que já vivenciei. Parece que é da natureza do prefeito dar as costas a tudo que lhe serviu, já que, no passado, se educou na rede pública de educação, mais precisamente, no Centro Educacional e, hoje, age de fora a deprimir a instituição na qual estudou. O fato é que a decisão de interromper a trajetória de aumento de investimentos na Educação repercutirá, terrivelmente, no futuro do município e contribuirá para que Monlevade se torne uma cidade de ainda mais desordem, analfabetismo, desemprego, violência, inconsciência e caos.

2 comentários:

  1. Investimentos em educação, saúde e segurança sempre são necessários e oportunos. Ainda mais nos dias de hoje, em que o diferencial de qualquer pessoa é a sua bagagem educacional (e a educação social, digamos por assim).
    O prefeito, bem como a maioria do seu secretariado, carece de números e dados. Ele não tem à sua disposição nada que suporte a tomada de decisão (pesquisas não contam como dados factíveis). Informação requer coleta, monitoramentro, tratamento e ação. A maioria das prefeituras não tem ferramentas gerenciais para isto.
    Quanto à verba, realmente, sempre será insuficiente. Espero que ele tenha a contraprestação correta para esta "queda", já que o IPTU (mesmo com a alta indadimplência) deve ter seus reajustes de valores.
    É uma montanha acidentada esta. E, muitas vezes, a escalada é mais solitária que tudo.

    ResponderExcluir
  2. Num primeiro momento reduzir gastos com educação parece coisa de político maluco, porém é sabido que na gestão que antecedeu o atual prefeito muito se gastou sem planejamento adequado, prevalecendo a vontade do então prefeito na época, sem antes um estudo adequado, sem projetos realmente inovadores. Acredito que a redução de valor não implica em queda de qualidade no ensino se este dinheiro for melhor apropriado. Eu jamais reduziria investimentos em educação se tivesse poder para tal, pelo contrário, seria sem dúvida a área em que procuraria gastar ao máximo, com planejamento e eficiência é claro. Temos que aguardar pra ver, o importante é o resultado.

    ResponderExcluir

Ofensas e denúncias infundadas serão riscadas ou excluídas a critério do autor do Blog. Obrigado pelo comentário.