Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Teófilo Torres tenta Impedir Protesto e é Frustrado pela Justiça

O Município de João Monlevade, através do prefeito Teófilo Torres, ingressou na Justiça com uma ação possessória buscando, autoritariamente, impedir os moradores do Bairro Areia Preta do exercício do direto constitucional de promoverem o protesto agendado para, hoje, a partir das 14:00 horas, quando se manifestarão contra a inoperância e incompetência das autoridades, principalmente do prefeito, diante da cratera que se instalou no bairro há quase três anos. O Município alegou que o protesto prejudicará a Arcelormittal, entre outros. 
Na decisão liminar, o Juiz de David Pinter Cardoso, garantiu a realização do protesto, determinado, que a Polícia Militar e os agentes de trânsito do município se dirijam ao local e fiquem responsáveis por regular o trânsito quando da manifestação, observados os seguintes critérios: o trânsito não poderá ser impedido, totalmente; deverá ser permitida a passagem de veículos oficiais ou em serviços de urgência; poderá ser permitida pelos agentes interrupção do trânsito por períodos pequenos de tempo, a seu critério, mas de forma que não cause transtorno elevado às pessoas que transitem pelo local.
Como se vê, o critérios estabelecidos pelo magistrado são os mesmo adotados pelos manifestantes, desde o início dos protestos, o que não altera em nada o ato cívico agendado para hoje, a partir das 14:00 horas.
Como isso, Teófilo só revelou seu sua intolerância com as liberdades constitucionais e sua face autoritária. Deveria se engajar mais na solução da cratera, do que em tentar limitar os diretos constitucionais do povo.               

quarta-feira, 29 de julho de 2015

No Tudo ou Nada da Globo: Dilma x Cunha

Não são resultados de pesquisas tupiniquins que legitimam os governos democráticos. A Democracia se legitima pelo voto. É preciso respeitar o resultado das urnas.
Mas, a Globo joga o tudo ou nada, até porque se assim não agir  ela perde sua razão de existir. A Globo, que detém 75% do faturamento do setor televisivo brasileiro, num modelo monopolista de televisão fundado em 1965, logo após o Golpe e em razão do Golpe, não está no Brasil para cumprir o papel que deveria caber à mídia de massas, que é o de conduzir a nação a explorar todos os seus potenciais, sejam econômicos ou civilizatórios. A Globo foi fundada para manipular as massas conforme o interesse do Regime Militar e difundir o complexo de vira latas no brasileiro, de modo que o Brasil jamais ameace a hegemonia dos EUA nas Américas, já que o poderoso grupo estadunidense Time Life teve interesse e participação fundamental na criação da TV dos Marinhos. Por isso a difusão de tanto conteúdo, quase exclusivamente, estadunidense na Globo, como músicas, seriados e filmes. Para a Globo, só os Eua existem no mundo. Até os títulos das novelas são americanizados, como “I Love Paraisópolis”. Será que a novela não poderia se chamar “Eu Amo Paraisópolis”? Qual o problema com a língua pátria, o português? Nada contra os EUA, mas eles não podem interferir no conteúdo da  grande mídia brasileira como vem ocorrendo através da Globo. Em sua última visita ao Brasil, Obama declarou que o problema do Brasil está na sua condução política e que tal questão, historicamente, teve muito mais influência interna do que externa. E não apareceu ninguém para lembrar ao presidente estadunidense que a maior ruptura na condução política do Brasil foi o Golpe de 64 e documentos, recentemente, publicados pelo Departamento de Estado Norte Americano demonstram a participação direta dos EUA no Golpe e revelam ainda a Operação Brother Sam, na qual tanques americanos seriam desembarcados no porto de Tubarão e ingressariam em Minas, através da ferrovia Vitória/Minas, caso houvesse reação aos golpistas. Felizmente, não houve resistência, do contrário teria havido desembarque norte-americano e, certamente, o Brasil contemporâneo teria de conviver com várias Guantânamos em seu território.
Uma mídia, verdadeiramente, compromissada com os interesses nacionais estaria, neste momento, conduzindo as questões envolvendo o mar que de corrupção que atinge todo o sistema político brasileiro a uma profunda reforma política e não no impeachment da Presidente da República, como, descaradamente, faz a Globo, do alto de seu monopólio de mídia. Se a Dilma cair, entra o Temer do PMDB, partido, igualmente, atolado na Lava-Jato. Ele vai sofrer impeachment também? Aí, o Brasil vai ter um presidente a cada trimestre na esteira de uma longa crise política, até não restar  mais nenhum político produzido por um sistema político que  - adivinhem - também foi concebido no Regime Militar. O Código Eleitoral Brasileiro é de 1965, assinado pelo general Castelo Branco. Em 85 fizeram uma reforma, criando o atual sistema de Presidencialismo de Coalizão Brasileiro, baseado numa multiplicidade infinita de partidos, que não produz representatividade e, que portanto, só aderem a base governista mediante a concessão de cargos no Executivo. É por isso que existem 40 ministérios! Sempre que o governo pretende aprovar uma nova matéria no Congresso é preciso negociar cargos. Esse é o sistema criado pelos militares e ainda vigente. Ou você acha que os ditadores produziriam um sistema político democrático e representativo para o Brasil, enquanto estiveram no poder? A sina dos militares foi fazer de tudo para que a política jamais fosse usada como instrumento de transformações sócio-econômicas no Brasil. E nisso, eles foram muito eficientes. Basta ver o que se tornou a política brasileira. E passados 51 anos golpe, o Brasil ainda demanda por todas aquelas reformas anunciadas por Jango ainda em 64, reforma política, tributária, educacional, dos meios de comunicação, financeira, industrial, administrativa, etc, sem as quais nenhum país do mundo chegou à condição de desenvolvido. Ou seja, institucionalmente, o Brasil parou no Golpe, em 64. É por isso que se tem a impressão que o Brasil inteiro caminha para a conformação de um enorme nó, em que tudo vai parar. O país, que tem uma grande vocação para a modernidade como herança de Juscelino e outros, vai avançando nas tecnologias, nos meios e nos costumes, mas as instituições republicanas e democráticas, como a escola, a mídia, a base da tributação, o sistema político, etc,  não acompanham tal desenvolvimento. Assim, o Brasil não se desenvolve. "É preciso reformar as instituições", como era o discurso de jango há 51 anos! 
Está muito claro que no cenário político, agora, está muito bem definido: ou Dilma ou Cunha. O dois não convivem mais. Bastou ser citado na Lava Jato para o Cunha romper com o governo. Aliás, é realmente um absurdo como um presidente da Câmara que recebeu 5 milhões de reais na Lava Jato, ainda não tenha renunciado. Neste momento, não imitam os EUA, onde senador já renunciou por ter traído a esposa. Imagina 5 milhões!
Ocorre que este tudo ou nada da Globo pode ser muito perigoso. O extremismo de um impedimento contra Dilma, por força da 3ª Lei de Newton, também vai gerar extremismos opostos, principalmente, no campo, que podem ter desfechos sangrentos para a nação. O Brasil de hoje não é aquele de 1964. Haverá bloqueios de estradas e ferrovias, greves e desabastecimento. Aí sim o Brasil entrará numa pesada recessão. O país pode até entrar numa convulsão civil e, daí, partir para uma revolução. Já pensaram? 226 anos depois da Revolução Francesa, a Revolução Brasileira! É sempre muito atraso!                

terça-feira, 28 de julho de 2015

Binômio da Desinformação e a Cratera do Areia Preta

Monlevade, como uma cidade, extremamente, moderna que é e tão politizada como poucas, quer é qualidade de vida. Esse Binômio da Comunicação que tem vigorado, desde a época da censura do Regime Militar, entre as relações públicas da Usina e o Jornal A Notícia não tem colaborado neste sentido, pois fecha a Usina para o povo. E o povo quer é uma Usina aberta. Quer, por exemplo, chegar  às escadarias do Solar Monlevade, pagar o ingresso a 1 real, e ter livre acesso ao Museu e aos arquivos históricos, coisa que não acontece hoje. O Binômio fecha demais essa Usina!
Vejam o editorial da última edição do Jornal A Notícia. Com o título “Presente de Aniversário”, o ex-bi-semanário quer embutir no imaginário do monlevadense a sensação de que a Arcelormittal vai presentear o Município com o reparo da cratera do Bairro Areia Preta, no aniversário de 80 anos da Usina Monlevade, caso a siderúrgica, realmente, participe da obra.  Ora, é presente não! É assunção de responsabilidade!   
Se alguém  duvida que o trânsito de bitrens de mais de 40 toneladas não foi responsável pelo deslizamento da pista da Getúlio Vargas naquele ponto, que volte a liberar o tráfego pesado naquele trecho, após a conclusão do reparo, quando ele acontecer algum dia, para tudo voltar a ocorrer. Ali, não vai poder transitar mais bitrens.
É preciso ficar claro que quando uma atividade privada, seja ela qual for, ocasiona dano ao Município, aquele que lhe dá causa fica obrigado a repará-lo. Isso no Direito tem o nome de Responsabilidade Civil. Se o tráfego cada vez mais pesado de carretas, gerado pela Arcelormittal tem comprometido as vias Município, cabe à primeira efetuar os reparos necessários ou indenizar. Isso, definitivamente, não vai quebrar Mittal, nem vai inviabilizar a siderurgia local, que em tempos mais difíceis já sustentou, diretamente, uma Vila Operária inteira, de mais de 30 mil habitantes, bancando, absolutamente, tudo, do leite, à formação dos filhos dos operários.
É necessária uma reflexão profunda de como esse Binômio da Comunicação ou da Desinformação tem afetado o diálogo que deveria existir entre a comunidade e a Usina. Na vigência deste Binômio, que se estende desde meados da década de 80, as relações entre Usina e comunidade melhoraram ou pioraram? Tem havido diálogo? Nesse período, a Usina se abriu ou se fechou mais para a comunidade? Neste contexto, tem havido mais ganhos ou perdas para a comunidade? 
É preciso uma Usina muito mais aberta, como a do passado, sabendo que o ramo de atividade da Arcelormittal é a siderurgia e não a filantropia, mas que a siderúrgica tem suas responsabilidades no Município e não pode ser colocada dentro de uma redoma de cristal. Mittal sabe o que é isso. É como ocorre nas unidades da Arcelormittal na França, em Luxemburgo ou na Bélgica, onde há qualidade de vida e de onde provem a semente plantada em Monlevade. .  


Areia Preta: Mega Protesto para Sexta-Feira


Hoje, após às 05:30 hrs da matina, moradores do Bairro Areia Preta fecharam, em protesto, a Avenida Getúlio Vargas, por mais de uma hora, havendo conseqüências para o início do turno na Usina.
O sentimento é que os manifestantes, simplesmente, não mais toleram a presença daquela cratera em seu bairro e a inércia das autoridades na solução da questão que vai completar 3 anos.
Está agenda para a próxima sexta-feira, dia 31, um mega protesto, a partir das 14:00 hrs, no mesmo local.
Como é uma causa atinente a todos os que trafegam por aquele tão importante trecho da Getúlio Vargas, conectando as regiões comerciais e residenciais à zona siderúrgica; os moradores do Bairro Areia Preta convidam a população em geral para participar de mais este ato cívico destinado a convencer Teófilo Torres que muito embora a cratera tenha se aberto nos últimos 30 dias de governo passado (dezembro de 2012), o atual chefe do Executivo tem o dever de repará-la, pois quando tomou posse, assumiu a gestão não apenas dos bônus, como também dos ônus do Município.
Não mexer na cratera, porque ela se originou em outro governo é mostra de uma miopia típica dos politiqueiros que não resolvem nada.              

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Governar é Definir Prioridades: Asfalto Chega ao Sítio Xopotó

Governar é definir prioridades. 
Apesar da completa ausência de solução para a cratera na Av. Getúlio Vargas, altura do Bairro Areia Preta, questão viária que, por motivos óbvios, se tornou a mais urgente do Município nos últimos dois anos e meio, região do entorno e acesso do sítio Xopotó, de propriedade de Mauri Torres, pai do prefeito de João Monlevade, recebem investimentos milionários.
Além da Av. Alberto Lima, recentemente, foi a Av. Cabo Frio, acesso direto ao sítio Xopotó, que recebeu asfaltamento, como noticia a última edição do impresso "Realiza", editado pela Prefeitura (imagem). 
O sítio Xopotó, agora, pode se gabar de ser um dos poucos, em Monlevade, com asfalto até a porteira.      

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Impelido, sigo a discorrer sobre o editorial do jornal A Notícia

Vejo-me impelido a seguir discorrendo sobre o editorial do jornal A Notícia, não apenas pelo antecipado e descarado engajamento do mesmo no fronte eleitoral de 2016, como também pela manchete,“Crise pode parar laminador da Arcelor”, estampada na capa da última edição do ex-bi-semanário .
Voltemos, então, a um passado não muito distante, 1984, quando foi fundado o Jornal A Notícia. 1984 foi ano de ditadura, em que ainda havia muita censura e somente circulavam impressos avalizados pelo regime do generais. Naquele ano, foram co-fundadores do Jornal A Notícia, Márcio Passos e João Carlos Guimarães. Pouco tempo depois e não mais que de repente, o segundo co-fundador do jornal se tornou assessor de comunicação do que ainda sobrava da saudosa Belgo-Mineira. 
A partir daí, passou a vigorar no meio de comunicação local um triste binômio em que o jornal A Notícia fazia circular conteúdo cuja conclusão era a de que o setor siderúrgico não podia ser questionado, no Município, colocando a Usina dentro de uma redoma de cristal, que ela nunca coube. Com isso, a assessoria de comunicação da poderosa Siderúrgica passou a se ver em céu de brigadeiro, pois num contexto em que não podia ser questionada, a Usina não tinha o que comunicar. E dessa forma, sem comunicar, sem debater com a comunidade, ela fazia o que queria, como queria, na hora que queria. 
Foi assim, por exemplo, com a maior destruição de patrimônio histórico-arquitetônico do história de João Monlevade, a demolição do casario neo-clássico da Praça Ayres Quaresma. A Usina mandou murar o arco do viaduto no Morro do Geo, fechou a via pública, demoliu tudo, com exceção do Colégio Estadual o ex-bi-semanário se fez de cego e mudo, afastando-se do dever de estimular o debate sobre a questão.
Para quem se coloca na suposta condição de mecenas da história de Monlevade, mesmo que em versão romanceada, a visão de tantos prédios históricos destruídos, para dar lugar a um estacionamento de carretas, deve ter sido algo, profundamente, perturbador. Agora, as pessoas se deparam com fotografias, postadas nas mídias sociais, de quando a Praça ainda existia e o que se vê são apenas lamentos e saudades: como era linda a Praça, como era bom o Cinema! Tudo uma cortesia do binômio que, desde aquela época, busca manter a Usina inserida numa redoma de cristal.
O início da crise do Hospital Margarida também tem origens na aplicação da doutrina do mencionado binômio. O Margarida, desde sua fundação por Louis Ensch, foi, integralmente, mantido pela Usina. Não mais que e de repente, a Usina decidiu que não colocava nem mais um tostão no Hospital, sem apresentar, sequer, um cronograma para o desligamento daquela tão importante casa de saúde. E ninguém contestou nada! Por que Mittal não pode contribuir mensalmente com o Margarida, como a Usiminas faz com o Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga? Prevaleceu a doutrina do binômio, como ainda prevalece. A manchete, da última sexta-feira é prova de sua vigência. Pela primeira vez na história da siderurgia local, Monlevade conta com um laminador concebido para processar aço bruto, vindo de fora do Município. Como é que um Laminador que nunca faturou uma bobina de fio-máquina, sequer, pode parar? Como algo que jamais entrou em funcionamento pode parar? O nome disso é desinformação. Notaram também como a manchete fez referência apenas à Arcelor, deixando de citar o nome Mittal?  Tudo engendrado para desviar a atenção do leitor da imagem do indiano, que se encontra cada dia mais arranhada ente os munícipes. O nome disso é manipulação. 
Acontece, que não é por coincidência que a Usina tenha se fechado tando para o Município, após a entrada em vigor do dito binômio. Monlevade tem perdido muito com isso, assim como a imagem de Mittal. Não é por menos que o nome do indiano tem sido evitado nas manchetes do jornal A Notícia.
É preciso sensibilidade para perceber que mudanças são demandadas, país afora, não apenas no capo da política. Aliás, o que o brasileiro quer é qualidade de vida. E não há como Monlevade dar um salto na qualidade de vida, enquanto perdurar um binômio que visa afastar dos debates as ações do grande capital, que repercutem, diretamente, nos monumentos históricos, na paisagem, no meio ambiente, na infraestrutura e em vários outros setores do Município.        



quarta-feira, 15 de julho de 2015

Bolha Imobiliária murcha e quem não se adequar pode perder ainda mais dinheiro

Certamente, Monlevade viveu o maior boom imobiliário de sua história nesses últimos 10 anos. Prédios novos pipocaram por todos os pontos da cidade e centenas de unidades foram disponibilizadas para o mercado. E na lógica da irrevogável lei econômica da oferta e da demanda, diante do aumento da oferta, os preços deveriam cair. Deveriam...
Mas, em João Monlevade, outra variável também pesa sobre o mercado imobiliário. O nome dela é a cobiça. O construtor gasta 170 mil reais para produzir um apartamento de 3 quartos, mas quer vede-lo por 400 mil. O sujeito quer construir um prédio apenas e já ficar multi milionário de uma vez! Quitinete alugada por 500 reais é um escárnio!Tudo isso é contra a realidade do mercado e tem o nome de bolha, que poderia estourar sabe-se lá quando e como.
Só que agora, diante da retração econômica que já afeta até a China, essa bolha tem que murchar. É preciso que o mercado compreenda a nova realidade econômica e deixe a cobiça coletiva de lado, baixando os preços. Os agentes imobiliários têm que compreender que é muito melhor, por exemplo, alugar por 400 ou 500 reais um apartamento pelo qual se pedia 900 reais, do que mantê-lo vago. E quem demorar a perceber isso, vai perder ainda mais dinheiro.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mais uma Vez, A Notícia Confirma DNA da Ditadura

É como estou cansado de escrever: ninguém nega sua própria natureza. Não adianta adestrar uma raposa para tomar conta do galinheiro, que,  mais cedo ou mais tarde, ela vai revelar sua natureza predatória e não sobrará uma galinha sequer.
Recentemente, escrevi que o perfil editorial do Jornal A Notícia carrega o DNA da ditadura. Afinal, o impresso foi fundado em 1984, com aval dos generais, quando ainda vigorava, intensamente, a censura e a manipulação política das informações. Sexta-feira passada, diante de novo texto publicado pelo editor do ex-bi-semanário, faço-me testemunha de mais uma  confirmação  de que, incontestavelmente, o editorial do Jornal A Notícia carrega o DNA da ditadura instalada no Brasil, entre 1964 e 1988. 
Antes de qualquer coisa, é preciso resolver uma grave questão de semântica, própria dos demagogos contra-racionais.  Radical não é aquele incapaz de dialogar ou de  compor um entendimento colegiado. Radical  é aquele que ataca as raízes, ou seja, as causas dos problemas e não apenas suas conseqüências.  O emprego, convenientemente, equivocado deste vocábulo apenas atesta a resistência e a aversão que alguns setores conservadores da imprensa local possuem de solução efetiva dos problemas arraigados na sociedade. Nada mais natural em se tratando de um jornal fundado nos idos de uma ditadura, instalada, justamente, para impedir as reformas de base de Jango que, apesar de passados 51 anos,  são, exatamente, as mesmas que o Brasil contemporâneo ainda demanda, como a reforma política, a reforma dos meios de comunicação (o que deve incluir os jornais), a reforma tributária, a reforma do atual modelo de escola pública, além de outras. Eita ditadura arraigada! Arraigada como o próprio DNA.
Para quem se supõe historiador pega mal a falta de memória de que o maior ato de extremismo já praticado contra o Brasil foi o Golpe de 64, golpe esse que, em João Monlevade, infelizmente, ainda reverbera nos dias atuais através do DNA da ditadura que determinado impresso carrega em seu perfil editorial.
Sejamos francos. Uma coisa é a opinião, outra é a demagogia que se esconde por detrás de uma falsa imparcialidade para manipular o eleitor na direção de projetos de poder que, além de tantos outros absurdos, já pilharam a coisa pública  e a entregaram a uma casta de privilegiados que, vergonhosamente, já faturaram, de bandeja, até  imóvel público, de propriedade do povo monlevadense, para, sem qualquer concorrência ou processo licitatório, instalar sede de empreendimento privado, prevalecendo apenas a máxima de que “uma mão lava a outra e as duas lavam a cara”. Isso sim foi um ato de extremismo contra o erário!
Quanto aos blogs, a grande vantagem deles é que os mesmos circulam em meio eletrônico, na internet, e não em papel, que aceita tudo. Felizmente, a mentira não sobrevive muito tempo na internet. E já vimos algumas “rapaduras” se dissolverem nesse processo.
Os impropérios odiosos dirigidos, indiretamente (faltou coragem), à minha pessoa não me surpreendem nem me abalam. Por meio do estudo da história, conheço essa raiva de longa data. É a mesma que conduziu Pedro II ao exílio, quando, em 1888, a Monarquia ousou abolir a escravidão. É a mesma que levou Vargas ao suicídio. É a mesma que deflagrou o Golpe de 64. E é a mesma que tenta derrubar o governo constitucional do Brasil, atualmente.     
Quanto ao "novo", posso dizer que, com exceção da internet e suas ferramentas, vejo quase nada de novo no mundo contemporâneo, já que os conceitos da maioria esmagadora das coisas que no rodeiam foram formulados pelos grandes pensadores da humanidade há mais 100, 500 ou 1000 anos. O novo só deve ser abraçado se, efetivamente, traz benefícios à sociedade. Do contrário, deve ser ignorado, principalmente, porque no dia seguinte será substituído por algo, supostamente, mais novo, tornando-se tão velho quando os conceitos de quem o idolatra.
Por fim, posso dizer que bobagem é texto histórico escrito de forma romanceada.  História é ciência. E contaminá-la com romance, a pretexto torná-la mais palatável à leitura, além de uma contradição, é confessar o irreversível estado de preguiça mental. 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Padre Élson, Belmar Diniz e Gentil Bicalho

No horizonte eleitoral de 2016, três pré-candidaturas despontam dentro do Partido dos trabalhadores de João Monlevade: são elas a de Padre Élson, a de Gentil Bicalho e a de Belmar Diniz.
Padre Élson é jovem, o que atende a uma demanda por renovação nos quadros da política local, foi candidato a uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas em 2014 e, nestes tempos de avalanches de escândalos de corrupção, tem a grande qualidade de ser padre. Não que a condição religiosa, por si só, possa precaver algum desvio de conduta por parte do político-religioso. Mas, os padres contam com sólida formação ética e filosófica, coisa que o brasileiro contemporâneo e ,por conseguinte, o político brasileiro, em regra, não possuem. E se a punição é a única forma de combater a corrupção, uma sólida formação ética é a melhor forma de preveni-la. Faltam ao Padre Élson mais articulação e posicionamento político.
Gentil Bicalho é de família, genuinamente, tradicional de João Monlevade, é experiente, já foi vice-prefeito, entre outros cargos que ocupou na Administração Pública, é bem articulado e demonstra posicionamento político, o que é fundamental. Apresentou coerência política quando Mauri Torres cooptou seu ex-partido nas eleições de 2008, demonstrou coragem e grande liderança numa das piores crises vividas pelo PT, quando da ruptura com o ex-prefeito e atual exilado político, Gustavo Prandini . Gentil também sabe ouvir e é atual presidente do PT monlevadense, conduzindo o partido com espírito democrático e boa articulação com as entidades representativas do Município.
Belmar Diniz é jovem, vereador pelo segundo mandato e, teoricamente, herdeiro político do mitológico ex-prefeito Leonardo Diniz. Entre os três pré-candidatos, Belmar talvez seja o mais competitivo. No entanto, Belmar é muito mal articulado e evasivo, politicamente. Belmar também tem um histórico de grande incoerência política em sua atividade parlamentar, como no caso em que, no fim do ano passado, votou favoravelmente para que a Encon, absurdamente, se negasse a receber a tarifa do transporte coletivo em dinheiro a bordo do coletivo. Recentemente, também depositou voto favorável à terceirização do sistema de estacionamento rotativo do Município. Belmar também  tem dificuldade de imprimir personalidade própria na condução de uma oposição mais veemente ao governo Torres na Câmara. Aliás, a pouca oposição de Belmar Diniz é realizada a reboque das atividades do Grupo Transparência Monlevade. Por isso, muitos acreditam que, caso Belmar seja eleito prefeito, Guilherme Nasser, muito provavelmente, será seu assessor de governo. Por tudo isso, o que se comenta é que Belmar tem um pé no PT e o outro no sítio Xopotó.
Seja quem for o candidato do Partido dos Trabalhadores em 2016, a experiência imposta pela desventura prandinista ensina que o desafio da sigla não será apenas vencer as eleições, mas, sobretudo, eleger um prefeito que tenha a capacidade de implementar o conteúdo programático que o partido tem para João Monlevade.  

     

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Perfil Editorial do Jornal A Notícia carrega o DNA da Ditadura

Do pau que nasce torto, até as cinzas são tortas.
A, praticamente, um ano do início da corrida eleitoral de 2016, o jornal A Notícia já se encontra em franca campanha. E para um veículo de comunicação fundado ainda nos anos de chumbo, num contexto de censura oficial que somente se encerraria em 1988, não é de se estranhar que o semanário se insurja contra os partidos políticos. Afinal, o maior temor que os conservadores possuem é o de que a política seja utilizada como instrumento da democracia e de transformações sócio-econômicas.
Obviamente, o jornal A Notícia não se contrapõe a partidos como, por exemplo, o PSDB local que é conduzido de forma coronelesca e autoritária, como foi a imposição da candidatura do atual prefeito, em 2012, fruto apenas da inquestionável vontade do pai, o ex-deputado Mauri Torres. Ele ataca partidos que se estruturam, organicamente, e que são conduzidos mediante decisões colegiadas e democráticas, como o Partido dos Trabalhadores de João Monlevade.
O texto veiculado na edição da última sexta-feira do A Notícia e intitulado “Rejeição a Dilma e as eleições municipais”, em que o editor do ex-bi-semanário, Erivelton Braz, tentou vincular os baixos índices de aprovação popular da Presidente da República ao PT de João Monlevade, apenas comprova que aquele órgão de imprensa não nega sua origem e ainda carrega em seu perfil editorial o DNA da ditadura em que foi fundado em 1984, além de afigurar como mais um triste serviço de desinformação contra a boa-fé do leitor.
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que o histórico eleitoral recente demonstra que as eleições municipais em João Monlevade têm sido afetadas muito mais por fatores locais, do que por quaisquer outros. Foi assim, por exemplo, com a eleição do próprio Teófilo, em que, apesar do Brasil naqueles idos apresentar índices de pleno emprego, baixa inflação e razoável crescimento econômico, o filho de Mauri foi eleito com grande margem de votos. Pesaram, naquele momento, o péssimo desempenho de Prandini e os 90% de rejeição popular do ex-prefeito pevista.
No que diz respeito à vergonhosa epidemia de corrupção que assola Brasília, é preciso ter a coragem para informar o povo desta cidade que o PT monlevadense é pessoa jurídica de direito público distinta do PT nacional e que aqui, em João Monlevade, não existe nenhuma liderança petista envolvida em escândalo de corrupção. Muito pelo contrário, aqui em João Monlevade, os escândalos de corrupção são todos protagonizados por lideranças ligadas ao PSDB, como Mauri Torres, que avalizou um cheque no valor atualizado de mais de1 milhão de reais para a empresa SMP&B de Marcos Valério no chamado “Mensalão Tucano”; Carlos Moreira, o ex-prefeito mais processado da história de João Monlevade, protagonista da “Farra do Lixo”, da “Farra dos Permissionários”, da fraude na licitação da Enscon, da “Farra de 22 milhões de reais do Hospital Santa Madalena”, além de outras, e Teófilo Torres, o único prefeito da história de João Monlevade a ter os bens bloqueados em ação civil pública motivada por ato de improbidade administrativa praticado antes mesmo do exercício do mandato, no caso que ficou conhecido como o "Fantasma de Nova Serrana". 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

ICMS Cultural

Segundo matéria publicada na edição de hoje do jornal A Noticia, “devido ao emprenho de toda a equipe da Administração Municipal e da Fundação Casa de Cultura, João Monlevade saiu da pontuação 0,0 e avançou para 5,94 pontos, o que equivale a, aproximadamente, R$ 120 mil de recursos financeiros para o ano que vem a serem investidos em políticas de preservação cultura e patrimonial em nossa cidade”. Ainda segundo a matéria “ a diretora da Fundação Casa de Cultura, Claira Poliane Ferreira Moreira, ressaltou ainda as excelentes expectativas para os próximos anos de trabalho, já que tem sido dedicada atenção especial às entidades culturais da cidade, como bandas, corais e congados, além do aperfeiçoamento técnico na área de desenvolvimento de educação patrimonial junto às escolas da rede pública”...
Primeiramente, é preciso esclarecer que fica muito difícil acreditar em “excelentes expectativas” para o setor da cultura monlevadense, em meio a notícia de que o governo torresmista cancelou a parceria que firmou com a UFOP para a realização do Inverno Cultural.
Segundo, é preciso dar a César  o que é de César. O ICMS Cultural é coisa que se iniciou em João Monlevade ainda nos idos de 2003, quando o contador Delci Couto era presidente da Fundação Casa de Cultura.
Terceiro, considerando que o ICMS é verba vinculada que deve ser empenhada na preservação do patrimônio histórico-cultural do Município, ficou muito estranho na fala da atual presidente da Fundação Casa de Cultura, Claira Moreira, a ausência de políticas publicas concretas voltadas para a preservação dos bens culturais tombados pela Lei Orgânica de João Monlevade, conforme se transcreve:

Art. 170. Ficam tombados, para o fim de preservação, e declarados monumentos naturais, paisagísticos, artísticos ou históricos, sem prejuízo de outros que venham a ser tombados pelo Município:

[...]
VIII - o conjunto arquitetônico e paisagístico da Igreja São José Operário;

IX - o conjunto arquitetônico original da Fazenda Solar;

X - o prédio do antigo Cassino;

XI - o conjunto arquitetônico do antigo Colégio Estadual, na Praça Ayres Quaresma;

XII - a fachada original do Bloco Administrativo do Hospital Margarida;

XIII - o prédio do antigo Hotel Monlevade, hoje, Sindicato dos Trabalhadores;

XIII - o prédio do antigo Hotel Monlevade;

XIV - o prédio do Hotel Siderúrgica;

XIV - o prédio do antigo Hotel Siderúrgica;

XV - o prédio da Escola Santana.

Será que o pessoal da Casa de Cultura não tem ciência do tombamento destes bens?É o que parece.  

O Medo no Brasil

No Brasil, todo mundo tem medo de cobrar por seus direitos, de testemunhar contra um ato de injustiça ou de denunciar uma autoridade corrupta. Mas, na hora de pegar uma arma para roubar e assaltar ou ainda utilizar dos meios mais fraudulentos para enganar e praticar estelionato, ninguém tem medo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Falta D'água Benta na Gruta da Matriz: Descaso ou Proposital?


Como se vê pela foto acima, a pia da Gruta da Matriz São José do Operário, de onde, tradicionalmente, sempre borbulhou uma “água benta” muito eficaz contra vampiros ímprobos que assaltam os cofres públicos, fantasmas mentirosos que assombram a Prefeitura e outras criaturas mais, encontra-se, na gestão de Teófilo Torres, totalmente, seca.
A falta da “água benta” seria apenas mais uma obra do descaso da Prefeitura para com o patrimônio histórico-paisagístico, vez que tanto a matriz quanto o conjunto paisagístico de seu entorno, o que inclui a dita pia, são tombados para fim de preservação pela Lei Orgânica ou seria proposital, tendo como finalidade o favorecimento da danosa atividade paranormal do conhecido “fantasma de Nova Serrana”?    Com  a palavra o prefeito.