quarta-feira, 17 de agosto de 2016

VOTO DE DESEMBARGADOR DESMENTE MOREIRA

Circula na internet vídeo de Carlos Moreira em que o ex-prefeito inelegível justifica que foi condenado no processo da UFOP por falha de sua defesa que teria “perdido prazo”.
Não foi o que fundamentou o relator da apelação interposta por Moreira naquele processo, o Eminente Desembargador Júlio César Lorens, que em seu voto assinalou:
Número da Apelação Criminal 1.0362.09.099843-0/00
Relator: Des.(a) Júlio César Lorens
Relator do Acordão: Des.(a) Júlio César Lorens
Data do Julgamento: 24/09/2013
Data da Publicação: 30/09/2013
[...]
Ademais, estou convencido de que a condenação não ocorreu por uma suposta falha na defesa, mas, sim, pelo convincente acervo probatório constante dos autos.
[...]
Em outras palavras, a condenação de Moreira naquele processo se deu mediante convincente acervo probatório, ou seja, por meio de prova documental robusta e não por falha de sua defesa como quer fazer crer neste momento eleitoral.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Moreira, Simone e a Verdade sobre a Implantação da Ufop e Uemg

Candidato da Chapa Paraguaia, ao estilo Rádio Cultura, já está buscando desinformar o eleitor sobre a verdade da implantação dos campus da Ufop e da Uemg em João Monlevade. Ele afirma que as duas universidades públicas foram instaladas no governo do ficha-suja, inelegível Carlos Moreira, como se tal medida tivesse partido do ex-prefeito ímprobo. Afirma também que a atual consorte conjugal de Moreira, a candidata a prefeita Simone, supostamente, teria participado de todo o processo, numa tentativa de fazer o eleitor crer que a mesma tem alguma experiência administrativa e espírito público. 
Ocorre que a única relação que Moreira tem com as universidades é o casuísmo: era ele o prefeito e como tal não fez mais do que a obrigação de recebê-las. 
A iniciativa de se instalar a Ufop e a Uemg em Monlevade, na verdade, não foi de Moreira. A vinda das universidades fez parte de um acordo firmado entre o governo federal, o governo do estado e a empresa Vale como condicionante para a instalação da Mina de Brucutu, em São Gonçalo. Perceba que os cursos inicialmente oferecidos pelas universidades eram todos voltados para a atividade mineradora: Engenharia de Minas, Engenharia Ambiental, Engenharia de Produção e Sistemas de Informação. Monlevade foi escolhida, por ser a cidade mais próxima de Brucutu, com condições estruturais para abrigar as duas universidades.
O que Moreira fez, posteriormente, foi desviar recursos da Prefeitura para custear a formatura de um sobrinho na UFOP, o que lhe rendeu um processo criminal por desvio de renda pública, em que o ex-prefeito foi condenado a 2 anos de reclusão, substituída por prestação de serviços à comunidade, e inabilitação para o exercício de cargo eletivo por 5 anos. Foi mais uma ação que tornou Moreira inelegível, obrigando-o a lançar sua mulher candidata, numa tentativa de burlar a Lei da Ficha-Limpa.

Quebra-Molas



A única política pública da administração Teófilo/Moreira voltada para o trânsito de João Monlevade é a instalação de quebra-molas. Ensino da legislação de trânsito nas escolas nem pensar: se o povo passar a estudar as normas de trânsito nas escolas (como acontece nos países desenvolvidos) também pode querer aprender sobre os direitos básicos gerais, o que pode ser muito perigoso para o status quo.
E para atender alguns pedidos pontuais de eleitores em vésperas de eleições, o Settran sai instalando quebra-molas cidade afora, todos fora dos padrões técnicos exigidos pelo Contran. O nome correto daquilo é quebra-carro. 
Será que nunca viram uma lombada eletrônica? Monlevade não suporta mais tanto atraso.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Avião que se preza tem "trem de pouso"



Os nortistas creditam aos Irmãos Wrights o primeiro vôo de avião, supostamente,realizado em 1903. Ocorre que a geringonça dos Wrights não era autônoma e dependia de uma catapulta fixa para alçar vôo. 
O primeiro vôo autônomo, motorizado e controlado foi de Santos Dumont, em 1906, com o 14-Bis, equipado com rodas para decolagem e aterrissagem, que por se tratar de invento concedido por um mineiro não poderia ser chamado de outra coisa senão “Trem de Pouso”.
Logo após, em 1907, Dumont concebeu La Deimoselle (foto), um revolucionário aparelho com motor dianteiro, asas, cauda, niveladores e leme traseiros e, obviamente, "Trem de Pouso", cuja configuração é utilizada até hoje pela grande maioria dos aviões. 
Avião que se preza tem "Trem de Pouso". Porque não adianta nada voar e, depois, esborrachar a cara no chão.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Concurso Público

O concurso publico, recentemente, anunciado pela atual administração pode até ocorrer. Mas, é difícil acreditar que boa parte das 277 vagas seja, de fato, chamada a efetivar os quadros da Prefeitura.
Primeiro, porque o governo Torres tem, sistematicamente, terceirizado a prestação dos serviços públicos em João Monlevade, a contratar empreiteiras que possuem seus próprios funcionários. Difícil acreditar que as empreiteiras serão deixadas de lado para que funcionários concursados voltem a prestar os serviços públicos, diretamente.

Segundo, porque é ano eleitoral e a sensação que se tem é a de que também querem se aproveitar da situação de crescente desemprego para atrair número, proporcionalmente, grande de concorrentes/eleitores, que por motivos óbvios, acabarão induzidos a votar na candidata do governo, na esperança de, um dia, assumirem uma das 277 vagas anunciadas.            

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Oficializada Chapa Railton/Laércio

Ontem foi oficializada a chapa Dr. Railton (PDT) e Dr. Laércio(PT) para concorrer, respectivamente, aos cargos de prefeito e vice na corrida eleitoral que se inicia no próximo dia 7 de agosto.
Se por um lado, em campo adversário, a reação à composição da chapa foi de incontida irritação, por outro, a dobradinha Railton/Laércio foi capaz de reunificar a esquerda monlevadense em torno de um projeto comum para o Município.

A irritação adversária também demonstra o grande potencial da chapa e tem a mesma origem da precipitação com que possíveis aliados, até então, conduziram o processo de escolha de seus candidatos majoritários. A ansiedade tem grande capacidade em fechar portas na política.        

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Railton e Laércio de Vice

Foto: Fernando Garcia
Até o momento, a composição mais viável para colocar João Monlevade de volta nos trilhos do desenvolvimento é a de Railton Franklin (PDT), prefeito e Laércio Ribeiro (PT), vice. Além de ambos puírem experiência política, o primeiro já tendo exercido a vereança e o segundo o mandato de prefeito, são médicos atuantes no Hospital Margarida, que demandará atenção especial do próximo governo para não se transformar no H. Santa Madalena.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Rotativo: Modalidade de Derrama que Desvia a Função Social do Bem Público


Temos o direito de utilizar o espaço público. Se o espaço público não tem sido ocupado, com se vê pelas fotos, o Rotativo não tem alcançado sua finalidade diante do interesse público. A finalidade do Rotativo é gerar rotatividade na utilização do espaço público e não lacunas ociosas que não são ocupadas nem mesmo pelos próprios moradores das ruas. O espaço público deve cumprir sua função social e não permanecer no ócio. Em outras palavras, o Rotativo, na forma em que se encontra implantado, está desviando o bem público de uso comum de sua função social, o que é inconstitucional. 
Como se encontra instituído pelo governo Torres, o Rotativo se apresenta apenas como uma nova modalidade de Derrama, vergada pelo intenso apetite da concessionária pelo lucro e pela voracidade da atual administração em arrecadar com multas, etc.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Associação Médica Pronuncia que Declarações de Provedor "Ofendem a Classe Médica como um Todo"

Em carta aberta, subscrita agora há pouco, a Associação Médica de João Monlevade, por meio de seu presidente, Dr. Manuel Furtado, repercutiu o absurdo episódio em que se envolveu, recentemente, o atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes. Segundo o documento, as declarações de José Roberto “ofendem a classe médica como um todo” e o atual provedor “demonstra não conhecer, ou no mínimo, não respeitar a imensa história da instituição e trajetória dos seus profissionais”.
Reproduzo abaixo a íntegra do documento:


A Associação Médica de João Monlevade e o Corpo Clínico do Hospital Margarida lamentam profundamente o episódio ocorrido na semana passada, quando o Provedor do Hospital Margarida, Sr. José Roberto Fernandes, partiu para uma agressão gratuita ao Dr. Getúlio Garcia, após se irritar com críticas feitas em um Blog escrito pelo filho do médico. Extrapolando uma situação que em nada dizia respeito ao Dr. Getúlio, que em momento algum fez qualquer tipo de comentário público sobre a instituição ou a própria pessoa do provedor, sequer o conhece.
Trata-se de um profissional renomado na cidade, com 38 anos de serviços prestados ao Hospital Margarida, extremamente discreto, que sempre deu assistência adequada e de forma prestativa aos pacientes internados, sejam estes do SUS ou particulares. E que, além disso, sempre atendeu na rede pública, tanto em Postos de Saúde da Prefeitura, quanto através do próprio CISMEPI. E que nunca se envolveu em “picuinhas” como esta.
Convém lembrar que, de acordo com quaisquer dos regimentos, tanto do Corpo Clínico quanto o do Hospital, quanto de acordo com o próprio CRM, com todo esse tempo de serviço e contribuição, qualquer médico do Hospital Margarida poderia pleitear realmente atender somente seus pacientes e nem configurar mais em nenhuma escala de plantão ou até mesmo de sobreaviso. O que não é o caso do Dr. Getúlio, que nunca solicitou tal direito, já adquirido há anos, e se mantém numa escala de sobreaviso, por sinal, não remunerada.
São declarações que ofendem a classe médica como um todo e que em nada contribuem para o bom relacionamento entre os médicos e o Hospital Margarida, tão necessário principalmente em momentos de crise como o que estamos vivendo. Principalmente vindo do principal lastro de representação da entidade e da própria Associação São Vicente de Paulo, que acabou de assumir este cargo tão importante e que demonstra não conhecer, ou no mínimo, não respeitar a imensa história da instituição e trajetória dos seus profissionais. Trata-se de uma declaração inflamada por questões de cunho pessoal, que ofendem profissionalmente um médico respeitado que nada tinha a ver com a história.
Solicitamos que o Conselho da entidade reveja se é mesmo este tipo de postura que esperam dos seus representantes e que o Sr. José Roberto consiga mais equilíbrio diante de críticas, sem partir para agressões gratuitas e de certa forma irresponsáveis àqueles que contribuem enormemente para o funcionamento do Hospital Margarida.
Sendo assim, declaramos mais uma vez que, apesar de nos sentimos muito desapontados com este triste e reprovável episódio, tranquilizamos a população que, episódios como este não interferem no atendimento e que o vínculo dos médicos com o Hospital é muito mais estreito. E que, apesar de diversas administrações passarem pela entidade, nós continuamos sempre disponíveis para dar o melhor atendimento à população.
João Monlevade, 1º de julho de 2016.
Dr. Manuel Furtado Neto
CRM 36860