Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Entrevista com o Provedor: Alguém Entendeu?



Não posso deixar de comentar a entrevista que circula no Youtube (vídeo acima), concedida pelo atual provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, que mais uma vez não esclareceu nada nem convenceu ninguém. 
De início, chama a atenção como o provedor se apresenta: apenas repetiu que escolheu Monlevade para viver, mas não apresentou qualquer qualidade técnica que o habilitasse para o cargo e terminou sua apresentação afirmando que “cuidar do Hospital Margarida não é simplesmente cuidar do hospital para alguém”. Alguém entendeu?
Questionado sobre a recusa em se revelar o nome da empresa contratada para promover o Bingo, o atual provedor respondeu que “naturalmente, nós evitamos falar no horário que nós entendemos que não é próprio”. Alguém entendeu? Qual seria, então, o horário próprio para se falar da gestão de recursos públicos? 
Incompreensível também foi o provedor afirmar que “no Hospital Margarida as coisas são cuidadas com toda a lisura possível, com toda seriedade possível” Ora, o que se espera é que o hospital seja administrado em plena lisura e em plena seriedade, já que recebe, mensalmente, considerável subvenção pública. Essa lisura e seriedade possíveis do provedor têm sido insuficientes. Será que pode haver lisura numa situação em que cônjuge do gestor de recursos públicos, o provedor, é sócia em empresa junto da prefeita que é quem ordena o repasse de recursos públicos para o hospital? Aliás, o nome correto para isso seria lisura impossível. E coloca no jornalista que é muito afoito a culpa por ter se negado a revelar o nome da empresa contratada para o bingo. Incoerente foi o provedor afirmar que precisa esperar o cumprimento de acordos para revelar tais informações, já que a empresa já estava, terminantemente, contratada e o bingo com a data designada para novembro do ano passado, ou seja, 3 meses atrás. 
Tentou ainda justificar o bingo ilegal, utilizando a falácia na modalidade “apelo à multidão” na medida em que afirmou que bingo como o cancelado pela justiça, já havia ocorrido em Santa Bárbara, Barão de Cocais, Itabira e Rio Piracicaba: “se toda região estava fazendo esse tipo de ação, entendíamos que também podíamos fazer”. Alguém explica ao provedor que Monlevade não é toda região.
Mais uma vez, o atual provedor confessou que não entende nada de hospital, ao afirmar que “naturalmente, nós da administração do Hospital Margarida nem temos experiência para fazer um evento de tal natureza nem temos habilidade e conhecimento suficiente”. Faltou esclarecer porque, então, retirou o bingo da alçada da Associação dos Amigos do Hospital Margarida, instituição que o promoveu, anualmente, durante a última década, sem custos para o hospital, ao contrário da empresa de engenharia, contratada por 40 mil reais. 
O pior foi quando o provedor tentou justificar a contratação de um engenheiro para realizar o bingo, dando a entender que “um evento da magnitude” de um bingo depende de uma intrincada engenharia para acontecer. 
E, por três vezes, se esquivou de responder, objetivamente, o porquê da recusa em revelar o nome da empresa contratada para o evento e deu a entender que não pode dizer que a empresa contratada está fugindo de sua responsabilidade, ao mesmo tempo em que também não pode dizer que ela está cumprindo com sua responsabilidade. Alguém entendeu?