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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Violência Alarmante: Turma do Moreira não Quer o Olho Vivo


João Monlevade vive uma das maiores ondas de violência e criminalidade de sua história. Se levadas em conta as notícias que circulam no Whastapp, a impressão é que se mata um a cada cinco dias, roubos de carros e motos diários, múltiplos furtos, tiroteios, etc. 
Segurança Pública é de competência estadual. Cabe ao estado de Minas promovê-la. No entanto, existe muita coisa que pode ser realizada pelo município, com vistas a melhorar os índices locais de segurança pública. Um deles é a instalação do sistema de monitoramento por câmaras, também conhecido como Olho Vivo. 
Ocorre que em qualquer administração influenciada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, como é o caso da atual, haverá sempre um desinteresse muito grande por parte do Município em instalar o sistema de monitoramento por câmeras, situação, que, apesar de absurda, chega a ser compreensível em se tratando de governo tão contaminado pela idolatria do moreirismo, levada à cabo pela turma que não se importa com a desonestidade na política. 
O problema do moreirismo com o Olho Vivo é que, uma vez instalado e realizados os convênios de cessão das imagens para os órgãos interessados, tais como o SETTRAN, as polícias Civil e Militar, a Justiça Eleitoral ou o Ministério Público, por exemplo, a cidade passa a ser monitorada como um todo. Assim, além de registrar os crimes comuns, também passarão a registro os crimes e atos lesivos ao patrimônio público, os crimes eleitorais, os atos de improbidade administrativa, etc. Será possível, por exemplo, registrar imagens de vereador que incorre em abuso de poder político, fazendo mudança, em troca de voto no Residencial Planalto; de material de construção extraviado do DVO; de carro da prefeitura em lugar errado em hora errada; de funcionário público pedindo voto em horário de expediente e tantas outras coisas. E isso o moreirismo não quer. 
Se o Olho Vivo já estivesse instalado no centro comercial da cidade, além de facilitar a elucidação das ocorrências criminais naquela área, também inibiria casos como o audacioso acerto de contas (homicídio) ocorrido, recentemente, na Praça do Lindinho, às 10 horas da manhã. Se soubesse que era filmado, o assassino teria procurado outro local para executar sua tarefa, que não fosse em pleno centro de Monlevade à luz do dia.