Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Provedor: Bingo foi a Gota D'Água

Ontem, encontrei uma funcionária do Hospital Margarida, que, indignada, elencou uma série de atitudes tomadas pelo atual provedor, José Roberto Fernandes, as quais classificou como, completamente, absurdas e, por fim, demonstrou sua incompreensão diante da total apatia dos Vicentinos, a quem classificou de gente muito séria e comprometida com a filantropia, com relação à sequencia de desmandos e tropeços da atual providoria da casa de saúde, como a decisão de suspender o convênio da Associação dos Amigos de HM com o DAE, o despejo da AAHM, a recusa de receber doações em bens e serviços da AAHM, a desautorização da AAHM para realizar o Bingo, a contratação de empreiteira de engenharia para promover o Bingo por 40 mil reais, o cancelamento do Bingo pela Justiça, a recusa em revelar o nome da empresa contratada, a recusa em permitir a fiscalização de vereadores no Hospital, a falta de garantia na devolução dos valores pagos pelas cartelas, etc
Então, respondi à funcionária que, primeiramente, ela não deveria confundir a consagrada Sociedade São Vicente de Paulo, dos chamados Lazaristas ou Vicentinos, que, em Minas Gerais, se dedicam à filantropia desde 1820, com a Associação São Vicente de Paulo, criada em João Monlevade como entidade mantenedora do Hospital Margarida. 
Expliquei também que, apesar de não serem os mesmos vicentinos, o Conselho do HM também pode comprovar que é tão sério e dedicado à filantropia quanto o outro. Basta demonstrar sua seriedade na prática, porque o silêncio ensurdecedor com que o Conselho do Hospital tem tratado a questão, até o momento, tem sugerido omissão e condescendência  por parte do mesmo. 
O episódio da suspensão judicial do  Bingo é apenas a gota d'água que faz derramar um oceano de falta de condições para que José Roberto Fernandes siga à frente da Providoria do Hospital Margarida. É preciso restabelecer a seriedade no HM. Todos esperam uma atitude do Conselho. Instituição tão importante quanto o HM não pode seguir exposta ao vexame público como se tornou a tônica da Casa de Saúde desde a posse de José Roberto Fernandes, em 1º de Abril de 2016, dia da mentira, obviamente.