sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Tudo como Dantes no Quartel d' Abrantes"




Origem da expressão" Tudo como dantes no quartel d' Abrantes".
A frase surgiu no início do século 19, com a invasão de Napoleão Bonaparte à Península Ibérica. Portugal foi tomado pelas forças francesas, porque havia demorado a obedecer ao Bloqueio Continental, imposto por Napoleão, que obrigava o fechamento dos portos a qualquer navio inglês. Em 1807, uma das primeiras cidades a serem invadidas pelo general Jean Androche Junot, braço-direito de Napoleão, foi Abrantes, a 152 quilômetros de Lisboa, na margem do rio Tejo. Lá instalou seu quartel-general e, meses depois, se fez nomear duque d’Abrantes.
O general encontrou o país praticamente sem governo, já que o príncipe-regente dom João VI e toda a corte portuguesa haviam fugido para o Brasil. Durante a invasão, ninguém em Portugal ousou se opor ao duque. A tranqüilidade com que ele se mantinha no poder provocou o dito irônico. A quem perguntasse como iam as coisas, a resposta era sempre a mesma: “Esta tudo como dantes no quartel d’Abrantes”. Até hoje se usa a frase para indicar que nada mudou.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Cadê o Rabecão?


Já reparou como João Monlevade é carente de instituições estaduais? IML é uma delas.
20 anos no exercício de mandato parlamentar na Assembléia de Minas não foram suficientes para que Mauri lutasse pela implantação de um IML em João Monlevade, pois o que existe no Cemitério do Baú não passa de um bizarro açougue do terror.
Coincidência ou não, agora que o filho de Mauri é prefeito de Monlevade, o endividado governo de Minas envia um Rabecão para o Município. Aleluia: menos mal!
Em João Monlevade, quando ocorre um acidente com vítima fatal ou um homicídio, por exemplo, quem recolhe e faz o transporte do corpo para ser periciado no Cemitério do Baú são as funerárias.
Ocorre que os funcionários dessas funerárias não são capacitados para tal e tão pouco se submetem à responsabilidade funcional própria de um serviço que deveria ser prestado pela autoridade estatal.
No caso de um assassinato, por exemplo, se um corpo é trazido para a perícia por determinada funerária e, entre a cena do crime e a sala de necropsia,  algum objeto de valor portado pelo morto (carteira, celular, relógio) se perde, a ocorrência passa a se afastar do homicídio doloso, que vai a Júri Popular, aproximando-se mais do latrocínio, que é julgado por um juiz singular. Ou seja, muda tudo! Daí a importância não só do Rabecão, como também de funcionários investidos de autoridade e de competência para executar um serviço que é essencial tanto para a elucidação de crimes, quanto para a dignidade post mortem.
Pois é... no ano passado,  o Rabecão chegou a Monlevade, ficou estacionado por 45 dias ao lado do prédio improvisado para abrigar parte da Polícia Civil (foto), de onde só saiu para transportar um carregamento de droga que foi incinerado no forno de uma siderúrgica e, desde então, desapareceu. Cadê o Rabecão, Mauri!?  
    

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Choque de Gestão: Teófilo Entrega Prefeitura a Empreiteiras

Quem considera que o chamado “Choque de Gestão” significa, necessariamente, equilíbrio das contas públicas está, redondamente, enganado.
Minas Gerais é um exemplo disso. O Estado vivencia há quase 20 anos o Choque de Gestão de Aécio Neves e Anastásia, acumulou neste período a incrível dívida de 70 bilhões de reais, que representa, hoje, quase 100% da receita prevista no orçamento de Minas para o exercício financeiro de 2014, que está estimada em 75 bilhões de reais.
Então, que “Choque de Gestão” é este que produziu em Minas uma dívida tão monstruosa e que, para se ser quitada, demandará o correspondente a um ano inteiro de trabalho do povo mineiro? A resposta é simples. “Choque de Gestão” nada mais é do que um nome pomposo para se justificar cortes na Educação, na Saúde e em outros setores sociais, com o intuito exclusivo de se fazer caixa para a contratação de empreiteiras que passam a executar serviços, que antes eram prestados, diretamente, pela Administração Pública.  
E é justamente isso que tem acontecido na gestão Teófilo/Moreira/Laura.
A limpeza pública urbana em João Monlevade sempre foi promovida pela frente de trabalho e por funcionários concursados da Prefeitura. Em breve, uma empreiteira será contratada para tal. A manutenção das vias sempre foi promovida, diretamente, pelo DVO. Agora, já existe uma empresa contratada para tal. Até mesmo uma das atividades fim do DAE – a de manutenção da rede de esgoto doméstico - já está sendo terceirizada para empreiteira. Tudo, ocorrendo ao mesmo tempo em que a Educação, a Saúde, a Cultura e outros setores públicos do Município sofrem com corte de gastos e investimento.
O leitor deve estar se perguntando “E daí ?”. E daí, que toda vez que um serviço público é terceirizado, sob a égide do famigerado “Choque de gestão”, ele, invariavelmente, fica mais caro para o contribuinte já que, ao contrário da Administração Pública, empreiteiro sempre visa o lucro. Assim, além de pagar pelos custos do serviço, o contribuinte também passa a pagar pelo lucro do empreiteiro, que, nestes casos, não chega a ser inferior a 40 ou 50%. Ao mesmo tempo, o contribuinte também segue a arcar com o custo da estrutura (salários, etc) que, institucionalmente, já existia na Prefeitura para prestar o serviço que passa a ser terceirizado, já que muitos funcionários lotados no respectivo setor são concursados e não podem ser demitidos.
De forma que o “Choque de Gestão” chega a dobrar o custo do serviço terceirizado, resultando, inexoravelmente, numa crescente dívida pública. O governo de Minas que o diga.    

    

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Fabrício Lopes e a Última Prandinada

Com apenas um ano de governo, Prandini foi capaz de, literalmente, dilacerar sua própria base no Partido Verde, iniciando, assim, uma crise política que o assombraria durante todo o seu mandato e que também se desdobraria em várias outras crises que lhe renderiam os incríveis 90% de rejeição popular conquistados pelo meteórico e destrutivo ex-prefeito.
E foi neste cenário que Fabrício Lopes caiu de pára-quedas no PV. Egresso da Prohetel - empresa-pivô do escândalo da Farra do Lixo, ocorrido na gestão Carlos Moreira - por ser consorte conjugal da melhor amiga da então primeira-dama, Fabrício foi, rapidamente, conduzido à chefia da Secretaria de Obras do governo pevista, onde construiu sua candidatura a uma cadeira no Legislativo Monlevadense, contando com o apoio incondicional do próprio Gustavo Prandini e com  muito asfalto do BDMG.
Agora, numa manobra eleitoreira para eleger deputado o irmão do prefeito (Tito Torres), Fabrício não nega suas origens e reassume a pasta, desta vez, sob o escudo dos Torres.
Resumo da ópera: mesmo exilado em Juiz de Fora e, felizmente, há mais de um ano longe do poder, o efeito Prandini ainda reverbera pelos dias atuais, produzindo aquilo que pode ser considerado como a última prandinada, ou seja, o fato de o ex-prefeito ter colaborado, diretamente, para a eleição de um vereador que, agora, ao assumir a pasta de Obras, revela que nunca deixou de ser moreirista/torresmista.  Aliás, nunca na história política de João Monlevade, nenhum prefeito contribuiu tanto para a eleição de adversários, como Prandini.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Boi de Piranha e Pára-Choque Político: Clã dos Torres Contraria Vontade Popular na Câmara

A novidade deste início de ano legislativo na Câmara fica por conta da manobra conduzida pelo clã dos Torres, consistente no afastamento do vereador Fabrício Lopes, que deixa a vereança para assumir a Secretaria de Obras, abrindo, assim, vaga para a posse de seu suplente, o ex-presidente da Casa, Pastor Carlinhos.
Não é a primeira vez que movimento desta natureza ocorre na atual legislatura. Logo que tomou posse como vereador, em 2013, Sinval foi conduzido à Secretaria de Serviços Urbanos, a fim de abrir vaga para seu suplente, o vereador Zé lascado.
Erraram duas vezes, daquela feita. Uma, porque investiram no cargo um secretário incapaz de manter a cidade limpa e bem cuidada. Duas, porque, ao mesmo tempo, perderam um vereador, historicamente, combativo em plenário, num cenário de grande insatisfação popular para com a atual administração, em troca de um edil, virtualmente, mudo e, confirmadamente, inabilitado para a vereança.
Tudo em nome do eleitoreiro. Os Torres não enxergam um palmo, sequer, além de seu próprio umbigo eleitoral. Nenhuma destas manobras foi concebida para, por exemplo, dinamizar ou melhorar a prestação dos serviços públicos ou coisa semelhante. Isso não importa. O que importa é o voto.
Os Torres não vêem  Sinval, Zé Lascado, Fabrício ou pastor Carlinhos como potenciais secretários ou vereadores que possam acrescentar algo de positivo ao Município. Na verdade, eles são vistos e manobrados, estritamente, conforme o papel que se dispõem a prestar: o de cabos eleitorais de Tito Torres e nada mais.
O fato é que tudo tem seu preço e em assim sendo, para Fabrício Lopes, o destino não deve guardar algo muito diferente do que  tem trazido para Sinval: o papel de pára-choque político e de boi de piranha do gabinete torresmista.
Já em relação a pastor Carlinhos o efeito também não deve ser muito diferente daquele verificado quando da posse de Zé Lascado: a indignação geral pela posse de mais um vereador rejeitado pelas urnas, ou seja, pela vontade popular.          

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

"o governo Teófilo tem tudo para deslanchar este ano"

Andam dizendo que “o governo Teófilo tem tudo para deslanchar este ano” e justificam que virão 22 milhões de reais do governo do Estado para investimento em João Monlevade. Seria ótimo se não fosse inverossímil.
A completa apatia e a inoperância geral da atual administração são resultados diretos de dois fatores básicos: de um lado, um prefeito com histórico de “receber sem trabalhar” e que, portanto, não é de arregaçar as mangas e que somente descobriu que não queria chefiar o Executivo Monlevadense, depois de eleito e, de outro, uma base política, diametralmente, conflitante e dividida entre o núcleo duro do grupo de Mauri/Laura Carneiro e o populismo esgotado, ineficiente e improbo do grupo do Moreira.
De tal modo que a artificial jogada do inelegível Moreira em tirar da cartola um candidato tampão para se manter próximo à órbita do poder em 2012, agora, se revela inviável, sob o ponto de vista político-administrativo, como não poderia ser diferente. Uma base polarizada em lados conflitantes não seria capaz de sustentar o prefeito, nem mesmo se ele se enquadrasse no perfil de um líder nato.   
Quanto à promessa de investimentos - lembrando que 22 milhões de reais corresponde ao valor engolido pelo pretenso, absurdo e escandaloso Hospital Santa Madalena – é de se ter em mente que os quase 20 anos do choque de gestão de Aécio e Anastasia chegaram a endividar o Estado de Minas em mais de 60 bilhões de reais e, mesmo que houvesse recursos disponíveis no governo mineiro, como se tem prometido, as restrições impostas pela legislação eleitoral embaraçariam sua liberação ainda para este ano de eleições. E dinheiro não falta na prefeitura. Faltam liderança e uma base homogênea.
Acredito que neste ano, que é eleitoral, Moreira deva tentar colocar sua crescente tropa de comissionados na rua, a agenciar votos para o irmão do prefeito que é candidato a deputado. Com isso a Máquina Publicada tende a apresentar alguma atividade. Mas, vai ser na base do populismo moreirista de sempre. Nada capaz de colocar Monlevade de volta nos trilhos perdidos do desenvolvimento.       

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A Crise da Medicina Nacional na Falta de Pediatras do Hospital Margarida

Monlevade tem cerca de 20 pediatras. Destes, apenas 2 ou 3 se dispõem a dar plantão no Hospital Margarida.
O fato é que a medicina nacional a cada dia se reveste mais e mais de forte caráter mercantil.
A histórica e já conhecida crise na saúde pública brasileira, agora, atinge toda a medicina brasileira.   
A falta de investimentos públicos dos últimos 25 anos em novas vagas em cursos de medicina, somada ao forte e, neste caso, míope corporativismo da classe são a receita da atual crise que acomete toda a medicina brasileira. Aliás, os últimos a investirem na abertura equacionada (demanda x oferta) de novas vagas nas universidades de medicina foram os militares.  
É verdade que o país conta com numerosas faculdades de medicina. Mas, também é verdade que elas não formam médicos em número suficiente para atender a demanda  nacional. Assim, uma demanda crescente por médicos, conjugada a 25 anos de uma quase estagnação no aumento de novas vagas nas universidades resulta, inexoravelmente, em escassez de profissionais no mercado de trabalho e, consequentemente,  em altíssimos salários. O Brasil tem a metade de médicos per capta se comparado a países como Argentina, Chile e Uruguai (não vou nem citar país de 1° mundo).
Aí, o médico (não são todos, apesar de ser uma realidade crescente) se esquece do Juramento de Hipócrates, afasta-se da função social da medicina e só quer pegar o filé. Financeiramente, ele não precisa dar plantão no Margarida, acompanhar parto às duas da madrugada, porque a falta de profissionais frente a demanda é tão grande que apenas atuando em seu consultório sua renda mensal chega a 20 ou 30 mil reais. É o efeito da  irrevogável Lei da Demanda e da Oferta que também atua sob os salários.
Para o bolso do médico essa lógica, evidentemente, é excelente. Mas, para o cidadão e para a própria medicina brasileira ela é péssima e desumana.
O lobby dos Conselhos de Medicina em se posicionar contra a abertura de novas vagas em cursos de medicina e de também atuar, contrariamente, ao ingresso emergencial de médicos estrangeiros no país tem se configurado como uma inconsequente reserva de mercado que só faze esvaziar de profissionais o setor da saúde pública brasileira  ao mesmo tempo em que mergulha a medicina nacional numa  profunda crise abastecida por múltiplos cifrões.   


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Mauri:o Mito que nunca Existiu e a Derivação de um Prefeito Inexistente

Passados 25% do mandato de Teófilo Torres, Monlevade inicia o ano de seu cinquentenário, literalmente, entregue às traças.
A cidade nunca esteve tão imunda, suja e esburacada e com tanto lixo doméstico espalhado por onde a vista alcança... Isso, sem falar na recorrente falta d’água em vários bairros do Município, na novela da falta de atendimento no PA, no Hospital Margarida e dos cortes de investimento na Educação e na Cultura, além da incapacidade de promoção de políticas públicas efetivas nas áreas de Meio Ambiente, Esportes, Desenvolvimento Econômico e etc.
A Prefeitura parece estar acéfala. A apatia geral que domina a chefia do Executivo Monlevadense sugere a figura de um prefeito esvaziado de qualquer projeto que seja para a cidade e incapaz de liderar os esforços para retirar João Monlevade desde ciclo vicioso de práticas arcaicas, obsoletas e ineficientes, que vêm dominando o cenário político-administrativo local  há mais de uma década.
Falo deste coronelismo mitológico que foi vendido por parte mídia e, enganosamente, comprado por grande parte dos eleitores mais desavisados.
Durante os últimos 20 anos, parte da mídia local e, principalmente, a rádio Cultura se prestaram ao papel triste e antidemocrático de instrumento de controlo político-ideológico de expressiva camada da população monlevadense a serviço do projeto pessoal de poder do Sr. Mauri Torres, ex-deputado estadual, atual conselheiro do TCE de Minas e pai do atual prefeito.
A manipular informações e a omitir a verdade por meio de uma concessionária de serviço público de radiodifusão, criaram o falso mito Mauri Torres, cuja alegada infalibilidade, supostamente, não permitiria que João Monlevade se aproximasse ainda mais do fundo do poço.
“Mauri tem a senha do cofre do governo de Minas”. “Mauri tem status de desembargador”. “Mauri não vai deixar as coisas desandarem”. “Mauri é o maior político da região.” Tudo isso há anos tem sido propagado pelos quatro cantos de uma cidade que também carece, justamente, da presença de estruturas que deveriam ser mantidas pelo governo do estado, tais como corpo de bombeiros, IML, etc .
Mal sabia o eleitor monlevadense que o fato mais relevante da carreira política de Mauri foi, na verdade, o de se associar a Danilo de Castro para figurar como um dos protagonistas do Mensalão Mineiro, ocasião em que ambos avalizaram um cheque no valor atualizado de 1 milhão de reais para a empresa SMP&B de Marcos Valério. Isso e outras coisas mais a rádio Cultura nunca divulgou.
Vivemos, agora, as duras conseqüências de um voto passional montado por uma mídia que, ao contrário de instruir o cidadão de bem, vive de manipulá-lo. Em outras palavras, votaram num falso mito que nunca existiu.
E deste modo, o resultado não poderia ser outro: elegerem um prefeito que também não existe.                

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A Teia Demagógica "Nasseriana" e suas Ramificações


Fico impressionado como a demagogia tem permeado não somente os Poderes, mas, principalmente os seus líderes. E vai além, contamina e move também seus asseclas na imprensa (marrom), no intuito desesperado de promovê-los em troca das migalhas que recebem a título de “verbas de publicidade”... E a demagogia já está tão impregnada, tão enraizada nos discursos e atitudes desses políticos que eles já nem percebem mais o ridículo que lhes alcança... Perderam com isso também a vergonha e a autocrítica... 
E quem acompanha de forma mais próxima o Legislativo monlevadense sabe do símbolo maior dessa imagem... Sim, ele mesmo: o presidente-parlapatão de sorriso fácil e cujo poder de convencimento tem se tornado cada dia mais difícil... Na sessão ORDINÁRIA da Câmara Municipal de 23.10.2013, o Vereador Belmar Diniz havia apresentado uma grave denúncia contra o presidente-parlapatão Guilherme Nasser, acerca de uma carta que este teria enviado a todos os moradores da rua Alberto Scharlé – rua esta onde inclusive localiza-se a residência do “Príncipe Nasser”. Na carta, Guilherme informa aos moradores que a rua será asfaltada e que o requerimento com essa solicitação foi encaminhado por ele ao prefeito Teófilo Torres (PSDB) no inicio do mandato... 
Como se não bastasse a vergonhosa ação de autopromoção do parlapatão, ainda o faz de forma falseada, pois, como foi alertado e comprovado pelo Vereador Belmar Diniz através de cópias de requerimentos, tal iniciativa já havia sido originada pelos vereadores Vanderlei Miranda e Thiago Titó. 
E o que é pior: seus súditos – verdadeiros autores da iniciativa, como o Vereador Vanderlei Miranda – sequer reivindicam os direitos e os louros da iniciativa para si , a fim de não contrariarem e desmascararem o Príncipe... em total subserviência às ordens do Principado.... 
Pois bem, eis que surge neste período de recesso legislativo um fiel escudeiro midiático do presidente parlapatão, para manter acesa a centelha política do desacreditado presidente, tentando retirar-lhe do ostracismo ético-moral em que se encontra, faz recrudescer o tema na mídia. Entra em cena o já conhecido blog que se intitula “popular” e, obviamente com viés demagógico e populista, vem enaltecer um assunto em que - nunca é demais lembrar - o Sr. Guilherme Nasser votou contra o empréstimo para asfaltamento em 2011 e que foi motivo inclusive de grave denúncia de autopromoção pessoal do presidente... Exatamente o blog que tem se prestado ao longo do tempo a ser um instrumento político do atual grupo de poder, ligado à Rádio Cultura e patrocinado por algumas das empresas mais vergonhosas que atuam em Monlevade (como é a Enscon). 
E por falar em hipocrisia e subserviência, isso é o que há de mais de chulo na imprensa marrom monlevadense, que, ao contrário de levar informação consistente e séria, teima em disseminar e promover essa prática, da qual eles também se usufruem de uma forma ou de outra... Esse é certamente um daqueles momentos em que sentimos na pele a vergonha alheia.

 Luís Cláudio Oliveira, Transparência Monlevade.

O Genocídio Brasileiro Contemporâneo

Inicio minha atividade neste ano de 2014, aqui no Monlewood, com mais uma cena abominável de terror produzido pela BR-381, a Rodovia da Morte.
Desta vez, um carro de passeio rodou na curva do Corte de Pedras (João Monlevade) e colidiu de frente com um caminhão. Na ocorrência, 2 pessoas ficaram, gravemente, feridas e uma criança de apenas 5 anos de idade teve sua cabeça decepada pelas ferragens do que restou do carro em que viajavam e que se partiu ao meio na colisão.
Durante toda a Guerra do Vietnã morreram 60 mil soldados norte-americanos. Foi o suficiente para que a sociedade daquele país se mobilizasse em torno dos movimentos sócio-culturais que sacudiram os Estados Unidos dos anos 70 e que iam desde o pacifismo hippie, até os protesto das bandas e dos famosos festivais de rock, o que forçou o Tio Sam a se retirar da guerra no episódio que ficou conhecido como a Queda de Saigon, talvez, o mais vexaminoso da historia norte-americana.
Aqui no Brasil, o trânsito mata todo ano mais de 60 mil pessoas, o equivalente a 8 anos de Guerra do Vietnã e, assustadoramente, não se percebe nenhuma comoção nacional ou qualquer reação massificada que possa forçar a sociedade a reverter esse quadro.
E não é apenas o trânsito que mata, absurdamente. O Brasil registra 50 mil homicídios por ano, dos quais apenas 10% são elucidados pelo atual modelo de polícia e sabe-sé lá quantos milhares também não morrem na falta de atendimento, na omissão e nos erros cometidos dentro do sistema de saúde privado e público deste país.
A ignorância é outra que, certamente, também mata muito. Num Brasil de 17 milhões de analfabetos e de 40 milhões analfabetos funcionais, muita gente morre sem saber o que está fazendo. Morre afogada, eletrocutada, contaminada, de acidentes em casa ou no  trabalho que poderiam ser, facilmente, evitados e etc.O Brasil deve ser o país do mundo, situado fora de uma zona de guerra, em que mais se morre gente.
São números crescentes que falam por si e revelam apenas uma coisa: na sociedade brasileira contemporânea a vida não vale, simplesmente, nada. E nunca será possível se construir uma civilização, verdadeiramente, humana, se o mais básico dos direitos, ou seja, o Direito à Vida, não for, efetivamente, garantido, já que para se exercer todos aqueles outros direitos conhecidos (livre manifestação do pensamente, direito de ir e vir, livre expressão artística ou científica, direito a educação, saúde, cultura, trabalho...) é necessário estar vivo.