sexta-feira, 7 de maio de 2010

Breno Fraga

Li, hoje, a matéria do Jornal A Notícia com a manchete “Pevista demitido da Prefeitura desabafa: “Governo de Moleques” e confesso que há razão em, praticamente, tudo que foi dito pelo Breno Fraga. Aqueles que, em outros blogs, têm taxado o Breno de amigo da onça ou traidor deveriam ser mais cautelosos, procurando conhecer e entender as motivações do ex-pevista, antes de proferir acusações injustas. Fogo se combate com fogo, principalmente, em se tratando da arena política. As atitudes tomadas pelo ex-funcinário da prefeitura, após ser exonerado, nada mais são do que as conseqüências dos atos daquele que empenhou sua palavra e não cumpriu. Daquele que se colocou na posição de líder e delegou o governo a outro. Daquele que disse que governaria com o PV e se isolou no gabinete. Daquele que disse que seria justo e afastou os companheiros de luta. Daquele que disse que mudaria o que tivesse de mudar e institui um governo reacionário e conservador. Daquele que abriu mão da lucidez para abraçar um mundo de fantasias e sofismas.
O prefeito deve entender que as pessoas que se reuniram em sua volta, quando ele não passava de um político com o histórico de duas derrotas eleitorais, eram pessoas conscientes, politicamente, motivadas por um novo projeto político para Monlevade, em que cada qual tivesse seu papel. Subtrair dos apoiadores, sem os quais não haveria a vitória nas urnas, a chance de participar, efetivamente, do governo, nas mais variadas formas comportadas por um projeto político aberto, baseado no companheirismo, na amizade, no respeito e na justiça constitui a verdadeira origem daquilo que é chamado, equivocadamente, de traição.
Por fim, cito o grande físico Isaac Newton: a cada ação corresponde uma reação.