Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Modelo de Governo Inoperante

Várias são as causas da notória inoperância do governo Prandini e três delas podem ser enumeradas, em ordem de relevância, conforme se segue:

1- a opção que o prefeito fez de não assumir a liderança, própria do cargo que ocupa, delegando a administração do Município à seu assessor de governo abriu um vácuo político enorme. Na política, quem não ocupa seu espaço o perde para outro. Assim, o espaço deixado por Prandini é, naturalmente, fragmentado, disputado e ocupado por outras pessoas de dentro do próprio governo, criando aquela situação, em que todo mundo quer mandar, ninguém se entende e ninguém obedece.

2- como não investiu, de fato, no papel de líder, não restou ao prefeito senão adotar a política do “vai para o olho da rua”, numa tentativa de demonstrar que é ele que está à frente do governo, já que quem demite e admite demonstra poder. Ocorre que essa política de demissões sistemáticas tem criado um ambiente de completa instabilidade política na administração e de grande insegurança entre os funcionários comissionados, repercutindo, diretamente em seus rendimentos e prejudicando os serviços público.

3- Como já disse, em outras ocasiões, que um dos pilares do Pacto Umbilical (modelo de governo em que Emerson Duarte, exclusivamente, toma as decisões de governo e Prandini, automaticamente, assina em baixo) é afastar do governo as pessoas comprometidas com o projeto político original de Prandini, com o pretexto de se criar um corpo administrativo, supostamente, técnico. E por quê ? Ora, porque o Pacto Umbilical é um modelo que não comporta preceitos políticos. Não existe política de dois indivíduos apenas. Assim, aquelas pessoas que se engajaram em torno do projeto político que convenceu o eleitor monlevadense a escolher Prandini, são substituídas por outras, supostamente, técnicas, que nada conhecem do projeto que elegeu o atual prefeito, e por isso não podem executá-lo. Não se faz aquilo que não se sabe.