Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

terça-feira, 24 de abril de 2012

Prandini Gasta R$ 100 Mil com Propaganda Envasada

Governar é definir prioridades. Não, para a atual administração! No governo Prandini a prioridade parece ser sempre a propaganda de algo não realizado. Gastam-se milhões de reais para anunciar realizações imaginárias que não ultrapassam as paredes do gabinete prandinista.
Sem dúvida alguma, a recorrente falta d’água em vários pontos da cidade já se transformou numa das marcas deste governo. Desse modo, esperava-se que o prefeito reunisse todos os esforços e recursos disponíveis na administração, na tentativa de minimizar o desabastecimento de um produto tão essencial quanto a água tratada e de trazer algum alívio para a população que já se encontra saturada, diante desta insuportável situação.
Mas, absurdamente, não é o que se vê. Recentemente, o governo Prandinista adquiriu, pelo valor de R$100.000,00, uma máquina para envasar água tratada em copos plásticos estampados com o logotipo do Dae. Segundo matéria veiculada na edição de hoje do Jornal A Notícia, a tal máquina possui capacidade para envasar, por hora, 3 mil copos que serão distribuídos em eventos sociais da prefeitura como forma de se divulgar a qualidade da água do Município. Será que hoje é primeiro de abril?
Caro prefeito, a melhor propaganda que seu governo pode promover em relação à qualidade da água monlevadense é capta-la, trata-la e distribuí-la de maneira uniforme e perene entre os consumidores da cidade. O resto é a mais pura enganação e desperdício de recursos públicos.
Além do mais, a lei 9.504/97, proíbe em ano de eleições a distribuição gratuita de bens por parte da Administração Pública (art. 73, parágrafo 10).
Assim, é bom que o cidadão fique atento. Ao se deparar com a distribuição desses copos de água do Dae é bom que um ou mais exemplares sejam recolhidos e apresentados no Cartório Eleitoral para as providências devidas. Pode-se também acionar o Cartório Eleitoral pelo telefone 3852 5799.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Anexo do Pastor na Desfaçatez Pevista



Clique na imagem

Recentemente, o presidente do Partido Verde, Mendelson Clayton, alegou que sua agremiação partidária se posicionava contra a construção do famigerado anexo, pretendido pelo presidente da Câmara, Pastor Carlinhos (PV), e orçado em absurdos R$ 1.700.000,00.
Na trilha do pevista e numa tentativa de se alinhar com a inconformidade geral da opinião pública quanto ao anexo, a Prefeitura do PV também tentou se colocar contra a pretensão do vereador-pastor, alegando que a obra não estava regularizada, já não possuía alvará de execução concedido pela secretaria competente.
Tudo balela e jogo de cena! Como demonstra a lei municipal n° 1.987/12 (imagem acima), foi o próprio prefeito Gustavo Prandini (PV) quem teve a iniciativa de suplementar (aumentar) a previsão orçamentária para a construção do anexo, do valor, inicialmente, fixado em R$ 1.400.000,00 para R$ 1.780.000,00. Oportunidade em que Prandini remanejou R$ 380.000,00 que estavam previstos no Orçamento para serem aplicados na modernização da máquina administrativa e os direcionou para a obra do anexo, a fim de, exclusivamente, satisfazer o orgulho do pastor-presidente da Câmara.
Trata-se de mais uma mostra da desfaçatez prandinista/pevista e de quão irresponsável tem sido a atual administração, quando a matéria passa pelas contas públicas, a ponto de cancelar uma previsão orçamentária destinada a modernizar a máquina pública para ser aplicada numa obra caríssima, inoportuna e desnecessária que só atende à vaidade do pastor-vereador.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

71 Obras


O Partido Verde monlevadense, definitivamente, está tentando transformar o Município numa espécie de faz-de-conta de casa de mãe Joana.
De um lado, o prefeito Gustavo Prandini (PV) que contou cada reforma que fez e cada lâmpada que trocou nos postes da Cemig e, com muito esforço, totalizou o número de 70 obras que ele, fantasiosamente, diz ter realizado em seu mandato. De outro, o presidente do Legislativo, Pastor Carlinhos (PV), que, ao arrepio da opinião pública, anuncia a construção de um luxuoso, absurdo e inoportuno anexo ao prédio da Câmara, no valor de R$ 1.700.000,00, num momento em que as contas do Município se encontram mergulhadas numa dívida monstruosa e em que a cidade sofre com as péssimas condições de sua infra-estrutura urbana.
As vésperas do aniversário da cidade, são 71 obras que não deixam margem alguma para a comemoração do cidadão monlevadense.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

PDT: Gestão & Educação

Ontem, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) de João Monlevade homenageou, em evento realizado na Câmara de Vereadores, o prefeito do município de São Gonçalo do Rio Abaixo, Raimundo Nonato Barcelos (PDT), o Nozinho.
A cerimônia, que contou com a presença de parlamentares, presidentes e representantes de sete agremiações partidárias, lideranças comunitárias e pedetistas, militantes, filiados e colaboradores, se deveu ao reconhecimento do PDT monlevadense à experiência político-administrativa extraordinária realizada pelo PDT são-gonçalense na cidade vizinha, que sob o comando do Prefeito Nozinho, tem alcançado destaque nacional pela excelência de gestão e, sobretudo, por preparar aquele município para as transformações sociais e econômicas aspiradas por seu povo.
Entre os discursos proferidos na oportunidade de ontem, o que, particularmente, me chamou a atenção, entre outros, foi a seguinte afirmação feita pelo prefeito homenageado: “nossa prioridade é a educação, pois povo sem cultura é povo sem história”. Significa dizer que a cultura (não confundam cultura com arte) é algo a ser processado dentro das escolas e que a cultura se caracteriza como o verdadeiro motor civilizatório de um povo. E vou além, povo sem história é povo sem identidade. E povo sem identidade não é povo, é população.     

Mas, os holofotes da cerimônia de ontem não estavam voltados apenas para a destacada competência do chefe do Executivo são-gonçalense. Para quem esteve presente ao evento, ficou claro que o candidato vice-colocado nas eleições municipais de 2008, o médico Railton Franklin, se firmou, oficialmente, como pré-candidato à prefeito de João Monlevade.
Dr. Railton se disse preparado a responder pelas expectativas que lhe são confiadas pela militância pedetista e aliados e também se declarou apto a executar os princípios programáticos do PDT, que estão orientados pela prioridade da educação pública de qualidade e  por uma gestão pública voltada para o planejamento, para a responsabilidade e eficiência de gastos, para a meritocracia e para a retomada urgente do desenvolvimento econômico-social de João Monlevade.

terça-feira, 17 de abril de 2012

PT: Muito o que Comemorar

O PT de João Monlevade, realmente, tem muito o que comemorar. Não apenas porque completou 32 anos de fundação no último dia 13, mas, principalmente, porque o vice-prefeito, Wilson Bastieri, pediu licença do partido, até 31 de dezembro.     

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Frase para o Início da Semana

"Não se tem água para o banho, para a cozinha e, em muitos dos casos, é necessário se comprar água no comércio para matar a sede. Mas, para a Dengue não falta água!"

A frase é minha e inspirada num comentário feito na postagem abaixo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

SOS: O Lago de Dengue Prandinista

A atual administração do município de João Monlevade, além de parecer não ter prefeito, também revela que não possui engenheiro nem vigilância sanitária.
Que as chuvas de fim de janeiro último causaram vários estragos ainda não solucionados na cidade não é segredo pra ninguém.
No entanto, entre as pouquíssimas respostas efetivadas pelo governo prandinista em relação aos números danos causados pelas intempéries de verão, a que mais chama a atenção por sua verdadeira extravagância é o reparo realizado numa rede de escoamento pluvial, localizada à margen da Avenida Getúlio Vargas, entre os Bairros Baú e Areia Preta. Confesso que nunca vi nada parecido em toda minha vida. A coisa é, realmente, medonha e, potencialmente, perigosa.
No início do ano, o enorme volume de chuvas que caiu sobre aquela localidade acabou carreando uma grande quantidade de material (lixo, principalmente) que se encontrava depositado nas encostas do Clube Recreativo, no Bairro Vila Tanque, o que causou a obstrução da rede pluvial presente logo abaixo, resultando, na época, na formação de um significativo lago de lama.
Posteriormente, com muita dificuldade, funcionários da Prefeitura conseguiram desobstruir a rede. Mas, com a chuva seguinte, o problema retornou. Então, resolveram instalar um dreno vertical (a manílha das fotos) para solucionar a situação.
Ocorre, que agora se formou um pequeno lago de água parada no local, que é abastecido toda vez que chove, o que reúne as condições perfeitas de um monstruoso criadouro do mosquito transmissor da dengue, o aedes aegypti . E seguindo o conselho daquele samba que diz “...é melhor ser feliz do que ser triste, a alegria é a melhor coisa que existe...”, a irreverência de moradores do local tratou de instalar uma faixa na borda do novo cartão postal monlevadense com a mensagem “S.O.S. tô de olho na dengue”. E ainda faltam 9 meses... haja repelente!



A Dívida Prandinista e o Projeto de Lei que Autoriza a Rapinagem no Caixa do Dae

O governo Prandini não tem jeito mesmo! Com dois anos de mandato, a então secretária de planejamento, Luzia Nunes, quebrou o Município, ao manejar o Orçamento Municipal com base na receita prevista, ao invés de ponderar a execução das despesas de acordo com a real movimentação financeira do caixa da Prefeitura, ou seja, de acordo com aquilo que, realmente, era arrecadado pela municipalidade. Em outras palavras, contou com o ovo dentro da galinha. E o resultado foi a evolução de uma das maiores dívidas públicas da história de João Monlevade.
Outros fatores também contribuíram para a literal esculhambação das contas públicas neste governo. Um deles foi a opção do gabinete prandinista de empenhar 30% do Orçamento para a Saúde Municipal, sem estabelecer um modelo eficiente de gestão para o setor e sem buscar a efetiva integração da prestação do serviço junto ao único hospital da cidade.
Assim, além de não se verificarem melhorias significativas no atendimento da Saúde Pública junto a população, o setor se transformou num grande sorvedouro de recursos públicos que, mês a mês, tem contribuído para o crescimento voraz da dívida prandinista.
O pior é que mesmo percebendo que as contas públicas não fechavam no fim de cada exercício fiscal, o governo nada fez de concreto para minimizar ou, pelo menos, tentar controlar a situação e, falaciosamente, apenas transferiu para a crise financeira de 2008 a culpa por sua irresponsabilidade e por sua omissão.
Não se viu política de eficiência nos gastos, não se viu redução nas despesas, não se viu economia nos custeios, não se viu redução das gratificações para comissionadas, nem nada que pudesse estancar a sangria desatada das finanças municipais.
Ora, a crise de 2008 atingiu os municípios do mundo inteiro. Mas, na Região do Médio Piracicaba, por exemplo, apenas as contas da Prefeitura monlevadense se encontram à beira da bancarrota.
Agora, depois de toda a sucessão de erros fiscais e de toda a irresponsabilidade financeira que levaram o Município a, vergonhosamente, ostentar uma dívida estimada em mais de 20 milhões de reais, o prefeito Gustavo Prandini envia para a Câmara um projeto de lei que visa autorizar o Executivo a remanejar recursos entre órgãos da administração pública. Parece até piada de mau gosto!
Na prática, com o tal projeto, Prandini pretende rapinar e abocanhar o caixa do Dae, valendo-se de recursos que deveriam ser destinados ao já precário sistema de abastecimento de água tratada da cidade para empreender mais de suas irresponsabilidades.
Permitir que um governo com um vergonhoso histórico de irresponsabilidade fiscal e financeira tenha acesso discricionário aos recursos do Dae, principalmente, num ano eleitoral, em que, certamente, a máquina pública se curvará a interesses eleitoreiros, é encomendar mais fanfarra com o gasto público e colocar o Município no caminho certo do desabastecimento de água tratada.



terça-feira, 10 de abril de 2012

Prandini e Pastor Carlinhos nas Leis do Eletromagnetismo

É, simplesmente, incrível como o PV monlevadense conseguiu gerar dois agentes políticos tão parecidos. O presidente da Câmara, Pastor Carlinhos, e o prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini só não se agarram porque os princípios do eletromagnetismo ditam que pólos iguais se repelem. Do contrário, o Pacto Umbilical já teria sofrido uma tenebrosa mutação e passado a se chamar Pacto Untrilical
Tanto é verdade que os camaradas de mesmo partido nunca se toparam. Eles tinham tudo para se fundirem em um só. Mas, por ironia das irrevogáveis leis da física, a semelhança entre ambos é tamanha que eles acabam se afastando. Viva James Clerk Maxwell, o patrono do eletromagnetismo! Já imaginou a magnitude do estrago que um possível Pacto Untrilical poderia causar à cidade?
De um lado, um prefeito que, dominado pelo próprio orgulho e vaidade, vem, literalmente, destruindo tudo o que toca, desde as finanças públicas até a base que o elegera, desagregando, polemizando e conturbando o cenário político-administrativo local.
De outro, um presidente da Câmara, extremamente, arrogante e falastrão, cuja vaidade e orgulho também são o único norte de seus movimentos e que carrega consigo a mesma capacidade de polemizar, desagregar e conturbar o panorama político e, até mesmo, religioso do Município. Será que alguém se esqueceu do triste episódio do Crucifixo e de tantos outros, protagonizados pelo vereador-pastor?
Pois é...agora, enquanto Monlevade vive um notório contexto de dificuldade financeira e de inúmeros problemas de infra-estrutura, o pastor decidiu, unilateralmente, construir um anexo à sede da Câmara, no valor de 1 milhão e setecentos mil reais. Isso, sem falar que a atual sede do Legislativo foi concebida e construída para abrigar 15 vereadores e a próxima legislatura contará com apenas 11 parlamentares. Já disseram que a obra pretendida por pastor Carlinhos não ainda não foi aprovada pela Secretaria de Obras. E ainda fico imaginando se a obra e seu custeio estão previstos no Orçamento da Câmara. Penso que a pergunta que Monlevade deve se fazer neste momento é: onde se encontra o interesse público na construção deste anexo? Responda, pastor.
O fato é que o pastor Carlinhos tinha tudo para se amalgamar ao Pacto Umbilical, potencializando ainda mais a capacidade destrutiva daquela malfada entidade, que ainda assombra a Prefeitura. Como diz o jargão: “nada é tão ruim que não possa piorar”.
Mas, felizmente, quando nos faltam as leis dos homens e até mesmo as leis divinas, através daqueles que se colocam como representantes de Deus nesta terra, ainda podemos nos socorrer nas leis da física.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A Grande Obra Prandinista




Há mais de três meses, a grande cratera formada ao lado do prédio da Delegacia de Polícia Civil era absoluta em chamar a atenção de quem transitava pela Avenida Getúlio Vargas, no início do Bairro Baú. Agora, uma gigantesca placa publicitária, instalada no local pela Prefeitura desvia a atenção de motoristas e pedestres e anuncia uma grande obra do governo prandinista: o reparo de um canal hídrico, que se rompeu em decorrência do excesso de chuvas do último mês de janeiro.
O curioso é que, apesar da tal placa estar estampada com os dizeres “obra da prefeitura” , é uma empresa contratada que executa o serviço. Ora, uma obra de tão baixa complexidade deveria ser realizada, diretamente, pela administração pública local. Afinal, é de se esperar que a Prefeitura tenha recursos materiais e humanos para tal. Mas, não é o que acontece.
A opção do governo prandinista em terceirizar o serviço apenas denuncia mais uma vez a falta de capacidade administrativa do governo prandinista em apresentar uma resposta direta e rápida às demandas colocadas pela cidade. Se é assim, não precisaríamos de prefeito. Era só aprovar o orçamento na Câmara, discriminá-lo e licitar empresas para executar as ações previstas na peça orçamentária.
Num governo no qual, em três anos e três meses de mandato, ainda não se viu nenhuma obra relevante e que passou todo esse tempo gastando dinheiro público com propaganda enganosa e outras irresponsabilidades, não é de se estranhar que o reparo de um buraco se transforme numa grande obra.

terça-feira, 3 de abril de 2012

A Fábula da Reeleição

Não tenho dúvidas de que, mesmo rompido com o PT, Prandini será candidato à reeleição. O conteúdo dos 13 pontos formulados pelo gabinete prandinista na tentativa de convencer os petistas pela manutenção da aliança demonstra que o governo, definitivamente, se encontra inebriado e atolado num mundo de fantasia e delírios, o que não é surpresa. Aliás, quem escreveu aquilo? Guilherme Assis?
Prandini perdeu o PT, mas mantém sua estratégia de utilizar de benesses administrativas, tais como cargos e gratificações para, no varejo, capturar petistas errantes que, agora, se desfiliam do partido para compor a base prandinista que enfrentará as eleições.
Afinal, dentro da fantasia prandinista, assim com ocorreu em 2008, Prandini não precisa de nada nem de ínguém, além de seu umbilical marqueteiro, Emerson Duarte, para se eleger prefeito. E somando ao fato de ter a máquina nas mãos, as chances de reeleição de Prandini chegam a fabulosos 70%, como foi divulgado outro dia numa reunião do PV. E é bom que seja assim. O ciclo tem de se fechar.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ruptura PV/PT: Antes Tarde do que Nunca

Enquanto estive filiado ao PT, sempre defendi a ruptura da aliança entre o partido e o governo prandinista, por considerá-la artificial e apenas eleitoreira. Prandini se aliou ao PT apenas para vencer as eleições e nada mais. Uma vez eleito, Prandini se enclausurou em seu gabinete e colocou o PT à margem das decisões político-administrativas de governo, assim como o fez com toda a sua base.
Se tivesse acertado mais do que errado, talvez a ruptura não se concretizasse. Mas, uma vez encastelado no ar condicionado de seu gabinete, ao lado de Emerson Duarte, para quem, exclusivamente, delegou o poder de mando decisório e Wilson Bastieri, o incondicional limpa trilhos político-prandinista, Gustavo Prandini se meteu numa seqüência colossal de erros e de trapalhadas, sem precedentes na história de João Monlevade. Isto é, passaram a errar, demasiadamente, e sozinhos, o que, na política, não é uma situação possível de se sustentar por muito tempo, pois, neste campo, assim como na vida, nome é tudo. Como, então, envolver o seu nome com um erro que você não cometeu? E pior: como assumir as gravíssimas conseqüências políticas de erros sucessivos que você não cometeu? É o que aconteceu com grande parte da base prandinista e o que acontece, agora, com o PT.
No entanto, o PT não sai incólume da desventura prandinista. Muito pelo contrário, o PT sai bastante enfraquecido e visto pela opinião pública monlevadense como responsável, por omissão, em relação a tudo o que ocorreu neste governo, desde o início. O momento aceitável para o rompimento foi a 1 ano e meio atrás. Assumir cômodo o papel de mamífero contumaz, durante vários meses, e pular fora aos 45 minutos do segundo tempo tem seu alto preço.
Más antes tarde do que nunca! Se o PT mantivesse a aliança, lançando-se nas eleições como vice do atual prefeito, as coisas, certamente, seriam muito piores para o partido, pois a grande cova cavada por Prandini nestes últimos 3 anos e 3 meses de mandato já tem profundidade e largura mais do suficientes para comportar, com conforto, todo o plantel de comissionados, partidos, aliados, lacaios e eventuais simpatizantes e o que sobrou da base do governo prandinista.
Recentemente, em longa conversa com a presidente do PT, a vereadora Dulcinéia Caldeira, afirmei que o grande desafio para a presidência partidária seria conduzir o partido para uma grande e necessária renovação. Agora, vejo que alguns chamados petistas históricos pretendem se desfiliar do partido para continuarem a ocupar cargos no indefensável governo prandinista. E o mais interessante é que todos fazem parte daqueles que, incondicionalmente, amarraram o PT à Prandini em troca de cargos, salários e/ou gratificações. Ora, trata-se de uma ótima notícia para o PT! A desejada renovação dos quadros petistas parece que já vem antes do esperado.

domingo, 1 de abril de 2012