quinta-feira, 31 de março de 2011

Prandini: Já Cumpri 50% do Programa de Governo

Nesta semana, o prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini, anunciou através de uma rádio da cidade que já cumpriu mais de 50 % de seu programa de governo. Ora, o prefeito perdeu uma boa oportunidade de ser mais específico e de discorrer mais sobre o funcionamento e a implementação de itens de seu caderno de promessas de campanha como o Hospital Universitário, a Escola Viva, a Casa do Professor, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, a Secretaria e o Fundo de Desenvolvimento Econômico, a Reestruturação do Plano de Cargos, Carreira e Salários do Funcionalismo, os direitos trabalhistas da Frente de Trabalho, o Pólo de Inovações Tecnológicas, o Portal de Negócios, o Projeto Exporta Monlevade, a Revitalização do Centro Comercial, o Aeroporto Comercial, a Vaca Mecânica, o Restaurante do Povo, o leite e os legumes na cesta básica, a infra-estrutura do Distrito Industrial, o Primeiro Emprego, a oncologia e o CTI neonatal, o Heliporto Hospitalar, o SAMU, a Casa da Saúde, o PA no Novo Cruzeiro, a Farmácia do Povo, o Centro de Referência em Saúde e Lazer do Idoso, o Calendário da Saúde, o Centro de Especialidades Odontológicas, o Programa Brasil Sorridente, a Coordenação Municipal da Saúde Mental, o PFS para 100% da população, o Matadouro Municipal, a Empresa Municipal de Limpeza e Paisagismo, a adequação do trevo do Sion, a interligação das avenidas Castelo Branco e Alberto Lima, o asfaltamento até o Bairro Cachoeirinha, o asfaltamento entre o Baú e o Laranjeiras, entre o santo Hipólito e o Tanquinho I, o asfaltamento da estrada do Jacuí; a construção da pista de caminhada da AV. Gentil Bicalho, a reorganização de todos os passeios da cidade, o aumento da vida útil do Aterro Sanitário, a Central de Processamento de Entulho de Construção, o Projeto Nascentes, a Revitalização dos Rios Piracicaba e Santa Bárbara, a Educação Ambiental nas Escolas... Vou parar por aqui, já que acabo de chegar à primeira metade, ou seja, 50% do caderno de programa de governo de Prandini (pág. 10 de 20) e não pretendo abusar da paciência do leitor. Imagino, então, que o prefeito, ao se pronunciar na rádio, só podia estar se referindo à segunda metade de suas promessas eleitorais(pág. 11, em diante),pois, da primeira, praticamente, nada foi concretizado, da forma em que foi prometido. Ou onde será que se encontram tantas obras e benefícios para o povo de João Monlevade? No informativo da Prefeitura, o jornal Mãos à Obra, é que não estão. Deve ser problema da Assessoria de Comunicação.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Medo da Desonra


"Eu não tenho medo da morte. Tenho sim medo da desonra. Porque o homem público que cai na desonra morre, mesmo estando vivo."

José Alencar

Erro do Pastor

Antes de retirar o crucifixo do plenário, de declarar a pretensão de construir uma nova sede para o Legislativo e de ansiar pela instituição da verba de gabinete para os vereadores, o presidente da Câmara, pastor Carlinhos, a meu ver, cometeu apenas um erro: confundir Raposos, a cidade onde foi vice-prefeito, com João Monlevade. Raposos é um município pertencente à região metropolitana de Belo Horizonte com população de 15.345 habitantes, produto interno bruto (PIB) de 56 milhões de reais e a 229ª posição no índice de desenvolvimento humano (IDH) do estado. Já João Monlevade possui população de 73.451 habitantes, um PIB de 1 bilhão e 436 milhões de reais e a 28ª posição no IDH mineiro. É como dizia meu avô: nesta vida é preciso saber onde se está e com que se lida.

terça-feira, 29 de março de 2011

Venda dos 7 Terrenos Públicos: Conseqüências

A pretensão do prefeito Gustavo Prandini, em vender sete terrenos públicos pertencentes ao povo de João Monlevade pode, caso seja autorizada pela Câmara, trazer uma série de conseqüências danosas para o Município, inclusive, para os, diretamente, envolvidos no caso. Primeiro, será para as contas contas da Prefeitura. Caso seja aprovada em segundo turno pelos vereadores, a venda dos terrenos públicos representará uma verdadeira chancela a toda aquela conduta administrativa, perpetrada, irresponsavelmente, pelo governo Prandini e que levou a Prefeitura à situação de penúria financeira que se encontra hoje. Espera-se da Câmara maior fiscalização do Executivo. E neste caso, considerando o vergonhoso histórico prandinista de irresponsabilidade com o gasto público, teria o Legislativo o dever de zelar pelas finanças e pelo patrimônio público, impedindo a venda, o que, certamente, obrigaria o prefeito a adotar uma postura mais austera diante das finanças públicas municipais. Aprovar a venda é premiar o mau administrador e convalescer o relaxamento financeiro, já que, uma vez aprovada a venda, se inaugurará no Município um perigoso e inédito sistema em que as trapalhadas e as imprudências administrativas poderão ser socorridas pela a dilapidação do patrimônio público. Outros que serão, diretamente, afetados pela venda dos terrenos serão os vereadores que aprovarem tal medida. É bom lembrar aqui que o principal argumento que fez com que José Serra perdesse a últimas eleições para a Presidência da República foi o de que o PSDB, caso eleito, privatizaria a Petrobrás. Por analogia, a venda dos terrenos públicos possui um potencial enorme para ser explorado pela oposição e pode, facilmente, condenar seus apoiadores ao ostracismo político. Por fim, outro que tambem sofrerá com a venda do patrimônio público será o povo, como sempre. Alem de ser colocado, novamente, numa situação de mais risco financeiro, o que afetará ainda mais a prestação dos serviços públicos, o povo verá parte da reserva de imóveis que deveria ser usada, conforme as demandas do futuro, para abrigar creches, postos de saúde, escolas e etc ser usada para financiar os devaneios de um governo pródigo, gastador e que quebrou a Prefeitura em menos de dois anos.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vendas dos 7 Terrenos Públicos: Causas

A causa para a venda dos sete terrenos públicos pretendida pela atual administração Prandini é simples e cristalina como água: a falta de trato e a irresponsabilidade com o gasto público. Em menos de dois anos de mandato, a imprudência administrativa Prandini conseguiu a histórica proeza de quebrar a Prefeitura Municipal, gerando uma dívida oficializada em 7,5 milhões de reais. Especula-se que o valor real do rombo no caixa municipal giraria em torno de 15 milhões. A falta de transparência com a gestão do dinheiro público, inclusive, levou a Câmara de Vereadores a sinalizar pela abertura de uma CPI da Dívida Pública. O fato é que, por ter colocado o Município à beira da bancarrota, Prandini se vê na situação desesperadora de gerar receita a ser aplicada na realização de promessas de sua campanha. E por não ter feito seu “dever de casa” nestes dois primeiros anos de mandato, a única opção vislumbrada pelo gabinete do prefeito para a implementação de tantas promessas mirabolantes passa pela inaceitável dilapidação do patrimônio do povo monlevadense.

PS: na sequência, as conseqüências gerais sobre venda dos terrenos, inclusive, as repercussões políticas para os vereadores que apoiarem tal ato de irresponsabilidade.

sexta-feira, 25 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

Câmara Assume Irresponsabilidade Financeira de Prandini

Ontem, na reunião ordinária do Legislativo Monlevadense, os vereadores tidos como de situação aprovaram em primeiro turno o projeto de lei de autoria do prefeito municipal, que autoriza a alienação de sete terrenos públicos do Município de João Monlevade. Significa dizer que a Câmara não apenas convalidou todo o modelo administrativo que mergulhou a Prefeitura na vergonhosa situação de quebradeira financeira que se encontra hoje, como também abriu o precedente para mais irresponsabilidade futura com o gasto público. De certa forma, ao permitir que a governo Prandini cubra parte do rombo no caixa da Prefeitura com a alienação de terrenos públicos, a vereança acaba assumindo e premiando o histórico de descontrole financeiro da atual administração e sinaliza de forma muito clara que a saída para problema não se encontra nas vias da austeridade financeira e sim na dilapidação do patrimônio do povo. Seria de prudência dos vereadores que votaram, favoravelmente, neste absurdo a observância de suas repercussões junto a opinião pública monlevadense, de modo a se restituir a relação lealdade que deve imperar entra a vontade do representante e dos representados, reavaliando o voto para o segundo turno da matéria. Ouçam a opinião de seus eleitores. Do contrário, assumam as conseqüências para 2012 e não vão dizer que o povo é ingrato.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Semana da Água/2009

Em março de 2009, pouco antes do meu pedido de exoneração da Divisão de Meio Ambiente, como medida destinada a celebrar a semana Mundial da Água, apresentei ao prefeito Gustavo Prandini três projetos. O primeiro visava instituir no Município o Programa de Uso Racional da Água, o segundo inaugurava a Década da Água, com ações a serem implementas a longo prazo, e o terceiro se dispunha à recuperação e à preservação das nascentes já catalogadas no Município. O prefeito, ao que me pareceu, gostou muito e aprovou, incondicionalmente, tudo o que lhe fora apresentado, encaminhando-me, em seguida, à Assessoria de Comunicação para a publicidade devida aos projetos. Poucos dias depois, para minha surpresa, naquela Semana Mundial da Água, nada do que fora apresentado por mim ao prefeito havia ganhado divulgação da imprensa local nem mesmo da publicidade oficial. Lembro-me até de uma cobrança no jornal A Notícia neste sentido. E não digo isso para aproveitar meu ego, mas sim porque, sem o conhecimento e o apoio da população, torna-se muito difícil a execução de qualquer política pública, principalmente em se tratando de questões que demandam a conscientização dos munícipes. Posteriormente, tive a triste notícia de que naquela ocasião a Assessoria de Comunicação da Prefeitura havia recebido ordem direta do gabinete para que não se desse qualquer publicidade aos projetos. E depois de tudo, ainda chamam agente no gabinete para dizer que “possuímos muito mais afinidades do que diferenças e que juntos podemos construir muito mais por Monlevade do que separados”. Êta Pacto Umbilical!

terça-feira, 22 de março de 2011

Aporte da Duplicação e o Planejamento do Futuro

Há poucos dias, os vereadores estiveram na planta industrial da ArcelorMittal, oportunidade em que, a convite da siderúrgica, conheceram mais a fundo o projeto de duplicação da capacidade produtiva da usina, inclusive suas conseqüências para a arrecadação do Município, num futuro próximo. Estima-se que, uma vez duplicada e em plena produção, a atividade siderúrgica em João Monlevade gere um aporte em torno de 65 milhões de reais no orçamento anual da Prefeitura. É chegada a hora de a sociedade monlevadense, através de seus mais variados setores, públicos e privados, iniciar as discussões de como esse dinheiro deverá ser usado no desenvolvimento do Município. Pois do contrário, estes valiosos recursos entrarão no caixa da Prefeitura e, certamente, serão empenhados, quase que por completo, no custeio e no inchaço da máquina: criação de vários cargos comissionados, gratificações e etc. E a Câmara deveria possuir uma papel protagonista neste cenário.

Mentira da Vez


Ora, considerando toda a dificuldade financeira vivida pelo DAE nos últimos anos e a conseqüente e sistemática falta d`água em vários bairros, se o governo Prandini, realmente, pretendesse cuidar do abastecimento de água da cidade, não estaria submetendo a autarquia à novo risco financeiro, na medida em que pretende desfalcar seu caixa para cobrir investimentos em obra anunciada ainda no governo anterior, ao contrário de responder pelas demandas urgentes da estrutura básica da rede de fornecimento da água.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Rapinagem com o Caixa do DAE

Em seu primeiro mandato, visando sua reeleição, o ex-prefeito Carlos Moreira, no ato mais populista de seu governo e, portanto, sem a respectiva compensação financeira, instituiu a isenção de cobrança da taxa do serviço público abastecimento de água potável. Pra quem não sabe, populista é aquela medida, que, num primeiro momento, parece benéfica à grande massa popular, mas que, posteriormente, se revela, altamente, prejudicial. Foi o que aconteceu com o DAE, que, anos depois da instituição da gratuidade, se viu à beira do colapso financeiro. Em outras palavras, o populismo eleitoreiro de Moreira quase quebrou o DAE. Tanto, que, após assumir, o governo Prandini se viu diante de uma sinuca de bico: ou cobria o rombo no caixa do DAE com onerosos repasses mensais ou revia a isenção da taxa. Optou pela segunda. Foi, a meu ver, o único esboço de ajustamento financeiro da atual administração, inclusive, com conseqüências bastante relevantes para a autarquia. Muito diferente do ocorrido com a gestão global da máquina pública, que, em menos de dois anos de governo prandinista, alcançou o resultado de uma quebradeira histórica. Agora, diante da complicada situação em que colocou as finanças da Prefeitura, Prandini pretende se socorrer das reservas do DAE para seguir executando suas diretrizes político-administrativas, que, até o presente momento, muito mais prejuízos trouxeram ao Município do que benefícios. Pior que o populismo de Moreira é, sem dúvida, a irresponsabilidade financeira inaugurada pelo prefeito Gustavo Prandini, que vem, aos olhos de todos, afetando, negativamente, a vários setores da cidade.Os recursos do DAE são os recursos da água do monlevadense. Permitir que um governo com o inaceitável histórico de irresponsabilidade fiscal e financeira tenha acesso ao dinheiro da água da cidade é encomendar mais fanfarra com o gasto público e colocar o Município no irremediável caminho do desabastecimento do precioso líquido.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Notícia: Bom Dia, Prandini

Para ser afigurar o Estado Democrático, faz-se necessária a conjunção de três fatores básicos: eleições gerais e periódicas, separação de poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e imprensa livre. E é por isso que, apesar de a teoria de tripartição de Montesquieu (Aprendi isso com Sinval) apenas comportar três poderes constituídos, a imprensa livre é considerada, mesmo que informalmente, como o quarto poder do Estado, pois, constituindo o regime democrático a tradução da vontade da maioria popular, é preciso transparência e liberdade de informação para que possa a opinião publica subsidiar suas decisões, principalmente, no momento da grande decisão democrática, o voto. Recentemente, Monlevade assistiu a administração do prefeito Gustavo Prandini usufruir de prerrogativas supostamente públicas, numa tentativa de enfraquecer ou destruir um tradicional jornal da cidade, por considerá-lo de oposição. Estamos diante de, talvez, a maior demonstração de intolerância político-ideológica da história do Município. À imprensa escrita (jornais, revistas, tablóides, folhetins, gazetas e etc) é facultado o perfil editorial político que lhe parecer mais razoável. Como permite a boa sistemática político-institucional, ao invés de se envolver em perseguições, deveria o governo Prandini ter se preocupado em manter, na imprensa escrita local, um jornal tão acreditado quanto o A Notícia, a respeito de que, claramente, se saiu mal sucedido, há pouco. É um assunto que não tem sido muito discutido, mas se percebe, nitidamente, que o Jornal Bom Dia não está mais alinhado ao governo. E este é um fato muito mais emblemático do que se imagina. É o pacto umbilical que, massacrando mais um aliado, segue tecendo sua corda.

Obama Desembarca Amanhã


Em meio a fortes expectativas de maior confluência entre a relação Brasil-Estados Unidos, principalmente, na área econômica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, desembarca, amanhã, em Brasília. Na oportunidade, publico um flagrante, igualmente, histórico da recepção do presidente Theodore Roosevelt, quando de sua visita ao Brasil, em 1936. À esquerda, o anfitrião Getúlio Vargas .

quinta-feira, 17 de março de 2011

Zezinho Despachante Adverte Contra a Aprovação da Ficha Limpa

Ontem, na sessão ordinária da Câmara, foi colocado sob a apreciação do plenário o projeto de Emenda à Lei Orgânica, que institui a Ficha Limpa na administração municipal. Em suma, a matéria prevê que agentes públicos com a ficha suja na Justiça, não possam assumir cargos de secretário, secretário adjunto e equiparados, no Executivo local. Imediatamente, após lido o projeto, o vereador Zezinho Despachante fez uso da tribuna para advertir os demais colegas das possíveis conseqüências da aprovação da emenda. Segundo o parlamentar, um competente funcionário da Prefeitura, já apostilado, poderia ser prejudicado pela aprovação da emenda, vez que o mesmo responde a processos no Fórum da cidade. Na verdade, Zezinho estava olhando para o próprio umbigo. Como já foi, fartamente, noticiado pela mídia, o nobre edil figura como réu num processo de autoria do Ministério Público, no caso que ficou conhecido como a Farra do Lixo. Do outro lado do plenário, após ouvir a fala do colega, o vereador Belmar Diniz, inconformado, desabafou: é uma vergonha!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Saudosismo

Jean Carlos Responde (*)

É provável que seja um seguidor de Aleister Crowley,como por exemplo raul Seixas e Paulo Coelho dentre milhares de outros, criador do livro Liber All.

*Resposta à postagem anterior.

Wikipédia:

Socialmente,Aleister Crowley se tornou conhecido devido as referências feitas a ele no rock n' roll dos anos de 1960 e 1970, pelas bandas Led Zeppelin, Rolling Stones, Iron Maiden, The Beatles e Black Sabbath, e pelos cantores Ozzy Osbourne e David Bowie. Essas referências tanto faziam homenagem a ele, quanto criticavam-no.
Os primeiros a citar Crowley em sua obra foram os Beatles. Por serem britânicos, os quatro membros da banda acreditaram que Crowley era uma personalidade influente o bastante para ser colocado na capa do disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Isso possibilitou que os próximos artistas tivessem conhecimento da obra de Crowley, que fazia uma boa combinação com a rebeldia e o anarquismo promovidos pelo rock n' roll.
O cantor e compositor brasileiro Raul Seixas foi um grande divulgador e seguidor da obra de Aleister Crowley. Suas principais canções sobre Crowley e a Thelema são "Sociedade Alternativa", "Novo Aeon" e "Loteria de Babilônia".
Uma das principais e provavelmente a mais explicita referência musical é a canção "Mr. Crowley" do cantor britânico Ozzy Osbourne. Trata-se de uma crítica ao ocultista. O versos "You fooled all the people with magic" sugerindo que Aleister tenha enganado seus seguidores é um dos exemplos mais explicitos do tom pejorativo da música. "Mr. Crowley" foi lançada no álbum Blizzard of Ozz, de 1980.

Quem Teria Dito ou, ao menos, Pensado a Seguinte Frase?

Temos o Poder nas mãos. Assim, desfrutamos do instrumento apto a manipular a mente e o coração de quem quer que seja, conforme os interesses pessoais de sempre.

terça-feira, 15 de março de 2011

Belmar Diniz Denuncia Uso Político da Frente de Trabalho

Na última reunião ordinária da Câmara, o vereador Belmar Diniz denunciou o uso político da Frente de Trabalho da Prefeitura. O programa Frente de Trabalho, tal qual fora concebido, deveria ser destinado a proporcionar qualificação profissional e renda a cidadãos desempregados, que se encontram em situação de alta vulnerabilidade social. Segundo a fala do parlamentar, a Frente de Trabalho estaria sendo usada por Prandini para acomodar apadrinhados políticos em seu governo. É uma denúncia da mais alta gravidade que merece maior apuração do Legislativo monlevadense.

História das Minas de Ouro e Diamante: 15 de Março de 1789, Joaquim Silvério dos Reis Delata os Inconfidentes

Em 15 de março de 1789, o governador da Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais, o Visconde de Barbacena, foi procurado pelo coronel da Cavalaria-Auxiliar dos Campos Gerais, Joaquim Silvério do Reis. Silvério denunciou a organização de uma conspiração que desejava transformar a "Capitania das Minas de Ouro" em um estado livre da Coroa Portuguesa. Em 19 de abril Joaquim Silvério partiu para o Rio de Janeiro, onde repetiria a denúncia ao Vice-Rei e seguiria os passos do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, até a sua captura. Antes, porém, em 11 de abril, o delator da Inconfidência Mineira reduziu sua infame denúncia à termo, conforme se transcreve, na íntegra:


Ilmo. e Exmo. Sr. Visconde de Barbacena

Meu Senhor: Pela forçosa obrigação que tenho de ser leal vassalo à nossa Augusta Soberana, ainda apesar de se me tirar a vida, como logo se me protestou na ocasião em que fui convidado para a sublevação que se intenta, prontamente passeia pôr na presença de V. Excia. o seguinte:
Em o mês de fevereiro deste presente ano; vindo da revista do meu Regimento, encontrei no arraial da Laje o Sargento-Mor Luís Vaz de Toledo; e falando-me em que se botavam abaixo os novos Regimentos, porque V. Excia. assim o havia dito, é verdade que eu me mostrei sentido e queixei-me ao sargento-mor: me tinha enganado, porque em nome da dita Senhora se me havia dado uma patente de coronel, chefe do meu Regimento, com o qual me tinha desvelado em o regular e fardar, e muita parte à minha custa e que não podia levar à paciência ver reduzido à inação o fruto do meu desvelo, sem que eu tivesse faltas do real serviço; e juntando mais algumas palavras em desafogo da minha paixão. Foi Deus servido que isso acontecesse para se conhecer a falsidade que se fulmina.
No mesmo dia viemos dormir à casa do Capitão José de Resende; e chamando-me a um quarto particular, de noite, o dito Sargento-Mor Luís Vaz, pensando que o meu ânimo estava disposto para seguir a nova conjuração pelos sentimentos e queixas que me tinha ouvido, passou o dito sargento-mor a participar- me, debaixo de todo o segredo, o seguinte:
Que o Desembargador Tomás Antônio Gonzaga, primeiro cabeça da conjuração, havia acabado o lugar de ouvidor dessa Comarca, e que, isto posto, se achava há muitos meses nessa vila, sem se recolher a seu lugar da Bahia, com o frívolo pretexto de um casamento, que tudo é idéia porque já se achava fabricando leis para o novo regime da sublevação que se tinha disposto da forma seguinte:
Procurou o dito Gonzaga o partido e união do Coronel Inácio José de Alvarenga e do Padre José da Silva e Oliveira, e outros mais, todos filhos da América, valendo-se para seduzir a outros do Alferes (pago) Joaquim José da Silva Xavier; e que o dito Gonzaga havia disposto da forma seguinte: que o dito Coronel Alvarenga havia mandar 200 homens pés-rapados da Campanha, paragem onde mora o dito Coronel; e outros 200, o dito Padre José da Silva; e que haviam de acompanhar a este vários sujeitos, que já passam de 60, dos principais destas Minas; e que estes pés-rapados, haviam de vir armados de espingardas e facões, e que não haviam de vir juntos para não causar desconfiança; e que estivessem dispersos, porém perto da Vila Rica, e prontos à primeira voz; e que a senha para o assalto haviam ser cartas dizendo tal dia é o batizado; e que podiam ir seguros porque o comandante da Tropa Paga, tenente-coronel Francisco de Paula, estava pela parte do levante e mais alguns oficiais, ainda que o mesmo sargento-mor me disse que o dito Gonzaga e seus parciais estavam desgostosos pela frouxidão que encontravam no dito comandante e que, por essa causa, se não tinha concluído o dito levante.
E que a primeira cabeça que se havia de cortar era a de V.Excia. e depois, pegando-lhe pelos cabelos, se havia de fazer uma fala ao povo que já estava escrita pelo dito Gonzaga; e para sossegar o dito povo se havia levantar os tributos; e que logo passaria a cortar a cabeça do Ouvidor dessa vila, Pedro José de Araújo, e ao Escrivão da Junta, Carlos José da Silva, e ao Ajudante-de-Ordens Antônio Xavier; porque estes haviam seguir o partido de V. Excia. e que, como o Intendente era amigo dele, dito Gonzaga, haviam ver se o reduziam a segui-los; quando duvidasse, também se lhe cortaria a cabeça.
Para este intento me convidaram e se me pediu mandasse vir alguns barris de pólvora, o que outros já tinham mandado vir; e que procuravam o meu partido por saberem que eu devia a Sua Majestade quantia avultada; e que esta logo me seria perdoada; e quê, como eu tinha muitas fazendas e 200 e tantos escravos, me seguravam fazer um dos grandes; e o dito sargento-mor me declarou vários entrados neste levante; e que se eu descobrisse, se me havia tirar a vida como já tinham feito a certo sujeito da Comarca de Sabará. Passados poucos dias fui à Vila de São José, aonde o vigário da mesma, Carlos Correia, me fez certo quanto o dito sargento-mor me havia contado; e disse-me mais: que era tão certo que estando o dito pronto para seguir para Portugal, para o que já havia feito demissão da sua igreja a seu irmão, o dito Gonzaga lhe embaraçara a jornada fazendo-lhe certo que com brevidade cá o poderiam fazer feliz, e que por este motivo suspendera a viagem.
Disse-me o dito Vigário que vira já parte das novas leis fabricadas pelo dito Gonzaga e que tudo lhe agradava menos a determinação de matarem a V. Excia. e que ele, dito Vigário, dera o parecer ao dito Gonzaga que mandasse antes a V. Excia. botá-lo do Paraibuna abaixo e mais a Senhora Viscondessa e seus meninos, porque V. Excia. em nada era culpado e que se compadecia do desamparo em que ficavam a dita senhora e seus filhos com a falta de seu pai; ao que lhe respondeu o dito Gonzaga que era a primeira cabeça que se havia de cortar porque o bem comum prevalece ao particular e que os povos que estivessem neutros, logo que vissem o seu General morto, se uniriam ao seu partido.
Fez-me certo este Vigário, que, para esta conjuração, trabalhava fortemente o dito Alferes Pago Joaquim José, e que já naquela comarca tinha unido ao seu partido um grande séquito; e que cedo havia partir para a capital do Rio de Janeiro a dispor alguns sujeitos, pois o seu intento era também cortar a cabeça do Senhor Vice-Rei; e que já na dita cidade tinham bastante parciais.
Meu senhor, eu encontrei o dito Alferes, em dias de março, em marcha para aquela cidade, e pelas palavras que me disse me fez certo o seu intento e do ânimo que levava; e consta-me, por alguns da parcialidade, que o dito Alferes se acha trabalhando este particular e que a demora desta conjuração era enquanto se não publicava a derrama; porém que, quanto tardasse, sempre se faria.
Ponho todos estes tão importantes particulares na presença de V. Excia. pela obrigação que tenho de fidelidade, não porque o meu instinto nem vontade sejam de ver a ruma de pessoa alguma, o que espero em Deus que, com o bom discurso de V. Excia., há de acautelar tudo e dar as providências sem perdição de vassalos. 0 prêmio que peço tão somente a V. Excia., é o rogar-lhe que, pelo amor de Deus, se não perca a ninguém.
Meu senhor, mais algumas coisas tenho colhido e vou continuando na mesma diligência, o que tudo farei ver a V. Excia. quando me determinar. Que o céu ajude e ampare a V. Excia. para o bom êxito de tudo. Beijo os pés de V. Excia., o mais humilde súdito.

Joaquim Silvério dos Reis, Coronel de Cavalaria dos Campos Gerais.

Borda do Campo, 11 de abril de 1789.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Câmara Repudia Prandini

Por meio de um requerimento de autoria do vereador Guilherme Nasser, o prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini recebeu, por unanimidade, voto de repúdio da Câmara de Vereadores, que considerou uma violação do Princípio Constitucional da Isonomia o tratamento desigual dispensado pelo Executivo Local à permissão de uso do Jornal A Notícia e da Gráfica Nina. Além de colocar a atual administração em visível situação de desconforto frente ao Poder Legislativo do Município e à opinião pública monlevadense, a recriminação unânime acrescenta mais um fato memorável à já extensa lista de proezas realizadas pelo prefeito pevista, em pouco mais de dois anos de mandato. Como se não bastasse ter se consagrado como o prefeito do feijão com bicho, do cheque sem fundo, da travessia do Rio Santa Bárbara, da quebradeira financeira, do teleférico e de tantas outras peripécias, Prandini, agora pode se gabar de mais uma conquista: o primeiro prefeito da história do Município a receber, por unanimidade, voto de repúdio da vereança municipal.

domingo, 13 de março de 2011

História das Minas de Ouro e Diamante: Avalanches de Ouro, Revolta, Fogo e Liberdade... o Arraial do Ouro Podre e a Sedição de Vila Rica


Óleo de Antônio Parreiras, retratando a execução de Filipe dos Santos. Ao fundo o pintor mostra a fumaça da queima das casas dos revoltosos.

Logo após a Guerra dos Emboabas (1709), a Coroa Portuguesa se viu na necessidade de constituir o aparato estatal necessário a pacificar as Minas de Ouro e, sobretudo, montar a estrutura fiscal destinada a garantir a parte do metal precioso que caberia ao Rei. Foi, então, fundada a Real Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, com sede em Ribeirão do Carmo (atual Mariana). 
Pouco mais a oeste, em vales escarpados, sobre a sombra do Pico do Itacolomi, vários arraias mineradores se formavam, antecipando a situação urbana que muito tempo mais tarde seria conhecida como conurbação, ou seja, a formação de uma grande cidade a partir da união de diversos núcleos urbanos próximos. Foi como nasceu Vila Rica (atual Ouro Preto) e, naquela época, dentre os vários arraias que lhe dariam origem, o Arraial do Ouro Podre era o que mais prosperava. 
O potentado local, o comerciante português Pascoal da Silva Guimarães, mais crente na pólvora do que na razão, ícone violento da Guerra dos Emboabas, apurava elevada soma de riquezas das abas da serra. Com perspicácia, Pascoal avaliou que nos aclives elevados da serra continham as matrizes de tão maravilhosas jazidas que se encontravam nos aluviões ao fundo dos vales e concluiu que as cabeceiras do córrego de Antônio Dias seriam as mais férteis, instalando-se ali. Foi ele o primeiro a implantar nas Minas a técnica de mineração conhecida como método brasileiro ou de talho aberto, situação em que, ao rasgar, superficialmente, a encosta do morro, tal foi o depósito aurífero ali acumulado, que, à vista de todos, se esfarelou em enorme jazida, gerando alvoroço e derramando sobre a povoação uma mitológica avalanche de ouro, dando origem ao termo “Ouro Podre”, ou seja, o ouro que se desmonta, facilmente, da terra. Com isso provocou a cobiça dos paulistas da família dos Camargos, os primeiros donos da terra, que quiseram reaver o terreno. Mas, foram impedidos pelo artigo do Regimento das Minas que fazia caducar a mina despovoada. Foi nesta ocasião que José de Camargo Pimentel, desgostoso, virou o rosto à Vila Rica e foi se estabelecer em São Miguel do Piracicaba (nossa vizinha Rio Piracicaba), onde fundou o arraial homônimo, tornando-se, eventualmente, ainda mais rico. 
Nas Minas do início do sec. XVIII, a moeda circulante era o ouro em pó sua unidade monetária, a oitava, que correspondia à oitava parte da onça, cerca de 3 gramas e meio de ouro. Para se ter uma ideia de como o ouro inflacionava o preço de tudo em sua volta naqueles primórdios, uma galinha custava três oitavas de ouro; um boi gordo, cem oitavas e um escravo, trezentas. (1 grama de ouro = R$118,00, 29/06/2015, BMF) 
A produção de ouro crescia a olhos vistos, ao passo que, paradoxalmente, os tributos enviados à Coroa Portuguesa permaneciam estagnados. Era necessário maior controle sobre a circulação do metal precioso para se evitar o contrabando e as fraudes. Assim, em 1719, os mineiros foram surpreendidos pela notícia da proibição da circulação do ouro em pó e da instituição as Casas de Fundição, através das quais o ouro seria fundido em barras, marcado com o selo real e, devidamente, quintado, ou seja, tributado na razão de 20%. Imediatamente, as medidas da Coroa causaram uma forte convulsão civil entre os mineiros. Em 29 de junho de 1720, dia de São Pedro, eclodiu a revolta. ''As Minas estão levantadas", gritava-se nas ruas. A oratória de Filipe dos Santos insuflava o povo, enquanto Pascoal da Silva, ao estilo Emboaba, levantava centenas e centenas de escravos armados para barganhar uma série de reivindicações junto o governador da Capitania, o Conde de Assumar: a redução de vários impostos, a diminuição das custas processuais, a abolição do monopólio comercial de gado, fumo, aguardente e sal e o fim das Casas de Fundição. O Conde, por sua vez, havia compreendido que a situação chegara ao limite extremo e procurou ganhar tempo. Respondendo que faria as concessões exigidas, condicionou a volta da ordem. A multidão sediciosa, então, deixou Vila Rica, rumando-se para a Vila do Carmo, onde, na praça diante do palácio do governador, numa das janelas, Assumar falou a todos de modo conciliador e, para decepção dos líderes, foi aclamado pela multidão, que se imaginando livre das interferências da Coroa, partiu triunfante em retorno.


Casa do Conde de Assumar, em Mariana(antiga Vila do Carmo), carnaval/2010.


O Governador, entretanto, agira com malícia, jamais intencionando a cumprir qualquer daqueles compromissos. Tão logo voltaram para suas casas os rebelados, Assumar cuidou de organizar sua represália, fazendo reunir os Dragões (guarda real) e também os ricos da cidade, não afeitos aos de Vila Rica, para que pegassem em armas e fornecessem escravos para reforço das tropas, que então chegaram a um montante de 1.500 homens. Ordenou o Conde aos Dragões que prendessem os cabeças do movimento: Pascoal da Silva, Filipe dos Santos e alguns frades. Antes que a Vila reagisse contra a prisão dos líderes, Assumar penetrou na cidade com todo o seu contingente, surpreendendo a todos. Ludibriados, os partidários do levante ainda tentaram alguma represália, mas nada adiantou, mediante a chegada das tropas de Assumar. 
O Conde, então, agiu com violência, mandando incendiar com brutalidade todo o Arraial do Ouro Podre, onde a rebelião havia por se iniciado. 
Filipe dos Santos, porém, tido por principal líder, foi julgado, sumariamente, condenado e enforcado. Proferiu no cadafalso a seguinte frase: "Jurei morrer pela liberdade, cumpro a minha palavra". A exemplo do que se faria com Tiradentes, décadas mais tarde, foi esquartejado, sua cabeça dependurada em praça pública e as outras partes de seu corpo expostas pelos caminhos das Minas. 
Diante de todo o trauma gerado pelos acontecimentos, ainda naquele ano, a Coroa decidiu desmembrar a Capitania de Minas da de São Paulo, transferindo sua sede para Vila Rica, a fim de se obter maior controle sobre a mais revoltosa das vilas mineiras, a futura Ouro Preto.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nasa Aposenta Discovery

Seguindo o cronograma de aposentadoria de sua frota de veículos orbitais reutilizáveis, a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) acaba de desativar o Ônibus Espacial Discovery. Consideradas as máquinas mais complexas já produzidas pela humanidade, as Lançadeiras Espaciais (Space Shuttles) ou Ônibus Espaciais, como são conhecidos pelos brasileiros, aposentam-se, tendo cumprido o importante papel de construção da Estação Orbital Internacional, que conta com a participação do Brasil e de outros 14 países. Enquanto isso, em terras tupiniquins, o Programa Espacial Brasileiro vai se arrastando, sem conseguir sequer colocar um objeto em órbita com as próprias pernas, ou melhor, com foguete próprio. Você deve estar se perguntado: pra que ficar lançando foguete, viajar à Lua e etc.? Ora, a resposta é muito simples. A grandíssima maioria da tecnologia que vem mudando hábitos e facilitando as relações e a atividades humanas é desenvolvida pela setor aero espacial dos países desenvolvidos. São as câmeras digitais, a miniaturização de equipamentos, como filmadoras, monitores de TV e computadores; satélites militares, de monitoramento climático e ambiental; GPS, telefone sem fio, forno de micro ondas e mais uma infinita gama de objetos que foram criados para serem usados no espaço e que facilitam e revolucionam a vida de quem vive aqui em Terra.

sexta-feira, 4 de março de 2011

A Notícia

Não é a primeira vez que escrevo sobre minha discordância a respeito da forma em que foram realizadas um total de 262 permissões de uso de terrenos públicos, em João Monlevade. A concessão de permissões públicas deve ser impessoal e materializar-se através do competente processo licitatório. Mas também não posso concordar com perseguição doentia que o governo Prandini tem empreendido contra o Jornal A Notícia. O episódio de reintegração de posse envolvendo o bi semanário e a administração prandinista tem tomado ares de intolerância, desde seu triste início. A falta de isonomia com que o gabinete do prefeito tem tratado o assunto, concentrando todas as suas forças na desocupação imediata e específica da sede do jornal, no mínimo, sugere uma tentativa inaceitável de se censura contra órgão da imprensa do Município. Diferentemente do que ocorre coma as emissoras de rádio e TV, ao órgão de imprensa escrita é facultada a adoção do perfil editorial que lhe interessar, inclusive político. É a chamada pluralidade democrática. A Democracia Monlevadense vive um momento de trevas, sem dúvida alguma. Mas, o tempo é o senhor da razão.

PS. Sei que não é o caso. Mas não imagino Monlevade, sem o Jornal A Notícia. Compro e leio todas as terças e sextas-feiras.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Parabéns, Martino

Parabéns ao presidente da Casa de Cultura Marcos Martino pela iniciativa bem sucedida de realizar em nossa cidade um pré-carnaval, voltado para as tradições das marchinhas e dos blocos caricatos. Só lamento ter me atrasado e perdido a oportunidade de presenciar a apresentação do Bloco do Sujo, que considero ser a expressão maior do tradição carnavalesca, autenticamente, mineira, em nossa região. Não foi por menos que venceu o concurso.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Leilão de Áreas Públicas:Trocando em Longos Miúdos

Alguns argumentam que a receita proveniente do leilão dos sete terrenos públicos pretendida por Prandini pode ser aplicada em melhorias para o Município. Poder pode sim. Mas será? Se o governo possuísse a esperada capacidade para implemetar melhorias na cidade, a aprovação popular do prefeito, certamente, não estaria na casa dos 13,3 %. De qualquer modo, o cerne da questão não passa pela possibilidade de melhorias futuras para o Município. Mas, principalmente, pelo mal generalizado que a verdadeira motivação do leilão tem imposto a toda cidade. Está cristalino para todos que a necessidade do leilão apenas se faz presente por que Prandini e seu gabinete conseguiram, irresponsavelmente, a proeza histórica de dilacerar as finanças públicas, em menos de 2 anos. E é esta, a irresponsabilidade financeira, o elemento motivador do leilão e não o interesse público. O governo pretende é fazer obra a todo custo e a qualquer preço para rechear as revistas e jornais da campanha publicitária vazia e caríssima que tem feito. E o resultado será como o já conhecido, a exemplo do Centro de especialidades médicas: inacabado, oneroso e com o Raio-x inoperante. A cidade vive tempos difíceis. As conseqüências de uma Prefeitura quebrada têm afetado diversos e importantíssimos setores do Município, como o Hospital Margarida que, na falta dos repasses municipais, se viu obrigado a contrair empréstimo para cumprir seus compromissos e continuar funcionando. Ou os atletas molevadenses que não participaram do JIMI/2010, pois a Prefeitura não possuía recursos para subvencioná-los. Ou a falta de remédios nos postos de saúde. Ou ainda o completo estado de engessamento que a dívida pública tem causado à atual administração, comprometendo os serviços públicos e a qualidade de vida da cidade. Autorizar um governo com histórico financeiro marcado pela irresponsabilidade financeira a faturar sobre o patrimônio do povo é encomendar mais irresponsabilidade para o futuro e as conseqüências, serão tão pesadas quanto as que temos vivenciado nos últimos 12 meses. O mau administrador deve se submeter às conseqüências de seus atos. Deve faze economia, frear os gastos e enxugar a máquina. É essa a forma responsável de se equacionar as finanças da Prefeitura. Passar a mão na cabeça de quem prodigalizou o gasto publico, permitindo o leilão dos sete terrenos é convalidar o mau administrador. Trocando em miúdos, é mais ou menos como aquele querido parente que gasta com o que não tem, torra o dinheiro em trivialidades e fica devendo na praça, sujando o nome da família. Então, a família, com dó, se reúne a paga a dívida do parente. Resultado: o parente volta a torrar o dinheiro que nao tem, afinal há quem pague por ele. É o que está acontecendo agora: os terrenos públicos pagarão pela gastança de Prandini.

Atenção Senhores Vereadores: Leiloar Terreno Público é Premiar o Mau Administrador

Hoje, o projeto de lei de iniciativa do prefeito Gustavo Prandini, autorizando o leilão de sete terrenos públicos municipais deve ser votado na Câmara. É uma tentativa desesperada do governo de arrecadar alguma receita para a realização de promessas de campanha. Coisa que não seria necessária se Prandini tivesse agido com mais responsabilidade e planejamento no trato com o dinheiro público. Ora, se as promessas de campanha já estavam, obviamente, previstas, deveria ter o administrador público procedido com a cautela e o zelo necessários para a específica contemplação orçamentária. E não levar a Prefeitura à bancarrota, como fez Prandini. De tal modo que, caso aprovado, o leilão dos terrenos do públicos representará uma premiação ao mau administrador e um perigoso estímulo à uma já fracassada política financeira que sempre buscará guarita não alienação do patrimônio do povo para compensar a irresponsabilidade fiscal de uma governo que, até o presente momento, se revelou o pior da história do Município.

terça-feira, 1 de março de 2011

Prandini Quebra a Prefeitura e Quer Leilão de Terrenos Públicos

Tramita na Câmara um projeto de lei de autoria do prefeito Gustavo Prandini, autorizando o Executivo a leiloar sete terrenos públicos municipais. É um fato inédito que pode representar um precedente perigoso para o Município, considerando-se o vergonhoso histórico de irresponsabilidade financeira da atual administração. Nunca na história desta cidade um prefeito propôs a venda de tantas áreas públicas. Muito pelo contrário, o que se fazia antes de Prandini era a aquisição terras públicas para se construir, no futuro, creches, escolas, postos de saúde e etc. Permitir o leilão dos sete terrenos é abrir o caminho para um processo sistemático de alienação do patrimônio do povo, repetindo-se toda a gastança desenfreada e a irresponsabilidade fiscal que colocaram a Prefeitura na atual situação de quebradeira que se encontra, devendo sete milhões e meio de reais. O momento é de economia e não de leilões. A decisão está na mão dos vereadores.