Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Absurdo: Prandini Insiste na Venda dos Terrenos Públicos

Ao que parece, Prandini não desistiu da idéia de leiloar terrenos públicos, numa tentativa desesperada de realizar receita para aliviar a crise financeira causada pela irresponsabilidade de gastos de seu governo. Ao contrário do que foi dito aqui no Monlewood, dias atrás, o projeto de lei que autoriza a alienação de 7 terrenos de propriedade do povo monlevadense não foi retirado de tramitação na Câmara de Vereadores. Todos nós sabemos que a crise financeira mundial só não afetou aqueles municípios localizados na Lua ou em Marte. No entanto, apesar de toda a adversidade econômica, apenas a Prefeitura de João Monlevade se viu à beira do colapso financeiro, em toda região. Municípios do Médio Piracicaba, como Itabira, Santa Bárbara, Barão de Cocais e todos os outros não quebraram como ocorreu em João Monlevade. Assim, ao contrário do que justifica o governo, quem levou a Prefeitura às vias da bancarrota não foi a crise e sim a irresponsabilidade do gasto desenfreado, num momento que deveria ser de cautela financeira. Se Prandini anunciou obras conveniadas como a ETE do Cruzeiro Celeste e a Cozinha Comunitária sem fazer a necessária provisão de recursos da contrapartida cometeu um grande erro de estratégia político-administrativa, que não pode ser pago pelo patrimônio do povo. Em outras palavras, quem deve arcar com as conseqüências de seus próprios erros é o gabinete e não o povo. Se a Câmara permitir a absurda venda dos terrenos públicos estará premiando o erro e compactuando com a irresponsabilidade administrativa de Prandini, abrindo um perigoso precedente, que pode ter como conseqüência futura ainda mais irresponsabilidade financeira, que, provavelmente, só terá fim depois que Prandini vender o último terreno do povo.