terça-feira, 31 de agosto de 2010

Golpe do Falso Seqüestro

Em minha família já foram varias a tentativas de se aplicar o Golpe do Falso Seqüestro. O criminoso liga de um celular, geralmente de dentro de alguma unidade prisional, e , enganosamente, convence o atendente de que tem sob seqüestro seu filho, sobrinho ou esposa. A partir daí inicia-se a extorsão, que vai desde cartões de recarga de celular, até depósitos de elevadas somas em dinheiro. Tenho um primo que, há três meses, recebeu um desses telefonemas e veio a sofrer um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral ou Derrame). Desde então, ele permanece internado numa clínica médica. Tão absurda quanto o crime em si é a passividade com a qual as autoridades tratam uma situação que tem se tornado rotina em todo país. Ora, se o Brasil fosse, realmente, um país sério, já existiria uma estrutura institucional montada, na qual, sempre que se comprovasse a utilização de um celular na prática deste crime, a autoridade policial seria acionada, comunicando o fato ao juiz de Direito que, imediatamente, determinaria o bloqueio do aparelho celular e, posteriormente, a competente persecução penal. É o mínimo que se poderia esperar da polícia e do judiciário. Mas, enquanto isso e outras várias coisas não acontecem no Brasil, a bandidagem continua a aterrorizar o cidadão de bem, que hoje, não tem paz nem dentro de sua própria casa.

"Monlevade Cresce"

O projeto “Monlevade Cresce”, reunindo várias entidades do setor público e privado monlevadenses, surge como uma campanha de comunicação(publicidade) com o objetivo de minimizar alguns desconfortos causados pela expansão da Usina, conforme esclareceu sua idealizadora, a Prefeitura Municipal. Balela pura. O “Monlevade Cresce” nada mais é que uma tentativa do governo de se associar ao franco crescimento apresentado pela Usina, neutralizando, assim, as últimas manchetes da imprensa, com as quais se veiculou que a grave crise financeira do governo Prandini tem deixado Monlevade mais pobre.

Oportunismo Publicitário

Ao invés de traçar um plano de contingenciamento paralelo à expansão da Usina, objetivando prever e responder às demandas que recairão sobre os serviços e a infra-estrutura públicas, o governo Prandini se empenha apenas na direção de atrelar sua imagem ao crescimento da Siderúrgica. Isso que é ser oportunista.

Município Mais Pobre

Certamente, o gabinete não se daria a tanto trabalho se soubesse que a pobreza ou a riqueza de um município não pode ser avaliada mediante o balanço patrimonial da Prefeitura, como se veiculou na imprensa, e sim através do levantamento do PIB (Produto Interno Bruto) municipal.

Ato Falho

Outro "ato falho" também veiculado pela imprensa nos últimos dias é de que as ações da Prefeitura estariam se desvalorizando na bolsa de valores por conta da crise financeira da administração Prandini. Ato falho mesmo! Prefeitura não possui capital social dividido em cotas por ações. Muito menos negociadas em Bolsa de valores. O máximo que poderia existir seriam títulos da dívida pública negociados em Bolsa. Mesmo assim, mediante autorização legislativa.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Comentário de Anônimo de Hoje

Anônimo disse...

Vc faz isto, por cinismo, safadeza e aproveitador e além de tudo é covarde. Podemos marcar um encontro no caminho das pedras..... vc escolhe....no S.João,no Satélite, no S.Geraldo e verás quem sou...........

Desabafo

Sábado, o Jornalista Márcio Passos publicou um extenso texto em seu Blog que fez jus ao título empregado: “Desabafo do Desabafo”. O que mais impressionou nas palavras escrevinhadas no Blog Rapadura foi perceber como Márcio Passos, apesar dos poucos meses em que assessorou Gustavo Prandini, conseguiu extrair e definir tão bem a verdadeira face do atual prefeito de João Monlevade.

Anônimos Conhecidos

Nestes últimos dias, a blogosfera monlevadense se mostrou bastante irritada com os famigerados anônimos. O Monlewood recebe vários comentários anônimos, por dia. Aqueles que se integram ao debate de idéias são publicados. Já os que tentam atingir minha pessoa com ameaças, palavrões e adjetivos indecorosos são deletados com a comodidade de um clique. E todos nós sambemos muito bem a origem da maioria destes comentários. Eles refletem com muito realismo o paradigma ético que, vergonhosamente, se instalou no cenário político local, no qual a incapacidade de propor e debater idéias tem dado lugar à maledicência oficial e à intriga institucional.

Comentário do Leitor "É o Bicho"

É o Bicho! disse...

No Brasil, o tema políticas publicas vem tomando impulso desde os fins dos anos 80, porém, aqui em nossa cidade, especialmente com este prefeito,a coisa ainda nao decolou. O avanço de estudos nessa área ainda é muito tímido e nada significativo,pois faltam ações governamentais dirigidas a resolver determinadas necessidades públicas e o que se viu até hoje são bizarrices por todo o lado.
As políticas podem ser sociais (saúde, assistência, habitação, educação, emprego, renda ou previdência), macroeconômicas(fiscal, monetária, cambial, industrial) ou outras (científica e tecnológica, cultural, agrícola, agrária). Usualmente o ciclo das políticas é concebido como o processo de formulação, implementação, acompanhamento e avaliação.Em particular, seria interessnte saber como se formula uma política pública, quem decide,que instituições intervêm nos processos decisórios, de que forma questões ou problemas passam a fazer parte da agenda de políticas e qual a finalidade das políticas públicas.Tudo isso ainda nao ficou claro com essa administração,pelo menos, por enquanto. Daí essa confusão toda e muita verborragia, porque ação até agora nao percebi nenhuma,a não ser demissões, cortes em remunerações,aumentos irrisórios para os que realmente trabalham, gratificações absurdas para os apadrinhados,contenção dos investimentos em educação, pasta da qual faço parte, por isso falo com propriedade e outras tantas burrices.A mninha paciência está se esgotando.

Governo Finalmente Apresenta Sinergia

Na semana passada, a sociedade monlevadense assistiu a mais um episódio que reafirmou a imensa capacidade que o governo Prandini tem para polemizar as mais relevantes questões públicas. Como se já não parecesse por demais controverso convidar um adversário para assessorar a administração, o contador Delci Couto, o governo Prandini ainda usou de seu braço na imprensa local para se engajar ainda mais no recorrente e infrutífero embate político, do qual já estamos todos enojados. Só que desta vez, se viu emergir um elemento até então estranho ao governo Prandini: uma sinergia quase sincronizada. Além da publicação de nota e de resposta explícita do prefeito e do secretário de fazenda, houve também a divulgação de um desagravo público do vice-prefeito, Wilson Bastieri. Nunca antes havia se visto a equipe de Prandini trabalhar de forma tão sincronizada. Se o governo demonstrasse a mesma sinergia que dispensou a este caso, à administração da cidade, certamente, as coisa não estariam tão ruins em João Monlevade.

Plano de Recuperação Econômica

O governo convidou Delci Couto, desistiu e ,então, esbravejou, respondeu, desagravou e etc. A conversa de Prandini de colocar Monlevade acima das questões político-partidárias era mesmo pra boi dormir e o que o gabinete precisava lhe fora entregue de pronto, sem qualquer contratação: o Plano de Recuperação Financeira. E agora, incoerentemente, a administração Prandini está tomando as decisões que o próprio Delci havia sugerido em seu PRF. E fontes dão conta que as demissões continuarão e que os próximos serão os secretários adjuntos.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Entrevista Com Prandini: Recém Eleito, O prefeito Fala de ”Projeto de Diálogo, Transparência e Equipe”

video

Fato Histórico

Nesta semana, a Usina anunciou a assinatura do contrato para a execução da instalação de seu segundo Auto Forno, como parte dos investimentos de US $ 1,2 milhões previstos para a duplicação de sua produção. Sem duvida, é um fato histórico para a economia de João Monlevade.

O Tesouro da Duplicação

Estima-se que, uma vez duplicada, a atividade econômica da siderúrgica aumentará em no mínimo 70 milhões de reais a receita do Município. Se soubermos empregar estes recursos, pensando no futuro da cidade, poderemos iniciar um ciclo de investimentos sucessivos na economia de nossa João Monlevade.

Apagão de Mão de Obra

Somente no estado de São Paulo existem 150 mil vagas de trabalho no setor da informática que não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada. E este é um fenômeno que já afeta o país como um todo e será o grande desafio do Brasil nos próximos 30 anos: é o chamado Apagão da Mão de Obra.

Revolução Educacional

O expressivo aporte de recursos decorrente da duplicação da usina será mais do que suficiente para se fazer uma verdadeira revolução na escola pública monlevadense, no sentido da construção de cidadãos qualificados para a vida e para o trabalho.

Ciclo de Prosperidade

Assim, a partir do momento em que João Monlevade emergir como potencia educacional, aquelas empresas que demandam mão de obra, extremamente, qualificada, como as do setor de informática, por exemplo, serão, naturalmente, atraídas pela qualificação dos cidadãos do município, que, aliada ao estabelecimento de uma conjuntura fiscal e estrutural propícia a investimentos, iniciará um ciclo de prosperidade econômica inimaginável, até então.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Ato de Prandini Sugere Dívida de R$ 8,2 Milhões

Na semana passada, o jornal A Notícia veiculou um detalhado estudo, realizado pelo contador Delci Couto, que revelou ser de 8,2 milhões de reais a dívida vencida do governo Prandini, em 30 de junho. Agora, o prefeito anuncia que pretende contratar o contador autor do estudo para prestar assessoria a seu governo. Fato este do qual se pode deduzir que o valor da dívida apresentado pelo contador -R$ 8,2 milhões- deve sim estar correto. Mentira tem mesmo perna curta.

A Dona da Avenida

Foto, Blog Popular: www.jopopular.blogspot.com/

É realmente um absurdo inaceitável uma Auto Escola fechar e se apossar de metade de uma das principais artérias viárias do Município, para treinar seus alunos. Logo uma Auto Escola, que deveria ser a primeira a dar o exemplo, quanto ao bom uso das vias públicas. E pior: a Auto Escola chegou ainda a apagar parte da faixa que delimitava a ciclovia, para maior comodidade do treinamento de seus alunos. E ainda exibe um cavalete com as inscrições “Banca Examinadora do Detran”. Eu fico aqui imaginando: será que a supressão de sinalização de trânsito (da faixa) nãos seria proibida? Será, também, que se passar por uma instituição pública (Banca do Detran) que não é, não sugeriria algum crime? Agora entendo o porquê do caos no trânsito de João Monlevade. Se as Auto Escolas são as primeiras a desrespeitar o espaço viário, imagine então o que os seus alunos não estão fazendo.

Canion do Peixe Tolo, Serra do Espinhaço/MG

Delci Couto no governo

A possibilidade da contratação do contador e ex-secretário da administração Moreira, Delci Couto, como assessor do governo Prandini não passa de uma tentativa de se tentar evitar que o contador continue a desenvolver estudos que evidenciem a frágil situação financeira da Prefeitura, na imprensa local, como tem ocorrido nas últimas semanas. Se não pode vencê-lo, junte-se a ele, ou melhor, dê um cargo a ele. Resta saber se Delci vai aceitar as condições da contratação.

A Receita da Duplicação, a Dívida, a Gestão e o Filho do Bizarro

Li no Blog do Thiago Moreira um texto, no qual o jornalista afirmou que a duplicação da Usina pode salvar o governo Prandini. O fato é que os impostos a serem gerados pelo processo de expansão da siderúrgica serão decisivos para o saneamento das contas públicas do Município, em curto prazo. No entanto, não é só de receita tributária que carece a atual administração. O modelo de gestão adotado pelo governo é que se apresenta, totalmente, incompatível com os ditames de uma Prefeitura. Ele não seria bem sucedido nem mesmo em uma empresa familiar. E certamente, o aporte de recursos decorrentes da ampliação da planta industrial da Usina dará ainda mais asas ao bizarro fantasioso, gerando coisas como, por exemplo, o Teleférico do Areão.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ser Mineiro

Ser mineiro é não dizer o que faz,
nem o que vai fazer;
é fingir que não sabe aquilo que sabe;
é falar pouco e escutar muito;
é passar por bobo;
é vender queijo e possuir bancos.

Um bom mineiro não laça boi com embira,
não dá rasteira no vento,
não pisa no escuro,
não anda no molhado,
não estica conversa com estranhos.

Só acredita em fumaça quando vê fogo;
só arrisca quando tem certeza,
não troca um pássaro na mão por dois voando.

Ser mineiro é dizer “uai”.
É ser diferente.
É ter marca registrada.
É ter história.

Ser mineiro é ter simplicidade e pureza,
humildade e modéstia,
coragem e bravura,
fidalguia e elegância.

Ser mineiro é ver o nascer do sol e o brilhar da lua,
é ouvir o cantar dos pássaros e o mugir do gado;
é sentir o despertar do tempo e o amanhecer da vida.

Ser mineiro é ser religioso e conservador;
é cultivar as letras e as artes;
é ser poeta e literato;
é gostar da política é amar a liberdade;
é viver nas montanhas,
é ter vida interior,
é ser gente.”

Fernando Sabino

Seguro Desemprego dos Comissionados

Vários funcionários demitidos pelo governo Prandini não estão conseguindo receber o seguro desemprego. Ao que parece, a Prefeitura não tem recolhido a contribuição previdenciária de seus funcionários, o que tem impedido a concessão do benefício. Como se a presente situação, por si, já não fosse terrível para quem foi demitido, me parece ainda caber aqui uma tese de Improbidade Administrativa. Senão vejamos: o art. 37 da Constituição consagra os princípios norteadores da Administração Pública, entre eles, o da Legalidade, que determina que o administrador público deve se submeter ao império da Lei. A contribuição previdenciária é, obviamente, imposta por lei (Lei 8.212/91). Assim, ao deixar de recolher a contribuição, a Prefeitura, claramente, fere uma disposição legal e, via de conseqüência, o Princípio da Legalidade contido na Constituição. A jurisprudência dos tribunais já se sedimentou no sentido de que sempre que um dos princípios do art. 37 da Constituição é violado, há indício de se configurada a Improbidade Administrativa. Simples, assim!

domingo, 22 de agosto de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: a República do Manhuassu


Apesar de localizado um pouco distante dos caminhos das minas, onde foram encontrados o ouro, o diamante e as esmeraldas, o Município de Manhuaçu, em fins do sec. XIX, foi palco de um dos mais expressivos episódios da história de Minas Gerais, no sentido da reafirmação da natureza rebelde dos mineiros e que ainda hoje permanece oculto e desconhecido por muitos. Anos depois do exaurimento das minas de ouro, as vastas plantações de café da região da Zona da Mata mineira proporcionavam a energia de que os coronéis precisavam para a disputa do poder local. A proximidade com o litoral, a pecuária e a extração de madeira também tornavam Manhuassu (aqui escrito com dois “s” como era a grafia da época) um cobiçado pólo econômico, que atraía aventureiros de toda parte. Além das emboscadas e dos assassinatos, o poder também era assegurado através da imprensa local, como o jornal ‘O Manhuassu’, criado pelo enérgico coronel Serafim Tibúrcio. Eleito prefeito de Manhuassu, em 1892, Tibúrcio tentou novamente o cargo, dois anos depois. Mas os ventos não estavam a seu favor. Se o coronel era amigo pessoal do governador de Minas, durante a presidência de Deodoro da Fonseca (1889 – 1891), o cenário era outro na gestão de Prudente de Morais (1894 – 1898).Em 1894, o governador de Minas era Crispim Jacques Bias Fortes, simpatizante da ala política contrária a Serafim e apoiador do vigário Odorico Dolabela, seu concorrente no pleito. Nas urnas, 623 votos separaram o coronel do vigário. Porém, apesar do apoio popular, Tibúrcio não assumiu o comando da cidade. De certa maneira, o poder de mando dos chefes políticos locais era potencializado por uma legislação, que dava grande autonomia ao município, em relação ao Estado. Com o apoio de outros coronéis e potentados locais, o Vigário tomou posse como prefeito, em 1894. Inconformado, Serafim reuniu documentos e foi até Ouro Preto, então capital do estado de Minas Gerais, para tirar satisfações com Crispim Jacques. Este, por sua vez, não lhe deu ouvidos e afirmou que nada poderia fazer, pois o artigo 61 da nova Constituição da República impedia que o Estado interviesse na administração municipal. Ao voltar para Manhuassu, Serafim Tibúrcio encontrou uma situação ainda pior. Seus correligionários tiveram as terras expropriadas e o vigário iniciou uma forte campanha de difamação contra o coronel através de novos jornais da região, como ‘O Monitor’ e a ‘Folha de Barbacena’. Entre as acusações, estaria o crime de falsificação de dinheiro. Ironia do destino: em breve, Serafim Tibúrcio criaria sua própria moeda. Em 1896, o coronel foi intimado a depor sobre um assassinato que cometera, seis anos antes, quando ainda era delegado de polícia. Em um julgamento tumultuado, ele foi absolvido por legítima defesa da ordem pública, mas o episódio foi a gota d’água. Em meio às ameaças, perda de poder e do prestígio político, Serafim Tibúrcio invade Manhuassu com cerca de 400 apoiadores armados de carabinas, mosquetões, garruchas e espingardas, entre eles moradores e jagunços da região, e expulsa as autoridades, em 10 de maio de 1896. Conforme relatos do Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, o coronel logo nomeou seus seguidores para cargos de administração dos diferentes setores do município e proclamou a República do Manhuassu, independente do Brasil e de Minas Gerais. Criou então o “Boró”, a moeda que circulou durante a breve vida da república.
O Boró, a moeda da República do Manhuassu

Já a ambição de Serafim foi grande e cruzou fronteiras. Com suas tropas, ele comandou invasões em direção ao estado do Espírito Santo, chamando ainda mais a atenção do governo para a insurgência. Ao ficar sabendo dos acontecimentos, Crispim Jacques tentou conter a revolta enviando um contingente de 25 homens, que foram, rapidamente, abatidos pelo exército de Serafim. O governador decide então enviar mais 100 combatentes e, novamente, amarga derrota. Sem mecanismos de ataques, Crispim pede ajuda ao vice-presidente Manuel Vitorino, que ordena a ida de 380 soldados das tropas federais.Além do cerco e da falta de recursos para enfrentar o exército, os próprios amigos do coronel Serafim já viam com temerosidade a República Manhuassu e aconselhavam seu líder a desistir dos planos. Tibúrcio acata os conselhos e foge em direção ao Espírito Santo. Estranhamente, as tropas não o perseguem e limitam-se a derrubar a recém fundada república, restaurando a influência federal em Manhuassu. Durante décadas, os inimigos do coronel governaram o município, estabelecendo um pacto silencioso para não tocar no assunto da insurgência, em função das mortes, inimizades e dolorosas lembranças de tal experiência histórica. No Espírito Santo, Serafim Tibúrcio se apodera de um extensíssimo latifúndio, em que assenta sua gente e administra como verdadeiro feudo. Falece de causas naturais, muitos anos depois como aquilo que sempre fora: um rico e influente coronel do café.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Anastasia

O candidato ao governo de Minas pelo PSDB ,Antônio Anastasia, parece ser o pesadelo de qualquer marqueteiro. O cara é um verdadeiro picolé de chuchu: fala como um robô, anda como um andróide, está sempre retraído, tem uma voz de adolescente em início da puberdade e nunca mostra os dentes nas raras oportunidades em que sorri. Como falta carisma ao governador! Se Aécio não conseguir converter a boa aprovação de seu governo em votos para Anastasia, já era.

Imaculada Deixa o Governo

A chefe da divisão de Parques e Jardins da Prefeitura Municipal de João Monlevade pediu, nesta semana, exoneração de seu cargo no governo Prandini. Maria Imaculada Drumond foi a principal responsável pela bem sucedida decoração natalina, que ornamentou os logradouros públicos da cidade, no ano passado, além de ser dela o mérito quase que exclusivo pela a revitalização de várias praças do Município. Visivelmente, insatisfeita, Imaculada deixa o comando de um dos pouquíssimos setores, que tem apresentado resultados satisfatórios na administração Prandini.

É o Bicho!

Gostaria de agradecer ao Leitor que assina pelo pseudônimo de “É o Bicho” pelos inúmeros e interessantíssimos comentários que tem deixado aqui no Monlewood. Além do estilo integro de redação, “É o Bicho” tem demonstrado ser detentor de grande discernimento, de rara sensibilidade cultural e da coragem necessária para dizer o que tem de ser dito. Muitíssimo obrigado!

Comentário de Um Leitor: Dívida do Governo Prandini II

É o Bicho! disse...

Especulações à parte, o fato é que a prefeitura está devendo e muito. E para confirmar issso, o expert em contabilidade, Delcy Couto, falou em montante aproximado de 8 milhões, depois de examinar documentos comprobatórios com os quais trabalha. Como ele mesmo disse: a situação é delicada porque acredito que o prefeito tenha subestimado o valor da dívida e o perigo está em se descobrir que o prefeito tenha mentido para a população e não erros por parte de sua acessoria ao encaminhar-lhe os dados sobre a dívida. Se isso realmente aconteceu, consequências de toda a natureza serão acarretadas e cairá como uma bomba na história politica do muncicípio, pois a mentira em qualquer pessoa já não traz bons fluidos para as relações,imagine em se tratando de um "Chefe de Estado? O descrédito, a desconfiança e o estrago político passa a ser enorme e aumentam as especulações acerca de que houve desvios de verba,pois na cidade não foi realizada nenhuma grande obra que justifacasse dívida tamanha. Pelo contrário, arrocho salárial, demissões frequentes, saúde e educação ainda um caos total.Vale ressaltar que o país está seguindo seu curso normal enquanto essa dívida vem incomodando sobremaneira os monlevadenses.

O Poder

Quem já teve a experiência de ser militante do Partido Verde de João Monlevade conhece muito bem este jogo de retórica, de desculpas prontas e de informações desencontradas que se tem visto no governo Prandini, por quanto da abordagem da dívida da Prefeitura e de outros assuntos mais. E, invariavelmente, esta opção de modelo administrativo se revela, a cada dia, mais incompreensível, diante da promessa passada de um projeto de governo aberto, transparente, participativo e responsável. Afinal, o que a administração Prandini espera de seu futuro político, ao ter afastado de si o projeto original? A forma com que se tem tratado as questões públicas municipais e a flagrante subversão das promessas de campanha sugerem que tudo não passou de um projeto pelo poder, apenas.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Dívida do Governo Prandini II

Realmente, se os 3,5 milhões anunciados, publicamente, pelo prefeito Gustavo Prandini, não corresponderem ao valor real da dívida contraída por seu governo, teria sido melhor que ele se permanecesse silente a respeito do assunto. Faltar a verdade com o povo sobre um tema tão importante para o Município, poderia antecipar aquilo que já parece inevitável para o ano de 2012.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dívida do Governo Prandini

Será que alguém acreditou que a dívida da Prefeitura é de 3,5 milhões? Ontem, o prefeito Gustavo Prandini, finalmente, usou de um veículo da comunicação em massa, a rádio Alternativa, para exercer o seu dever de esclarecer ao povo monlevadense sobre atual crise financeira, por que passa seu governo. Más, não convenceu. Segundo Prandini, a dívida de seu governo seria de 3,5 milhões. No entanto, o que se ouve nas rodas políticas da cidade é que a dívida da administração Prandini seria composta pela falta de repasse ao Hospital Margarida, pelo não repasse do recolhimento do INSS e FGTS de funcionários, pela falta de pagamento a fornecedores e a contratados, pela falta de cobertura do vale-alimentação, pelo descumprimento de obrigações com a Escon , pela falta de provisão mensal para o 13 º salário do funcionalismo e etc. Especula-se que a dívida real da Prefeitura supere os 4,5 milhões de reais, ou seja, 50% a mais do que o declarado pelo prefeito, no mínimo. O primeiro passo para se resolver um problema é encará-lo de frente, com o realismo e a seriedade que ele se apresenta. Minimizar acontecimentos de alta gravidade é transmitir o engodo que, inexoravelmete, voltará contra si mesmo. Parece que a vaia geral sofrida por Prandini na Cavalgada de Monlevade não ensinou ao prefeito que o povo não é bobo.

Comentário de um Leitor: Cultura

é o bicho! disse...

Não sou doutor em assunto algum. Apenas ministro aulas de Português e Literatura há 20 anos, por isso vejo-me com a responsabilidade de inteirar-me dos assuntos e temas das grandes áreas do conhecimento. E se tem um assunto que me preocupa muito e chama a minha atenção é Cultura. Assunto esse que, diria sem medo de errar, vem sendo destratado, isso mesmo, destratado por quem deveria cuidar do desse nobre tema. Como o 'chefe público' da área no nosso município parece não entender nada de cultura, devo concordar com as palavras acima alusivas.O atual "chefe público" de cultura foi meu aluno, no curso científico do CEJM, nos idos de 90 e parece não ter entendido o recado sobre cultura que sugeri a ele, quando da sua condução ao cargo, início do governo,ocasião em que liguei para cumprimentar-lhe e desejar bom trabalho. O contato foi por telefone e fui bastante claro quando lhe disse que cultura é exatamente tudo descrito acima e como tal deveria ser tratada, porém não é o que vem ocorrendo. A visão dele parece bastante equivocada pra não dizer simplista demais diante de um assunto tão importante e que garante a nossa defesa, nossa identidade, pois quando uma cultura é destruída ou ignorada, o povo fica desprotegido e facilmente pode ser dominado e até destruído. Sabemos também que todo povo se afirma como povo na medida em que consegue produzir essa fortificação, que fica sendo a razão mesma de seu existir. Alguém, na história e de quem não me lembro o nome, disse: "Cultura é a alma dum povo. Povo sem cultura é povo sem alma, sem identidade". É desnecessário dizer que quem assina essa importante pasta precisa entender de uma vez por toda que cultura é tudo o que o homem faz: maneira de falar (língua) a maneira de vestir, de morar, de comer, de trabalhar, de rezar, de se comunicar etc. E essa cultura fica sendo a sua garantia, sua defesa. Por tudo que tenho assistido em nosso município, percebo que estamos vivendo numa baita entressafra cultural por aqui.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O que é Cultura?

Vira e mexe, vejo alguém em Monlevade, e na maioria dos casos, pessoas que se dizem envolvidas e conhecedoras do assunto, abordar o tema Cultura de forma minimalista e, por tanto, equivocada. Aqui em Monlevade, cultura é apenas sinônimo de filmes, oficinas, shows, aulas de pintura e etc. A impressão que se tem é que a Cultura apenas serve para passar o tempo ou como forma de entretenimento. Ledo engano. Cultura é tudo para um povo. A antropologia define a Cultura como o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade. Portanto, corresponde às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comuns, se apresentam como a identidade de um povo. Ou seja, se um povo é desenvolvido é porque conseguiu construir uma Cultura que o colocou na linha do desenvolvimento.

Educação e Cultura

Todos sabemos que, por razões históricas e outra mais, somos um povo que se fez sob a cultura do pouco respeito às leis, de se levar vantagem em tudo, do jeitinho, do pouco estudo, do desrespeito ao próximo, da violência, da aversão ao conhecimento, do patrimonialismo, do fisiologismo, da corrupção e etc. Tudo o que, obviamente, vai contra ao sonho de um futuro, em que sejamos uma sociedade mais ordenada, menos antropófaga, mais educada, mais justa, menos violenta e, portanto, mais humana. Não há como se construir uma Cultura mais humana em João Monlevade ou em qualquer ponto do mundo, sem se abordar o tema educação pública de qualidade. É somente através da ferramenta Educação é que poderemos reverter o atual quadro cultural de antropofagia geral e recriar o novo paradigma cultural que nos leve ao tão sonhado desenvolvimento. Cultura e Educação devem estar sempre de mãos dadas. Do contrário, não passa de engodo ou de entretenimento apenas.

Comissionados

Um grupo de servidores comissionados da Prefeitura propôs o corte do vale-alimentação, pago mensalmente por meio do Esconcard. Ao que tudo indica, os comissionados estão dando o seguinte o seu recado à administração: faremos a nossa parte de sacrifício e esperamos que o governo faça a sua, para que o nosso 13 º salário seja garantido.

Comentário Perfeitíssimo de Um Leitor

é o bicho! disse...

Sou leigo em questões de Direito, mas em se tratando de coisa pública, acredito que por tudo que se colheu e com a prova materializada, visto que se constatou o gasto por meio de recibos, percebe-se claramente a prática de ato de improbidade administrativa, em prejuízo ao erário. O custo dessa utilização ilegal, imoral e acintosa, no que tange ao combustível utilizado, foi arcado pela municipalidade, sem contar a imoralidade e o ultraje de tal conduta perante a população Monlevadense.
Penso até que se poderia querer argumentar boa-fé, e acho que isso foi tentado, pelo que fiquei sabendo “an passant” e querer,também, argumentar sobre a insignificância do valor gasto com combustível, mas mesmo a falta de responsabilidade com o trato da coisa pública – importa em ato ilegal e imoral – o que deveria possibilitar sansões legais pertinentes, atentando-se para a circunstância relevante de que a obrigação de ressarcir o dano, integralmente, dar-se-á sempre, seja este causado por ação ou omissão, dolosa ou culposa, pouco importa. Acredito ainda que esse tipo de conduta e outras no sentido de tornar vulnerável a economia do município tem sido uma constante, pois os atrasos no pagamento de diversos serviços e até de folha de pagamento parecem corroborar atitudes irresponsáveis e dessa natureza.
Doutor, corrija-me se eu estiver errado. No mais, saiba que leio seu blog com uma frequência natural e gosto de muitas das suas idéias, pois contribuem para que me torne cada vez mais politizado.

domingo, 15 de agosto de 2010

Abastecimento Ilícito

O episodio do abastecimento ilícito, entre outras coisa vergonhosas, comprova quanto envolta em altíssimo risco tem sido a relação PV/PT, em Monlevade. Está fora de cogitação a culpa do ex-secretário de Planejamento do governo Leonardo Diniz, João B. Santiago. Ele veio, voluntariamente, a Monlevade ministrar palestra sobre orçamento participativo para o governo Prandini e, para tanto, pediu uma ajuda de custo para o deslocamento de Belo Horizonte, até nossa cidade. Da parte dele não há nada de imoral ou anti-ético. Qualquer um de nós faria o mesmo, sem que tivesse a consciência afetada, desde que o pedido fosse dirigido a algum partido. Errou foi a administração Prandini por ter pago com dinheiro público o combustível de um particular. A propósito: achei de uma hombridade, sem precedentes, o assessor de governo Emerson Duarte assumir para si a responsabilidade pelo erro do abastecimento. E o Partido dos Trabalhadores deve pesar bem o risco de emprestar seu nome e sua imagem a um governo do qual não participa das decisões, e que, por tanto, pode levá-lo a situações, igualmente ou ainda mais inesperadas e infames.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lider é Quem Agrega

O apoio à candidatura do deputado Mauri Torres, anunciado, ontem, pelo único vereador do partido de Prandini (PV) na Câmara Municipal, o Pastor Carlinhos, somado ao fato de já ter havido uma quase total debandada de aliados de primeira ordem do governo e as presentes manifestações de repúdio realizadas por ex-apoidores do atual prefeito são a mais cabal comprovação de quão desagregador e anti-político é o modelo administrativo adotado pelo chefe do executivo municipal. Nem mesmo empresas familiares funcionam desta forma. Líder é quem agrega.

A Novela das Feiras

Sempre à vésperas de um data importante para o comércio, como natal, dias das mães ou dos pais, instala-se na cidade uma feira itinerante de malhas e couros, que, por não pagar imposto ao Município, vende seus produtos a preços bastantes atrativos, o que estabelece uma concorrência desleal para com os comerciantes locais. Já se tentou, por todas as formas jurídicas, impedir a instalação destas feiras na cidade, sem o menor sucesso. Num país capitalista, no qual o Estado possui como fundamento a livre iniciativa, proibir o comércio de bens lícitos é muito difícil. E o erro está aí. Proibir não é a saída. A saída é tributar as feiras. O item 12.08 da Lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 116 permite a cobrança de ISS às feiras itinerantes. Assim, na medida em que se tributassem as feiras, os preços de seus produtos ficariam mais salgados e menos atrativos ao público, o que ajudaria a restaurar a concorrência como o comércio local. Nesta oportunidade, em que se discute o novo Código Tributário na Câmara, seria interessante a criação de um dispositivo que determinasse tributação das feiras itinerantes. Seria um bom caminho.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Garçom, tire a conta da mesa e ponha um sorriso no rosto. Seria muita avareza cobrar do 11 de agosto: Aos Colegas Advogados, os meus Parabéns

Atenção Vereadores: Prefeitura Enche o Tanque de Carro Particular

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Conforme se pode constatar por meio do documento acima, na data de 22 de maio do corrente ano, a Prefeitura de João Monlevade pagou com o dinheiro de nossos impostos o abastecimento de combustível do veículo de placas GYV-8818, no valor de R$ 84.92 (oitenta e quatro reais e noventa e dois centavos). Recorrendo-se ao site do DETRAN, ficou confirmado se tratar de automóvel Ford Fiesta GL, ano/modelo 2000, de placa de Belo Horizonte. Pra pagar fornecedores, contratados e funcionários o governo está quebrado. Agora, pra encher o tanque de alguns, sobra dinheiro.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Espinhaço: Quem Fala Demais Dá Jornal Bom Dia à Cavalo

Na edição de hoje do jornal Bom Dia foi veiculada uma extensa matéria, envolvendo o Jornalista Márcio Passos e o radialista itabirano Zé Geraldo do Espinhaço, a qual reafirma o perfil editorial de ataques pessoais adotado por aquele veículo de comunicação. Sem entrar no mérito específico de um ou de outro, uma coisa me chamou a atenção: na página 5 do Bom Dia foi apresentado um retrospecto da atuação profissional do Espinhaço, em Itabira. E naquele contexto, o próprio Espinhaço afirmou que “o meu jornal era o que mais faturava na prefeitura..., mas em troca eu tinha que atacar a oposição”. Ora, diante de tal afirmação, o Espinhaço acabou revelando, publicamente, a forma com a qual exerce sua profissão, forma esta que não parece ter sido abandonada, em sua atuação em João Monlevade. Nestas vésperas da Cavalgada monlevadense, mais do que nunca, um dito popular parece-me bem adequado: quem fala de mais dá jornal Bom Dia à cavalo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

E o Prefeito, Alguém Pode Demitir?

Li um texto no blog Piolho de Cobra, que nos trouxe, hoje, uma interessante especulação: e o prefeito alguém pode demitir? No sistema parlamentarista, via de regra, basta que o Executivo perca a maioria no Legislativo para que o governo seja dissolvido. No sistema brasileiro, o presidencialista, muito mais rígido que o primeiro e também aplicado aos municípios, para que o prefeito seja “demitido” é necessário que a Câmara de Vereadores instaure um procedimento político-administrativo formal: o impeachment, o que, obviamente, depende de uma configuração política favorável, na casa legislativa. Imagino que, depois das eleições deste ano, muita coisa mudará na Câmara. Pode-se dizer que, a partir de Janeiro do próximo ano, o Legislativo monlevadense passará por uma decantação política e alguns que, até o momento, pareceram suspensos, assentaram em seus devidos lugares. E está claro que o lugar devido de cada qual será determinado através de como a opinião pública avalia o governo Prandini. Como a reprovação ao governo tem batido recordes históricos, criou-se uma reta ascendente que aponta para um futuro conturbado para Prandini, no qual impeachment e outras coisas mais não podem ser descartadas

Divulgação de Imagem: Passo Mal


Blog Bonecópolis, A Terra dos Bonecos Aloprados

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pastor Carlinhos Desmente Apoio a Mauri

Acabo de entrar em contato com o Vereador Pastor Carlinhos (PV) e o mesmo me assegurou que desconhece que a Assembléia de Deus tenha fechado apoio à candidatura do deputado Mauri Torres (PSDB). Ao contrário dos rumores que permeiam o cenário político monlevadense, Pastor Carlinhos deve apresentar a coerência que lhe tem sido própria, apoiando candidatos de seu partido. O único vereador pevista da Câmara Municipal tem se destacado por se colocar contrário a várias posturas adotadas pelo governo Prandini, também do PV. E é, justamente, através de sua atuação na Câmara que Pastor Carlinhos vem demonstrado coerência e sensatez política, uma vez que o projeto político-administrativo adotado pelo atual governo tem, aos olhos de todos, se distanciado muito daquele que foi prometido ao povo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

BR 381 e o Voto Distrital

O descaso de nossos governantes para com a calamitosa situação da BR 381 é mais uma amostra que nosso sistema político-eleitoral, definitivamente, não funciona. O atual modelo político brasileiro não permite que se estabeleça um vínculo entre os representantes e a vontade dos representados. Clamamos pela duplicação e ninguém nos ouve. A quem devemos procurar? Quais são os deputados responsáveis pela 381? A resposta está no voto distrital. Baseado num sistema majoritário, o voto distrital para pressupõe que os estados sejam divididos em pequenas regiões, para qual cada partido apresenta um candidato e o mais votado é eleito. Assim, no caso da Br 381, os deputados eleitos pelas regiões atendidas pela Br seriam seus responsáveis diretos e não haveria condições para se esquivarem, como ocorre hoje. Seria, então, mais fácil mandar para o deputado um email do tipo: A região do Médio Piracicaba, pela qual vossa excelência foi eleito, não suporta mais sofrer com atrasos, prejuízos e perdas de vidas humanas causadas pela falta de segurança e de condições de tráfego na Br 381 e a culpa é sua.

Esvaziamento de Valores

Nosso país tem sofrido de um terrível mal, que a cada dia se enrobustece mais, sem mesmo que a grande maioria de nós o perceba. Estou falando do incompreensível esvaziamento de valores que atinge nossa sociedade. Para quem consegue enxergar este fenômeno fica a sensação de incompreensão, pois, certamente, torna-se muito difícil enxergar, diante de tal contexto um futuro que nos seja, no mínimo, favorável. No entanto, se analisarmos o nosso passado e o presente, entenderemos as raízes de tão grave problema. Até a década de 30, o Brasil ainda conservava, em sua plenitude, aquelas velhas estruturas coloniais. E a principal delas era a Igreja. A Igreja era a grande mídia. Todas as relações, eventos, encontros e estruturas sociais se concretizavam, de uma forma ou de outra, através da Igreja. E a Igreja, apesar de todos os seus defeitos, que hoje estão mais explícitos, funcionava também como indiscutível parâmetro de valores. De lá pra cá, a Igreja vem perdendo sua influência e, hoje, a grade mídia é a televisão, principalmente, a novela. E a televisão brasileira, como é dependente da publicidade, que por sua vez é dependente do consumo, não tem porque se preocupar com a transmissão de valores. Cabe ao Estado exigir que à grande mídia brasileira assuma seu papel como disseminadora de valores morais em sua programação, assim com ocorre nos países desenvolvidos. Para se ter uma idéia, na França o Ministério da Cultura não permitiu que o programa Big Brother fosse transmitido pela TV aberta. Segundo o Ministro, seria inaceitável que o povo francês fosse submetido a tamanha alienação. Big Brother, na França é só na TV a cabo. Recentemente, o governo Lula tentou regulamentar a televisão brasileira, buscando-lhe um caráter mais educativo, mas foi tudo encarado como censura, na confusão de sempre,típica a este país.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Comentário de um Leitor: Blog Democrático

Luís Gustavo disse...
Fernando, concordo plenamente com você. O mesmo "indivíduo" publicou nota no blog dele dia desses, dando a versão do presidente do PV sobre uma possível manifestação contra o prefeito. Postei comentário chamando a atenção dele, por um simples motivo: a fonte pouquíssimo confiável que ele usou comprova a absoluta falta de profissionalismo e completa imbecilidade do tal blogueiro. Claro que previ, no próprio texto, que o blog democrático não publicaria o comentário. Pimba! Acertei na mosca. Na verdade, o tal sujeito seria risível, se não fosse tétrico.

Blog do Leunam

Como bem me lembro, o Jornalista Marcelo Melo já escreveu que prefere deixar as análises políticas por conta de Márcio Passos. No entanto, ultimamente, o Grande Melo tem escrito vários textos em seu blog que demonstram discernimento, forte sensibilidade e aguçada visão política. Só pra recordar,já em maio deste ano, o Melo recomendou ao prefeito: “ ... muitas vezes uma crise política machuca muito mais que uma crise administrativa.”

Comentário de um Leitor Extraído do Blog do Marcelo Melo: "E o Movimento"

O que se pode esperar de um partido que adora ressaltar suas lideranças denominando-as de ‘os meninos’? Nunca vi tanta confusão na minha vida, em um partido que chegou com o discurso de inovação aqui em Monlevade. O prefeito parece uma ‘p…’ de luxo e a cada novo episódio envolvendo as confusões do governo, ele dá sinal para novo apoiador. E o PT tá lá quietinho segurando a batata que está no forno. Eu fui um dos que foi contra essa coligação. O PT é muito maior que esse PV e serviu apenas de trampolim e pode se enterrar por causa disso.

Concordo com a alguns pevistas dissidentes. Lá não tem democracia. Tem quem manda e quem obedece; o prefeito e seu assessor de governo, não necessariamente nesta ordem. E a lista dos prováveis apoiados pelo prefeito cada dia cresce mais: José Fernando (governador), Hélio Costa (governador), Anastasia (governador), Dilma (presidente), Marina (presidente). Para deputado o prefeito já falou em Leonardo Monteiro (PT), Leonardo Matos (PV), Agostinho Patrus Filho (PV), Alexandre Silveira (PR) e a lista já vai esticando.

Agora a eleição pode ser o divisor de águas, pois o prefeito vai ter que sair do muro e dizer finalmente quem está apoiando para Presidente, Senador, Deputado Federal e Estadual. Vem mais racha por aí. Pode esperar”.

Carlos Silva – João Monlevade

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Enquanto Isso, no Gabinete do Prefeito

Blog Democrático: Eta Gente Burra, Sô

O Jornalista Márcio Passos já disse que quem tem o hábito de escrever deixa sua impressão digital quando escreve. Pois é, há algum tempo tenho recebido, aqui no Monlewood, uma torrente comentários anônimos com conteúdo, verdadeiramente, impublicável. As vezes, quatro por dia. São ataques pessoais, ofensas, histerias, palavrões e muita verborragia. Passei a salvar tais comentários e a analisá-los, cuidadosamente, um por um, em busca daquilo que Márcio Passos escrevera. Foi então que encontrei neles. Além de vários erros de português, os tais comentários sempre terminavam com uma pequena frase jocosa do tipo: “Passo mal”, “Eta gente sofrida” ou“Vai entender”. Confrontando este estilo de redação com a dos demais escritores habituais da cidade, cheguei a desconfiar de um, que é bom dizer, já coleciona alguns processos judiciais, justamente, por ser incapaz de apresentar idéias em seus textos, não lhe restando senão a triste e limitada opção da ofensa e da difamação injusta. Como se já não bastasse já ter sido descoberto por suas digitais, o próprio malfeitor covarde comprovou sua autoria, indignando-se, porquanto seus comentários infames não eram publicados neste Blog. Foi quando comentou no Monlewood: “seu Blog não é democrático. Você só publica o que te interessa.” E vejam só como são as coisas. Imediatamente, após este último acontecimento, eu me deparo com um blog da cidade, no qual foram acrescentadas as seguintes frases a seu título: NÃO BASTA CRIAR UM BLOG. É PRECISO SER UM BLOG DEMOCRÁTICO. Eta gente burra, sô!

domingo, 1 de agosto de 2010

Lula Oferece Asilo a Iraniana

Sempre vi com certa reticência a aproximação entre o Governo Lula e o Irã. Afinal, o Irã é um país longínquo, há mais de 10 mil quilômetros do Brasil. É uma teocracia islâmica xiita, com a qual temos quase nenhuma relação ou afinidade. Nem mesmo árabe é o Irã. Eles são arianos de origem persa. O vocábulo “iraniano” tem sua origem no termo “ariano”, aqueles mesmos da raça pura de Hitler. O governo do Irã, inclusive, já declarou abertamente que Israel deve ser varrido do mapa e tem empenhado todas as forças nacionais para produzir a bomba atômica. Não é por menos que o país dos Aiatolás encabeça a agenda internacional dos Estados Unidos. Mas ontem, num comício de Dilma, em Curitiba, o presidente Lula ofereceu abrigo político para a iraniana Mohammed Ashitiani, de 43 anos, condenada à morte por apedrejamento em razão de suposto adultério. "Eu tenho que respeitar a lei de um país, mas se vale minha amizade e o carinho que tenho pelo presidente do Irã (Mahmoud Ahmadinejad) e pelo povo iraniano, se esta mulher está causando incômodo, nós a receberíamos no Brasil", disse Lula. Ora, se realmente o asilo for concedido, significará que todo o risco que se pode esperar das relações entre Brasil e Irã talvez valha a pena.