Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

domingo, 31 de julho de 2011

Fabiana de Menezes Soares da Rua Ricardo Leite

Pimenta no olho é refresco: um exemplo do descaso pela comunidade monlevadense

Fabiana de Menezes Soares*

Há cerca de dois meses acompanho a luta da vizinhança na Rua Ricardo Leite, conhecida conhecida como Rua da Prefeitura. O motivo é sentimental, cresci ali, meus pais lá vivem, os médicos que frequento atendem por lá. A gente sai de Monlevade e Monlevade não sai da gente. Meus pais, Vicente Soares e Guiomar de Menezes Soares, hoje aposentados, prestaram e ainda servem à comunidade monlevandense.

O lugar, a dois passos da Av Getulio Vargas, ganhou recentemente um restaurante/bar que conta com musica ao vivo em área residencial, com prédios públicos, clínicas de saúde. O comércio existente fecha suas portas no fim do horário comercial.

Nada contra um local para encontrar os amigos, relaxar depois de uma jornada de trabalho, este é exatamente o ponto : depois de aproveitar as pessoas voltam para casa…para descansar. Ocorre que as casas não saem do lugar, ao contrário das pessoas, que depois da diversão querem o sossego. Esta escolha foi tirada, arbitrariamente, dos moradores que agora perdem sua qualidade de vida, têm para dizer o mínimo.

Ninguém quer tentar dormir com uma música alta, pneus cantando, gente falando alto. O direito de propriedade é garantido constitucionalmente e suas limitações levam em conta o bem comum.

Será que os proprietários do estabelecimento, ao elaborar o seu plano de negócios levaram em conta a adequação entre o local e a verdadeira natureza do empreendimento ?

Não obstante o perfil da área, o estabelecimento noturno obteve um alvará para funcionamento como restaurante.

Depois de uma mobilização dos moradores junto ao Ministério Público local, e de uma sequência de boletins de ocorrência por atentado ao sossego público, visto que a Prefeitura ignorou sua competência fiscalizatória, os proprietários do estabelecimento assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta-TAC, que lhes impõem multa como consequência á violação de direitos.

A finalidade do TAC foi a adequação da atividade comercial à legislação municipal e federal de proteção à qualidade de vida, principalmente àquelas referentes à poluição sonora.

Curiosamente, apesar das louváveis iniciativas de transparência e governo eletrônico do executivo municipal, não é encontrado no site da Prefeitura de João Monlevade nenhuma legislação que disponha sobre o zoneamento urbano daquela área. A adequação entre o lugar e o tipo de comércio existente deve estar presente na motivação do alvará por força de norma constitucional.

Por sua vez, no site da Câmara Municipal, órgão legislativo e de controle dos atos do executivo, não há qualquer menção ao Plano Diretor de João Monlevade, à disciplina do zoneamento urbano que especifica o uso e as atividades no solo urbano.

Onde está a obediência aos princípios de participação popular, transparência, publicidade contidos também no Estatuto da Cidade ?!

Parece que o senso comum de que as cidades do interior têm qualidade de vida melhor mostra-se uma ilusão, pois os cidadãos, vale a pena lembrar, ELEITORES, são entregues à sua própria sorte por aqueles que deveriam zelar pelo bem comum, por força de competências constitucionais e da Lei Orgânica do Município de João Monlevade. Ainda bem que existe Ministério Público.

A sabedoria popular expressa nos ditos populares resume bem a raiz do problema :
« Pimenta nos olhos dos outros é refresco »

* Monlevadense, mestre e doutora, profa da Faculdade de Direito da UFMG onde coordena o Observatório para qualidade da lei que desenvolve metodologias para planejamento legislativo e regulatório.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Breve Giro Fotográfico pela Região: Cocais, Catas Altas, Nova Era, Serra do Caraça e Ravena

Capela de Santana, Cocais, distrito de Barão de Cocais.

Capela de Santa Quitéria, Catas Altas.

Igreja Matriz de São José, Nova Era.

Câmara Municipal de Nova EraSerra do Caraça, vista do alto da Serra do Seara em João Monlevade.

Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Ravena, distrito de Sabará.Igreja de Nossa Senhora da Assunção, também em Ravena.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Exemplo de Mau Cidadão


Há cerca de 30 dias, um péssimo exemplo de cidadão descartou, às margens da Av. Gentil Bicalho, uma grande quantidade de entulho, sucata e lixo, ou seja, uma sujeira colossal , na qual se destaca o grande volume de isopor, material reciclável que leva, em média, 400 anos para se decompor na natureza. Esse é daquele tipo de espertalhão muito comum nos dias de hoje, cuja estirpe funciona, incessantemente, como uma máquina que se supõe predestinada a levar vantagem em tudo. Só não sabe o malfeitor que aquilo que ele chama de vantagem atinge toda a sociedade, na a qual ele e todos os demais cidadãos se apóiam. É falta de educação e equívoco ético. No final das contas, ninguém ganha como isso, nem mesmo aquele que se julga esperto demais para cumprir a lei ou, pelo menos, fazer valer o bom senso. A alguns parece faltar a compreensão de que a cidade é o nosso lar, no qual moramos e vivemos e que, portanto, quanto mais cuidarmos dela, melhor serão o nosso bem estar e a nossa qualidade de vida.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Finanças

"As finanças, meus amigos, são o espelho dos governos, espelhos não somente da sua idoneidade administrativa, mas da sua moralidade. No indivíduo mesmo, a economia, bem entendida e bem regida, é a flor de quase todas as outras virtudes: a sobriedade, a previdência, a modéstia, a ordem, a independência, a honestidade, o respeito do homem aos seus próximos e a si mesmo. Suponde juntas estas prendas, e delas decorrerá, espontaneamente, a moderação, a parcimônia, o tento no despender. Abstrai-lhes do concurso, e ireis dar no desperdício, na prodigalidade, na dissipação."


Rui Barbosa

Mudança de Opinião

Em um meio que vive de expressar opiniões, na maioria dos casos, construídas sob o alicerce de fatos que se renovam o tempo todo, “dinâmica” parece ser a palavra chave. Este blog já mudou de opinião algumas vezes. Más, nunca transgrediu seus princípios para tanto. Foi o que aconteceu no final de abril de 2010, quando o Monlewood, no que tange a política, deixou de ser um blog de crítica, pretensamente, construtiva em relação ao governo Prandini e passou a ocupar o seu lugar de oposição. Naquele momento, já se passavam mais 30 dias da reversão do resultado de cassação de Prandini no TER de Minas, tempo que julguei mais do que suficiente para que fosse efetivada a dura e necessária revolução interna, sem a qual o governo jamais responderia às expectativas do eleitor monlevadense. E foi o que não aconteceu. As mudanças não vieram e o resultado está aí, saltando aos olhos de todos. Mudei de opinião naquela ocasião, porque tive a certeza de que aquele modelo era, no mínimo, anti-político e, portanto, incompatível com a Prefeitura de um Município tão complexo como o de João Monlevade. Foi quando publiquei o texto Programa de Governo Oculto de Prandini, que teve muita repercussão. Em janeiro deste ano, por exemplo, fui chamado ao gabinete para ouvir da boca do prefeito que “tínhamos muito mais semelhanças do que diferenças e que juntos poderíamos fazer muito mais por João Monlevade do que separados”. Mas, era tarde. Eu já estava convicto de minhas opiniões em relação à atual administração, desde abril de 2010, como dito acima. Não sou mais aquele idiota que entregou de bandeja tudo o que acreditava para um par de canalhas hematófagos. Talvez, o tempo seja o maior condutor das mudanças salutares de opinião. O triste é assistir pessoas, que estão sempre esbravejando sobre o que dizem ser, inclusive, sobre tempo que já percorreram, mudarem de opinião após uma visita no gabinete.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Próxima Crise Prandinista

Quem possui um mínimo de interesse político sobre o mundo que nos cerca já deve ter se perguntado: o que teria levado aquele, até então, jovem promissor e pretenso político, que falava em mudança e renovação, a alcançar a situação de calamidade geral em que se encontra hoje? Realmente, confrontando-se o discurso de antes de eleito com o atual resultado político-administrativo do governo Prandini, o resultado conforma uma discrepância de tal magnitude que apenas mais e mais indagações vão surgindo, umas atrás das outras, numa sucessão de porquês, sem respostas. No entanto, analisando as opções e escolhas, efetivamente, trilhadas por Prandini e seu gabinete, em todos os episódios, desde a vitória nas urnas, as coisas vão se desanuviando a ponto de se revelarem, nitidamente, na certeza de que tudo não passara de um projeto pessoal de poder. Um projeto que parece correr contra o tempo para sugar de alguns poucos desavisado restantes até a última gota de sangue e que se sugere como ávido por se aproveitar e se favorecer da coisa pública como puder. Parece um saque de quatro anos, em que tudo que pode ser passível de proveito vai sendo sugado pelo sorvedouro prandinista. E é deste pano de fundo que se haverá por surgir a próxima crise do governo: a Moral.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Prefeito não Cumpre Promessa de Campanha e é Assassinado, no Vale do Rio Doce

Portal G1, Minas Gerais:

A Polícia Civil apresentou, nesta quarta-feira (20), um dos suspeitos de envolvimento no assassinato do prefeito de São Sebastião do Maranhão, no Vale do Rio Doce. Gildeci Gomes Sampaio foi morto em outubro de 2009. O comerciante Ademar Oliveira Leal, que estava na casa do prefeito, também foi assassinado.
De acordo com as investigações da polícia, o homem apresentado nesta quarta-feira (20) seria o responsável pela contratação do homem que matou o prefeito. O irmão dele, Geraldo do Nascimento dos Santos, que é vererador na cidade, seria, segundo a polícia, o mandante do crime e está foragido.
O delegado de Santa Maria do Suaçui, Emerson Morais, disse que a motivação do assassinato seria política. “Antes da campanha eleitoral, a vítima havia prometido várias regalias ao vereador, inclusive o cargo de presidente da Câmara Municipal. E, após a eleição, depois de eleito, virou as costas para os correligionários”, explicou.


Ainda bem que Monlevade não é São Sebastião do Maranhão... ainda bem!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Da crise Financeira de 2008 à Queda de 28 milhões na Receita de 2011

Para o gabinete prandinista, todas as mazelas de seu governo se explicam na Crise Financeira de 2008 e, consequentemente, na queda da receita corrente líquida. Invariavelmente, a culpa pelo não cumprimento do piso do professor, pela falta de recursos para contrapartidas em obras de convênios, pelo atraso de repasses para o Hospital Margarida e etc é sempre da danada da receita. O governo nunca fala em contingenciamento orçamentário ou corte de gastos. No ano de 2009, por exemplo, Prandini tomou posse em meio a pior crise financeira mundial, desde o crash da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929. Era um momento de cautela absoluta para com os gastos públicos. Mas, ao contrário, o que se viu foi uma gastança generalizada: 500 mil reais para Cavalgada, uma fortuna para o aniversario da cidade, a criação de duas novas secretarias (Esportes e Meio Ambiente), aumento de transferência e etc. Tudo isso, num momento de queda brusca de atividade econômica, o que, por si só, já colocava como certa a queda de arrecadação. Assim, com apenas um ano de exercício de mandato, Prandini colocou a Prefeitura à beira da bancarrota. Alguns poderiam dizer que a inexperiência foi o que pesou, naquelas circunstâncias. Certamente, pois todo governo novo é inexperiente. Más, não foi o único fator. O que faltou, essencialmente, foi traquejo, sensibilidade, liderança e uma boa dose de realismo, o que, sabemos, não é muito comum nesta administração. E de lá pra cá, incompreensivelmente, o que se viu foi ainda mais insensibilidade para com a fragilizada realidade financeira, que a gestão prandinista impôs ao Município. Volumosos gastos com viagens, passagens aéreas e hospedagens do prefeito e assessores em estabelecimentos de alto luxo, 1 milhão e meio da verba da Educação para a inoperante Prandiniet e outras irresponsabilidades mais, parecem ser a estocada final do que sobrou do erário. Agora, pressionado pela greve do Magistério, vem a público o secretário da fazenda e declara que a receita, sempre a receita, do corrente ano vai sofrer uma queda de R$ 28 milhões, obrigando-me a transcrever parte do texto publicado aqui no Monlewood em 20 de junho:

...Dentre os vários elementos de fantasia já engendrados pelo gabinete prandinista, certamente, um dos maiores deva ser a Lei Orçamentária do atual exercício fiscal, na qual se previu uma receita de mais de 152 milhões de reais, contra os 120 milhões previstos para o ano passado. Trata-se de uma diferença absurda de mais de 32 milhões, de um ano para o outro, sem que houvesse um fundamento, minimamente, fático para tal. A confecção de uma peça orçamentária, na qual se previu uma receita tão fictícia se explica na dificuldade do governo em implementar um mínimo de planejamento na execução do Orçamento Municipal, pois quanto mais se incha, artificialmente, a receita prevista, maior será a amplitude do remanejamento das dotações orçamentárias, possibilitando ao agente público uma maior libertinagem quanto à sua execução. Em outras palavras, majorar, ficticiamente, a receita é uma das mais descaradas formas de se driblar o planejamento orçamentário imposto por lei...

Vale a pena também ler o texto intitulado Orçamento/2011, de 15 de outubro de 2010.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Release Prandinista


Bairro JK, o exemplo mais alarmante do crescimento desordenado do Município na administração Prandini. Prédios erguidos, do dia pra noite, colados uns colados nos outros, criando um grande adensamento imobiliário, o que, inexoravelmente, contribuirá para aumentar ainda mais os problemas urbanos já vividos na centro cidade.

Ontem, o blog do jornalista e amigo Marcelo Melo publicou um release da Assessoria de Comunicação do governo Prandini, intitulado “Prefeitura investe 2,8 milhões em melhoria do abastecimento de água”. Além do início das obras de construção de uma rede de água de 1.200 metros de extensão, na Avenida Gentil Bicalho, o texto anuncia que já foram implementados, até o momento, 660 metros de novas redes no Município: 400 para reforçar o abastecimento do Bairro Baú e 260 para o Bairro de Lourdes, conforme se informou. Considerando os 660 metros de redes, até então, instaladas e a já ultrapassada marca de 900 dias de administração prandinista (902, pra ser exato), temos a surpreendente média de 73 centímetros de novas redes, por dia de governo. Ou seja, são três palmos de rede por dia, em que Prandini esteve no poder. Diante de tais números não fica difícil de entender o porquê da insistente falta d’água, em vários bairros da cidade. É a eterna dificuldade se fazer uma boa publicidade de um produto ruim. Outro fato que chamou a atenção no tal release foi a frase de efeito atribuída ao prefeito Gustavo Prandini, numa referência ao Bairro JK: “A obra atende uma necessidade em definitivo”. O que ele quis dizer com a expressão “ em definitivo”? Que nunca mais faltará água naquele bairro? Seria uma nova promessa de campanha para 2012? Aliás, seria muito mais producente se o prefeito que convenceu o eleitorado a confiar-lhe o voto, levantando a bandeira partidária do meio ambiente, entre tantas outras promessas vazias, voltasse seus olhos para a situação crítica de crescimento desordenado do Bairro JK, ao contrário de colocar sua já conhecida retórica naquilo que ninguém mais acredita que será cumprido.

terça-feira, 19 de julho de 2011

BR-381

A Rodovia da Morte faz mais uma vítima monlevadense. Não são apenas as famílias que vão perdendo seus entes queridos. Mas, é toda a sociedade que perde nesta carnificina terrível que parece não ter fim. Além dos prejuízos materiais e sentimentais que são mais óbvios, ainda há a perda social, esta mais velada, que se revela na morte prematura ou desnecessária de cidadãos e cidadãs com grande qualificação e/ou vasto histórico de trabalho, aptos para colaborar ou continuarem contribuído na transformação do Município com aquilo que fazem. São perdas humanas insubstituíveis, dentro da sentimentalidade dos mais próximos, e, na maioria das vezes, de dificílima substituição, dada a competência e a maestria com as quais exerciam suas atividades e seu trabalho dentro do quadro social.Enquanto a responsabilidade criminal não alcançar os agentes públicos, a tragédia vai continuar. A pergunta que se faz é a seguinte: existe responsabilidade por omissão (negligência) do Denit em tantas mortes na rodovia? Se a resposta for sim, alguém, lá do Denit, terá que responder por homicídio culposo (no caso, por negligência do agente público). Só, então, as coisas vão mudar. E isso não é mágica, não! Funciona assim em todo o mundo civilizado, onde se dá algum valor à vida humana.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Moreira no PSDB

A possível migração de Carlos Moreira para o PSDB pode ser encarada como um ato de preocupação do ex-prefeito, quanto a sua elegibilidade para o próximo processo eleitoral. Num primeiro momento, o péssimo e desastroso governo do prefeito Gustavo Prandini parece ter sepultado de vez qualquer projeto político voltado para a renovação de lideranças na cidade. De tal forma que a demanda do eleitor, num primeiro quadro, passa a ser por experiências já conduzidas no passado recente do Município e percebidas como bem distantes da calamitosa situação da atual, pois, sem dúvida, a administração Prandini é a pior que já existiu. Seria um contexto bastante favorável para o ex-prefeito, não fosse a imensa insegurança jurídica que permeia seu futuro político. O maltrato do erário, em seus oito anos a frente do comando do Município, levou Carlos Moreira a colecionar numerosos processos judiciais que já complicam sua possível candidatura para 2012. Moreira já teve, por exemplo, o bloqueio de seus bens, no valor de quase 3 milhões de reais, confirmado pelo colegiado do Tribunal de Justiça, o que poderia, em tese, inviabilizar sua pretensão de se eleger, novamente, prefeito. Ademais, a quantidade de processos em que figura como réu é tão absurda, que mesmo que consiga se candidatar e vencer as eleições, seu mandato ficaria, eternamente, ameaçado pelo fantasma da cassação, pois, uma vez incorrendo na Lei da Ficha, mesmo que depois de eleito e diplomado, seu fim seria a perda do mandato. Ou seja, apesar de ser um nome, politicamente, forte diante das atuais conjunturas, é, juridicamente, muito incerto e inseguro. E é com base nesta insegurança que Moreira bate às portas do PSDB. Lá no ninho Tucano, está o nome de Teófilo Torres, presidente do partido e filho do deputado Mauri Torres e está também o de Guilherme Nasser, vereador municipal. Ocorre que ambos são nomes prováveis para substituir Moreira na corrida eleitoral, caso a Justiça Eleitoral negue sua candidatura ou aquele grupo político, simplesmente, reconsidere pelo imenso risco jurídico de um mandato moreirista, a essa altura dos acontecimentos. Dentro do PSDB, Moreira ingressa no páreo que lá está e vai tentar usar de todas as suas cartas para convencer seus pares a assumirem o altíssimo risco de sua candidatura, que pode reultar, inclusive, em possível cassação, e para isso, entre outras coisas, terá que neutralizar aqueles nomes que se colocam como alternativa para 2012, dentro do partido.

sábado, 16 de julho de 2011

O Dia das Minas de Ouro e os Campos Gerais dos Goitacases


Praça Minas Gerais, em Mariana (antiga Vila do Carmo e primeira capital de Minas). Nesta data cívica a capital dos mineiros é, simbolicamente, transferida de Belo Horizonte para o local do descobrimento do primeiro ouro. O Pelourinho no centro da praça confirma a autonomia administrativa própria de uma Vila Mineradora.

Hoje, 16 de julho, é comemorada a descoberta oficial do primeiro ouro nas Minas Gerais, realizada por Salvador Fernandes Furtado, no fim do sec. XVII, às margens do ribeirão que viria a ser batizado em correspondência à iconografia do calendário católico, que, naquela ocasião de descoberta histórica, consagrava o dia à evocação de Nossa Senhora do Carmo. E chamou-se o primeiro povoamento minerador de Arraial do Ribeirão do Carmo. Em 1711, após a sangrenta Guerra dos Emboabas, criou-se a Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, elevando-se os três primeiros arraiais, Villa Rica (Ouro Preto), Sabará e Ribeirão do Carmo (Mariana) à condição de vilas, esta última passando a abrigar a primeira capital das Minas. Em 1720, após o trágico episódio da Sedição de Villa Rica, foi então criada a Capitania das Minas de Ouro e dos Campos Gerais dos Goitacazses a fim de se impor maior controle da Coroa Portuguesa sobre a produção aurífera e a natureza revoltosa dos mineiros, transferindo-se a Capital para o mais intenso berço das revoltas: Villa Rica. Curiosamente, nota-se que na primeira denominação dada à capitania mineradora, o vocábulo “Gerais” fazia designação aos “Campos dos Goitacases” e não às “Minas”, ou seja, não eram as Minas que se colocavam gerais e sim os “Campos dos Goitacases”, uma nação indígena comum ao território mineiro. As Minas eram de ouro. Ao contrário da atual denominação, em que as “Minas” passaram a ser “Gerais” e, pelo desuso, foram suprimidos os “Campos dos Goitacases”. Leia mais nos links História das Minas de Ouro e Diamante. E viva a grandiosa e incomparável Civilização Mineira!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Macacada Congelada





Uma Ilha de Frio. Esta foi a aparência do Morro dos Macacos, localizado nas proximidades dos bairros Areia Preta, Vila Tanque e do pátio da Usina, na fria manhã de ontem. A Macacada está passando apertada com o friíssimo inverno!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Trânsito

Certamente, o caos que toma conta do trânsito monlevadense tem várias origens. São décadas de falta de planejamento, insuficiência de educação e preparo de motoristas e pedestres, ausência de um sistema de transporte público barato e eficiente que encoraje o cidadão a deixar seu carro em casa, carência da sinalização horizontal, falta de maior regulamentação e fiscalização, além do amadorismo e da aparente falta de interesse da administração Prandini em tratar do assunto, efetivamente, entre outras. No entanto, existe um fator físico, sem o qual a eventual solução de qualquer dos pontos levantados acima, em quase nada colaboraria para a minimização da crítica situação do trânsito. E o nome dele é espaço. Sem espaço, não há tráfego de veículos ou pedestres. A questão é newtoniana! Estamos desperdiçando um espaço precioso, quando estacionamos nossos carros nas vias do centro de Carneirinhos, principalmente, na Av. Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga. Não podemos mais nos dar ao luxo de comprometer um espaço que deveria ser destinado ao trafego com a comodidade de motoristas e comerciantes. É preciso que se retirem esses carros das vias, abrindo-se, assim, mais espaço para o trânsito fluir. Em alguns casos, o espaço hoje destinado ao trânsito poderia até se triplicar. E, concomitantemente, devem-se promover políticas públicas ou parcerias público-privadas voltadas para a implantação de estacionamentos que recebam estes veículos. E comerciantes e o motoristas também devem entender que o interesse público pela mobilidade há de se sobrepor aos interesses individuais de se poder estacionar o carro em frente ao comércio que se deseja.

Esquerda e Direita

Acabo de ler no blog do amigo Márcio Passos mais um texto que despertou minha atenção, desta vez, intitulado “Esquerda e Direita”. De autor desconhecido, o texto publicado no Blog Rapadura fez uma rápida analogia entre os dilemas vividos por uma estudante em seu cotidiano universitário e o histórico antagonismo existente entre Esquerda Socialista e a Direita Liberal. Seria tudo tão simples como foi colocado no texto, se não vivêssemos num país que se iniciou dentro do forte contexto oligárquico das Capitanias Hereditárias, que ainda amarga as conseqüências de quase 400 anos de escravidão e que passou por um período de Ditadura Militar, dos mais sangrentos, entre outras várias coisa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A 5ª Crise Prandinista

Desde seu início, o governo Prandini tem sido marcado por crises de toda sorte. Nada de anormal, em se tratando da seara político-administrativa. No entanto, o que mais chama a atenção é a completa apatia em se atacar os fundamentos das crises que lhe são apresentadas e que, por esta razão, somadas à falta de liderança e de diálogo, entre outros, vão se avolumando e se desdobrando em novas crises de diversas naturezas. Logo que tomou posse, Prandini começou a perder uma série de aliados, instalando-se, assim, a primeira crise: a política. Ocorre que, na maioria dos casos, os aliados perdidos foram substituídos por adversários de primeira ordem ou por pessoas alheias ao projeto político assumido por Prandini frente ao eleitorado. Em outras palavras, os soldados comprometidos com o projeto original foram substituídos pos indivíduos que nem mesmo o conhecia, o que resultou no início da segunda crise: a administrativa. Da crise administrativa, adveio a terceira: a financeira, que engessou a máquina pública, projetando-se de volta na crise administrativa, fortalecendo-a. Das três primeiras crises, somadas à falta de diálogo e prepotência, surge a quarta crise: a institucional, que se evidenciou no péssimo relacionamento entre governo e importantíssimos setores da sociedade civil organizada, como com a imprensa local, a Usina, a Caixa Econômica Federal, prestadores de serviço, permissionários e etc. E agora, das quatro crises até então instaladas, surge a quinta e talvez a mais relevante para quem pretende se reeleger prefeito: a crise de credibilidade. Ninguém mais acredita em nada que o governo faz, diz que vai fazer, ou, simplesmente, informa. E isso se concretiza de forma objetiva, com base apenas em tudo ou nada que o governo demonstrou até o momento. Para o voto é a pior das crises. É, por exemplo, a crise de credibilidade que explica o impasse vivido entre a Prefeitura, Sintramon e Educadores no contexto da greve do Magistério. As negociações não avançam, por que os envolvidos não acreditam em mais nada que é proposto pelo governo. E ainda mais crises podem surgir. O processo tende a ser sistêmico.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Planejamento Estratégico do Partido dos Trabalhadores

As atividades de Planejamento Estratégico, desenvolvidas pelo Partido dos Trabalhadores, neste último sábado, alcançaram um resultado excelente.
O debate democrático entre suas atuais tendências internas permitiu ao PT o levantamento de uma conjuntura política realista, na qual poderá se basear para suas tomadas de decisões futuras. O partido saiu mais unido e ainda mais convicto dos ideais e princípios que sempre nortearam sua história. Parabéns à presidente Dulcinéia pela iniciativa!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Greve do Magistério: Uma Reflexão para Pais e Alunos

Professores reunidos em audiência pública na Câmara de Vereadores.

Não são difíceis de imaginar os efeitos que a paralisação dos professores podem ter no cotidiano doméstico das famílias ou na expectativa do cumprimento do ano letivo dos alunos. No entanto, trata-se de um pequeno preço que deve ser pago, agora, para que, no futuro, se colha um benefício, infinitamente, maior. A greve do Magistério não pode ser enxergada apenas como uma luta salarial. Mas, sim como o primeiro passo para se alcançar a dignidade do profissional do setor e a tão sonhada Educação pública de qualidade. Senhores Pais, a implementação do piso nacional do Magistério em nosso Município, implicará, necessariamente, num maior aprimoramento da escola pública e, por conseqüência, num futuro muito melhor para nossos filhos e muito mais próspero para nossa cidade. E é pensando no futuro de minhas duas filhas, entre outras coisas, que eu apoio a greve dos professores.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Parabéns ao Jornal Bom Dia


O jornal Bom Dia do nosso amigo Dindão está completando 13 anos de estrada jornalística. Apesar dos pesares futebolísticos atuais, 13 é Galo, minha gente! Parabéns a toda equipe deste indispensável diário. A democracia monlevadense agradece! Não dá pra ver, mas na foto acima é o Dindão fazendo um rallyzinho. Entra na frente...,Pran !

Partido dos Trabalhadores: O que Ainda Pode ser Salvo

Assim como no cotidiano da vida, na política tudo também segue sua forma e seu momento certos. O tempo urge e já estamos a menos de 1 ano do início da campanha eleitoral que escolherá quem governará João Monlevade, no quadriênio 2013/2017. Para o Partido dos Trabalhadores, é chegada a hora impreterível de se definir diante do dificílimo cenário político-administrativo, experimentado pelo Município, nestes últimos 30 meses, o que, certamente, repercutirá, para além dos próximos 10 anos, bem ou mal, dependendo do que for decidido agora.
Assim, tem hoje, o PT a responsabilidade histórica de optar por caminhos que se apresentam em apenas duas vertentes: continuar fingindo que é governo em troca do cargo e do salário de primeiro escalão de alguns de seus membros ou romper, definitivamente, com esta malfada e enganosa aliança política, que nunca permitiu, de fato, que o PT colaborasse com sua experiência na administração municipal, pois jamais lhe fora admitida a participação em qualquer processo decisório deste governo.
Caso os atuais dirigentes escolham pelo pragmatismo fácil e mesquinho da primeira opção, estarão, literalmente, assinado a sentença de morte do Partido dos Trabalhadores em João Monlevade. O Partido vai se rachar e se fragmentar, sofrerá desfiliações em massa e muito, dificilmente, terá alguma sobrevida para depois desta desventura prandinista. Aquele precioso patrimônio político de quase 10.000 votos que possui em Monlevade, por exemplo, pela primeira vez, desde a eleição do Grande Leonardo Diniz, não será depositado em um candidato petista ou indicado pelo o partido, correndo o sério risco de nunca mais ser recomposto nas proporções que hoje existem. Será a dizimação quase total da base petista monlevadense e, consequentemente, do Partido dos Trabalhadores.
No entanto, muito ainda pode ser salvo, caso o PT faça a opção acertada pela ruptura. Não se pode ser ingênuo ou demagogo a ponto de se afirmar que a simples ruptura com atual administração deixará o Partido dos Trabalhadores incólume, pois, desde o início, cada desmando e cada trapalhada tomada sempre, unilateralmente, por Prandini tem resultando na projeção de um pesado ônus político para o partido. A esta altura dos acontecimentos, não há mais como o PT descolar, totalmente, sua imagem do governo Prandini. Mas, rompendo, o Partido dos Trabalhadores ainda pode salvar e preservar aquilo que tem de mais precioso: sua militância e sua grande base política em João Monlevade. Portanto, a hora é de se ouvir as bases. Uma base que vive um momento aflitivo e que, com razão, não compreende as razões que ainda mantém o PT ao lado de um prefeito que vem demonstrando, dia a dia, que não possui a menor afinidade política para com a militância petista que o elegeu. As bases clamam pela ruptura!
A oposição oportunista, por sua vez, certamente, chamará o PT de traidor e outras coisas mais. Mas, a verdade é que a traição política está é no prefeito Gustavo Prandini, que firmou com o Partido um compromisso de diálogo, de participação e de respeito e, após a vitória nas urnas, se encastelou em seu gabinete, dando as contas e subestimando o maior partido desta cidade. E, infelizmente, o resultado é este que aí está.
O momento é de união, coragem e decisão! Estando do lado de sua base e da verdade, o PT não tem com o que temer. De tal forma que deve agir da forma mais aberta, transparente e explicativa possível, sempre voltado para o povo, para sua militância e sua base política. É agora ou nunca, companheiros!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Alerta Geral: Prandini Veste a Máscara Eleitoreira, Novamente

Na terça feira passada, o jornalista Márcio Passos publicou em seu blog um texto bastante interessante e também reproduzido na edição do mesmo dia do Jornal A Notícia, intitulado “O Novo Estilo Tadeu”, com o qual discorreu sobre uma nova fase, aparentemente, mais propensa ao diálogo, que o governo prandinista estaria vivendo, a partir da substituição de Emerson Duarte pelo psicólogo Tadeu Figueiredo, na Assessoria de Governo. E para exemplificar, Passos citou, entre outras coisas, o encontro entre o prefeito e o Partido dos Trabalhadores, ocorrido na última quinta-feira, por iniciativa, justamente, do psicólogo de Ipatinga. O amigo e colega blogueiro Márcio Passos se fez coberto de razão e de muita pertinência. Mas, para quem esteve presente naquele encontro, depois de ouvido o discurso do chefe do Executivo, restaram-se claros e cristalinos os reais motivos que norteiam esta nova fase da administração Prandini, que, a bem da verdade, de nova não possui nada e, pelo contrário, já é muito bem conhecida, principalmente, pelos mais de 15.000 eleitores que, inadvertidamente, votaram nele no último pleito. Em outras palavras, Prandini vestiu a sua máscara eleitoreira, novamente, o não poderia ser diferente, tratando-se de um governante cego, fascinado pelo poder, a exato 1 ano do início da campanha eleitoral. É por isso, que não reunião de quinta-feira, o que se viu foi um Prandini moderado, com discurso conciliador, falando em projeto de 20 anos para a Esquerda Monlevadense, em abertura de espaço para o diálogo, em somar, em contribuir, em forma mais coletiva e participativa possível e etc, muito diferente daquela figura caricata, destrutiva e autoritalóide, revelada pelas urnas, há 30 meses. Agora e, só agora, munido de seu discurso vazio e de sua retórica já conhecida, Pranidini deixa o claustro do gabinete, rumo aos bairros, aos centros comunitários, às associações, aos partidos, às ruas e praças da cidade, repetindo as mentiras e os engodos de sempre, em sua tentativa inadjetivavel de se reeleger prefeito. O povo não merece isso!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Nepotismo Prandinista

Para quem se elegeu, propondo um projeto político progressista para o Município, a nomeação de sua irmã para um cargo de primeiro escalão, talvez, seja a maior comprovação de que suas propostas de campanha não passavam de descarada retórica vazia. Em situações muito específicas, não pouco incomuns em cidades de interior, a autoridade pública pode se ver diante da necessidade de contratar alguém, comprovadamente, competente, qualificado e experiente para determinado cargo da administração pública, mas, que por ser seu parente, acaba esbarrando no impedimento legal que proíbe a prática de nepotismo. Para estes casos, mesmo que remota, existe orientação jurisprudencial no sentido de se autorizar a contratação pretendida, baseando-se na razoabilidade que se desdobra no entendimento de que aquele alguém é, comprovadamente, tão qualificado para se dedicar a administração pública que apenas o fato dele ser parente da autoridade nomeante não configura, por si, impedimento para contratá-lo. Definitivamente, não é o caso da secretária de Saúde Polliana Prandini. Sob o ponto de vista objetivo, ela não se enquadra em nenhum dos requisitos que, remotamente, autorizariam a contratação de parentes próximos. Em outras palavras, ela só ocupa cargo de primeiro escalão no governo, porque é irmã do prefeito. Agora, leio na edição de hoje do Jornal A Notícia que a irmã de Prandini tem gasto uma fábula em despesas e diárias de viagem, além de outras irregularidades no uso do dinheiro público. É este o governo progressista prometido por Prandini, repleto de práticas políticas arcaicas, do tempo das Capitanias Hereditárias e dos coronéis patriarcais, como este exemplo de nepotismo descarado, entre outras coisas.

Coisa Horrorosa


Não há como fazer um bom omelete sem se quebrar alguns ovos. Mas, medidas mitigatórias e/ou compensatórias podem e devem ser tomadas. Além da grande quantidade de veículos pesados nas ruas, da enorme movimentação de terra e da elevada suspensão de poeira no ar, o processo de duplicação da Usina tem também rendido fortes impactos sobre a silhueta urbana monlevadense. Exemplo disso é a poluição visual imposta pela horrenda torre de transmissão elétrica (foto), instalada pela ArcelorMittal às margens da Av. Getúlio Vargas, na altura do Bairro Areia Preta. Este monstro de metal esvazia os olhos e, certamente, daria muito trabalho a Dom Quixote de La Mancha e seu fiel escudeiro, Sancho Pança.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Frase de Início de Semana

"Somente em governos em que a Esquerda esteve no poder, como é o caso do nosso e do de Leonardo Diniz, é que a ocorrência de greves foi permitida."


Frase do prefeito Gustavo Prandini, descaradamente, proferida na reunião de quinta-feira passada com o Partido dos Trabalhadores. Ora, se o governo Prandini é de esquerda e, portanto, permite greves, por que diabos Prandini esteve no Centro Educacional suprimindo, com as próprias mãos, cartazes de grevistas?

Resultado da Quinta com Prandini

A iniciativa do prefeito Gustavo Prandini de se reunir com o Partido dos Trabalhadores, na última quinta-feira, não fugiu muito do que havia sido previsto aqui, no Monlewood. Escoltado por sua tropa de choque, composta por secretários de dentro e fora do PT, Prandini, finalmente, se dispôs a apresentar ao Diretório Municipal seu novo assessor de governo, o psicólogo de Ipatinga, Tadeu Figueiredo. E como não poderia deixar de ser, agora, faltando, exatamente, um ano para início da campanha eleitoral de 2012, o chefe do Executivo convidou, formalmente, o PT para conhecer sua versão do impacto da greve dos servidores e educadores na folha de pagamentos da Prefeitura e veio usar de sua esvaziada retórica para falar em união, participação, grupo, continuidade do projeto da Esquerda, forma mais coletiva possível, somar, contribuir, espaço para diálogo e bom momento político-administrativo. A iniciativa não foi de toda ruim. Mas, é natimorta em tempo e modo. Tivesse inciado um processo abertura de seu governo, no mais tardar, logo após a reversão da cassação de seu mandato no TRE, as coisas, certamente, não teriam chegado ao ponto em que estão e ainda haveria tempo hábil que encorajasse o envolvimento do Diretório na correção dos rumos tomados pelo gabinete Prandinista. Por isso errou no tempo. Não há mais prazo para as necessárias mudanças. Errou também no modo, porquanto a iniciativa, só agora, tomada por Prandini se revela de cunho, claramente, eleitoral. Se Prandini, realmente, pretendesse colocar o PT junto ao processo decisório de sua administração, o teria feito na recente oportunidade da substituição de seu assessor de governo, permitindo que o Diretório Municipal deliberasse e indicasse o nome do substituto formal de Emerson Duarte, o que não ocorreu. O nome de Tadeu Figueiredo foi engendrado pelo gabinete prandinista em total revelia do Partido dos Trabalhadores. Assim, ficou claro que o interesse do prefeito não é o de abrir o diálogo, pois, como dito, sempre se furtou ao mesmo no momento em que poderia realizá-lo. O interesse de Prandini é no patrimônio político-eleitoral de 10.000 votos que o PT tem em Monlevade para se lançar à reeleição. Em outras palavras, é mais um fato que comprova que para o governo prandinista o Partido dos Trabalhadores não passa de uma legenda de aluguel, que pode ser comprada por meia dúzia de cargos no primeiro escalão. E isso, a militância não pode aceitar.

domingo, 3 de julho de 2011

Morre o Grande Articulador da Estabilidade Monetária


Enquanto Fernando Henrique Cardoso é considerado como o pai do Plano Real, Itamar Franco deve, sem dúvida, ser reconhecido como o grande articulador do pacto nacional que resultou no controle inflacionário da moeda brasileira. Afinal, não se alteram as bases da economia, de maneira tão drástica, sem que exista um grande entendimento entre os mais variados setores da sociedade nacional. Além disso, o ex-presidente da República, ex-governador de Minas e senador Itamar Franco se destacou por seu jeito mineiro e honesto de fazer política, apesar do avantajo topete que atestava seu temperamento forte e combativo. O país inteiro está em luto e Minas perde uma de suas maiores figuras no cenário político nacional.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Frase da Semana

Registro fotográfico de Martin Luther King, o maior ativista pelos direitos civis dos negros norte-americanos, em seu discurso histórico na Marcha de Washington, em 28 de agosto de 1963: I have a dream!


"O que me preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética. É o silêncio dos bons."


Frase de Marthin Luther King, extraída do texto intitulado O Menino Mandão, de autoria da professora molevadense Rúmia Lourdes de Souza Castro e publicado na edição desta sexta-feira do Jornal A Notícia.