Na disputa do atual provedor do HM contra a AAHM, quem deve deixar o Hospital?

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Dívida Prandinista Traz mais Incerteza quanto ao Piso do Magistério

Como se não bastasse toda a enorme dificuldade em encorajar os governantes estaduais e municipais a cumprir a lei federal que estabelece o piso nacional do professor ou a triste lembrança dos absurdos episódios de autoritarismo e de insensibilidade do governo Prandini em relação à extrema prioridade de valorização dos professores.
Agora, o cumprimento do piso salarial, em João Monlevade, nos moldes da lei municipal 920, possui um novo e robusto inimigo: a enorme e descontrolada dívida do Município, que já é estimada em assustadores 20 milhões de reais.
Considerando o montante atual da dívida prandinista, já é certo que, além das barreiras políticas já vivenciadas em relação ao cumprimento do Piso do Magistério, os professores da rede pública monlevadense também terão que enfrentar a justificativa plausível de um grande aperto financeiro, necessário ao pagamento e à gestão do grande passivo fiscal deixado por Prandini.
A matemática é simples: a necessidade de honrar os compromissos da dívida, certamente, não vai deixar margem orçamentária para o cumprimento das obrigações municipais frente a efetivação do piso salarial, dentro da lei 920, por um bom tempo. E quanto maior for a dívida – é bom lembrar que ainda temos pela frente um ano (eleitoral) de governo Prandini – maior serão a incerteza e a dificuldade financeira de cumprimento do Piso do Magistério, dentro do plano de cargos e salários da lei 920.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Dívida Prandinista e Muito Menos

Pode-se dizer que esta monstruosa, descontrolada e crescente dívida do Município, que, hoje, está estimada na assustadora casa dos 20 milhões de reais, ou seja, mais de 15% do orçamento anual da Prefeitura, já possui um nome: a Herança do Governo Prandini.
Além das tristes e absurdas lembranças que permanecerão no imaginário popular por muitos anos, Prandini vai deixar também um dívida que, certamente, repercutirá uma década à frente, impondo sacrifícios que, de uma forma ou de outra, serão sentidos por todos.
Não há como negar, o próximo prefeito vai ter que cortar na própria carne. Por exemplo: investimentos que deveriam ser realizados, normalmente, nos mais diversos setores da administração pública, como na Educação, na Saúde, no Dae, na Cultura, no Trabalho Social, no Hospital Margarida e etc terão que ser, parcialmente, cancelados e alguns até mesmo anulados, numa forma de se economizar para a Prefeitura conseguir pagar a dívida deixada por Prandini.
Serão menos leitos no PA, menos vagas nas escolas, menos ruas calçadas, menos limpeza urbana, menos abastecimento de água, menos redes de esgoto e muito menos, para todos nós pagarmos a conta deixada por Prandini. É o que Gustavo Henrique Prandini de Assis vai deixar para o futuro de João Monlevade.
E o tamanho do sacrifício vai depender de como os cidadãos de bem desta cidade e suas instituições, notadamente, a Câmara de Vereadores, vão responder à irresponsabilidade de um prefeito e de sua equipe, que gastam, desenfreadamente, ninguém sabe com o que.
Ou o (a) leitor(a) acha que o gabinete prandinista, por livre e espontânea vontada, vai passar a enxugar a máquina e cortar gastos? Em ano de eleição? O governo não tem outra coisa em mãos para usar na tentativa de reeleição de Prandini que não seja a máquina pública. E em assim sendo, a tendência é de aumento de gasto, ou seja, de aumento da dívida.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A Casa


Na semana passada, a Prefeitura instalou, em plano elevado da Praça Sete, uma casinha de madeira, muito jeitosinha, que, imagino eu, deve compor a ornamentação natalina daquele espaço público. O engraçado foi como a visão daquela casinha me remeteu, instantaneamente, a um famoso poema de Vinícius que marcou muito a minha infância:

A Casa

Vinícius de Moraes

Era uma casa muito engraçada
Não tinha teto, não tinha nada


Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão

Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede


Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali

Mas era feita com muito esmero
Na rua dos bobos, número zero



Poema dedicado à Cláudia Paiva, secretária de Trabalho Social, e ao prefeito Gustavo Prandini.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Lembrança Premente







Sexo Frágil (?)


Estou devendo essa foto há muito tempo! Coisa de extravio de arquivo recuperado ou vice e versa! Faltou Bete Nepomuceno...Preciosidade!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Crucifixo: Ou todos os Religiosos de cada Religião, na Câmara, ou Nenhum

Enquanto todos pensavam que a polêmica criada pelo vereador pastor Carlinhos em volta do crucifixo da Câmara já não passava de uma triste página virada da história política do Município, o cidadão monlevadense é surpreendido pela notícia de que o pastor-político (será?) recorreu da decisão judicial que determinou a volta da imagem religiosa para o plenário do Legislativo local, sob a alegação de que o Estado é laico.
Argumentou também o pastor que a saída para dirimir a questão passaria, hipoteticamente, pela implantação, na Câmara, de símbolos de todas as religiões representadas em João Monlevade, mas que a inviabilidade pratica de tal medida levaria à supressão de todo e qualquer símbolo religioso. Ou todos ou nenhum, alegou o pastor.
Nesta oportunidade, a questão do crucifixo poderia ser abordada sob o ponto de vista da intolerância religiosa ou da grande discórdia que já produziu e pôde ser vista com muita intensidade pelas ruas da cidade e nas galerias da Câmara ou da grande temeridade em, supostamente, se criar, como objetivos eleitoreiros, uma perigosa animosidade entre as comunidades católica e evangélica ou, ainda, abordar as raízes histórico-culturais da Igreja e de seus símbolos junto ao Estado Brasileiro, ao longo dos últimos 500 anos. Mas não vou fazer isso.
Prefiro desdobrar os argumentos formulados pelo próprio pastor-político (tenho minha dúvidas) na tentativa de convencer o Tribunal de que o crucifixo não deve compor o plenário da Câmara.
Ora, se Estado Laico é aquele que não tolera em si qualquer afinidade de cunho religioso, nem mesmo as relações históricas, tradicionais e culturais pertinentes, por óbvio, também não deve permitir que indivíduos que pratiquem algum ministério religioso, como é o caso de padres, pastores, clérigos, rabinos, monges, pais de santo e etc, assumam cargos públicos eletivos.
Se o Estado é, realmente, laico, como diz o edil Carlos Lopes, pastor não pode ser vereador, sob pena de estarmos diante de uma situação que, certamente, pode contaminar a coisa pública e a política com elementos religiosos. Se um simples símbolo religioso, que é inanimado, não pode compor o cenário da Câmara, um pastor ou qualquer outro religioso, que, obviamente, tende a desempenhar sua atividade parlamentar com base nos preceitos de sua própria religião, também não pode ser membro do Poder legislativo.
Assim, o Pastor Carlinhos, para cumprir as diretrizes do Estado Laico que ele está querendo reinventar, deveria abdicar de seu ministério na respeitosa Assembléia de Deus ou renunciar a seu mandato na Câmara. Ou, então, deveria aguardar o momento em que cada religião representada em João Monlevade elegesse seu respectivo vereador para, então, assumir a vereança. Ou todos os religiosos de cada religião, na Câmara, ou nenhum.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Partido Verde Lero-Lero: Ambientalista Comenta o Corte de mais uma Árvore

QUANDO OS GATOS SAEM OS RATOS FAZEM A FESTA.

Fui informado hoje através da Central de Espionagem PQP, que o Prefeito aproveitou a ausência do ambientalista Marcelo Sputnik, do município de João Monlevade – Minas Gerais, para autorizar o corte de árvore em frente do novo prédio da família. Alegação foi de que a árvore estaria atrapalhando a visão do prédio e suas folhas estão sujando o terreiro.

PARTIDO VERDE LERO-LERO.

Brasil PQP-Marcelo Sputnik

Prandini Corta mais uma Árvore Urbana

Lamentavelmente ou ironicamente, nunca se cortou tantas árvores em João Monlevade, quanto no governo do partido que se diz levantar a bandeira das causa ambientais, o Partido Verde de Gustavo Prandini.



A copa da árvore vista nesta fotografia tirada há alguns meses, enquanto uma máquina da Administração Pública local, prontamente, efetuava uma escavação para a instalação da rede de esgoto do prédio, em construção, das tias do prefeito Gustavo Prandini, era da Sibipiruna que foi cortada na manhã de ontem, no passeio da Avenida Wilson Alvarenga, Carneirinhos, ao lado do número 911, por funcionários da Prefeitura.

Vista do prédio, em construção, das tias do prefeito Gustavo Prandini, em frente do qual, no passeio público, foi cortada a árvore da qualidade Sibipiruna.



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Encontro




Ontem, em meio ao exuberante cenário de mata atlântica do Floresta Clube - antigo Caça & Pesca - foi realizado mais um encontro dos Blogueiros da web monlevadense. Como sempre, cervejinha gelada, tira gosto, excelente conversa, causos, novidades e a essencial camaradagem de bons amigos.
Desta vez, contamos com as presenças dos blogueiros Márcio Passos, Marcelo Melo, Célio Lima, José Henrique, Werton Santos, Dias, além da minha - é claro - e dos leitores Teotino Damasceno, Pedro Paulo, Zé da Conceição e do pré-candidato a prefeito de João Monlevade, o médico Railton Franklin (PDT).
Sentimos falta dos demais blogueiros e, em especial, do amigo Marcelinho Dentista. Parabéns a todos!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Trem


Logo após a saída de acesso à estrada do Forninho estão instaladas, nos respectivos sentidos da via, duas placas de sinalização de trânsito que, pretensamente, se colocaram na posição de anunciar, com a dileta precisão, o cruzamento com a via férrea, pois vejam o que está escrito nelas: Trem. Ora, a boa mineridade dita que trem é, exatamente, qualquer coisa, uai? Antes tivessem escrito: atenção, travessia de troço de ferro sobre trilhos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Crise Moral Brasileira

Até a década dos 80, a Igreja Católica manteve seu posto de autoridade moral da sociedade brasileira. Obviamente que, em se tratando de uma instituição formada por homens e mulheres mortais, a Igreja cometeu erros e acertos, desde que aportou em terras tupinambás a bordo das caravelas de Cabral.
O que não pode ser negado é o imprescindível papel de norteadora das relações morais cotidianas entre cidadãos, desempenhado pela Igreja, ao longo de grande parte da história do Brasil, como já dito.
Após a redemocratização do país, ocorrida em 1988, o princípios informadores do Estado laico, que, finalmente, se instalava com maior efetividade, foram reservando à Igreja uma atuação muito menos relevante no contexto moral nacional.
O grande problema é que a República Brasileira, que neste 15 de novembro último celebrou seu 122° aniversario, parece ainda não ter percebido a imensa lacuna deixada pelo afastamento da Igreja de suas funções como agente moral estatal, pois naqueles idos Igreja e Estado se confundiam.
Atualmente, se percebe que, para o senso comum, a responsabilidade pela crise moral vivida pelos brasileiros tem sido creditada à família, como se ela fosse a responsável direta pelo desnorteamento comportamental generalizado dos dias de hoje.
É um grande erro. A família, na verdade, é a primeira vítima deste processo. Não se pode cobrar da família a construção de um ambiente de norteamento moral, sem que o Estado indique o norte, assim como o fazia com a Igreja.
Nos paises desenvolvidos, o norte é dado através da mídia e, sobretudo, através da escola. No Brasil, a regulamentação da mídia é confundida com censura e a escola pública, que também vive sua crise, é, em geral, voltada apenas para os vestibulares.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Uso Eleitoreiro da Frente de Trabalho e outras Coisas Mais

Tratando-se de uma administração, politicamente, hermética, anti-partidária, fechada às boas articulações políticas e, portanto, atrapalhada, estérea, paralítica e, reconhecidamente, falida o governo Prandini, por óbvio, não possui muito o que oferecer ou algo pelo que merecer na recomposição de sua base eleitoral que não sejam empregos, gratificações e outras benesses eleitoreiras no uso da máquina pública.
A Frente de Trabalho, por exemplo, um programa que por lei deveria ser voltado apenas para cidadãos em situação de grave vulnerabilidade econômico-social, nunca esteve tão inchada e tão desfiada de sua função, assumindo o vergonhoso contorno de verdadeiro cabide de empregos para acomodar os cabos eleitorais do atual prefeito.
Outro caso de uso eleitoreiro da máquina administrativa tem sido o emprego de máquinas e equipamentos da Prefeitura, como as pás e retroescavadeiras, adquiridas pelo governo prandinista para serem pagas pelos próximos prefeitos e que já assumiram uma atividade frenética por lotes e terrenos de particulares em troca de votos. Tão intenso tem sido o empregos destas máquinas que foi necessário ao governo ajeitar o produto de seus desaterros num lixão ilegal, improvisado no leito de um recurso hídrico.
A largada para a corrida eleitoral já foi dada. E eleição é igual jogo de futebol: não vale gol como mão. A regra tem de ser obedecida e cada cidadão e pré-candidato deve assumir o seu papel de zelador do processo democrático, informando ao Cartório Eleitoral as suspeitas de uso eleitoreiro da máquina pública e outras ilegalidades mais.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Natureza


As capacidades de transformação e de adaptação da natureza são quase inacreditáveis. Veja que apesar da toda a adversidade, atualmente, verificada no ambiente urbano de João Monlevade, como ruas e calçadas esburacadas, lama e lixo pelos calçamentos, além de coisas como excrementos de animais e etc, em meio a isso tudo, em plena Praça Sete, neste princípio de verão, vicejou este intenso e perseverante buquê de azaléias.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sola de Sapato na Campanha Prandinista

A exatos 10 meses das próximas eleições municipais, a curiosidade dos diversos atores políticos da cidade, principalmente os de oposição, vai se aguçando a ponto de despertar todo tipo de suposição a respeito de como será a campanha eleitoral do prefeito Gustavo Prandini.
Num Município como o de João Monlevade, as campanhas bem sucedidas para a eleição do prefeito têm sido feitas, via de regra, gastando-se muita sola de sapato, num contado próximo com o eleitorado.
E neste quesito, o pré-candidato Gustavo Prandini sai com imensa desvantagem. Primeiro, porque tem passado, praticamente, todo seu mandato trancafiado e encastelado em seu gabinete, dentro de um modelo de gestão hermético e antipático, sob o ponto de vista político, que não permite, sequer, um relacionamento direto e verdadeiro com sua própria base aliada.
Segundo porque o isolamento político-administrativo do governo, somado a questões próprias do prandinismo, resultou em tanta ineficiência, tanta polêmica e tanta trapalhada, além de numerosos atos de autoritarismo, que o povo já se encontra, espontaneamente, saturado da figura do político Gustavo Prandini. Por onde se vai nesta cidade e se aventa o nome do atual prefeito, o comentário lhe é sempre desfavorável, com raríssimas - repito - raríssimas exceções.
E num contexto desta natureza, a certeza que prevalece é a de que o atual prefeito vai ter bastante dificuldade em caminhar pelas ruas de determinados bairros, pedindo votos. Ele pode se preparar para a hostilidade política que o aguarda e que, desta vez, não virá dos adversários da oposição, mas sim do próprio povo. E aí sim, quando este momento chegar, toda a fantasia que tem infestado o gabinete prandinista começará a se desfazer na mais verdadeira e dura realidade.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Lixão do Prandini

Na quinta feira passada, a Prefeitura do Partido Verde foi autuada pela polícia especializada por desrespeitar a legislação ambiental. Segundo matéria veiculada, recentemente, na imprensa monlevadense, o governo Prandini mantinha um aterro ilegal, localizado ao lado de um recurso hídrico, onde eram descartados entulho de construção e lixo doméstico.
Obviamente, Monlevade é uma cidade de topografia montanhosa que, ao lado da frenética atividade vivenciada, ultimamente, pelo setor da construção civil, inspira desaterros, aterros e outras movimentações de grande quantidade de terra. Cabe ao poder público ordenar e fiscalizar este processo.
No entanto, quando aquele que deveria proteger a flora, a fauna e, principalmente, os possíveis mananciais de água para o futuro, passa a assumir o papel de destruidor e poluidor, tem-se inaugurado o caminho da perdição.
É, realmente, muito difícil de entender o porquê de se despejar lixo doméstico ao lado de um ribeiro, se o Município, através do consórcio instituído no âmbito da Amepi, mantem um caríssimo Aterro Sanitário destinado, justamente, a este fim: a deposição do lixo domestico produzido no Município. Será que o Aterro Sanitário já esgotou sua capacidade e a Prefeitura, ocultando a informação, estava dando mais um de seus jeitinhos?
A coisa é tão séria que, durante a operação da Polícia Ambiental no Lixão do Prandini foram flagrados até funcionários da Frente de Trabalho, catando material reciclável. Frente de Trabalho separando Lixo? E para quem o material era separado?
É o governo do Partido Verde que veio para “mudar o que tem de mudar”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cemitério Histórico de Monlevade

No início da tarde do último feriado de finados, estive no Cemitério Histórico, localizado ao lado da sede do Social Clube, no Bairro Vila Tanque, para prestar uma singela homenagem aos grandes pioneiros e patronos da metalurgia industrial dessas terras, o nobre francês Jean de Monlevade e o luxemburguês Dr. Louis Ensch.Àquela altura do dia, mais de 100 pessoas já haviam assinado o livro de presença disponibilizado pela direção da Usina na portaria daquela antiqüíssima e importante construção.
O Cemitério Histórico é, realmente, um ambiente de muita paz e está muito bem cuidado, conservando seus portões, seus muros de alvenaria de pedra, suas sepulturas e um paisagismo muito harmônico e belo que potencializa ainda mais a sensação de tranqüilidade de quem visitanta do lugar.Não se sabe ao certo quantas pessoas estão enterradas naquele cemitério. As sepulturas hoje existentes somam um total de 06 e trazem em suas lapides os nomes de Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, de Louis Jacques Ensch e de sua esposa Dona Maria Coutinho Ensch (enterrados na mesma sepultura), de Erwin Kruger, de Orozimbo Bemvindo Brasileiro, de José Alvim e de Senhorinha da Silva.Curiosamente, não vi o nome de Dona Clara Sophia de Souza Coutinho, a esposa de Monlevade e sobrinha do mais famoso, excêntrico e opulento senhor de Minas de Ouro (Mina do Gongo Socco, entre outras) do Primeiro Império Brasileiro, o Barão de Catas Altas.
O certo é que, considerando que o antigo cemitério também se destinou ao sepultamento dos escravos da Fazenda e da Forja Catalã de Jean de Monlevade, pode-se estimar que mais de 1 ou 2 centenas de indivíduos encontraram seu descanso na serenidade daquele lugar, já que, como consta do relatório produzido pelo próprio Monlevade no auge da produção de sua fábrica, seu empreendimento contava com 150 escravos treinados na arte do ferro, além de ótimos pedreiros, carpinteiros, terreiros, carvoeiros, telheiros, arrieiros e outros ofícios mais.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Prandini X Hospital Margarida = Impeachment

Atônito, o povo monlevadense assiste a mais um triste desdobramento da já conhecida crise entre o governo Gustavo Prandini e o Hospital Margarida.Aliás, na eterna crise institucional instalada na atual administração, só o Papa ainda não foi vítima da vaidade e dos devaneios prandinistas.
Desta vez, depois de notificada pelo reiterado descumprimento do convênio celebrado com o hospital, com o qual se obrigou a efetuar, mensalmente, um repasse financeiro da ordem de R$260 mil para o custeio do Pronto Socorro da Casa de Saúde, a administração prandinista se deu até ao trabalho de publicar uma nota, redigida pela Procuradoria Municipal, com a qual tentou, em vão, se eximir das responsabilidades naturais que, certamente, possui para com o único hospital da cidade, além de afrontar e ultrajar toda a população monlevadense, demonstrando, mais uma vez, sua completa incapacidade de se firmar num contexto realista de tomadas de decisão e sua grande insensibilidade para com as questões prioritárias do Município.
A importância, literalmente, vital que o Hospital Margarida possui para Monlevade e região parece não ser vista apenas pela administração prandinista. Apesar das dificuldades vividas nos últimos anos, o HM tem sido referencia regional em saúde durante décadas.
Ao contrário do que afirma a nota mal publicada pelo gabinete prandinista, o HM não é apenas mais uma instituição privada que deve assumir os riscos econômicos de sua atividade. O Margarida é uma instituição filantrópica, integrada ao Serviço Único de Saúde, que presta serviço público de caráter essencial, do qual a população não pode prescindir, em absoluto.
E se isso, realmente, se concretizar, estaremos diante de um fato que, por si só, justifica o impeachment deste prefeito que aí esta, pois não se pode permitir que o maior mandatário do Município, mesmo considerando todas as trapalhadas e as polêmicas que já criou, vire às costas para o povo que o elegeu, de maneira tão gritante, absurda e desumana .


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mais Ficha Limpa

A manchete“Lei da Ficha Limpa não barra Carlos Moreira” veiculada hoje por órgão da imprensa local demonstra que o ex-prefeito, apesar das enormes incertezas jurídicas de sua candidatura, é sim candidato ao cargo de maior mandatário do Município nas próximas eleições.
E seu maior cabo eleitoral chama-se Gustavo Prandini. Depois do total desastre que se revelou a administração prandinista, o eleitorado não quer mais ouvir falar em renovação e juventude. Mas, sim recolocar no poder um governo que já foi experimentado pelo monlevadense e mostrou-se menos desastroso do que o atual. Considerando que a administração prandinista é, sem dúvida, a pior que já existiu, qualquer ex-prefeito estaria bem colocado, à essas alturas.
É bom lembrar que a juíza eleitoral escalada para o próximo pleito é a Dra. Paula Murça, titular da Primeira Vara Cível, onde Moreira já sofreu várias condenações por ato de improbidade administrativa.
O fato é que as incertezas jurídicas da Candidatura do ex-prefeito Carlos Moreira prometem trazer bastante instabilidade política às próximas eleições e até mesmo à um possível governo moreirista, pois já são tantos os processos que o radialista responde na Justiça que o fantasma da cassação, certamente, voltará a assombrar a Prefeitura, seja pela Lei da Ficha Limpa, pela suspensão dos direitos políticos ou até por fato definido como crime.

Moreira na Lei da Ficha Limpa

Muito bom o tópico da edição de hoje do Jornal A Notícia a respeito da palestra ministrada pelo colega advogado e especialista em Direito Eleitoral, Rodolfo Viana Pereira. Alias, estive presente à Câmara naquela ocasião e fiquei muito impressionado pela contextualização histórica e pela clareza da apresentação. Pena que a matéria não foi completa a ponto de se confundir.
Lembro-me que o palestrante, como consta do jornal, levantou a tese de que a Lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicada a casos ocorridos antes de sua vigência e, para ilustrar, citou o exemplo do ex-senador Joaquim Roriz, que, na iminência de ter seu mandato cassado por graves acusações de corrupção, renunciou para escapar da suspensão de seus direitos políticos.
Como renúncia para escapar da cassação dos direitos políticos configura hipótese de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa e a Roriz acorreu antes da vigência da dita lei, com base no princípio da irretroatividade legal, ou seja, de que a lei, em regra, não pode ser aplicada a fatos pretéritos, o ex-senador não poderia ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa. Corretíssimo! O que não ocorre com o caso do ex-prefeito Carlos Moreira. Suas condenações foram todas posteriores à vigência da Lei.
No final da palestra, quando a bancada do plenário da Câmara destinada a receber os representantes da imprensa monlevadense já se encontrava vazia, foi aberto um espaço para perguntas dos presentes ao palestrante. E recordo-me muito bem que o jornalista Carlos Coelho indagou ao advogado Rodolfo Viana, se candidatos condenados em segunda instância, já na vigência da Lei da Fixa Limpa, por ato de improbidade administrativa(art. 1°,I, L, LFL) praticados antes da entrada em vigor da dita lei, como é o caso de Moreira, estariam inelegíveis.
A resposta foi que, nesta hipótese, dependeria do STF considerar se o princípio da inocência se aplicaria ou não caso. Se sim, Moreira ainda não estaria inelegível. Se não, Moreira já estaria impedido de se candidatar.
A Constituição consagra que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória (art. 5°- LVII). É o chamado o Princípio da Presunção da Inocência, que, se aplicável ao caso de Moreira, dependeria do trânsito em julgado, ou seja, do exaurimento das vias recursais de suas condenações por ato de improbidade administrativa e não apenas por um órgão colegiado (Tribunal de Justiça), como já aconteceu e prescreve a Lei da Ficha Limpa.
O corre que tal princípio somente é aplicável à matéria criminais ou penais. É regra de interpretação do Direito que a lei na traz palavras desnecessárias. Perceba que a constituição fala em sentença penal, ou seja, em sentença motivada por ato definido como crime. E ato de improbidade administrativa não possui natureza criminal. Mas, sim de Direito Administrativo. Significa dizer que, uma vez condenado à suspensão dos direitos políticos pelo Tribunal de Justiça, por ato de improbidade administrativa, Moreira já estaria, tecnicamente, inelegível, ao contrário do que foi veiculado, hoje, na imprensa local.

Nuvem

No fim da tarde da última sexta feira, entre as últimas luzes do dia, fotografei um fenômeno atmosférico bastante impressionante, que, posteriormente, receberia até um poema. À leste de João Monlevade, no horizonte, uma nuvem, verdadeiramente, colossal erguia-se no firmamento, irrompendo os céus, enfurecida, em meio a uma intensa e assustadora dinâmica de rede muinhos turbulentos. Para minha feliz surpresa, ontem, quando, rapidamente, dava uma passada pela blogosfera, deparei-me, novamente, com a face daquele colosso incrível. Só que desta vez, ele (foto abaixo) estava acompanhado de um poema:

Nuvem


Como algodão doce, ela vem do leste
Colorida pelo sol que se põe no oeste
Cheia de brilhos e luzes fulgurantes
Toda ruidosa, barulho retumbante
Traz junto o assombro de ventos uivantes
e o poder da tempestade que a terra investe!

Mauro Lucio Rodrigues

Arte do fotógrafo, músico, pintor, poeta, homem de luzes, sempre presente nos encontros dos blogueiros e autor do blog Shutter , além de várias outras qualidades, Mauro Lúcio. Para mais imagens, acesse: http://mlr33.blogspot.com.Segundo informações do próprio Mauro, posteriormente, houve a notícia de chuva de granizo em Antônio Dias.