quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pastor Carlinhos e o Dia do Médico

Ontem, durante a reunião ordinária na Câmara, vários vereadores apresentaram os parabéns à classe médica monlevadense pela passagem do dia do médico. Não foi o que declarou o vereador Pastor Calinhos (PV). Segundo o legislador, há pouco o que se comemorar, neste último 18 de outubro. E emendou: “são inúmeras as reclamações que tenho recebido contra médicos da cidade, principalmente, com relação a atendimento.” O Vereador Pastor está certíssimo e merece aplausos. A classe médica tem sua medida de responsabilidade no caos vivido pelo sistema público de saúde local e nacional. Ano passado, participei de uma reunião promovida pelo Conselho de Saúde do bairro Cruzeiro celeste, que contou com a presença de cerca de 50 moradores, além de autoridades municipais. As reclamações preponderantes, naquela ocasião, foram relativas a questões básicas do âmbito profissional: o descumprimento de horário e a repetitiva falta dos médicos ao trabalho. Claro que toda regra tem sua exceção. Temos ótimos profissionais no Município. Más, as gerações mais novas de médicos parecem estar cegas em relação aos pacientes e à ética de Hipócrates, só conseguindo enxergar os altíssimos salários, que lhes são oferecidos em decorrência de um mercado de trabalho específico que não consegue responder à grande demanda por profissionais. O fato é que, diante da demanda crescente, o médico tem se tornado artigo cada vez mais raro em todo o país e como conseqüência são alçados a uma categoria de semi-deuses.É, urgentemente, necessária a formação de mais médicos no Brasil, para que se busque o equilíbrio entre a forte demanda e a baixa oferta de profissionais, de modo a se retirar esta redoma de cristal que parece envolver alguns médicos, atualmente, trazendo-os ao mundo terreno das responsabilidades. Repito: toda regra tem sua exceção. Parabéns aqueles médicos dedicados e comprometidos desta cidade pelo 18 de outubro.