Ontem, no palco montado ao lado da Câmara de Vereadores, a Orquestra Arte e Som, de São Domingos do Prata, fez sua apresentação, dentro da programação do projeto Arte Cênicas. A orquestra é formada, em sua maioria, por crianças carentes e é mantida pela famosa Fundação Monique Leclair, também de São domingos do Prata. É sempre muito marcante a oportunidade de ouvir crianças tocarem Villa Lobos, entre outros, principalmente, em solo monlevadense, onde impera o previsível binômio funk/sertanejo. Que Monlevade siga o exemplo da cidade vizinha e parabéns a todos os envolvidos, inclusive, aos das outras várias atrações.
domingo, 12 de junho de 2011
Artes Cênicas
Ontem, no palco montado ao lado da Câmara de Vereadores, a Orquestra Arte e Som, de São Domingos do Prata, fez sua apresentação, dentro da programação do projeto Arte Cênicas. A orquestra é formada, em sua maioria, por crianças carentes e é mantida pela famosa Fundação Monique Leclair, também de São domingos do Prata. É sempre muito marcante a oportunidade de ouvir crianças tocarem Villa Lobos, entre outros, principalmente, em solo monlevadense, onde impera o previsível binômio funk/sertanejo. Que Monlevade siga o exemplo da cidade vizinha e parabéns a todos os envolvidos, inclusive, aos das outras várias atrações.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
É Greve! O Aumento do Funcionalismo no Recrutamento da Militância Eleitoral
Insatisfeitos com a aviltante proposta do gabinete prandinista de um aumento salarial de 30 cruzeiros ou mirréis, os servidores públicos municipais entraram em greve, hoje, quinta-feira. E não é a condição financeira da Prefeitura que se coloca, neste momento, como maior entrave para o deslinde das negociações. Na verdade, a questão passa por outros três elementos menos óbvios que, conjugados, afiguram como o principal e real obstáculo para a concessão do justo aumento salarial pretendido funcionalismo. O primeiro é o limite de gasto com pessoal, fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal em 54% da Receita Corrente Líquida. O segundo é a proximidade das eleições municipais. E o terceiro é a insistente e destrutiva crise política para qual parece ter nascido o prefeito Gustavo Prandini. A matemática é simples: como em pouco mais de dois anos de mandato, Prandini conseguiu dilacerar seu próprio partido (PV), dividir o PT em dois ou três, perder aliados na Câmara e etc, de tal forma que reduziu, demasiadamente, o grupo político que o elegeu, ele agora não tem outra opção para recompor uma nova base para disputar a reeleição, senão a de oferecer emprego na Prefeitura em troca de uma suposta militância eleitoral. Alias, o gabinete de Prandini entende que, para manipular os corações e as mentes em geral, basta estar com a máquina pública nas mãos. E dá-lhe admissão na Frente de trabalho! O problema é que essa estratégia do Pacto Umbilical esbarra, justamente, na pretendida recomposição salarial dos servidores, pois quanto maior for o aumento de salário concedido, menor será o número de comissionados recrutados para a campanha, considerando-se o limite de 54% da LRF. E neste caso, para Prandini e seu assessor, quanto mais recrutados/comissionados, melhor.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O DAE na Irresponsável Parábola da Água que se Transforma em Asfalto
Há alguns dias, em relação aos quase três milhões de reais existentes no caixa do DAE e a recorrente falta d`água na cidade escrevi: ...o governo prandinista tem visto o caixa do DAE como uma espécie de banco, de onde pretende retirar recursos para alguma obra... É por isso que existe dinheiro, mas falta água. Então... bingo! Agora, a praticamente um ano das eleições municipais, o DAE anuncia licitação para a compra de mil toneladas de asfalto. Como possui em mãos o resultado de uma pesquisa que coloca a buraqueira das ruas como uma das maiores causas de insatisfação popular, o governo prandini demonstra que fez a opção eleitoreira por promover uma mega e operação tapa buracos. O problema é que, sacrificando o caixa do DAE para resolver a questão da buraqueira, além de impor um desvio de finalidade à autarquia, a administração prandinista agravará um outro problema já existente, mas que não foi levantado pela pesquisa realizada há mais de ano: o da falta d`água. Resultado: a insatisfação com o governo, certamente, aumentará, pois não há situação pior para uma cidade do que a falta d`água e o gabinete, então, promoverá uma nova pesquisa de opinião, que esta sim apontará a falta d`água como motivo relevante de insatisfação, inserindo-se num ciclo vicioso do tipo “se correr o bicho pega e se ficar o bicho como”. Em outrar palavras, estamos diante de uma parábola eleitoreira e perigosa, na qual o precioso abastecimento de água se verá reduzido e transformado em toneladas de asfalto. E apertem os cintos, pois a falta d`água vai se generalizar. É este o preço a ser pago por um governo irresponsável no trato do caixa do DAE e, politicamente, hermético que ao invés de dialogar com sua base e com o povo que o elegeu fica realizando e manipulando números de pesquisas anacrônicas.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Prestação de Contas da Prefeitura: a Institucionalização do Engodo e da Fantasia
Em audiência pública realizada na terça-feira passada na Câmara, o Secretário de Fazenda Júlio Sartori anunciou que as finanças da Prefeitura vão muito bem. Segundo Sartori, o Município conta hoje com uma disponibilidade de caixa da ordem de 5 milhões de reais. Só faltou dignidade para esclarecer que disponibilidade de caixa não significa, necessariamente, saúde financeira, principalmente quando as receitas que o compõem estão vinculadas à contra partidas de convênios, à despesas de autarquia e à repasse incerto do Legislativo. No falso superávit anunciado por Sartori estão embutidos 2,7 milhões do DAE que, legalmente, somente poderão ser empenhados nas despesas vinculadas à atividade da autarquia. Está embutido ½ milhão de repasse futuro da Câmara, ou seja, é um componente incerto que pode ocorrer agora ou no final do ano legislativo, dependendo da discricionariedade do órgão, inclusive com alteração de seu valor. E também estão embutidos valores vinculados a convênios que não podem ser gastos, senão nos projetos para os quais de destinam. Em suma, a disponibilidade de caixa apresentada por Sartori é, legalmente, engessada quando não é incerta e, portanto, não pode representar um superávit ou uma pretensa saúde financeira das contas municipais, pois, com ela não há como se pagar nem mesmo parte da dívida do governo Prandini. O resto é aquela enganação de sempre e a prova de que a fantasia e o engodo estão institucionalizados no governo Prandini, até mesmo nos números.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Leitor Comenta: A Sinalização de Trânsito no Amadorismo do Settran
É o bicho! disse...
Fernando, muito pertinente essa matéria, pois dirijo nesta cidade há mais de 30 anos e chego a ficar estarrecido com as filas indianas que se formam, por culpa única e exclusiva da administração municipal que, sequer, precocupa-se em ordenar o trânsito, diga-se de passagem,não está ordenando nada.A bagunça e a desorganização nesse setor é tão garande que ficaria aqui o dia inteiro só para mencionar os entraves do trânsito por falta de organização. Porém, vou citar apenas alguns lugares onde o gargalo acontece: Praça Sete (em frente ao posto policial,inclusive)para ganhar a avenida Wilson Alvarenga, descendo ou subindo,todas as outras travessas entre as avenidas Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga, início da Gentil Bicalho,ali peto da Igreja Sagrado Coração,rua Joana Dark, enfim, são tantos os gargalos que, como disse antes, ficaria aqui o dia todo e ainda deixaria de mencionar outros lugare pela cidade agora. Isso porque estamos falando apenas do hipercentro. É triste constatar esse amadorismo...
Fernando, muito pertinente essa matéria, pois dirijo nesta cidade há mais de 30 anos e chego a ficar estarrecido com as filas indianas que se formam, por culpa única e exclusiva da administração municipal que, sequer, precocupa-se em ordenar o trânsito, diga-se de passagem,não está ordenando nada.A bagunça e a desorganização nesse setor é tão garande que ficaria aqui o dia inteiro só para mencionar os entraves do trânsito por falta de organização. Porém, vou citar apenas alguns lugares onde o gargalo acontece: Praça Sete (em frente ao posto policial,inclusive)para ganhar a avenida Wilson Alvarenga, descendo ou subindo,todas as outras travessas entre as avenidas Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga, início da Gentil Bicalho,ali peto da Igreja Sagrado Coração,rua Joana Dark, enfim, são tantos os gargalos que, como disse antes, ficaria aqui o dia todo e ainda deixaria de mencionar outros lugare pela cidade agora. Isso porque estamos falando apenas do hipercentro. É triste constatar esse amadorismo...
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Enquanto Isso, no Partido Verde... 70% de Chance de ser Reeleito
Recentemente, em reunião realizada no Partido Verde, que hoje, como bem escreveu o Rapadura, conta muito mais com pára-quedistas filiados em troca de emprego, do que com aqueles que colaboraram, ativamente, para a vitória da agremiação no último pleito, o assessor de comunicação e governo, Emerson Duarte, depois de retirar alguns dados mirabolantes de sua cartola, afirmou com todas as letras que o prefeito Gustavo Prandini tem 70% (setenta por cento) de chance de ser reeleito em 2012. Fantasias a parte, eu fico aqui bastante curioso... como essa turma do Pacto Umbilical tem resposta pra tudo, qual será a desculpa para a derrota acachapante que já esta desenhada para Prandini nas próximas eleições? Muito simples! Vão atribuir a culpa aos jornais, à rádio, aos blogs e, principalmente, aos ex-companheiros que se acovardaram diante do fantasma da cassação e da crise financeira e abandonaram o governo, num momento em que Prandini mais precisava de apoio. É esperar pra ver.
A Sinalização de Trânsito no Amadorismo do Settran

Se o governo Prandini não tem capacidade técnica ou mesmo interesse para repensar o trânsito monlevadense, que, pelo menos, faça seu dever de casa. Outro dia, o jornalista Marcelo Melo reclamou da cultura da fila indiana que existe no trânsito da cidade, que se traduz numa tendência que o motorista monlevadense tem de ocupar apenas a pista da esquerda, formando longas e lentas filas de veículos, enquanto a da esquerda permanece vazia, ao contrário do que ocorre no trânsito Belo Horizonte, por exemplo, onde os carros trafegam, simultaneamente, um do lado do outro, aproveitando todo o espaço da via. O Melo tinha razão em reclamar, pois onde passa um boi, passa uma boiada e se passarem dois bois, simultaneamente, a boiada passará na metade do tempo. E não é só isso. O condutor monlevadense se posiciona muito mal na pista: trafega em zig-zag, não se posiciona corretamente para as convenções, quando não trafega em fila indiana, trafega no meio da rua e etc. Tudo isso é produto da falta de ordem no espaço destinado ao trafego. E ordem no trânsito de faz com sinalização. É preciso que o Settran deixe de lado o amadorismo com que vem implantando a sinalização de trânsito no Município, principalmente, o relativo à sinalização horizontal (linhas de divisão de fluxo, opostas e de mesmo sentido, contínuas e seccionadas e etc), que, apesar de obrigatória por força do Código de Trânsito, é hoje quase inexistente nas ruas e avenidas da cidade, com exceção da Getúlio Vargas na área central. Somente assim, começando por ordenar o espaço das vias de forma técnica e profissional, com a instalação da sinalização horizontal adequada, poderemos trazer alguma esperança para o conturbado e caótico trânsito nosso de cada dia. E está tudo pronto lá no anexo II do Código de Trânsito. É só ter coragem para implementar o que é obrigatório por lei.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Matriz de São José: Descaso com a Originalidade do Patrimônio Tombado
A alteração em andamento da cor externa da Matriz São Jose do Operário demonstra o descaso das autoridades para com a preservação do patrimônio arquitetônico de João Monlevade, além da falta de consciência e conhecimento da sociedade em relação à identidade, originalmente, monlevadense. Parece que tem vigorado o entendimento equivocado de que como a Igreja Matriz não é tombada, administrativamente, pelo Conselho de Patrimônio Histórico Municipal, ela estaria desafetada do interesse público de preservação de sua originalidade. Ledo engano. Ao contrário do que se tem dito, a Igreja de são José é sim tombada para fins de preservação e pela lei maior do Município, a Lei Orgânica, que é o instrumento normativo de maior força em âmbito municipal. Assim, não se pode permitir, sob a ótica legal e preservacionista, que o monumento arquitetônico seja descaracterizado, o que inclui sua cor externa, sem o prévio estudo técnico e sem a autorização do órgão competente, se é que ele funciona ou existe de fato. Todos sabem da boa vontade da comunidade do entorno da Matriz em mantê-la em bom estado de conservação. É um mérito que merece aplausos, principalmente, por se tratar de ato voluntariado. Mas o vocábulo “restauração”, que tem sido empregado no caso da nova pintura da igreja significa, justamente, "restabelecer as condições originais", o que não está acontecendo: a Matriz nunca foi amarela. E se o bem é tombado, legalmente, para fins de preservação significa que, muito mais do que pertencer a seu proprietário, ele possui relação direta com a identidade cultural de todo o povo monlevadense e manter sua originalidade é preservar essa identidade. E antes que algum confuso desavisado levante aqui a perda de tempo em se discutir a suposta insignificância da cor externa de uma igreja, já me adianto em afirmar que aqui se discute a identidade cultural de um povo, expressa por um monumento arquitetônico, reconhecido, inclusive, como símbolo da cidade. E, na definição conceitual do termo, povo sem identidade não é povo e sim um aglomerado de indivíduos. Para que o leitor tenha mais familiaridade como os bens tombados para fins de preservação pela Lei Orgânica, transcrevo os dispositivos pertinentes. Afinal não há como se preservar o que não se conhece:
Art. 170. Ficam tombados, para o fim de preservação, e declarados monumentos naturais,paisagísticos, artísticos ou históricos, sem prejuízo de outros que venham a ser tombados pelo Município:
I - os alinhamentos montanhosos das Serras do Seara e do Andrade;
II - as áreas de proteção dos mananciais;
III - a mata do Clube de Caça e Pesca;
IV - a mata da “Cabeceira do Bananal”, no Vale do Sol;
V - a mata em volta da Represa do Jacuí;
VI - o Cinturão Verde da Usina Siderúrgica Belgo Mineira;
VII - a mata do Hospital Margarida, do Clube Embaúba e Aeroporto;
VIII - o conjunto arquitetônico e paisagístico da Igreja São José Operário;
IX - o conjunto arquitetônico original da Fazenda Solar;
X - o prédio do antigo Cassino;
XI - o conjunto arquitetônico do antigo Colégio Estadual, na Praça Ayres Quaresma;
XII - a fachada original do Bloco Administrativo do Hospital Margarida;(NR) Emenda nº 8, de 6 de dezembro de 2007.
XIII - o prédio do antigo Hotel Monlevade;
XIV - o prédio do antigo Hotel Siderúrgica;
XV - o prédio da Escola Santana.
Art. 170. Ficam tombados, para o fim de preservação, e declarados monumentos naturais,paisagísticos, artísticos ou históricos, sem prejuízo de outros que venham a ser tombados pelo Município:
I - os alinhamentos montanhosos das Serras do Seara e do Andrade;
II - as áreas de proteção dos mananciais;
III - a mata do Clube de Caça e Pesca;
IV - a mata da “Cabeceira do Bananal”, no Vale do Sol;
V - a mata em volta da Represa do Jacuí;
VI - o Cinturão Verde da Usina Siderúrgica Belgo Mineira;
VII - a mata do Hospital Margarida, do Clube Embaúba e Aeroporto;
VIII - o conjunto arquitetônico e paisagístico da Igreja São José Operário;
IX - o conjunto arquitetônico original da Fazenda Solar;
X - o prédio do antigo Cassino;
XI - o conjunto arquitetônico do antigo Colégio Estadual, na Praça Ayres Quaresma;
XII - a fachada original do Bloco Administrativo do Hospital Margarida;(NR) Emenda nº 8, de 6 de dezembro de 2007.
XIII - o prédio do antigo Hotel Monlevade;
XIV - o prédio do antigo Hotel Siderúrgica;
XV - o prédio da Escola Santana.
Não é a Primeira Vez que Prandini Foge da Raia
Não é a primeira vez que o prefeito Gustavo Prandini se ausenta do Município, num momento de dificuldade política, como o faz viajando para a Europa, em plena negociação do reajuste salarial do funcionalismo. Em 09 de outubro de 2009, numa sexta feira, Prandini estava a meio caminho do litoral do sul da Bahia, mais precisamente, em Governador Valadares, quando teve conhecimento da decisão do juiz Evandro Cangussu que cassava seu mandato eletivo. Foi então que, obviamente, eclodiu a maior crise de seu governo e, apesar disso, Prandini anunciou que só voltaria na segunda-feira, no feriado de 12 de outubro. Na época eu ainda era apoiador do atual governo (vide arquivo do Blog), embora já tivesse deixado o cargo que ocupei no Setor de Meio Ambiente da Prefeitura. Vi de perto o turbilhão político da cassação se formar e com a ausência desconcertante e inexplicável daquele que deveria se colocar no papel de líder pode ser danosa e irremediável para o moral dos liderados. Somente depois de muitos telefonemas e de muita insistência é que Prandini resolveu antecipar a sua volta e assumir o papel para que fora eleito, mesmo que de forma figurativa. E a lição que fica disso tudo é que Prandini, infelizmente, não possui, sob o ponto de vista objetivo, o menor perfil para o cargo que ocupa, pois o verdadeiro líder, além de varias outras virtudes, mostra o seu valor é nos momentos difíceis e, ao contrário, não foge para o descanso e para o turismo nos momento de adversidade.
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