quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Fala, Prandini

Se me lembro bem, em janeiro deste ano, o prefeito Gustavo Prandini congelou o preço da tarifa do transporte coletivo, por 12 meses, sob a justificativa de que “faltavam dados técnicos que embasassem o aumento da passagem”. Agora, com o reajuste tarifário da ordem de 10%, espera-se que o chefe do Executivo apresente à população os tais dados técnicos que devem ter embasado, na última sexta-feira, a composição de uma das passagens de ônibus mais caras do país. Com a palavra o prefeito:

Prandini: Falta de Traquejo para Administrar

Outro dia, na postagem intitulada “A Sinalização de Trânsito no Amadorismo do Settran”, escrevi sobre a necessidade de se ordenar o espaço destinado ao trafego de veículos, em João Monlevade, implantando a sinalização horizontal de trânsito prevista no anexo II do Código de Trânsito, que é aquela composta por faixas pintadas nas vias, tais como linhas de divisão de fluxo, linhas opostas e de mesmo sentido, linhas contínuas e seccionadas e etc. Agora, alertado por um leitor, vejo no blog do Prandini (blog de prefeito é brincadeira!) que, a pedido do novo chefe do Settran, o forasteiro dos arredores de Ipatinga, Juvenal Fernandes do Nascimento, a Prefeitura, finalmente, pretende adquirir um máquina para instalar a sinalização horizontal nas vias do Município. Quanta incompetência! A falta de traquejo para administrar é tanta que o prefeito tem que se socorrer na assessoria de forasteiros para fazer o óbvio em nossa cidade.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Mais Comentário sobre o Aumento da Passagem

Doutor,também quero comentar sobre este aumento da passagem de ônibus. Para começar, o CMT (Conselho Municipal de Transporte) só tem a competência de aprovar a planilha de custos que rege o transporte coletivo, aliás, este conselho só tem o poder consultivo, não podendo deliberar sobre o reajuste da tarifa de ônibus, sendo que essa competência CABE EXCLUSIVAMENTE AO PREFEITO, QUE VAI ACEITAR OU NÃO O REAJUSTE DA TARIFA. Bem, como podemos ver, eu também não acredito nessas pesquisas que dizem que o serviço que a Enscon presta é dos melhores. Tudo que o leitor disse aí procede, mas para que façamos uma melhor distribuição dos horários de ônibus em nossa cidade, penso eu que deveria se abrir uma concorrência para que outra empresa possa explorar o serviço de transporte coletivo em João Monlevade, mas temos que levar em consideração os reais impactos de mais ônibus circulando nesse trânsito caótico em nossa cidade. Pensei aqui comigo e cheguei a conclusão de que se todo esse sistema estivesse bem distribuído, de acordo com as necessidades do usuário, a tarifa estaria mais ou menos na casa de R$1,30 ou R$1,50. Olha que como aos domingos e feriados a demanda e a oferta de horários é conseideravelmente baixa, a tarifa poderia custar R$1,00 perfeitamente !!!

Leitor Comenta o Aumento da Passagem

Roverson disse...

Fernando, além da passagem MUITO cara, um outro fato que sempre chama atenção é o péssimo serviço prestado pela Enscon. O 141 de 6:25 praticamente todos os dias estão com os assentos do fundo molhados. Os horários são pessimamente distribuídos é normal ficarmos no ponto mais 40 minutos esperando onibus e quando aparece um vem todos juntos. Os motoristas não possuem noção de capacidade máxima do veículo enquanto cabe passageiro nem que seja um por cima do outro eles param no ponto.
E o mais legal dessa história toda é que a empresa tem sempre bons índices de aprovação dos usuários, apesar de usar o transporte coletivo quase todos os dias nos últimos 6 anos , nunca tive a oportunidade de responder essa pesquisa. Alguém sabe onde ela feita?
Sabe acho a Enscon qualquer dia vai distribuir alguns narizes de palhaço para os usuários, pois pagamos caro, temos um serviço mal prestado e ninguém fala nada.
E por causa do nariz de palhaço a passagem vais aumentar mais 10% afinal ele vai entrar na planilha de custo.

Prandini Decreta uma das Passagens mais Caras do País

Por meio de um decreto assinado pelo prefeito Gustavo Prandini, na última sexta feira, a tarifa do transporte coletivo monlevadense foi reajustada em 10% e voltou a ser uma das mais caras do país. Sinceramente, talvez, o único ponto positivo que se podia vislumbrar na atual administração era, justamente, o congelamento da passagem do transporte público de passageiros. O fato é que o setor do transporte coletivo de João Monlevade constitui, senão, a maior caixa preta deste Município. A planilha usada pela empresa para a composição do valor da tarifa é, totalmente, obsoleta e, além de depender de uma fiscalização sistemática que não acontece, não permite transparência quanto a percepção do lucro da ENSCON. Obviamente que a atividade empresarial busca sempre o lucro, no entanto, tratando-se de prestação de serviço público essencial, diretamente, relacionado ao direito constitucional de ir e vir, deve sempre haver uma ponderação entre o lucro e o interesse público e, consequentemente, um limite para o lucro. Aumentar o preço da passagem sem se conhecer o lucro do empresário é o mesmo que conceder um aumento salarial para um empregado, sem saber quanto ele ganha. Mas, como eu dizia, inicialmente, o congelamento do preço da tarifa era, a meu ver, o único ponto positivo desta administração prandinista a atingir a coletividade geral. E é claro que, a menos de um ano para o início da corrida eleitoral, uma decisão desta natureza, que pesa no bolso do eleitor, certamente, também irá pesar no momento do voto. De tal forma, que, sob o ponto de vista político e considerando ainda a péssima avaliação do governo, o tal aumento, feito como foi, causa, no mínimo, muita estranheza. Posso estar enganado, mas tudo indica que o reajuste do preço da passagem do ônibus parece ter uma relação muito mais direta com as eleições do próximo ano, do que se imagina. Afinal, para se realizar uma campanha eleitoral é necessário algum financiamento.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

PT: de Mero Espectador à Condição de Simples Cabo Eleitoral

Nos últimos trinta dias, o governo Prandini procedeu a uma espécie de reconfiguração política, com várias modificações no primeiro escalão, gratificações e outros empregos mais, claramente, destinada a manter o Partido dos Trabalhadores em sua composição aliada. Nada de surpreendente, considerando o quadro de iminente ruptura que se verificava no partido, até então. O gabinete prandinista nada mais fez do que dançar conforme a música. O grande problema, no entanto, gira em torno da natureza política da nova reconfiguração adotada pelo governo: ela não possui caráter político-administrativo, como muitos petistas estão pensando, mas sim político-eleitoreiro.A abertura política, finalmente, permitida ao PT pela atual gestão municipal não visa colocar o partido no cerne das tomadas de decisão político-administrativas do governo e sim usar de sua envergadura política para conquistar votos para Prandini. Assim, ainda não se pode falar que o PT seja governo. Na realidade, o partido tem deixado sua condição de mero espectador no processo decisório administrativo para assumir o triste papel de simples cabo eleitoral do prefeito. Um fato que comprova esta nova situação petista é a opção feita pelo governo de trazer petistas de outros municípios para que assumissem pastas da administração. Ora, se Prandini, realmente, pretendesse trazer o PT para dentro de seu governo, teria buscado os nomes nos quadros do partido em Monlevade ou, pelo menos, outorgado ao Diretório a indicação dos mesmos, o que não aconteceu. Na verdade, essa estratégica de buscar petistas de outras cidades para compor o governo tem como objetivo enfraquecer o partido e confundir a militância. E assim, valendo-se da prática do empreguismo e das táticas dos engodos que lhe são próprios, o gabinete prandinista vai amarrando o PT, tentando abrir o caminho para sua filiação no partido, para fazer lá o mesmo que fez com o Partido Verde. E, inexoravelmente, a história julgará todos os que se envolverem neste fratricídio partidário.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Frouxo e Outras Coisas Mais

Na semana que passou, além da não realização do tradicional desfile de 7 de setembro e do protesto dos professores pelo cumprimento do piso nacional da categoria e da lei 920/89, o destaque ficou por conta do prefeito Gustavo Prandini, que, chamado de frouxo em reunião plenária da Câmara, resolveu processar o vereador Zezinho Despachante. Ocorre que o vereador goza de imunidade parlamentar, sendo, portanto, inviolável por suas palavras, opiniões e votos, dentro da circunscrição territorial do Município. Em outras palavras, no exercício da vereança, ele pode dizer o que bem entender sobre quem quer que seja, desde que não falte com o decoro parlamentar. E imunidade e decoro parlamentar não devem ser confundidos. A primeira se afigura como instrumento de uma atividade que se materializa, essencialmente, através da palavra, dos debates e das discussões políticas, como forma de se garantir a expressão dos verdadeiros anseios dos representados, sem que haja algum tipo de retaliação ou repressão externa. Já o segundo tem relação direta com exercício abusivo do primeiro, ou seja, funciona como um limite político - repito - político das prerrogativas do vereador, entre as quais repousa a imunidade parlamentar. Digo político, pois não cabe ao Judiciário apreciar sobre a eventual quebra de decoro, mas tão somente à Casa Legislativa respectiva, sob pena de se ver quebrada a harmonia entre os Poderes constituídos. Resumindo: o processo do prefeito não promete muita coisa, a não ser alimentar ainda mais o imaginário coletivo com mais um fato que, somado aos demais, segue construindo com robustez a figura de um prefeito caricato, cuja vaidade sempre lhe aponta um rumo contrário a seus próprios interesses. O prefeito do feijão com bicho, da árvore de natal fumegante, do panetone mofado, do cheque sem fundo, da bancarrota financeira, da cassação, da travessia do Rio das Pacas, do Pacto Umbilical, da greve do funcionalismo e etc, agora, também é, publicamente, frouxo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Caros Leitores,...

Caríssimos leitores, vou me permitir um folga para passar a Semana da Pátria na esplendorosa e querida Ouro Preto. Vou respirar os ares dos Inconfidentes e recarregar as baterias para os próximos 12 meses. Gostaria de agradecer, imensamente, os comentários e os acessos de cada leitor, sem os quais não teríamos ultrapassado o marco de 100 mil visitas. Sou grato a todos, de coração. Um abraço!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ipês Amarelos Para uma Sexta Cinzenta








Para trazer alguma cor para esta cinzenta sexta-feira, publico algumas imagens da última florada de Ipês Amarelos, em João Monlevade. Pena que acabou!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Monlevade Cresce?

Apesar dos rumores que anunciam uma nova crise financeira mundial, a sensação que o cidadão comum monlevadense tem é a de que o Município tem apresentado um forte crescimento econômico, nos últimos anos.
E nesta conjuntura, a meu ver, dois são os principais elementos que justificam este sentimento de prosperidade econômica. O primeiro, obviamente, se traduz no fato histórico de duplicação da capacidade produtiva da planta siderúrgica da ArcelorMittal. E o segundo se expressa pelo o espantoso aquecimento do setor da construção civil, que, do dia para noite, faz surgir novos empreendimentos imobiliários em diversos pontos cidade, movimentando toda a economia do Município, através do aumento da demanda por serviços, por mão-de-obra e pelos mais variados produtos que podem se empregados no ramo da construção.
No entanto, a cidade poderia apresentar um crescimento muito maior , caso a Prefeitura assumisse o seu papel na formulação de políticas públicas voltadas para a constituição de um ambiente atrativo a negócios e a investimentos ou, pelo menos, não atrapalhasse.
E, neste, sentido, infelizmente, não se tem visto atuação relevante por parte do governo Prandini, a não ser a de pegar carona num mérito que é exclusivo do setor privado para publicar revistas caríssimas, nas quais se estampa na capa o título “Monlevade Cresce”.
Monlevade tem crescido sim. Mas, é graças ao empreendedorismo de seu povo e ao trabalho de sua gente, que muitas das vezes tem transpor obstáculos monstruosos para abrir ou manter um negócio na cidade.
Cite-se, por exemplo, a imensa insegurança tributária que o gabinete prantinista impôs ao setor de prestação de serviços, entre outros, ao, recentemente, aprovar um monstrengo de um Código Tributário, que acarretou em aumentos absurdos de impostos e, ao final teve de ser revogado.
Outro exemplo é o caso dos permissionários de áreas públicas, muitos dos quais necessitam adequar seus negócios à nova realidade econômica do Município, mas que diante da incapacidade do governo de lhes apresentar qualquer solução efetiva, permanecem de mãos atadas, perdendo oportunidades que, certamente, seriam transformadas em mais emprego, renda e receita para a municipalidade.
Isso, sem falar no total esgotamento da capacidade de investimento em infra-estrutura da Prefeitura, ocasionado pela crise financeira prandinista, que obriga o Município a se endividar para, por exemplo, asfaltar algumas ruas que são escolhidas sem critério aparente, dentro de um plano de desenvolvimento econômico que já deveria estar pronto, nas mãos do prefeito, mas que nunca existiu.
Para se ter uma idéia da gravidade da situação, empresários monlevadenses tem transferido suas empresas ou optado por abrir seus negócios em cidades vizinhas como São Gonçalo, onde recebem mais incentivos e melhores condições para empreender.
O cavalo está passando arriado, à completa reveria do governo. E, se tudo continuar como está, não perderemos apenas quatro preciosos anos de oportunidades, mas sim uma década inteira de potencial crescimento econômico.