quinta-feira, 11 de abril de 2013

Mittal Proíbe Acesso ao Campo de Aviação




Desde o tempo da saudosa Belgo-Mineira, o Campo de Aviação, localizado no Bairro Vila Tanque, ao lado de um importante reserva de Mata Atlântica tombada pela Lei Orgânica, tem sido utilizado como local de lazer e de prática de esportes pela comunidade.
No local, durante os fins de semana, era muito comum encontrar famílias se congregando em torno de refeições ao ar livre (piquenique), ciclistas, praticantes de voo livre, aeromodelistas, montanhistas, amantes da natureza, crianças soltando pipa, etc.
Já há algum tempo, a indiana ArcelorMittal instalou um imenso portão (fotos) no acesso ao Campo de Aviação e uma placa que adverte: proibida a entrada.
E desde que o indiano Lakshmi Mittal passou a comandar a Usina é isso que se tem visto: uma empresa que vai levantando muros em torno de si, fechando as vias de diálogo e de acesso material e imaterial com a comunidade e, gananciosamente, se apoderando das riquezas e dos espaços naturais que, no final das contas, pertencem apenas ao povo monlevadense.      

quarta-feira, 10 de abril de 2013

100 Dias de Governo


Hoje, o prefeito Teófilo Torres completa 100 dias de governo. Tempo suficiente para o chefe do Executivo imprimir sua marca na administração que se iniciou em 1° de janeiro e definir o seu jeito próprio de administrar.
No entanto o que se verifica é, justamente, a ausência quase completa de uma marca definida que possa caracterizar o mandato de Teófilo Torres.
Para muitos, a administração teoflista - se é que pode ser chamada assim – tem se confundido ao extremo com o desastroso governo de seu antecessor.
Não se percebe no atual prefeito a liderança política necessária para conduzir o destino de uma cidade complexa como João Monlevade.
Ao contrário, o que se nota é um prefeito encastelado em seu gabinete, orbitando impassível entre a influência direta dois elemento centrais e, completamente, antagônicos da atual administração. De um lado, o populismo eleitoreiro, corruptivo e ineficiente de Carlos Moreira. Do outro, a linha dura da forasteira Laura Araújo, a quem coube a implementação da cartilha programática do PSDB: o famoso choque de gestão.        
Não é preciso ser formado em Química para saber que, por mais que se misture, água e óleo sempre resultarão numa solução heterogênea e intragável e que apenas uma gota de óleo bruto pode poluir e contaminar até mil litros de água pura. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Reajuste de Servidores Esbarra no Inchaço da Máquina Pública


Em reunião realizada, na tarde de ontem, com os vereadores, o prefeito Teófilo Torres afirmou que  não seria possível conceder reajuste salarial ao funcionalismo público municipal, já que o custeio da folha de pagamento da Prefeitura estaria muito próximo do limite de 54% definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.   
Ocorre que penas entre janeiro e fevereiro deste ano, o governo Teófilo/Moreira contratou 26 funcionários em cargo em comissão.
Resultado: o que impede o reajuste do salário dos servidores não é a Constituição nem a crise financeira de uma dívida que já foi paga, mas sim o inchaço da máquina pública.     

Prefeito Vai-E-Vem


A exemplo de seu antecessor, o prefeito Teófilo Torres está se demonstrando muito afeto à política do vai e vem.
Recentemente, ele contratou o presidente da Associação dos Aposentados, José Braga Paiva, exonerando-o, logo em seguida. Contratou, sem licitação, empresa para promover a limpeza da cidade e, imediatamente depois, cancelou a contratação. Anunciou que levaria um ano inteiro só para pagar a dívida da Prefeitura e, agora, confirma ter quitado o débito.      
Inteligente é quem aprende com a experiência alheia. E neste, como em vários outros casos, o que tem se verificado na atual administração é uma sucessão de erros já conhecidos pelo povo monlevadense.   

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Cestos de Lixo







Do  prefeito, Teófilo Torres, que desde sua posse não é mais visto pelas ruas do Município, gostaria de chamar a atenção para a situação das lixeiras públicas da região central da cidade (fotos acima), que se encontram, literalmente, entupidas de lixo, há meses.
E essa não é uma questão que demandaria a contratação de empresa ou de assessoria para ser solucionada.
Basta vontade para fazer e a designação de um funcionário – de preferência comissionado, que são os soldados fieis do prefeito (?) – munido de carrinho de mão, luvas, EPI, uma pá e uma vassoura para recolher o lixo dos cestos das lixeiras.   
Pois do jeito em que está, em breve, Monlevade não somente será castigada pelo surto de Dengue, mas também por moléstia medievais como a Peste Negra e congêneres.    

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mittal Polui Rios na Serra Azul

Mineração da ArcelorMittal na Serra Azul, região de Igarapé. Foto: Eugênio Moraes

Hoje em Dia, 20/02/2013: 

Laudo técnico encomendado pelo Ministério Público de Minas Gerais apontou a contaminação de vários cursos d’água próximos às atividades de mineração da ArcelorMittal, em Itatiaiuçu, na região de Serra Azul, onde a empresa pleiteia a renovação das licenças ambientais. O levantamento revelou um nível fora dos padrões para manganês, ferro e outras substâncias nos córregos. A empresa também não cumpriu cinco condicionantes estabelecidas no licenciamento ambiental.
O laudo encomendado pelo MP corroborou o que já havia sido constatado em parecer técnico do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). No entanto, os profissionais do órgão sugeriram a renovação das licenças ambientais por mais seis anos mesmo após tomar conhecimento das irregularidades. A renovação será julgada pelo colegiado do Copam no próximo dia 26. 
A contaminação das águas foi apurada nos córregos Alto da Boa Vista, Lajinha, Miúda e em três tributários do Córrego Mota. Em um dos pontos de captação verificou-se que, desde 2008 a concentração de óleo e graxa passou de 0,1 miligrama por litro para entre 1,1 e 4,1 miligramas por litro. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), em nota, disse que o problema é pontual. 
“No caso dos monitoramentos que apresentaram medições fora dos limites estabelecidos pela legislação vigente, as irregularidades foram pontuais e a empresa apresentou planos para adequação aos padrões”. 
Pelo não cumprimento de cinco condicionantes e pela contaminação dos cursos d’água a Semad aplicou uma multa de R$ 70 mil. A ArcelorMittal Serra Azul sustenta que a água é naturalmente contaminada pelas substâncias. “Sobre a suposta contaminação por ferro e manganês, a empresa informa que faz regularmente o monitoramento dos corpos hídricos no entorno do empreendimento e esclarece que a região – por ser naturalmente rica em minério de ferro, às vezes com manganês associado –, possui concentração elevada destas substâncias na água, o que pode provocar eventuais variações nos teores que extrapolam os limites legais. Estes teores, no entanto, não são decorrentes da atividade mineral da mina”, disse a empresa, em nota.

Teófilo Torres na Teoria do Caos e no Surto de Dengue: os Fins Justificam os Meios


Monlevade vive um dos piores surto de dengue dos últimos anos. E muito desta situação se deve ao fato de a cidade estar, literalmente, imunda, coberta de mato e de grande quantidade de lixo e de entulho por todos os lados, já que, evidentemente, essa imundice geral e vergonhosa favorece em demasia a proliferação do transmissor da doença: o mosquito aedes aegypti .
 E absurdamente, passados mais de três meses da administração Teófilo Torres/Carlos Moreira, o que se percebe é um governo paralisado e incapaz de prover os serviços mais básicos à população, como o de limpeza pública, por exemplo.
A impressão que se tem é que o governo atual estaria apostando suas fichas na “Teoria do Caos”, isto é, no quanto pior melhor, a fim de, preliminarmente, criar um cenário tão ruim e extremo, que a ansiedade do cidadão comum na solução do problema passe a servir de subterfúgio para justificar qualquer forma de se manter a cidade limpa, até as menos republicanas.
Inicialmente, ao argumento de extinção da frente de Trabalho, a atual administração havia anunciado, em caráter de urgência e sem licitação, a contratação de uma empresa para realizar o serviço de limpeza urbana. Mas, diante da grave suspeita de superfaturamento de preço que pairou sobre a contratação pretendida, o prefeito foi forçado a recuar e resolveu admitir um total de 70 funcionários, por prazo determinado, para que a necessária limpeza se efetivasse, até a realização do procedimento licitatório específico, o que acabou desmentindo a alegação de que a necessidade de terceirização do serviço advinha, única e exclusivamente, da extinção da Frente de Trabalho.
E neste contexto chamam a atenção dois pontos. Primeiro, o quanto pode ser maléfica e irresponsável a implementação da “Teoria do Caos” para justificar fins que não estejam atrelados ao bem comum, já que o caos instalado na cidade no que tange a limpeza pública tem favorecido o atual surto de dengue e levado a enfermidade aos lares monlevadense, colocando vários cidadãos sob o risco de morte. Segundo, a capacidade do governo em mentir para justificar seus fins, pois se fosse verdade que a terceirização do serviço de limpeza decorresse da extinção da Frente de Trabalho, por que 70 funcionários estão sendo contratados, então?   

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Servidores Protestam contra Arrocho Salarial de Teófilo Torres









Depois de percorrerem, em protesto, a região central da cidade, servidores públicos municipais se reuniram na portaria da Prefeitura, na manhã desta quarta-feira, para rechaçar a política de achatamento salarial de “aumento zero” e o corte de benefícios, instaurados pelo governo Teófilo Torres/Carlos Moreira.
Uma nova manifestação está marcada para hoje, às 15:00 hs., na Praça do Povo, de onde sairá uma passeata rumo à Câmara de Vereadores. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Mittal se Diz no Prejuízo


Lakshmi Niwas MittaL, presidente (CEO) da indiana  ArcelorMittal. Foto: divulgação. 

Acabo ler em órgão da imprensa monlevadense a seguinte manchete “Arcelor Mittal registra prejuízo mas vê sinais de melhoria em 2013”.  
Que o grupo siderúrgico comandado pelo indiano Mittal Lakshmi possa ter amargado algum prejuízo no ano passado não é de surpreender. Afinal, a grande crise econômica de 2008 afetou, com maior ou menor intensidade, toda a indústria mundial.
O que Mittal não revelou na oportunidade da matéria jornalística em comento é se, especificamente, a Usina de Monlevade apresentou prejuízo no mesmo período, o que é difícil de acreditar, considerando as condições encontradas no Município para a produção do aço e do fio-máquina.
A Usina de Monlevade conta com o minério de ferro de altíssima qualidade, extraído da Serra do Andrade, possui alto-forno moderno refrigerado à água e monitorado, eletronicamente.  A aciaria é, igualmente, moderna e a laminação é quase, totalmente, automatizada. Conta também com acesso direto à ferrovia Vitória-Minas e às rodovias BR 262 e 381.  Isso, sem falar nas várias gerações de trabalhadores monlevadense que dedicaram vidas inteiras à produção do aço, criando uma cultura siderúrgica forte e de extrema qualidade na Usina.  
Tudo o que leva a crer se tratar a Usina de Monlevade de empreendimento siderúrgico de alta lucratividade, há várias décadas.
E se o marajá Mittal está insatisfeito, que venda a Usina, junte suas malas e volte para a Índia. O que não se pode permitir é o fechamento do Alto-Forno e da Aciaria, como prevê o Plano Estratégico do indiano Mittal para a Usina de Monlevade. Isso sim representaria um grande prejuízo para o Município, pois, seria o início do fim da siderurgia nesta terra e a, conseqüente, transferência da planta siderúrgica monlevadense para a China.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mittal Nega Audiência Pública


Lakshmi Niwas MittaL, presidente (CEO) da indiana  ArcelorMittal. Foto: divulgação. 

Na última reunião ordinária da Câmara, foi lida uma correspondência enviada pela indiana ArcelorMittal, na qual a siderúrgica se recusou a participar de uma audiência pública, sob a justificativa “de que estariam muito ocupados naquele dia”. 
A audiência foi sugerida pelo Sindicato dos Metalúrgicos e estava agendada para o próximo dia 04, quando se discutiria o novo Plano Estratégico da empresa que prevê, em João Monlevade, o fechamento do Alto-Forno e da Aciaria, a demissão de dezenas de empregados, além de várias outras questões que afetariam, diretamente, o Município, como a comercialização do minério de ferro da Mina do Andrade, pelo modal rodoviário, atividade esta que vem aumentando em demasia o fluxo de veículos pesados (carretas) pelas vias da cidade. 
Diante da negativa de Mittal, é dever dos vereadores propor à siderúrgica que indique uma nova data, em que, obviamente, seus diretores não estejam tão ocupados com outros assuntos mais relevantes - do que o de esclarecer ao povo desta cidade a respeito dos impactos econômico-sociais de seu novo Plano Estratégico sobre as milhares de almas que aqui vivem - para que seja re-marcada a audiência pública pretendida, na maior brevidade de tempo possível.