sexta-feira, 30 de julho de 2010

Movimento Pela Lealdade do Voto


A figura acima é inspirada na Bandeira dos Inconfidentes, idealizada pelo poeta Cláudio Manuel da Costa e foi concebida como o símbolo do Movimento Pela Lealdade do Voto. O triangulo eqüilátero que engloba os demais representa a racionalidade, a sensatez e o discernimento de ser fiel aos princípios que norteiam o Movimento. A cor verde dos três triângulos externos representa a esperança de renovação e prosperidade, que não pode ser abandonado. Os dois elos amarelos representam a força indissolúvel do grupo e, por estarem no triangulo superior, simbolizam que a união está acima de tudo. O triangulo interno, negro e invertido representa a deslealdade política de Prandini, o que foi decisivo para criação do Movimento.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Dissidência de Prandini Forma Novo Grupo Político

Da esquerda para a direita: o Professor Guim, o Economista Vaender Pessoa, o Advogado Fernando Garcia, o Deputado Federal Antônio Roberto (PV), o Professor Werton Santos, o Jornalista Carlos Coelho e o coordenador da campanha de Damon de Itabira(PV)Jandirão

Após meses de articulações e de reuniões, formou-se um novo grupo político em João Monlevade, composto em sua maioria por dissidentes do governo Prandini, que não admitem a forma com a qual o atual prefeito vem administrando o município. O novo grupo político denomina-se Movimento Pela Lealdade do Voto. O grupo já firmou apoio político aos candidatos ao cargo de deputado Federal, Antonio Roberto (PV), e ao candidato ao cargo de deputado estadual Damon de Sena (PV) de Itabira. Em João Monlevade , ambos os candidatos terão suas campanhas eleitorais coordenadas pelo Movimento Pela Lealdade do Voto.

Comissionados não Comem

Há fortes rumores de que a próxima medida para conter gastos na administração Prandini será o cancelamento do Vale Alimentação dos funcionários comissionados da Prefeitura. Acho que tal medida deveria ser seguida pela publicação de um decreto do Prefeito com o seguinte teor:

Determino que os funcionários comissionados municipais se abstenham de se alimentar, sob pena de multa, enquanto vigorar este decreto.

Assim seria mais fácil para todos e o governo ainda poderia arrecadar um bom dinheiro com as multas aplicadas, fazendo caixa para cobrir os cheques sem fundo e as contas atrasadas.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Atropelamento Global

O episodio do atropelamento d o músico Rafaela Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, revela o quão desigual, corrupta, confusa e hipócrita é a sociedade brasileira. No Rio de Janeiro, uma pessoa é atropelada a cada duas horas e, na maioria absoluta dos casos, o que se verifica é o descaso das autoridades para com as vítimas e culpados. Mas no caso do filho da atriz global, um aparato cinematográfico de investigação é empenhado sobre a luz dos holofotes de uma mídia sensacionalista, que é a primeira a desigualar os cidadãos. No país da Constituição que diz que todos são iguais perante a lei, a morte de alguns choca mais do que a de vários outros. E, pra variar, ainda existem fortes indícios de corrupção por parte da polícia que exigiu o seu para livrar a cara do atropelador. E, por fim, vem a Globo, no seu eterno papel de alienadora do Brasil, dizer que os esqueitistas estavam no túnel interditado, porque, segundo ela, lá seria um lugar seguro para a prática do esporte. Ora, se o túnel está interditado é porque nele não há segurança para motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres ou mesmo esqueitistas. Lamento muito a morte do músico, assim como lamento qualquer morte prematura. Mas neste caso, todos estão errados: o atropelador que batia pega, o esqueitista que não respeitou a interdição do túnel, a polícia que se corrompeu e a mídia que só se indigna contra a morte de filhos de famosos.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Rua da Amargura, Nº 120, Paço Municipal

Quase dois anos após a eclosão da crise financeira que abalou a economia mundial, o governo Prandini apresenta um tardio plano de contenção de despesas que, dentre outras medidas, prevê a demissão de 120 funcionários. Serão 120 almas que experimentarão as conseqüências da falta de planejamento e da irresponsabilidade fiscal de um governo incapaz de se prevenir diante de acontecimentos anunciados. Isso, sem falar nas conseqüências políticas das demissões para a já fragilizada base do governo ou para os candidatos apoiados por Prandini nas eleições deste ano.

O Pacto Umbilical

Como ja dito várias vezes, o Pacto Umbilical é aquele modelo hermético de governo adotado pela administração Prandini, no qual o assessor de governo, Emerson Duarte, exclusivamente, toma as decisões político-administrativas e Prandini, automaticamente, assina em baixo. E é justamente o Pacto Umbilical o maior responsável pelo marasmo e por todas as trapalhadas do governo, porquanto qualquer instituição, seja pública ou privada, nada mais é que o reflexo de seu molde administrativo. Sem entrar em maiores méritos, o Pacto Umbilical já conseguiu decompor, praticamente, toda a base que construíra a vitória de Prandini nas urnas, o que, por si só, já comprova o quão equivocado é o modelo político atual da Prefeitura, pois não há administração que governe sem sua base. Se é que se pode chamar de político um modelo constituído por apenas duas pessoas: uma figurativa, transmitente do poder, e outra centralizadora, detentora ilegítima do poder.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

1 Ano da Morte do Companheiro de Campanha Adriano Motoca

Adriano Motoca na comemoração da vitória nas urnas: 43 no peito.

Muito já escrevi aqui no Monlewood a respeito da sensibilidade que aquele que se coloca no papel de líder deve ter para com sua base. Existem várias motivações que levam alguém a se envolver num projeto político. Alguns, mais politizados, almejam participar e ajudar a construir. Outros buscam apenas apoio recíproco. Há ainda aqueles que buscam apenas a oportunidade trabalho, após às eleições, o que não deixa de ser justo, principalmente quando assim o é prometido. Cabe ao líder a sensibilidade para responder aos anseios individuais, conforme a legitimidade de cada qual. O episódio que vou contar agora demonstra o quanto pode ser trágica a falta de sensibilidade do líder para com seus liderados. Ontem, dia 18, fez exatamente um ano da morte de Adriano Motoca. Marco Adriano Mota, carinhosamente chamado de Motoca, foi um dos maiores colaboradores da campanha que elegeu atual prefeito de Monlevade, Gustavo Prandini. Acreditando em Prandini, Motoca trabalhou intensamente, dia e noite, carregando e descarregando caminhões, montando e desmontando as tendas e equipamentos dos comícios e fazendo tudo mais que era necessário ao apoio de rua de uma campanha que teve como maior característica o contato direto com o povo e as comunidades. Com Prandini já eleito, Motoca se apresentou ao prefeito para que a promessa de trabalho fosse cumprida e o chefe do executivo pediu para que ele deixasse o currículo. E foi assim durante 6 longos meses, um currículo atrás do outro e nenhum apoio por parte de Prandini, período no qual, Adriano Motoca, que era pai de duas crianças, se desdobrou para sustentar seus filhos. Após a campanha, recolheu latinhas de alumínio pelas ruas. Com a queda do valor do material reciclável, decorrente da crise financeira, passou a capinar lotes e terrenos na cidade, o que também se tornou difícil devido à mesma crise. Desempregado por vários meses, sem conseguir dinheiro para sustentar seus filhos, sem apoio do prefeito que ajudou a eleger e com problemas na família, Adriano Motoca tirou sua própria vida no dia 18 de julho de 2009. Deixou companheira e dois filhos. “O desespero de Adriano era não poder sustentar nossos filhos. Ele tentou de tudo, mas não teve apoio de ninguém. Tenho certeza que se tivesse conseguido trabalho, ele ainda estaria entre nós”, foi o que afirmou Geise, a mãe dos dois filhos que Adriano Motoca deixou.
Geise e os filhos de Adriano Motoca

domingo, 18 de julho de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: a Escravidão nas Minas

Em 1832, circum-navegando a América do Sul, rumo à famosa ilha de Galápagos, onde encontrou a surpreendente fauna que o inspiraria a elaborar a revolucionária Teoria da Evolução das Espécies, o naturalista inglês Charles Darwin passou pela Bahia e pelo Rio de Janeiro, onde escreveu:

... finalmente, deixamos as praias do Brasil. Agradeço a Deus e espero nunca visitar outra vez um país escravocrata... Perto do Rio de Janeiro, morei em frente a uma velha senhora que guardava tarraxas para esmagar os dedos de suas escravas. Fiquei em uma casa onde um jovem mulato era diariamente e a cada hora maltratado, espancado e atormentado, de um modo suficiente para aniquilar o espírito do animal mais miserável. Vi um garotinho de seis ou sete anos de idade ser atingido três vezes na cabeça por um chicote de açoitar cavalos (antes que eu pudesse interferir) simplesmente por ter me alcançado um copo de água que não estava bem limpo. Vi seu pai tremer apenas com um relance do olhar de seu mestre...


Execução da Pena do Fugitivo e Escravos ao Tronco: Debret

Feitor Corrigindo Escravo: Debret

Nas Minas, a escravidão não se distanciou dos moldes cariocas ou baianos. Os primeiros escravos negros chegaram às Minas, logo após a descoberta das primeiras jazidas auríferas, em 1695. Para cá foram trazidos escravos capturados em várias nações africanas, tais como Sudão, Guiné, Angola, Moçambique e Congo. Para o trabalho na mineração havia a preferência por um tipo específico de escravo, pelo qual se pagava caro: o negro-mina. Baixo e forte, o negro-mina vinha da região do Congo. Forte para a brutalidade do trabalho e baixo para melhor se mover nos ambientes apertados dos talhos e das galerias das minas, o negro-mina recebia tal denominação por conhecer técnicas rudimentares de mineração, as quais aprendia em sua própria cultura. A viagem da África ao Rio de Janeiro durava geralmente cerca de 2 longos meses. Nos escuros porões dos navios, os escravos eram amontoados como gado e batizados na fé católica. Os homens recebiam o nome de Chico e as mulheres de Chica ou Maria. A travessia do Atlântico era uma verdadeira provação. Tormentas e naufrágios eram constantes. Devido aos maus tratos, às péssimas condições do transporte e à falta de asseio, comida e água potável, calcula-se que morriam de cinco a vinte e cinco porcento dos negros, durante a viagem.
Mercado de Escravos no Rio de Janeiro:Debret

Os que chegavam vivos e em condições de serem expostos à venda, nos mercados de escravos no Rio de Janeiro, ainda tinham de sobreviver à longa caminhada até as regiões mineradoras. Escoltados por tropeiros armados, o negros eram acorrentados uns aos outros e, descalços, eram conduzidos pela Estrada Real até as principais vilas da capitania como São João Del Rei, Vila Rica (Ouro Preto) e o Distrito Diamantino do Tejuco (Diamantina). Em 1876, quando o ouro de aluvião começa a apresentar sinais de exaustão, a Capitania já contava com o incrível número de 174.135 cativos, numa população de total de 362.847 habitantes. Para a maioria dos negros escravos, a situação de vida na sociedade mineradora não foi melhor do que a do nordeste açucareiro. A brutalidade da exploração do escravo, certamente, foi mais grave nos trabalhos de extração aurífera nas lavagens das várzeas e ribeiros e nas escavações das galerias subterrâneas. O negro era obrigado a trabalhar o dia inteiro em ambientes úmidos, frios e, muitas vezes, claustrofóbicos. Devido à desumana condição do serviço, os escravos morriam com cinco ou sete anos de serviço na mineração. Eram comuns as mortes por soterramento, afogamento, asfixia e por doenças como silicose, dermatites agudas, pneumonia e tuberculose. Mas nem tudo foi barbárie no mundo do escravo mineiro. As Minas foram palco de várias histórias de perseverança, obstinação e liberdade, como a de Chico Rei em Vila Rica (vide postagem Chico Rei, o Rei do Congo no Brasil) e de Chica da Silva no Distrito Diamantino. A grande quantidade de ouro encontrado nas Minas e o fácil acesso ao metal precioso permitiam ao escravo comprar sua liberdade. Era comum na região mineradora permitir que o escravo garimpasse ouro por conta própria, aos domingos e nos dias santos. Assim, era possível ao negro acumular ouro suficiente para comprar sua alforria ou até mesmo comprar outro escravo que era oferecido ao seu senhor em troca de sua liberdade. Uma vez libertos, o escravos alforriados se organizavam em irmandades religiosas, nas quais se ajudavam mutuamente e pagavam pela alforria de outros escravos. As irmandades negras mais comuns eram as da padroeira Nossa Senhora do Rosário. Praticamente, cada vilarejo mineiro possuia um Capela do Rosário. Mas, existiam ainda as irmandades de Santa Efigênia, de Nossa Senhora das Mercês, de São Gonçalo e de São Francisco dos Cordões da Penitência, nas quais se admitiam negros forros. Os escravos libertos encontravam nas irmandades religiosas um espaço para o exercício da sociabilidade e também para a prática sua cultura, sobretudo, a religiosa.Foram nestes locais que a religiosidade da África se fundiu com a do colonizador portugues, dando origem ao sincretismo religioso como o Congado, o Reizado e etc.
Escravos Carpinteiros: Debret
Escravos Cangueiros e Diferentes Nações de Escravos: Debret
Sapataria: Debret
Exploração de Granito: Debret

Os escravos foram responsáveis pela produção de toda a riqueza da Capitania das Minas de Ouro, até a abolição da escravidão, em 1888. Extraíram todo ouro, o diamante e as gemas preciosas. Construíram as ruas, o casario, as igrejas e as cidades. Exerceram os mais diversos ofícios necessários à dinâmica das vilas mineradoras. Foram deles, e das nações indígenas que herdamos os elementos étnico-culturais, que, somados à matriz portuguesa, resultaram na formação da magnífica e incomparável Civilização Mineira.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Faça o que Eu Falo, Mas não Faça o que Eu Faço

O atual assessor de governo, ou melhor, o grão-prefeito-mor da administração Prandini, Émerson Duarte, durante a gestão Carlos Moreira, formalizou representação no Ministério Público, denunciando a concessão de terreno da Prefeitura à empresário da cidade. Agora, o partido do Prefeito, de quem Duarte é articulador político e assessor anuncia que a administração Prandini pretende vender terrenos do Município para cobrir despesas da Prefeitura. A diferença é que as concessões de uso de terrenos, mesmo que irregulares, não retiram do Município seus bens e sua propriedade e, por vezes, geram receita e empregos. Já a venda dos terrenos, além de empobrecer e de comprometer o patrimônio público municipal, não resolve o problema de caixa da Prefeitura. Moral da história: Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Dois Novos Blogs em João Monlevade

Monlevade conta com dois novos blogs. Ambos de associações. O primeiro é o da AUTCOM, Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de João Monlevade (www.autcomunica.blogspot.com) e o segundo e não menos importante é o da AMOBIKE, Associação Monlevadense de Bicicultura e Transporte à Propulsão Humana, Esporte e Lazer(www.amobike.wordpress.com).