quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Prefeitura, Hospital Margarida e Credimep


Ontem, na reunião ordinária da Câmara, o vereador Carlos Gomes fez uso da tribuna para anunciar uma operação, no mínimo, curiosa ocorrida entre o governo Teófilo/Moreira, a direção do Hospital Margarida e a Credimep.
Segundo o parlamentar, em decorrência da suspensão dos repasses financeiros, ocorrida nos três últimos meses do ano passado, entre Prefeitura e Hospital Margarida, a Casa de Saúde se viu forçada a contrair um empréstimo junto à Credimep no valor de R$ 800.000,00 para custeio do pronto socorro.   
Posteriormente, já no mandato de Teófilo Torres, a Prefeitura entrou em acordo com o Hospital no sentido de assumir a obrigação pelo pagamento das parcelas do financiamento, mais os juros da operação de crédito.
De modo que as perguntas pertinentes são duas ou três: houve licitação para a contratação da Credimep como prestadora de serviço financeiro? Há previsão orçamentária para a despesa relativa a tal financiamento (principal + juros)? Por se tratar o financiamento de operação de crédito, há autorização legislativa para tal? Com a palavra, os senhores vereadores e o ilustre representante do Ministério Público.      

Líder do Governo Declara que Palavra de Delci Couto Está em Descrédito


Na reunião ordinária de ontem, quarta-feira, na Câmara Municipal, o líder do governo Teófilo/Moreira, Djalma Bastos, fez menção à recente declaração do Delci Couto de que a dívida da prefeitura não passa de R$ 4.176.351,28 e convocou o contador para participar da audiência de prestação de contas que ocorrerá, hoje, na sede do Legislativo. Segundo Djalma, a palavra de Delci está em descrédito (veja o vídeo).

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Mais Quebra-Mola


escrevi que o nível cultural de uma cidade pode ser medido pela quantidade de quebra-molas que existem em suas ruas: quanto mais atrasado o lugar mais abundantes são os quebra-molas.
Hoje, o monlevadense foi surpreendido por mais um quebra-mola, improvisado no cruzamento da Avenida Getúlio Vargas com Cândido Dias, onde o semáforo não funciona há vários meses. Apesar do silêncio da Prefeitura, o tal quebra-molas parece ser temporário, até que o aludido semáforo seja consertado.
Não é possível que a única política do Settran para o trânsito monlevadense seja a de instalar quebra-molas, cidade a fora. E a educação para o trânsito? E a fiscalização dos Centros de Formação de Condutores? E a introdução da disciplina “Trânsito” nas escolas? E a instituição de um transporte público de passageiros barato e de qualidade que encoraje o cidadão a deixar seu carro em casa ? Deste jeito, ao contrário do que foi prometido em campanha, Monlevade não está avançando.

Dívida Revelada: R$ 4 milhões


Agora, que os números revelaram, matematicamente, que a real dívida do Município não ultrapassa os R$ 4.176.351,28, ou seja, apenas 2,9 % da receita realizada no exercício financeiro de 2012, a afirmação do prefeito Teófilo Torres de que “ levaria uma ano só para pagar dívidas” caiu por terra.
Uma dívida financeira de 2,9 % da receita, efetivamente, arrecada é perfeitamente administrável e não pode servir de justificativa para a quase completa paralisia que, até então, se verifica na administração Teófilo/Moreira.
De qualquer forma, o que mais assusta é a demonstração da capacidade de mentir de um governo recém empossado, que o faz, manipulando dados do orçamento público de modo a desinformar o cidadão de bem, quanto ao montante de uma dívida muito maior do que a realidade dos números confirma.
E pior: mentiu para não trabalhar. Mentiu para justificar uma pretensa e já visível paralisia de um ano, como declarou o próprio Teófilo Torres.     

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Levante Estudante

O Movimento Levante Estudante objetiva a união de todos os interessados em contribuir para o fortalecimento da Classe Estudantil Regional, de tal maneira que as demandas da Educação tenham voz ativa e se fixem como prioridades sociais. Fazendo jus ao nosso propósito, estaremos em concentração no dia 02 de Março, por volta das 12h30min, no estacionamento da Prefeitura Municipal de João Monlevade, local onde se iniciará uma Passeata (trajeto a ser definido) em prol da busca por soluções que viabilizem o retorno imediato do Transporte Universitário suspenso - benefício concedido aos alunos monlevadenses das instituições de nível superior de Itabira e do Vale do Aço. Em seguida, no Sindicato dos Metalúrgicos, local de término da Passeata, por volta das 14h30min acontecerá a Assembleia Inicial para a fundação de uma Entidade representativa dos estudantes, aberta aos apoiadores e independente em sua estrutura. No âmbito dessa Entidade estarão temas como transporte estudantil, moradia estudantil, afirmação da meia entrada, a implementação de restaurantes estudantis e outros que surgirem durante este processo. Confirmaram presença os representantes das Entidades a seguir: UEE-MG (União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais); UMES-JM (União Municipal dos Estudantes Secundarista de João Monlevade); Diretório Acadêmico ICEA-UFOP; Diretório Acadêmico UNILESTE; Centros Acadêmicos UNIFEI-Itabira; Diretório Acadêmico FACHI-FUNCESI; UJS (União da Juventude Socialista) bem como estudantes do município e região. Levante Estudante! Participe. Traga sua bandeira. 

Acompanhe também no Facebook pelo link: Movimento Levante Estudante

Moreira no Poder

Para reflexão, republico um texto veiculado aqui no Monlewood, em 03 de julho de 2012, com o título:

As Pré-Candidaturas nas Manobras de Carlos Moreira 

O radialista e ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira (PSDB) sabe que esta será a última campanha eleitoral, em que terá certa relevância política, já que se encontra inelegível não apenas para as próximas eleições, mas para as próximas décadas, considerando-se a imensa quantidade de processos que coleciona na Justiça, vários deles com decisões desfavoráveis em 1ª instancia. Assim, diante desta difícil realidade que o afeta e gozando do irrestrito aval do ex-deputado Mauri Torres, Moreira logo deu um jeito de manobrar as pré-candidaturas de seu grupo político, de forma a posicionar seu projeto pessoal de poder o mais próximo possível de seus próprios interesses. Primeiro foi com Dr. Railon (PDT), segundo colocado no último pleito, com cerca de 15.600 votos. Railton reunia todas as condições para encabeçar a chapa majoritária e era visto como candidato natural do grupo nestas eleições. Mas, Moreira não está se importando muito com a aptidão de candidato para atrair votos. Moreira está buscando alguém que possa figurar como seu consorte em sua busca desmedida pelo poder. Como no momento da cassação de Prandini, Dr. Railton já havia demonstrado que não se sujeitaria a ingerências, caso assumisse a Prefeitura, foi, literalmente, rejeitado por Moreira como cabeça de chapa e rebaixado ao posto de candidato a vice-prefeito. Então, no grupo assumiu a pré-candidatura ao cargo de prefeito o empresário Lucien Marques. No entanto, como, à frente do Hospital Margarida, Lucien já havia dado mostras de que em sua forma de administrar não haveria espaço para o populismo e para a politicagem moreirista, foi rejeitado por Carlos Moreira e substituído pelo advogado Teófilo Torres, filho do ex-deputado Mauri Torres e dois anos mais novo do que o prefeito Gustavo Prandini. Nota-se que o candidato do PSDB não foi escolhido porque é o mais apto, o mais experiente ou o que reúne as melhores condições para governar João Monlevade. Ele foi escolhido porque Moreira assim o quis. Porque assim foi interessante para Moreira e apenas Moreira. Significa dizer que, caso Teófilo seja eleito quem governará o Município será Carlos Ezequiel Moreira, a exemplo do que aconteceu nos últimos quatro anos em que Prandini foi o prefeito, mas quem, realmente, administrou João Monlevade foi Emerson Duarte. Estamos saindo do Pacto Umbilical para, possivelmente, cairmos nas garras do Pacto Moreiral.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Monlevade ainda é a Segunda Cidade mais Rica do Médio Piracicaba

Foi veiculada, hoje, uma matéria na Imprensa Monlevadense com o seguinte título: “São Gonçalo já é a segunda cidade mais rica da região”.  É que segundo a reportagem,  o receita arrecada pelo município vizinho, em 2012, foi da ordem de 173,5 milhões de reais, contra os 151,3 milhões arrecadados por João Monlevade no mesmo período, o que, na micro-região do Médio Piracicaba, colocaria São Gonçalo atrás apenas de Itabira, que arrecadou 338 milhões no ano passado.
No entanto, a riqueza de uma cidade deve ser medida por meio de seu Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, por tudo que é produzido no município, o que inclui indústria, manufaturas, agropecuária, serviços, etc e não por sua receita arrecada.
Segundo os dados mais recentes (2010) do Instituto Brasileiro de Estatísticas (IBGE) o PIB nominal de João Monlevade é da ordem de 1 bilhão e 517 milhões de reais, contra 1 bilhão e 416 milhões de São Gonçalo, ou seja, 100 milhões a mais do que o município vizinho.
Assim, segundo os dados disponíveis, Monlevade ainda é a segunda cidade mais rica do Médio Piracicaba.          

100 Dias


Não é incomum o novo governante requerer junto à população o transcurso do prazo de 100 dias para que sua marca ou seu jeito de governar seja impresso na gestão que se inicia.
No entanto, deve-se ter em mente que os 100 dias são necessários apenas para a mudança de paradigma administrativo, eis que serviços básicos, como o abastecimento de água tratada, manutenção das ruas, limpeza de bairros, praças e jardins, transporte de estudantes, fornecimento de medicamentos, saúde, educação e etc devem ser prestados já no primeiro dia de governo, o que a atual administração tem, visivelmente, apresentado dificuldade em realizar.
E a desculpa de dívida ou falta de dinheiro não cola numa situação em o prefeito foi eleito, prometendo, justamente, uma enxurrada de recursos do governo de Minas para resolver os problemas do Município.  

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Situação do PDT em Monlevade

Sou filiado a esse partido político e o admiro desde os tempos de Brizola, pela sua bandeira a favor da educação de qualidade e pelas ideias de Cristovão Buarque e outros mais. Trabalhamos na campanha política em Monlevade e defendemos com muito empenho a candidatura do atual prefeito e de seu vice que é do PDT. Comenta-se na cidade que o partido não foi contemplado com cargos importantes no atual governo por não ter pessoas competentes para assumir tais cargos. Deve ser muito mal informado quem fala uma besteira dessa, pois conheço algumas pessoas no partido com competência de sobra para ocupar o primeiro escalão do governo municipal. O partido é que não soube conduzir as negociações na campanha devido à vaidade, a inabilidade e a posição centralizadora de alguns membros de sua cúpula. Talvez seja justamente pela competência é que pessoas do PDT não foram chamadas para ocupar cargos na gestão pública. No Brasil, nem sempre os mais competentes são os mais valorizados. Aliás, nem todo político sente-se confortável ao lado de pessoas que sabem pensar e questionar. Vivemos em um país onde a maioria dos eleitores não sabe votar e nem cobrar o mínimo necessário para viver com dignidade. Esperar o que?

Paulo Albeny

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

51 Dias de Governo


O prefeito Teófilo Torres (PSDB) completa hoje 51 dias de governo. Segundo previsão  da Lei Orçamentária para o exercício fiscal de 2013, o Município já teria arrecadado durante este período mais de 20 milhões de reais. Isso sem falar no compromisso de campanha do, então, candidato tucano, no sentido de que não faltariam recursos do governo de Minas para retirar Monlevade das dificuldades financeiras em que se encontra.
No entanto, o que se vê é um governo, completamente, apático e sem demonstrar o menor sinal de sinergia administrativa para solucionar os vários problemas que vão se avolumando pelo Município, como a constante falta d’água, a buraqueira das ruas e o mato e a sujeira nos passeios e praças.
Recentemente, Teófilo chegou ao disparate de anunciar que o monlevadense não deve esperar muito de seu primeiro ano de mandato, justificando-se na dívida deixada pelo governo anterior justificando-se na date de anunciar que seu primeiro ano de mandato aiol. . Ora, será que o prefeito já se esqueceu de seus compromissos de campanha? Ou será que ele prometeu o que não pode cumprir? Será que ele mentiu, como outros já fizeram?
O fato é que povo está começando a não aceitar a desculpa financeira pela letargia do governo Teófilo/Moreira, já que, como todos se lembram, a promessa era de que o governo de Minas não deixaria faltar recursos em João Monlevade, caso o filho do ex-deputado Mauri Torres fosse eleito. 
E depois de 51 dias de governo, já tem muita gente achando que a eleição de Teófilo pode não ter sido uma "boa ideia".