quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

INÍCIO DO ANO LEGISLATIVO EXPÕE DESGASTE POLÍTICO DE LAÉRCIO


O poder desgasta. Então, em exercício da primeira metade do 3º mandato como prefeito é natural que Laércio apresente algum desgaste político a essa altura. No entanto, considerando a reação da Câmara já no início do ano legislativo e todo o conteúdo político que circula nas redes sociais, etc, é possível verificar que o desgaste da imagem do prefeito tem desempenhado uma trajetória ascendente acelerada. Para Laércio, que não poder ser candidato nas próximas eleições, pouca diferença faz. No entanto, para Dorinha Machadão, que deve ser a candidata a prefeita apoiada pelo PT,  a diferença é muita já que ela conta com o atual prefeito para que seja seu principal cabo eleitoral. Para isso, Dorinha precisa que Laércio termine o mandato bem avaliado.

O desgaste político de Laércio já vem do ano passado quando o imbróglio, ou melhor, a barbeiragem jurídico-administrativa  do Novo Código Tributário fritou a imagem do prefeito junto a opinião pública por muitos meses e sobretudo junto aos setores econômicos do Município, o que produz estragos muito mais pontuais e profundos. Depois, a candidata a presidente do PT apoiada pelo prefeito perdeu as eleições, o que também já não era um bom sinal.  Mas, quem chegou a assistir as duas primeiras sessões da Câmara para o ano de 2026 já pôde sentir que não houve uma reversão no quadro e que o prefeito, definitivamente, também não voa em céu de brigadeiro na Casa Legislativa. Quando o presidente da Câmara faz uso da tribuna para elencar expressamente as três piores secretarias do governo é porque a relação entre os dois poderes do Município vai de mal a pior. E relação ruim entre poderes é sempre um problema de gestão do gabinete do Prefeito.  Além de uma Câmara bem mais hostil, o prefeito ainda enfrenta uma série de reclamações, repletas de vídeos e imagens, que são postadas por populares diariamente nas redes sociais e que não são resolvidas pelo governo. Fato muito emblemático nesse sentido ocorreu recentemente na Rua Leonardo Diniz, onde, cansados da ineficiência e da embromação da prefeitura para reparar as más condições do logradouro, os próprios moradores fecharam  a rua em protesto.  Quando o povo fecha rua em João Monlevade é porque o caldo está entornando.   Tão emblemático que a rua então fechada pelo povo tinha que ter a denominação de Leonardo Dinz, ex-prefeito de João Monlevade pelo PT.  Se os petistas do gabinete do prefeito realmente honrassem a história do partido e fossem um pouco mais inteligentes já teriam subido à  Rua Leonardo Diniz e resolvido a situação, até para não expor o prefeito à tamanha incoerência. O povo também tem reclamado muito de não conseguir encaminhamento para seus problemas na Prefeitura e de ser tratado lá apenas com embromação e nenhuma ação.  

E não adianta negar, o prefeito tem amargado muitas dificuldades políticas como conseqüência de ter escolhido mal os membros de seu gabinete, que são aqueles que deveriam fazer a ponte entre o chefe do Executivo e o povo. Política se faz com quem tem formação e atuação políticas. Fazer política com amigos é algo que pode sair caro. O gabinete de Laércio é hermeticamente fechado, não dialoga com a comunidade nem com setores de maior formação política do  próprio partido, tendo, por exemplo ignorado completamente a nova presidência do PT que não foi convidada a integrá-lo, outro erro gritante.  Se articulasse com o PT, a Rua Leonardo Diniz não estaria do jeito em que se encontra. O gabinete de Laércio não é preenchido por cientistas políticos, com rara exceção, são todos noveleiros que não perdem um capítulo sequer da novela das 9 da Rede Globo, replicando dentro do partido e do gabinete todos aqueles expedientes de malfeitoria tão deploráveis exibidos pela tela da TV. Aliás, o único cientista político que havia no PT teve suas assas cortadas, não por coincidência, pelo gabinete de Laércio e depois de ter que deixar o governo, hoje felizmente alça vôos muito mais altos na capital Belo Horizonte.

Olha, se alguém pretende contar com a figura do prefeito como cabo eleitoral na próxima eleição municipal,  é melhor dar um sacudida no gabinete do chefe do executivo. Do contrário, o PT não terá condições de cumprir com o acordado na campanha, que era contar com um prefeito/cabo eleitoral bem avaliado.  

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