quarta-feira, 16 de setembro de 2026

SUCESSÃO NA CÂMARA ESBARRA EM MOVIMENTO ANTIRRACISTA


 

O processo de sucessão da Mesa Diretora da Câmara de vereadores de João Monlevade para o biênio 2027/2028 nem teve início e já acumula polêmica e até ares de inviabilidade para determinado almejante ao cargo de presidente do Legislativo local.

Primeiro, foi a tentativa de antecipação da eleição da Mesa Diretora para 1º de Outubro, que foi reprovada pela Casa.  A derrota do projeto expôs a fraqueza política do grupo que o propôs e é encabeçado pelo vereador Marquinhos Dornelas que é pré-candidato declarado à presidência da Câmara.

Contudo, a pré-candidatura de Dornelas tomou ares de inviabilidade política, quando recentemente, o vereador aspirante a presidente da Casa fez declarações públicas sobre uma atividade escolar relacionada à cultura afro-brasileira.

As declarações de Dornelas causaram indignação em importantes setores da sociedade civil organizada monlevadense que se mobilizaram e têm realizado protestos contra o vereador no plenário do Legislativo. A própria candidatura de Dornelas à presidência da Câmara já tem sido alvo de protestos na redes sociais (imagem).  

Ao que tudo indica, os protestos contra Dornelas continuarão, situação que deve inviabilizar de vez sua candidatura à presidência da Casa.   É muito temerário para a Câmara eleger um presidente contra o qual o povo se encontra mobilizado em protesto. A Câmara deve ser a Casa do Povo e não contra o povo.  Assim, se o Legislativo pretende evitar uma escalada dos protestos, impedindo que eles se voltem contra a própria Casa, é preciso que haja consenso em torno de um nome alternativo para presidir a Câmara.