quarta-feira, 6 de outubro de 2010

7 de Outubro: Uma Homenagem à Nossa Senhora do Rosário

Hoje, 7 de outubro, é dia de Nossa senhora do Rosário, a padroeira dos escravos e alforriados das Minas setecentistas. Não conheço uma só cidade, tradicionalmente, mineira que não possua uma igreja do Rosário. Como bom mineiro e devoto da santa, resolvi prestar uma homenagem à Santíssima Virgem, construindo, durante os fins de semana(minha namorada ficou possessa), uma maquete de uma típica Igreja do Rosário mineira. Minas está polvilhada dessas igrejas, em sua maioria, erigidas pelas Irmandades do Rosário, compostas por escravos alforriados. Geralmente, essas igrejas seguem, com algum grau de variação, um pitoresco e singelo padrão de arquitetura, inaugurado em 1719, com a construção da famosa Igreja Nossa Senhora do Ó, em Sabará. Minha maquete foi inspirada na Igreja de Santa Quitéria, localizada em Catas Altas, que, embora não possua evocação a Nossa Senhora do Rosário, também foi construída por uma irmandade de escravos forros. A característica principal que define as igrejas das irmandades de ex-escravos é a torre sineira única. Conforme o dogma da época, enquanto as igrejas das irmandades brancas possuíam duas torres sineiras: uma para anunciar os eventos relacionados com vida (batismo, casamento, etc) e a outra com morte, as igrejas das irmandades negras possuíam apenas uma torre, pois não se acreditada que o escravo, mesmo que forro, possuía vida depois da morte. Abaixo, seguem as fotos da minha maquete:
De frete com as portas e janelas fechadas:frontispício chanfrado em três planos com porta principal única; três portas-janelas acimalhadas no nível do coro e guarnecidas de balaustres, torre sineira central e frontal única de três sinos, com telhado piramidal de quatro águas; nave de duas águas, cômodo do altar de três águas e sacristia de meia água e janela externa.


luzes acesas, com janelas e portas abertas





Detalhe para o altar-mor



Agora, sem o telhado da nave. O telhado da nave é escamoteável. Do contrário seria impossível fechar as portas e as janelas, o que só pode ser feito por dentro, com acesso pelo telhado.


Interior: Arco-cruzeiro singelo e Altar-mor composto por quatro colunas salomônicas, crucifixo e querubins dourados e nicho preenchido pela imagem de Nossa Senhora do Rosário



A maquete, ao lado de sua “musa inspiradora”, a igreja de Santa Quitéira, em Catas Altas. Não é fotoshop!

Materiais usados: gesso(paredes), madeira(vigas), palito de picolé(forro e piso), palito de churrasquinho(balaustres e cahorras), tinta spray, canudinho de refrigerante(telhados), resina, fibra de vidro(janelas e portas)e muita cola.

Atenção Motoristas Monlevadenses: Risco Iminente de Afogamento


Estamos entrando no período das chuvas. Apesar de a previsão meteorológica apontar para uma primavera e verão mais secos, por conta do fenômeno climático La Ninha, é certo que as tempestades típicas desta época do ano virão. Assim, o motorista monlevadense que tem o costume de trafegar pela chamada “Trincheira do Moreira” deve redobrar sua atenção para não cair numa armadilha. Como é de conhecimento de todos, a tal trincheira foi cavada, objetivando-se a minimização da ocorrência de inundações na região do Posto Castelinho. Ou seja, é uma obra destinada a dar vazão a uma grande quantidade de água. E, absurdamente, também é aberta ao trânsito de veículos, o que, por certo, deve contrar várias da normas de segurança no trânsito. Parece óbvio, mas uma obra destinada a escoar uma grande quantidade de água da chuva, não poderia, jamais, ser aberta ao tráfego de veículos automotores. É do tipo de coisa que só acontece em Monlevade. A grande pergunta é a seguinte: Quando a trincheira assumir a função para que foi construída, vertendo água em torrente, quem ou o que impedirá o tráfego de veículos em seu interior? Quem tem experiência com inundações sabe que tudo ocorre muito rápido nessas ocasiões. Então, fica o alerta: ao menor sinal de chuva, evite a Trincheira do Moreira. Os riscos são altos. Inclusive o de afogamento.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Educar Mal um Homem é Dissipar Capitais e Preparar Dores e Perdas à Sociedade: Voltaire, Iluminista do sec. XVIII

Como Fica a Câmara Depois das Eleições?

Para nós, mineiros, o encerramento do período eleitoral se dará com o segundo turno da eleição presidencial, no fim do mês. No entanto, o resultado aferido pelas urnas até então já é o suficiente para instruir e influenciar a Câmara de Vereadores a se posicionar, visando já as próximas eleições municipais. A Casa dos Legisladores, então, está apta a sofrer um fenômeno muito comum à realidade que vivemos no Município: a sedimentação política. Em outras palavras, o Legislativo monlevadense passará por uma movimentação política, que será, fortemente, influenciada pelas eleições deste ano. Assim, considerando o péssimo resultado obtido por Prandini nas urnas, o que se vê no horizonte é uma conjuntura política ainda mais difícil para o atual prefeito, que, provavelmente, perderá de forma substancial o pouco apoio que ainda tem da vereança local. Seria algo do tipo: “inferno astral legislativo” ou “pandemônio cameral consolidado”.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Blog Alerta para Inconsistência de Dados na Saúde Pública Municipal

Blog UglyDarkSide


Ainda estou minerando os dados, mas a cada pesquisada, tomo um arrepio na espinha, mistura de indignação com o fato de que inúmeros profissionais sérios tem seus serviços pouco valorizados.

Minha indignação é maior porque já me ofereci como voluntário “N” vezes neste blog para ajudar no que for necessário para melhorar estes indicadores, e nunca tive retorno disto ou um contato para que as pessoas me questionassem os dados. Não tenho a pretenção de ser o “salvador” da saúde. Mas de dar idéias sobre como a má informação e a constante falta de auditoria interna destes dados pode estar fazendo a imensa diferença entre a receita e despesa de Monlevade.

Não gostaria de que a Cidade continuasse a gastar estes 36% de receita em Saúde. Se o bom analista de dados estivesse auxiliando a prefeitura, com 15% daria para fazer muita coisa. Mas eu vejo até hoje a saúde bucal não estar vinculada ao PSF, e sequer os profissionais de saúde terem muita noção do que está acontecendo com o que eles fazem. Acreditem, o que vocês estão fazendo nos postos de saúde e no PA, não estão sendo devidamente reportados ao Governo Federal. Com isto, a cidade perde dinheiro, e chances de melhorar em outras áreas.

Me doi profundamente o descaso dos vereadores e do Conselho Municipal de Saúde nos dados. No lugar de verificar e até me questionar sobre isto, eles preferem ficar dando moção de aplausos, ou sequer entender o relatório de gestão da saúde. Fiscalizar, mesmo, quase não vejo. E o que vejo, me enoja e muito.

Não adianta eu apenas levantar a bandeira de que algo está errado, sendo apenas eu a bandeira solitária no mar da falta de transparência com o dinheiro público. Eu tento, todos os dias, mostrar neste espaço que algo de errado está acontecendo. Uma única vez fui chamado para conversar. Depois disto, bem, nunca mais me convidaram para ajudar. Sequer conversei com a área de saúde. E muitas vezes, sou chamado de oposição. E reclamão. E muitas vezes, pelo que já observei, tentam de desqualificar porque não sou da área. Mas dou minha cara a tapa que conheço a realidade mais que quem está sentado lá, vendo os dados passarem sempre errados.

Provavelmente, esta postagem vai ser mais um dos inúmeros desabafos que faço aqui. Provavelmente, algum vereador vai tentar ler este post. Se ele for realmente um bom vereador, vai questionar estes dados. Se os jornais lerem estes dados, talvez queiram fazer uma reportagem, e aí talvez alguma atitude seja tomada.

Mas enquanto isto, o que está feito errado, vai exigir capacidade de análise e um excelente planejamento para acertar estes dados. Porque perder dinheiro desta forma, se for tentado recuperar, pode gerar mais ainda desconfiança. Afinal, se é para enviar certo, por que enviaram errado?

Tiririca: Inconsciência Política ou Protesto?

Com o slogan “Tiririca: pior que tá não fica” e sem discorrer sobre sua plataforma política, Tiririca (PR) foi eleito o deputado federal mais votado do Brasil nas eleições 2010, alcançando mais de um milhão de votos. Na propaganda eleitoral, Tiririca apareceu vestido de palhaço, proferindo frases absurdas do tipo: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”, “Vote no abestado” ou “Estou aqui para pedir seu voto porque eu quero ser deputado federal para ajudar os mais necessitados, inclusive a minha família”. De duas uma: ou o eleitor viu a chance de protestar contra a classe e o sistema político, elegendo um palhaço para a Câmara dos Deputados ou a consciência política do eleitor brasileiro piorou, consideravelmente. Será um pouco dos dois?

Recado das Urnas

O recado das urnas foi claro. A inexpressiva e vergonhosa votação alcançada pelos candidatos apoiados pelo governo Prandini traduzem a mais clara insatisfação popular e a completa falência de um sistema político-administrativo hermético, autoritalóide e falacioso, o que parece não ter mais volta. As próprias características da administração Prandini revelam que o gabinete não reúne as condições que permitiriam a adoção de um novo modelo, capaz de reverter a situação. E mesmo que houvesse tal modelo, não há mais tempo hábil para se desconstruir e se reconstruir uma nova roupagem político-administrativa. O mais grave é que tal fenômeno tem atingido, ampla e negativamente, toda à chamada “Esquerda Monlevadense”, abrindo espaço político para a oposição. Passou da hora de os partidos que, formalmente, compõem a base da administração Prandini, colocarem na balança o altíssimo ônus de apoiar um projeto político, que lhes é insensível e, confirmadamente, rejeitado pela opinião pública. Aqueles que não se movimentarem, agora, somente poderão se lamentar em 2012.

Prandini de Ressaca Eleitoral

O prefeito Gustavo Prandini deve estar sofrendo uma ressaca eleitoral daquelas. O resultado das urnas monlevadenses para seus candidatos foi, verdadeiramente, vergonhoso. O candidato a deputado federal, Alexandre da Silveira, tido como pai da meninada, obteve apenas 2.323 votos na cidade. Sua votação só não foi menor porque contou com a militância do secretário de Obras Djalma Bastos e da secretária de Trabalho Social Cláudia Márcia Paiva. Já Agostinho Patrus, candidato a uma cadeira na Assembléia de Minas pelo partido do prefeito (PV), alcançou a ultrajante soma de 525 votos em João Monlevade, apesar de todo o empenho dos comissionados e do gabinete de Prandini em elegê-lo. É o resultado do modelo político prandinista.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lucien II

Recebei, há uma hora, telefonema do empresário Lucien Marques, oportunidade em que conversamos sobre a postagem anterior deste Blog, que foi ratificada, um tanto menos amistosa, pelo envio do comentário que transcrevo a seguir:

Caro dr.Fernando;Li seu comentário sobre o artigo que escrevi.Fico estarrecido com a sua desinformação em relação a execução das obras realizadas no hospital Margarida e a coragem de caluniar,apesar de sua formação jurídica.Informo-lhe que as obras do hospital estão sendo executadas por mais de duas dezenas de empreiteiras e que a última licitação ganha pela empresa insinuada pelo senhor foi a quase 2 anos e a mesma não executa obras no hospital desde o início do ano.Disponibilizo-lhe toda a documentação das licitações feitas e proponho uma visita sua para uma reunião com a comissão de licitação, sobre qual informo-lhe que nenhum membro da diretoria faz parte,sendo composta por funcionários e pessoas da comunidade ligadas a entidades.Sem mais, disponibilizo-me para quaisquer esclarecimentos:Lucien

Pois bem, o sentido legal do termo “Calúnia” está estampado no art. 138 do Código Penal Brasileiro:

Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime.

Como se pode extrair da postagem abaixo, nela não contem nenhuma imputação de qualquer fato definido como crime a quem quer que seja. Deixar a administração de um hospital, antes ou depois, da inauguração de um CTI, construído ou não pela Gervásio Engenharia, não constitui, pelo menos a meu ver, crime algum. Assim nao há que se falar em "coragem para caluniar". A propósito, o emprego injusto do termo “caluniar” é que pode e deve ser entendido como a materialização de outra modalidade de Crime Contra a Honra: a Difamação. E imagino não ser este o caso de se afirmar que “a carapuça serviu”, pois é fato notório que Lucien Marques é visto com figura da mais alta lisura. Fico muito feliz com a disponibilidade dos citados documentos. Solicitarei cópias deles, oportunamente. Em relação à minha suposta desinformação a respeito das obras do Hospital, esclareço que, como o canteiro de tal construção, apesar de não finalizada, não ostenta a obrigatória placa, identificando o responsavel executor da obra e como, conforme se informou, a Gervásio Engenharia já atuou no serviço, talvez, de tudo isso tenha sido a origem do possivel embaraço. Por fim, agradeço a participação e o telefonema de Lucien.

Lucien

Li hoje no Jornal A Notícia um texto muito bem escrito pelo empresário Lucien Marques, intitulado Fator Político Mauri Torres. Como não poderia deixar de ser, o texto se caracteriza como um aberto pedido de votos para Mauri. Também, pudera: como apadrinhado político de primeira ordem do deputado, Lucien está fazendo o seu papel. Recentemente, Lucien anunciou sua saída da administração do Hospital Margarida, alegando que cumprira o seu papel diante da instituição de saúde. Tal fato remete o Monlewood a uma postagem publicada, em 15 de janeiro de 2010, na qual escrevi: Li no blog do Tiago Moreira que Lucien Marques pretende deixar a administração do Hospital Margarida. Não acredito. Como já disse antes, a saída de Lucien somente poderá ser cogitada, depois que a Gervásio Engenharia, empresa de propriedade de parente do deputado Mauri Torres, concluir as obras de construção do CTI. Dito e feito. Como a inauguração do CTI já é certa para os próximos meses, Lucien então deixa o Margarida.