segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Meu Amigo Ronaldo


Ontem, nuvens espessas dominaram  o céu durante todo o dia. A penumbra se instalou.  Não se ouviu o canto da siriema na serra nem a melodia do sabiá na mata. As últimas flores dos ipês-amarelos foram levadas pelo vento. O sol não brilhou. A natureza cumpriu seu luto.
As trincheiras progressistas da política monlevadense amargaram insubstituível baixa!
A perda de um amigo como Ronaldo Lage nos leva a compreender de maneira dura que o verdadeiro sentido da vida não pode encontrar outro lugar, senão nas pessoas que amamos.   

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Inferno na Quinta, Purgatório no Brasil


O avassalador incêndio no acervo do Museu Nacional e no Palácio São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, não pode ser encarado como mais uma triste coincidência brasileira. Ele é, na verdade, o produto direto da opção pela política de terra arrasada adotada como conseqüência do inconformismo daqueles que dominam os principais setores da sociedade brasileira em relação ao resultado das eleições presidenciais de 2014, o que levou o país à pior crise econômica de sua história, com severas conseqüências para as finanças públicas de todos os entes da federação. 
O incêndio da Quinta, se não foi proposital, certamente aproveitou a muitos interesses, internos e externos, pois se faz possível notar que o Brasil tem se encontrado diante de tão tenebroso estado de coisas, justamente, em função do desmonte de seu processo civilizatório, que não é de hoje. E a redução da Quinta da Boa Vista às cinzas é mais uma de muitas situações que se amoldam aos contornos de um país que vem sofrendo a decapitação sistemática de suas próprias bases civilizatórias. 
Nenhum outro país do continente Americano possui um palácio que tenha abrigado uma Casa Real européia e, posteriormente, a única Casa Real americana, originada do casamento entre o príncipe português, Dom Pedro I, e a princesa austríaca, Dona Leopoldina. Pois é, ensinaram a você errado na escola. O verde e o amarelo de nossa bandeira nacional não representam as cores de nossas matas nem o ouro e as riquezas do subsolo brasileiro. Na realidade, o verde da bandeira brasileira tem origem no verde-oliva do brasão da Casa Real dos Orleans e Bragança, de Portugal, ao passo que o amarelo-ouro de nossa flâmula tem sua origem no brasão da Casa Real dos Habsburgos, da Áustria, a realeza mais influente da Europa, naqueles idos. É dessa extraordinária comunhão entre as duas casas reais europeias no Rio de Janeiro que descende a Casa Real brasileira na figura proeminente do imperador Dom Pedro II, o maior e mais bem preparado estadista brasileiro de todos os tempos. Claro que não se trata aqui da defesa da restauração da monarquia brasileira. Contudo, não se pode deixar de reconhecer que a centralização do poder real no Rio de Janeiro, a partir de 1808, representada pela transferência astuta de Dom João VI e pela instalação de sua corte na então capital brasileira, operou-se, por exemplo, como instrumento imprescindível para que o Brasil lograsse a sólida unidade nacional de seu vasto território, coisa que a América espanhola não foi capaz de alcançar, pois se fragmentou em diversos outros países, e que os Estados Unidos só alcançaram êxito mediante a sangrenta e traumática Guerra de Secessão e a tomada de territórios mexicanos. Foi a centralização do poder real no Rio de Janeiro que possibilitou à América portuguesa, constituída por várias províncias, a se fundir no imenso país que o Brasil é hoje. 
Vale dizer que, caso Dom João VI não tivesse tomado a corajosa e fundamental decisão de escapar do expansionismo napoleônico, transferindo a corte de Lisboa para o Rio de Janeiro, muito provavelmente a América portuguesa também teria dividido-se em tantos países, quanto foram os movimentos separatistas que ocorreram e que foram todos abafados pelo rei e pelos dois imperadores que o sucederam.
Certo é que, há algum tempo, o Brasil perdeu o fio da meada de seu processo civilizatório tão, eficientemente, bem implantado por Portugal, a partir das décadas que se seguiram ao Descobrimento. Muito longe daquele estereótipo do colonizador bizarro que nos apresentaram nos bancos escolares, é preciso reconhecer que a colonização do Brasil foi uma das maiores e mais bem sucedidas aventuras da história da humanidade. Santo o português não nunca foi. Ninguém é santo! Mas a todo o momento, durante o Brasil-Colônia, o que se viu foi o português sempre disposto a lutar pelo Brasil, sempre buscando dar viabilidade econômica para o Brasil e sempre empenhado em transmitir a sua cultura para o Brasil.
Portugal é fiel depositário do legado civilizatório romano, estabelecido na antiguidade, e caracterizador da cultura ocidental. O brasileiro precisa reconhecer Portugal como seu berço romano e, portanto, precisa compreender o Brasil como a Roma Ultramarina. O português é um povo extremamente romano. Isso pode ser visto em sua arquitetura, na culinária, no idioma - que não por acaso é derivado do latim - na filosofia, nos costumes, nas artes e no aspecto, talvez, mais romano apresentado pelo português que é a sua imensa capacidade de assimilar de outros povos e culturas tudo aquilo que lhe seja funcional ou útil, característica esta da qual o Brasil é o resultado direto. O Império Romano também se fez assim, assimilando as culturas que conquistava. Pasme-se, o arco de alvenaria de pedra, que é símbolo romano, tão utilizado nas construções e na arquitetura romanas, foi assimilado por Roma, sendo originário da Pérsia. E aqui no Brasil, o português fez o mesmo, assimilou tudo o que viu de funcional na cultura dos índios, dos negros africanos e dos outros povos que para cá vieram, até mesmo geneticamente, fazendo sempre prevalecer o processo civilizatório romano de construção do país, que tem sido tão rejeitado pelos dominantes do Brasil já há algum tempo. A tragédia da Quinta da Boa Vista é apenas mais um triste episódio que ilustra a tremenda rejeição que o Brasil contemporâneo tem apresentado em relação ao seu processo civilizatório original, pois é isso que o Brasil vive desde 1964 e cada dia com mais intensidade. Tudo que tem relação com o processo civilizatório brasileiro é, atualmente, omitido, atacado, flexibilizado, transgredido, alienado, subvertido e até incendiado. 
O Brasil perdeu duas vezes. A primeira foi quando as chamas consumiram aquele preciso e insubstituível acervo, além do interior do prédio histórico da sede da Quinta da Boa Vista. A segunda foi quando, uma vez formado aquele imenso, avermelhado e perturbador braseiro no interior do palácio, o mesmo não foi aproveitado para submeter ao purgatório, fazendo com que também ardessem em chamas até as cinzas, todos aqueles que de alguma forma conduziram o Brasil à beira do precipício em que se encontra.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Não Sobra Tempo para Provedor Cuidar do Hospital Margarida



Na era moderna, ou melhor, pós-moderna, em que estamos vivendo, o tempo é o recurso mais escasso. Muitas das vezes deixamos de fazer uma série de coisas, justamente, porque nosso tempo já se encontra empenhado na realização de outras várias coisas. Sempre damos prioridade para aquilo que estamos fazendo naquele momento, o que consome todo o tempo que poderíamos utilizar para tantas outras coisas. 
Com o promotor de um hospital como o Margarida não é diferente. Ou ele empenha seu tempo para administrar o HM, ou o utiliza para fazer outras coisas.
E a considerar que o provedor José Roberto Fernades é visto, recorrentemente, empenhando seu precioso tempo na perseguição de médico do corpo clinico do hospital, conforme já foi impedido pelo Tribunal de Justiça de MG, na perseguição da AAHM, que foi até despejada de sua sala operacional, na perseguição de conselheira do CMS, na perseguição de formadores de opinião que expõem a verdade sobre sua gestão, no arregimento de funcionários do HM para impedir a realização de eleições no CMS, etc, etc, etc, o que se pode concluir é que não sobra tempo ao provedor, José Roberto Fernandes, para que o mesmo administre a contento o Hospital Margarida.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Farra do Desaterro em Terreno Particular



No mínimo, é de causar estranheza o projeto de lei apresentado pelo vereador Leles Pontes que autoriza a Prefeitura a retirar terras e entulhos provenientes de deslizamentos de barrancos causados pela chuva. 
Primeiro, porque o vereador que propõe o projeto é irmão do proprietário da Pontes de Minas, empresa que, contratualmente, presta o serviço de limpeza pública no Município. Será que a Pontes de Minas está interessada em prestar o inusitado serviço de desaterro de terreno particular para a Prefeitura? Veja que para fiscalizar a péssima qualidade do serviço público prestado pela empreiteira da família o vereador não se move.
Segundo, porque se trata de um projeto para beneficiar os proprietários de lotes e terrenos num Município, onde a especulação imobiliária corre solta e o preço dos imóveis alcançam as alturas. Ou seja, trata-se de um projeto para beneficiar quem tem condições de pagar pelo serviço.
E terceiro, porque, da forma vaga em que foi redigido , se aprovado, o projeto pode abrir a possibilidade para uma verdadeira farra de serviços públicos de desaterro e terraplanagem em terrenos particulares. O que são terras e entulhos provenientes de deslizamentos de barrancos causados pela chuva? Será que se houver, por exemplo, uma voçoroca no meio terreno a Prefeitura vai poder atuar? O projeto se refere à chuvas já ocorridas ou as que virão? Será que o vereador já tem em mente algum lote para ser desaterrado?. Até onde vai o desaterro e onde começa a terraplanagem? O que vai dar de máquina e funcionário da Prefeitura, promovendo serviço de desaterro e terraplanagem em terreno particular de mais de meio milhão de reais, não será brincadeira.

Proposta de Salário Mínimo para Vereador


Pastor Carlinhos apresentou na Câmara proposta de redução do subsídio dos vereadores para o valor de um salário mínimo.

O que se estranha é que a proposta não foi acompanhada do respectivo ofício dirigido ao presidente da casa, formalizando por parte do vereador-proponente a recusa em benefício dos cofres públicos do valor de seu subsídio que superar a quantia de um salário mínimo. Se o vereador recebe, atualmente, como subsídio, R$ 7.673,91, pastor Carlinhos já deveria ter renunciado a R$ 6.719,91, como forma de se manter coerente com sua proposta. 
Se não o fez, é porque a proposta não passa de pura demagogia.

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Relatório Brasil 2018




Devemos avaliar tudo que nos é colocado pelo seu resultado, jamais pela sua aparência. É o exercício a que a filosofia (disciplina que ensina a pensar) se ocupa de extrair a essência do objeto, a verdade por detrás das aparências e das fachadas, que é o que interessa para o pensamento humano. O resultado é o verdadeiro espelho de tudo, pouco importando se a fachada é em mármore carrara ou se o sujeito usa terno Armani. Se alguém, por exemplo, se declara seu amigo, mas te prejudica deliberadamente, para razão humana ele é seu inimigo. É com este parâmetro que passo a registrar o que tenho testemunhado no Brasil nos últimos quase quatro anos. E não vou entrar em questões partidárias. Apenas no resultado que se apresenta, depois de quase quatro anos do tremendo impasse político que vive o país.
Neste tempo, o Brasil deixou uma situação de pleno emprego e aquecimento econômico para despencar no abismo do desemprego e da recessão econômica. Apesar de a televisão anunciar expectativa de melhora, a percepção que se tem é que a crise se aprofunda, com outras graves conseqüências, como o aumento da violência. Agora, podemos dizer que somos todos testemunhas de que o aprofundamento da desigualdade social aumenta o nível de violência que já é muito alto no Brasil.
Sem qualquer discussão política, vi o Brasil revogar o fundo soberano vinculado aos royalties do petróleo do Pré-sal, que possibilitaria o país mais do que dobrar o investimento em educação nas próximas décadas. Perceba que o fundo se tratava da receita que levou, por exemplo, a Noruega a alcançar o elevado nível de desenvolvimento que tem: investir a renda do petróleo em educação. E o Brasil rasgou a receita norueguesa de desenvolvimento ao meio, sem qualquer discussão política, nos últimos quatro anos. 
Vi também o Brasil entregar o petróleo do Pré-sal numa bandeja de prata para a Shell e a base de foguetes de Alcântara para os EUA. Vi o almirante da marinha responsável pelo programa dos submarinos nucleares desenvolvidos para o patrulhamento do Pré-sal, ou seja, uma das autoridades mais importantes da geopolítica do continente, ser preso e o projeto, suspenso. Vi um país que contou com 350 anos de trabalho escravo e pouco agiu para solucionar seu pesado legado da Escravatura flexibilizar, sem a devida discussão política, sua legislação trabalhista. Vi a Embraer ser entregue à estadunidense Boeing .
Pude ver que a política no Brasil é determinada por um vergonhoso conflito de classes: de um lado as classes C, D e E, que representam mais de 75% da população e, de outro, as classes A e B, que representam menos de 25% da população e não aceitam a ascensão das primeiras. Como pode a classe-média desejar um país melhor, sem a ascensão social das demais classes?! Vi, portanto, que, assim como a elite brasileira, a classe-média não tem um projeto de país para o Brasil. 
Vejo hoje um país desesperançoso, violento, estagnado, incerto e muito difícil de qualquer previsão sobre o que o destino lhe reserva para os próximos meses, que serão de eleições gerais, se é que ocorrerão. Vejo que, inconformada com a ascensão social dos anos anteriores, a mesma classe-média que foi às ruas derrubar a Dilma, agora, está em peso a apoiar a candidatura do ultra-conservador Bolsonaro, que, assim, corre um risco imenso de ser eleito presidente do Brasil, se as eleições ocorrerem. Se Trump foi eleito nos EUA, onde diziam haver um sistema que nunca permitiria a eleição de alguém como ele, no Brasil, a eleição de Bolsonaro parece a mais provável, principalmente, diante da prisão de Lula. 
Como se vê, o resultado de tudo que tem ocorrido no Brasil nos últimos anos é péssimo! Ou será, que o país melhorou? Nem mesmo a classe-média pode dizer que melhorou, pois, apesar de seus privilégios, o desemprego e a recessão econômica também a afetam e é ela a classe que mais sofre com o aumento da violência. A classe A anda de helicóptero, de carro blindado e mora em condomínio fortificado. Como é burra essa classe-média!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Carlos Moreira: neutralizar o Conselho para Abafar o caso do CNPJ Baixado



A seguir passo a analisar o que vem acontecendo no cenário político local, a envolver um ex-prefeito inelegível, com os direitos políticos cassados, a liberdade de imprensa, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e o CNPJ baixado da Associação São Vicente de Paulo (ASVP), que administra o Hospital Margarida. 
Sabe-se que não se pode ter instalada uma Democracia, em ambiente de manipulação dos meios de comunicação. A liberdade de Imprensa é um dos pilares da Democracia. Em João Monlevade, um ex-prefeito, que apenas conseguiu ascender ao poder mediante a prática de uma manipulação histórica da rádio Cultura, tendo sido condenado em múltiplos atos de improbidade administrativa que o tornaram inelegível, não cumpre a Lei da Ficha Limpa e segue a ditar as ordens no Prefeitura através de uma prefeita entreposta a seus interesses de poder. Apesar de, judicialmente, proibido de ocupar cargo eletivo e de contratar com poder Público, o ex-prefeito Carlos Moreira também segue a elaborar e a prestar o serviço público de rádio difusão, dando seqüência à histórica, livre, leve, solta e, agora, desenfreada, manipulação do conteúdo político da Rádio Cultura. Moreira não tem limites. A lei para Moreira é apenas para os inimigos, como ocorreu, recentemente, quando o ex-prefeito inelegível protagonizou, com a participação da secretária de saúde, Andrea Peixoto, mais um absurdo episódio de manipulação, de mentiras e de demagogia na rádio Cultura.
Desde que houve a denuncia dos milhões de reais em recursos públicos da saúde repassados pelo Município ao Hospital Margarida, por meio de CNPJ baixado e uma filial baixada da ASVP, o CMS se tornou o grande fronte de disputa política da atual administração. De um lado, os conselheiros, buscando elucidar a situação do CNPJ baixado, investigando, etc; de outro, Carlos Moreira & Cia, tentando impedir a todo custo a atuação do conselho e a investigação sobre os muitos milhões em recursos públicos repassados para CNPJ baixado da ASVP.
Na semana passada, o governo Simone/Carlos Moreira, autoritariamente, impediu a realização das eleições, no âmbito do CMS, dos conselheiros do posto de saúde do Bairro Laranjeiras. Logo após, em seu programa homônimo na rádio Cultura, Carlos Moreira, fez uso do microfone da manipulação para desinformar e fazer a população acreditar que tais eleições se davam em suposta irregularidade, chegando a citar um artigo impertinente da Lei Orgânica para justificar um pedido de suspensão do pleito, aviado ao conselho pela secretária de saúde, Andrea Peixoto, que tem tido participação recorrente na programação da rádio, demonstrando-se convivente e participe no controle político-ideológico do veículo de comunicação, que tanto corrompe a democracia monlevadense.
É preciso ter o entendimento de que árvore ruim não dá bons frutos. Um projeto de poder que tem origem na distorção da Democracia não pode produzir algo de bom para o Município. O interditado H. Santa Madalena, improvisado ao desperdício de muito mais de 22 milhões de reais no prédio do antigo terminal rodoviário é a mais concreta prova disto. E ainda tem a Farra do Lixo, a Farra dos Permissionários, além da paralisia administrativa própria daqueles governos nos quais quem dá a palavra final não é o ocupante da chefia do Executivo. 
Agora, a manipulação política se recai sobre o CMS. Moreira que calar os conselheiros e impedir o funcionamento do conselho a todo custo. As palavras de ordem de Carlos Moreira na Prefeitura são: neutralizar o CMS para abafar o caso dos milhões de reais repassados para o CNPJ baixado da filial criada e extinta pelo próprio Carlos Moreira, enquanto foi prefeito.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Um Brumal na Serra


Do Vale da Serra, em João Monlevade, se avista um divisor de águas muito peculiar. De um lado a micro-bacia do Córrego Carneirinhos, que é afluente do Rio Piracicaba; de outro, a micro-bacia do Córrego Boa Vista que, por sua vez, é afluente do Rio Santa Bárbara. No exato ponto deste divisor de águas, a natureza fez rebaixar as serras tanto de um lado, descendo dos altos dos Carneirinhos, como do outro, dos Coelhos. E quem diria que desta moldura natural se avistaria Brucutu, em São Gonçalo! É verdade, de Monlevade se avista Brucutu! Então a vista se fez assim: Brucutu ao longe, no centro, emoldurado pelas serras locais. É sempre muito bom, em meio a estas serrarias, poder se avistar ao longe, até onde a vista alcança. 
Mas, não era o suficiente para a natureza. Afinal, pode existir coisa mais monótona do que uma montanha estática, lá longe, cerrada de serras, igualmente, estáticas? Para quebrar aquela literal monotonia a natureza, então, resolveu colocar o poente como pano de fundo daquela paisagem. Assim , ao final do dia, a cada por do sol, tudo aquilo adquiria variadas matizes de cores, do amarelo ouro, passando por vários tons pasteis, até o azul-anil bem clarinho. Estaria satisfeita a natureza? A natureza nunca está satisfeita. Não bastasse aquele colorido por do sol emoldurado, a natureza resolveu instalar ali um dinâmico brumal. 
Brumal é onde se dá a ocorrência da bruma, ou seja, da neblina, do nevoeiro. Do Vale da Serra se pode observar um brumal muito dinâmico que produz a sua bruma, sempre, na calha do Rio Santa Bárbara, onde ela se avoluma e transborda pelas serras em direção aos bairros, cobrindo-os de um véu branco e umedecendo tudo por onde passa. A bruma é um fenômeno muito interessante de se observar, porque é muito fluida, forma redemoinhos, ilhas nos topos dos morros e, principalmente, porque é muito úmida. Quando há ocorrência da bruma, os telhados cotejam água. Tudo fica molhado! Acho que a bruma deve ser fundamental para umedecer as matas da região, principalmente, na época do inverno, que é de seca, quando sua ocorrência é muito mais freqüente e necessária. É , realmente, incrível ver como o Rio Santa Bárbara, através da formação da bruma, consegue desafiar a geografia local e levar grande quantidade de umidade de sua calha para umedecer regiões fora de sua própria bacia, além do divisor de suas águas. Sob o ponto de vista do abastecimento hídrico, trata-se de um fenômeno fantástico do rio. Seguem, em anexo, várias fotos deste emoldurado, dinâmico e nada monótono Brumal que pode ser observado entre Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo.


























Aumento dos Vereadores


Quanta falta de sensibilidade dos vereadores de João Monlevade em aprovarem o reajuste dos próprios salários, retroativo ao mês de janeiro, neste momento de profunda crise econômica, recessão e vertiginosa queda da arrecadação! 
Deram a entender que não pensam em outra coisa a não ser no próprio pagamento e que não perdem a oportunidade de majorá-lo, pouco importando se há ou não condições para tal. Aliás, a verba que o vereador recebe não tem natureza salarial. Trata-se, na verdade, de subsídio para a atividade parlamentar. Reajustado em 2%, como foi o caso, o subsídio do vereador que era de R$ 7.673,91, será aumentado em cerca de R$ 150,00. 
Gostaria de conhecer qual a atividade parlamentar que cada vereador subsidiará com os R$ 150,00 reais que eles mesmos se deram de aumento.

Linda Copa da Rússia



Linda a Copa do Mundo na Rússia! Que país maravilhoso! Tudo limpo, organizado, os jardins bem cuidados, praças maravilhosas, arquitetura soberba, o barroco, muita história, cultura, palácios, muralhas, etc. Sem falar na imensa extensão do país que vai da fronteira com a Finlândia até o mar do Japão, do outro lado do mundo. Além da vodka, a Rússia ainda é famosa pela literatura, filosofia, ópera, o balé e pelas tecnologias militar e aeroespacial. Pena que os brasileiros foram lá se dar ao vexame diante das moças russas, fazendo-as repetir os palavrões sexuais que a mídia tupiniquim tanto direciona para a juventude brasileira. Quanta grosseria com aquelas loiras-czarinas! Que vergonha de ser brasileiro!
Que ótimo que a França ganhou a Copa! E no dia seguinte ao aniversário da Queda da Bastilha, a mensagem transmitida foi muito boa. O Brasil não merecia ganhar a Copa por dois motivos. Primeiro, que o futebol é utilizado para alienar as massas no Brasil. Todo mundo conhece as regras do futebol, mas ninguém conhece o próprio direito. O Brasil só é o país do futebol porque o futebol é o assunto mais pautado pela mídia. Se amanhã a mídia deixar de pautar o futebol e passar a pautar o críquete, por exemplo, em pouco tempo o Brasil se tornará o país do críquete. O craque de futebol é idolatrado pelas massas e é assediado, automaticamente, por onde passa por multidões que nunca o viram, a não ser por meio da tela da televisão, das revistas. Trata-se de um poder imenso de condicionar comportamento que não tem sido utilizado na construção do Brasil, pois da mesma forma que a televisão transformou o Brasil no país do futebol, nos últimos 50 anos, também poderia tê-lo transformado no país da educação, da honestidade, dos direitos humanos, da igualdade, etc. 
Segundo, que o craque da seleção brasileira, o Neymar, não mereceu ser elevado à condição de grande herói nacional, como fez a mídia. Enquanto Cristiano Ronaldo leiloa suas chuteiras e reverte o dinheiro arrecadado à Palestina, Neymar deve à Receita Federal o suficiente para a construção de 05 hospitais. Neymar demonstra que entra em campo despido do espírito desportivo quando se dirige aos demais participantes com palavrões e xingamentos. Também demonstra apreço pela fraude quando está sempre caindo, tentando forjar uma falta. São coisas que o Brasil não quer ver circular na mídia. Enquanto a mídia seguir a apresentar como herói tipos como Neymar, continuará muito difícil o brasileiro voltar a acreditar na honestidade.