quarta-feira, 31 de março de 2010

Efeito "Corja"


Mesmo que tenha sido articulado fora do tempo e da forma mais oportunos, a julgar pelas reações desmedidas e temerárias da oposição, o movimento denominado de A Verdade - que não é mais apócrifo – atingiu o grupo de Mauri Torres com a força de vários megatons, causando expressivos estragos políticos, os quais foram, prontamente, maximizados por um dos feitores da “corja” definida pelo Padre, o ex-prefeito Carlos Ezequiel Moreira .
Moreira, ao adotar uma estratégia de defesa, baseada no ataque covarde ao Padre Marcos, cometeu um erro básico que o colocou numa situação ainda mais embaraçada. Sem entrar em questões subjetivas específicas, os Sacerdotes da Igreja constituem-se como autoridade moral das paróquias onde atuam. Assim, ao atacar o padre, Moreira atacou, indiretamente, a uma soma considerável de paroquianos. Como diz o povo: Com quem veste “saia”- mulher, padre e juiz – não se brinca.
Outro que horrorizou a todos com suas demonstrações de destempero e de arrogância extrema foi Marcio Passos. No editorial de ontem do jornal A Notícia, Marcio Passos, valendo-se de expressões como, triste fim, doido, bobo, má fé e perseguição implacável, lecionou uma tediosa aula de apocalipselogia, que serviu apenas para comprovar, mais uma vez, que o jornal de sua propriedade nada mais é que a Cartilha Política da tal “corja” levantada por Padre Marcos.

terça-feira, 30 de março de 2010

Tudo Tem Sua Forma e Seu Momento

Tudo tem sua forma e seu momento. Um governo, verdadeiramente, comprometido com a mudança e com a moralidade na Administração Pública, diante dos inúmeros indícios de corrupção da gestão Moreira, deveria ter procedido, ainda no primeiro ano do mandato, a uma rigorosa auditoria na Prefeitura, apurando contratos, termos aditivos, licitações, queimas de arquivos, etc, e, posteriormente, ter encaminhado um relatório das apurações ao Ministério Público, para que este tomasse as medidas cabíveis. Assim, a panfletagem do movimento A Verdade seria, então, desnecessária. Agir somente agora que a forca já está montada em praça pública possibilita ao cidadão comum uma série de indagações que contaminam ainda mais a imagem do prefeito.


PS: Antes que alguém possa, com base na postagem anterior, levantar incoerência em meus dizeres, já adianto que um erro não justifica o outro. Continua inaceitável o fato de o político mais processado da história do município, Carlos Ezequiel Moreira, atacar, covardemente, o Padre Marcos, que é legítimo, por seu próprio ministério, a emitir juízo de valor moral sobre o que quer que seja, principalmente, política.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Moreira: Hereges

Quem vai à igreja, não vai apenas em busca de Deus. Deus é onipresente e está em todos os lugares e em todas as coisas. No entanto, existem aqueles que preferem se distanciar de Deus e se organizar em corjas. Quem vai à igreja busca a moral cristã, a boa ética, os valores da família, a doutrina e a fé em Deus. Dizer que a Igreja não deve se envolver em questões políticas é negar o passado teocrático católico que, como tudo, não foi perfeito, mas entre várias outras conquistas, empreendeu as grandes navegações que levaram Cavaleiros da Ordem de Cristo, tais como Cristóvão Colombo e Pedro Alvares Cabral ao descobrimento da América e do Brasil. Negar à Igreja o envolvimento com a política é impedir que os valores cristãos - que podem ser resumidos numa única frase: amai vos uns aos outros como eu vos amei - sejam usados como norteadores no trato com o povo e com a coisa pública. E tal expediente só serve àqueles que pretendem seu benefício em troca das injustiças que indignificam os semelhantes. O povo de João Monlevade clama pelo dia em que a política local seja, definitivamente, balizada pela moral, pela boa ética, pelos bons valores e pelo amor. Espera também que a Igreja assuma um papel fundamental nesta mudança tão necessária e esperada. Se Padre Marcos definiu determinado grupo político de corja é porque não é homem de engano e, por isso, não pôde ver amor, ética ou moral nos atos daqueles que estiveram no poder. Os Sacerdotes Católicos são autoridades morais - e não apenas espirituais - reconhecidas por nossa longa tradição religiosa, da qual originou o povo mineiro e o povo monlevadense. Ao atacar, covardemente, a imagem de Padre Marcos, Moreira atacou a todos nós. É inaceitável que um veículo de comunicação em massa seja usado por um politicóide corrupto e perturbado pela falta do poder para tentar desautorizar a opinião daquele que é legitimado para defender a moral, a verdade, a ética cristã e o amor. Hereges!!!

A Trincheira do Moreira II


Como se confirmou no ano passado, a tal trincheira não respondeu ao propósito para que foi construída, o que, no mínimo, configura mau gasto do dinheiro público, como já foi dito aqui no Monlewood. Apesar dela, a inundação tornou a assolar aquela região, trazendo perdas e prejuízos aos cidadãos.
Por outro lado, nada me tira da cabeça que aquela trincheira contribuiu, decisivamente, para a formação da forte torrente d’água que arrastou o veículo dos estudantes da FUNCESI para a morte, no ano passado. Antes dela, a água era represada pela própria topografia da região e era drenada, paulatinamente, pela rede do canal, ou seja, a água não percorria a superfície da avenida, formando grande correnteza. No entanto, depois de construída, a trincheira permitiu que uma grande quantidade de água descesse em alta velocidade pelo leito da avenida, dirigindo-se para a entrada do Forninho, que foi, ao longo de Wilson Alvarenga, o único lugar possível para o escoamento de toda aquela água, onde ocorreu o terrível acidente.

domingo, 28 de março de 2010

História das Minas de Ouro e Diamante: Cláudio Manuel da Costa, o Poeta Inconfidente


Patrono da cadeira número 8 da Academia Brasileira de Letras, Cláudio Manuel da Costa é considerado um dos maiores poetas das Minas e do Brasil colonial. Advogado, era filho do lavrador e minerador João Gonçalves da Costa e de Teresa Ribeiro de Alvarenga. Nasceu no sítio da Vargem do Itacolomi, freguesia da Vila do Ribeirão do Carmo, atual cidade de Mariana. Depois de iniciar os seus estudos em Vila Rica(atual Ouro Preto) e de cursar filosofia no Rio de Janeiro, seguiu, em 1749, para Lisboa e, posteriormente, para Coimbra, onde se formou bacharel em Cânones, em 1753.Em Portugal, entrou em contato com os ideais iluministas e iniciou a sua carreira literária publicando, em folhetins, pelo menos três poemas: "Munúsculo métrico", "Labirinto de Amor" e "Epicédio". De volta ao Brasil, em Vila Rica, dedicou-se à advocacia. Jurista culto e renomado, exerceu o cargo de Procurador da Coroa, Desembargador e, por duas vezes, o de Secretário do Governo da Capitania. Em 1758, foi incumbido pelo Senado da Câmara de elaborar a Carta Topográfica de Vila Rica e seu Termo, o que possibilitou o planejamento e o ordenamento da ocupação demográfica da então capital de Minas. Foi mecenas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Claudio Manuel da Costa era uma espécie de oráculo, em Vila Rica. Todos lhe ouviam os conselhos e liam suas obras. Foi uma das figuras centrais da Capitania. Aos sessenta anos, envolveu-se na Inconfidência Mineira. Preso e, para alguns, apavorado com as conseqüências da tremenda acusação de réu da conjuração, morreu em circunstâncias misteriosas, no dia 4 de julho de 1789, quando teria se suicidado na prisão da Casa dos contos, em Vila Rica. Outros relatam que teria sido assassinado por ordem do governador de Minas, o Conde de Barbacena, que também participara do movimento e temia ser denunciado por da Costa. Cláudio tentou ele próprio, diminuir a relevância da sua participação na conspiração, mas estava apenas tentando reduzir o peso da sua culpa diante dos juízes da Devassa. Os clássicos da historiografia da Inconfidência Mineira são unânimes em valorizar sua participação no movimento. Parece que ele era meio descrente com as chances militares da conspiração. Mas não deixou de influenciar no lado mais intelectualizado do movimento, especialmente no que diz respeito à construção do edifico jurídico projetado para a república que pretendiam implantar em Minas Gerais, no final do século XVIII. De qualquer modo, José Pedro Machado Coelho Torres, juiz nomeado para a Devassa de 1789 em Minas Gerais, sobre ele disse o seguinte:

"O Dr. Cláudio Manoel da Costa era o sujeito em casa de quem se tratou de algumas cousas respeitantes à sublevação, uma das quais foi a respeito da bandeira e algumas determinações do modo de se reger a República: o sócio vigário da vila de S. José é quem declara nas perguntas formalmente"

Foi Claudio Manuel da Costa quem concebeu a Bandeira dos Inconfidentes, que mais tarde, serviu de inspiração para a confecção da bandeira oficial de Minas Gerais.

Bandeira dos Inconfidentes
A figura no triângulo central simbolizava a Santíssima Trindade e a cor branca o Poder Executivo. A forma triangular também demonstra a influência da Maçonaria na Inconfidência Mineira, por ser um dos símbolos usados por aquela organização. A cor azul representava o Poder Legislativo e a cor vermelha o Povo. Não por acaso são as mesmas cores da bandeira francesa. Em torno do tal triângulo, estava escrito em latim: LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN. (muitas vezes traduzido como "Liberdade ainda que tardia"). Tal lema foi cunhado por Claudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto, a partir da mutilação de um verso das Bucólicas do poeta latino Virgílio, nas quais se encontra "Libertas quae sera tamen respexit inertem", que pode ser traduzido por "Liberdade, a qual, embora tarde, (me) viu inerte".

sexta-feira, 26 de março de 2010

Cassação

Dos cinco magistrados com direito à voto, presentes na sessão de julgamento do Recurso Eleitoral contra a cassação de Prandini, três apresentaram seu voto, inclusive a relatora do processo, a juíza Mariza de Melo Porto, no sentido do desprovimento do recurso, ou seja, pela confirmação da cassação do prefeito. Assim, a relatora, mais uma vez, confirmou sua linha de posicionamento no TRE de Minas, de sempre basear seu relatório e, consequentemente, seu voto no parecer emitido pelo Procurador Geral Eleitoral, que foi a favor da cassação. Como o quarto magistrado, ainda não havia formado sua convicção, no momento de apresentar seu voto, foi pedida vista ao processo, suspendendo a sessão e adiando o julgamento final para dia 6 de abril. Em Direito tudo é possível. Mas, diante do que se viu ontem no Tribunal, as chances de Prandini são mínimas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Juiz Determina a Indisponibilidade dos Bens de Carlos Moreira

O juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de João Monlevade deferiu o pedido de liminar, constante da Ação Civil Pública, movida pelo Ministério Público contra Carlos Ezequiel Moreira e mais outros oito réus, no caso do Mensalão do Lixo, determinando a imediata indisponibilidade de bens do ex-prefeito, no valor de R$ 3.900.000,00 (três milhões e novecentos mil reais).

Rapadura no Ponto


Saiu no Rapadura: SÍTIO PARA ALUGAR

Precisa-se de sítio para alugar em fim de semana, para confraternização de 50 pessoas, próximo a João Monlevade. Tratar no 3851-1791, com Janine.


É como digo: a verdade sempre vem à tona. Apesar de Márcio Passos afirmar que “não é contra nem a favor” da cassação de Prandini, o eterno marqueteiro do grupo político de Mauri Torres e ex-assessor particular de Prandini já está, publicamente, procurando sítio para comemorar a possível posse de Railton e Carlos Gomes.

A Trincheira do Moreira


Outra cicatriz incurável deixada pelo governo de Carlos Moreira foi essa trincheira terrível. Como foi comprovado pela enchente do ano passado, que mais uma vez flagelou os comerciantes e moradores da região do Castelinho, a tal trincheira não resolveu o problema das recorrentes inundações, o que representou outro desperdício de dinheiro público da gestão passada. Inicialmente, a trincheira foi cavada quase que no meio da pista. Posteriormente, ela foi soterrada pela Prefeitura e, então, escavou-se uma nova trincheira à direita da avenida. Por fim, Moreira mandou rebaixar metade da via e resultado é aquele que lá está: uma obra tremendamente feia que desafia todas as normas de segurança urbana. Perceba bem, a obra foi realizada 3 vezes, ou seja, gastou-se dinheiro público 3 vezes, sem se resolver o problema das inundações. A trincheira foi construída para escoar uma grande quantidade de água. Isso é fato. Onde passa água, não se pode haver trânsito de veículos. Esta é uma regra básica de segurança urbana. Parece obvio, mas alguns não conseguem enxergar o perigo que representa aquela trincheira. Na verdade, a trincheira do Moreira se caracteriza como uma verdadeira armadilha pronta para vitimar cidadãos desavisados. Imagine uma situação de forte e repentina chuva nas cabeceiras do bairro centrais: toda a água se converteria, em alta velocidade, para a trincheira. Certo? Imagine, então, um cidadão voltando de outra região da cidade, desconhecendo a chuva torrencial que acabara de cair no centro, e que entra com seu veículo na trincheira, deparando-se com toda aquela água: vai ter muita sorte de não se afogar, já que ali acumula água suficiente para submergir um carro inteiro. Correto? Como se pode permitir que veículos trafeguem, livremente, por um canal, construído para escoar um grande volume de água de chuva? Canal é canal. Pista é pista. O risco de motoristas e passageiros se afogarem na trincheira é real. Basta uma forte chuva e um motorista desavisado. É este o resultado e a marca de um governo que não pauta suas ações em planejamento e em conhecimento. Inundação se resolve com Plano Diretor de Escoamento e não com obras impensadas, caras, ineficientes e que colocam a vida do cidadão de bem em risco. Fica o aviso aos motoristas: se chover, evite a trincheira do Moreira.

terça-feira, 23 de março de 2010

Caso Nardoni

O crime cometido contra a menina Isabela Nardoni foi hediondo e inaceitável, gerando compreensível revolta e consternação nacional. O que é incompreensível é que apenas determinados crimes são capazes de indignar o brasileiro. Todos os dias, inúmeras pessoas são, brutalmente, assassinadas no Brasil, permanecendo a vítima no anonimato e o responsável impune. São pessoas assassinadas pela imprudência no trânsito, pela violência urbana, na fila do SUS, na falta de verba da corrupção, pela irresponsabilidade, pela ignorância e tudo parece normal. No Brasil, morrer, nas mais diversas situações facilitadas por um modelo de sociedade que aparenta não valorizar a vida humana, é normal. Devemos entender que qualquer morte que não seja natural é violenta. Uma sociedade que não se indigna diante de toda a violência que resulta em morte, manifestada nas mais variadas formas, demonstra que a violência já se incorporou a seu cotidiano, passando a ser habitual, mesmo que inconscientemente. Ou seja, demonstra que a sociedade brasileira é, normalmente, violenta e que, somente, quando algo ultrapassa a fronteira do absurdo extremo, como é o caso Nardoni, é que devemos nos indignar e punir os responsáveis.

A propósito: Cada pessoa é uma palavra de Deus que nunca mais será pronunciada. Frase do Papa João Paulo II