sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pátria Monlevadense

Então, lá, chegou o francês
Perto das terras de São Miguel
E de minério e de carvão foi forjado um anel
Incansável destrez, o malho e a altivez
Rodeado da beleza do mais verde dossel

Alvorecem trêmulas as montanhas
Do glorioso ferro de suas entranhas
Da fábula a lucidez

Ó pátrio Solar, testemunha ocular
Fazenda à fogo e chibata
Sem história correlata
Te amar, amar, amar

O anel se urdiu corrente
Pra lá partiu toda gente
Apressa, vende, empreende

Enche as ruas, almas tuas
Porém, nuas e cruas
Do passado agora latente
O amanhã hoje é presente