segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Tucanda na Falácia do Passado Proibido

A Tucanda, valendo-se do sistema de mídia moldado pela Ditadura Militar e, infelizmente, ainda vigente (Organizações Globo), pretende embutir no imaginário nacional que apenas o futuro pode ser discutido nesta eleição, devendo o passado ficar de fora dos debates. 
Ora, sem conhecer o passado é impossível compreender o presente e, por conseguinte, planejar o futuro. Passado é memória. E aquele que perde sua memória, pode ser um país ou uma pessoa, perde também sua identidade. A pessoa, por exemplo, que passa a sofrer de amnésia, deixa de saber quem é, quem é sua família, a profissão, os acontecimentos passados de sua vida e, consequentemente, deixa de ser quem sempre foi, ou seja, deixa de ser ela própria. Todos somos a consequência direta de nosso passado. Se você hoje lê, é porque no passado se alfabetizou. Se hoje é universitário, é por que no passado estudou e foi aprovado num vestibular (Enem). E é assim com tudo na vida. Aliás, não há outro meio de, filosoficamente, avaliar os candidatos à Presidência da República, senão pelo que ambos fizeram ou deixaram de fazer no passado. 
Quando se vê que a Grande Mídia nacional direcionando a disputa eleitoral com o uso da disseminação de mentiras travestidas de verdades (falácias) , a sensação que se tem é que o Brasil está condenado á perdição. Mas felizmente, hoje, temos outros meios de mídia e o país não vai deixar enganar-se por mais essa manipulação global. A abstenção em discutir o passado somente interessa àqueles que têm um passado de imundices escandalosas (muitas abafadas pela própria Globo), de relativa incompetência e de entreguismo geral. 
Portanto, a analise do passado de cada candidato, principalmente, nas oportunidades em que os mesmo estiveram no poder, são fundamentais para que o eleitor possa votar de forma, realmente, consciente, porque o poder ainda tem a capacidade de revelar a verdadeira natureza do indivíduo. E ninguém nega sua natureza nem mesmo os animais. É por isso que não se deve colocar a raposa para administrar o galinheiro. 
Não deixe a Globo votar por você, antes de apertar “confirma” no domingo próximo, conheça e compare o passado dos partidos e dos candidatos concorrentes ao pleito.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Focos de Incêndio







Focos de incêndio em áreas da Arcelormittal, inclusive em remanescentes de Mata Atlântica como é o caso de parte da cobertura vegetal do Morro dos Macacos, seguem em franca combustão. Eucaliptal da empresa, no Bairro Baú, também apresenta focos de incêndios. Até o momento não se vê maiores esforços da Mittal para combater os focos de incêndios em áreas de sua propriedade.   

Globo

Observo o comportamento da grande mídia nacional , ou seja, da Rede Globo e concluo que esses Marinhos devem receber uma grana preta de fora para fazerem o que fazem com o Brasil.
Em grande medida, um país moderno e complexo como o Brasil é resultado direto de sua mídia, pois é nela que os valores e os conceitos circulam.   
No entanto, com a Globo é diferente. Ela faz o contrário. Ao invés da grande mídia brasileira difundir os valores pelos quais qualquer nação séria e civilizada se edificaria, ela faz o contrário e, literalmente, sabota o país.    
Sabe por que, hoje, a sociedade brasileira está repleta de episódios bárbaros em que os filhos matam os pais e vice versa, em que um fica tramando a morte do outro, em que as controvérsias são ser resolvidas na base da surra e da vingança, sob a vigência suprema da Lei de Gerson, do vale tuto nacional e de várias outras coisas? Porque são esses os valores transmitidos pela grande mídia, ou seja, pela Globo. Não é assim no horário nobre da novela das 9?
Mas, em se tratando de Globo, não poderia ser diferente. É preciso relembrar que a Rede Globo foi fundada no Brasil em 1965, ou seja, 1 ano após o Golpe de 64, com grande apoio do Grupo Time Warner, dos EUA, para difundir em nossa cultura o American way of life, ou seja, para americanizar o Brasil. Lembram-se do estúdio de tradução Herbert Richers, que fazia a versão brasileira dos filmes de Hollywood que eram exibidos várias vezes por dia na programação da Globo? Era muito forte também o selo fonográfico Som Livre, que cuidava da trilha sonora “internacional” das novelas, que era, majoritariamente, composta por músicas de bandas dos EUA e da Inglaterra.
É vergonhoso como após 25 anos de redemocratização, o país ainda conviva com o mesmo modelo e monopólio de mídia televisiva, que não apenas foi fundado no seio do interesse do Regime Militar, mas como também foi responsável por sua manutenção, durante anos!
E agora, valendo-se de sua natureza golpista, a Globo, mais uma vez, está armando das suas. Felizmente, contamos hoje com meios de mídia também poderosos: as redes sociais, onde a verdade circula.  E vamos votar em Dilma para que ela possa promover a tão necessária reforma dos Meios de Comunicação passando, assim, o Brasil a contar com uma grande mídia nacional que seja, verdadeiramente, alinhada com os interesses do país, porque quem se favorece deste vergonhoso sistema, certamente, nunca vai alterá-lo.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Aécio Neves Nunca Defendeu Minas Gerais

Em homenagem a FHC que assim se referiu aos aposentados, o vagabundo do Aécio Neves nunca defendeu Minas e, supostamente, quer comandar o país?
Compatriotas Mineiros, Minas é mineração. Nossas raízes são mineradoras... do Ouro, do Diamante, das Gemas e do Ferro, além de tantos outros minerais. 
Minas de Felipe dos Santos, de Chico Rei e de Tiradentes. Minas do Ouro Preto, extraído do Rio Tripuí, o Pátrio Ribeirão, na poesia árcade de Claudio Manuel da Costa. Minas das centenas de milhões de toneladas de minério de ferro que são extraídos do subsolo mineiro, pagando royalties, literalmente, a preço de banana.
Enquanto os royalties do petróleo são de 10% sobre o faturamento, os da mineração são de aviltantes 3% sobre o lucro das mineradoras. Uma cortesia do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de seu líder na Câmara, Aécinho Malvadeza, que não só privatizaram a Vale do Rio Doce, a preço, igualmente, de banana (3 bi de US$, um ano depois ela valia 40 bi), como também entregaram uma das maiores mineradoras do mundo ao setor privado, sem contudo adequar a política de royalties concebida, especificamente, para o antigo modelo estatal. Significa dizer que, uma vez privatizada a Vale, a política de royalties deveria ter se adequado, imediatamente, ao novo modelo em que o monopólio e o controle da mineração não eram mais estatais. E, necessariamente, isso representaria um aumento nos royalties, a exemplo do que ocorre, atualmente, com o petróleo ou com a mineração em outros países do mundo. Mas, Aécinho, convenientemente, vez de conta que não viu. E por isso, hoje, na atividade mineradora, Minas e o Brasil têm os menores royalties do mundo. Aliás, nenhum estado da federação sofreu com esse processo do que Minas Gerais, que responde por quase 70% da produção nacional de minério de ferro. 
Quando éramos colônia, pagávamos o quinto para a Coroa, ou seja, 20% sobre toda a produção do ouro. Hoje, que somos "livres" vão levando todo o nosso minério de ferro e nos deixam a apenas 3% sobre o lucro. Tudo, graças a Aécio Neves e FHC.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A Verdade sobre a Petrobrás: Lembra-se quando a Gasolina custava 1 Real?

Alguém se lembra de quando o litro da gasolina custava 1 real? Fernando Henrique Cardoso não privatizou a Petrobrás, mas foi quase.
Em 1997, FHC promoveu a abertura do capital da Petrobrás. E como forma de proteger e garantir altas rentabilidades para o investidor estrangeiro – isso mesmo: não foi para proteger a empresa, o consumidor brasileiro ou as reservas da Petrobrás – FHC vinculou a venda do produto bruto da Petrobrás, ou seja, o petróleo, ao preço da commodity, negociando em dólar na bolsa de Mercadoria e Futuros de Nova Iorque.
Assim, a Petrobrás passou a produzir em real e a vender seu petróleo pelo preço em dólar fixado pelos mercados externos. Significa dizer que, pouco importa se para produzir um barril de petróleo no Brasil a empresa tenha um custo de 70 ou 100 reais, o preço vai ser sempre determinado pela variação do dólar e do preço da commodity nos mercados internacionais. É mais ou menos como se o cidadão brasileiro trabalhasse no Brasil, recebendo em reais e tivesse que pagar o aluguel em dólar, pelo preço do metro quadrado de Nova Iorque.
Com isso, FHC não só criou um perigoso gatilho inflacionário, já que em havendo aumento do preço do dólar, o petróleo e seus derivados como o diesel e a gasolina passaram, automaticamente, a subir de preço; como também criou a gasolina mais cara do mundo.
Enquanto que na Venezuela é possível encher o tanque de um carro pequeno (45 litros) por 5 dólares, ou seja, 11 reais;  no Brasil isso não se faz por menos de 130 reais.
E a gasolina só não está ainda mais cara, atualmente, porque o atual governo não tem repassado essas variações do dólar e do preço internacional do petróleo para as bombas. E é por isso que, apesar dos aumentos sucessivos de produção e de fenômenos extraordinários como o Pré-Sal, a Petrobrás tem tido suas posições rebaixadas junto as agências de risco internacionais: trata-se de uma forma de o investidor estrangeiro punir a empresa pelo fato dele não estar sendo super-remunerado, em dólar, como definido por FHC. E convenhamos: só coloca preço na Petrobrás quem tem interesse em sua venda.   
Alguém deveria esclarecer ao FHC que o povo brasileiro empenhou o grande esforço de empreender uma das maiores petroleiras do mundo para, essencialmente, prover o país de energia a preços razoáveis e não para ficar remunerando de forma exorbitante o investidor estrangeiro ao custo da gasolina mais cara do mundo.  
Quanto as graves denúncias de corrupção que pairam sobre a Petrobrás o caminho é a Justiça. É assim que deve acontecer na Democracia: errou, pagou. Ocorre que, infelizmente, a Justiça brasileira não atinge a todos. Prova disso é que no caso do Mensalão de Brasília, por exemplo, os envolvidos foram todos julgados e os culpados tiveram sua pena, de acordo com a lei brasileira, encontrando-se os mesmos, inclusive, inelegíveis, fora da disputa eleitoral, coisa até então inédita neste país. Já os mensaleiros do PSDB estão todos livres, impunes, aptos a reincidir e muitos foram reeleitos no domingo passado.                 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Procurado


Deparo-me com out-door fixado na Av. Wilson Alvarenga, região central de João Monlevade, com uma enorme foto do ímprobo e inelegível Carlos Moreira. Deve ser um anúncio de recompensa, pensei. PROCURADO, POR LESAR MONLEVADE EM DEZENAS DE MILHÕES DE REAIS!
Mas, não. Tratava-se de anúncio publicitário de uma ótica local. Quem em sã consciência associaria sua marca à imagem do ex-prefeito mais processado da história de João Monlevade, com bens bloqueados pela Justiça, sucessivas condenações por ato de improbidade administrativa e incurso na Lei da Ficha Limpa?
Vivemos o final dos tempos em que os valores éticos estão todos invertidos, em que malfeitores são idolatrados como deuses.  

Evite marcas que se associam a corruptos!  

sábado, 13 de setembro de 2014

Rio Mineiro





RIO MINEIRO

Ó Rio avermelhado das Gerais,
Quanto do teu vermelho é sangue e nada mais!
Quantos filhos perderam os pais,
Quantos desastres ambientais,
Para que, mundo afora, se enriquecessem com nossos metais!
Terá valido a pena? Mineração nenhuma pode valer a pena
Diante de compensação (royalties) tão pequena.


Nas fotos, aspecto do Rio Itabirito, afluente do Rio das Velhas, após o rompimento de uma barragem de rejeito de minério de ferro, operada pela mineradora Herculano, em Itabirito/MG, ocorrido na última terça-feira, vitimando três funcionários da empresa.  






quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Rompimento de Barragem em Itabirito: Prelúdio do Futuro de Minas Gerais

O rompimento de uma barragem de rejeito da mineração de ferro da mineradora Herculano, ocorrido ontem em Itabirito, vitimando três trabalhadores da empresa e causando expressivo dano ambiental, pode ser apenas o prelúdio de uma fração do que o futuro reserva para Minas Gerais, caso a atual política de compensações do setor de mineração não se altere.
Essas imensas e perigosíssimas barragens de rejeito estão por toda Minas Gerais, muitas delas dentro de bacias de importantes mananciais de abastecimento d’água e, portanto, demandarão monitoramento e manutenção para todo o sempre. E quando o minério de ferro acabar, quem proverá ou pagará pela manutenção desse imenso e instável passivo ambiental?
Não acredite neste engodo de que há minério para mais 300 ou 400 anos, pois a duração da jazida depende apenas da velocidade de sua exploração e a cada dia a tecnologia torna mais rápida a extração do ferro em Minas Gerais. E quando isso acontecer, o que vai ser de Minas? Qual o desenvolvimento que o ciclo da Mineração do Ferro terá trazido a Minas Gerais? Quantos, mundo afora, terão se enriquecido com os metais do subsolo mineiro e o que terá restado a Minas Gerais?
Com a atual política de royalties da mineração (somente 3% sobre o lucro) quase nada tem restado a Minas Gerais, além de cenas trágicas como a de ontem em Itabirito.  

Minas não é mais, essencialmente, mineira como antes

Durante o Ciclo do Ouro, quando o Brasil era colônia de Portugal, quem descobrisse o metal precioso, em Minas Gerais, tinha o direito de minerá-lo. A jazida era então dividida em datas, parte delas cabia ao rei, pagava-se o quinto e o mineiro minerava.
Hoje, o mineiro não pode mais minerar. No caso do minério de ferro impera um sistema que resulta num grande monopólio em que apenas uma empresa controla mais de 70% das ricas jazidas de Minas Gerais.
O ouro, então, virou tabu. Não existe transparência nenhuma na exploração do ouro em Minas  e se o mineiro for até o aluvião e, de forma artesanal, no uso de uma bateia, assim como era há 300 anos, e apurar dois gramas de ouro( R$ 150, 00), depois de um longo dia de trabalho, ele é, imediatamente, preso pela polícia.       

Que Minas Gerais é essa que o mineiro não pode mais minerar?

Em Breve, Teremos que usar Máscaras




Fortemente, contaminado pelo populismo moreirista e temendo “perder votos”, o governo Teófilo Torres se afasta de qualquer política pública séria, voltada para a fiscalização no Município.
O setor de transporte pesado, demandado pela realidade de super-exploração da Mina do Andrade pela Arcelormittal,  então, não é fiscalizado em nada. Inúmeras carretas se utilizam das vias públicas como se fossem pátio rodoviário e nada acontece. Algumas, mais antigas, expelem colunas ascendentes de fumaça negra e tóxica e não são fiscalizadas. O minério de ferro que se perde no transporte rodoviário vai se acumulando pelas sarjetas das avenidas e a Arcelormittal não é chamada a se responsabilizar pelo dano causado ao ambiente urbano. Outras carretas trafegam, livremente, com a caçamba descoberta emitindo particulado rua afora. Também existem aquelas que derramam parte de sua carga nas vias publicas, como demonstram as fotos.
Assim, não há como ter qualidade de vida nesta cidade.

E somada à inoperância deste governo em tudo que demanda a liderança do prefeito, no caso das fotos, as mesmas carretas que derramam parte de suas cargas nas ruas, também são aquelas que transitam, intensamente, sobre as mesmas, levantando poeira em quantidade, que se espalha por todo o centro de João Monlevade. A continuar assim, em breve, teremos que usar máscaras anti poeira.