quinta-feira, 11 de abril de 2019

Sinval esfrega livro na cara de Belmar


Não reunião ordinária de ontem na Câmara, o vereador Sinval literalmente esfregou o livro de inscrições da mesa na cara de seu colega, o vereador Belmar Diniz.
Vídeo do episódio circulou rapidamente pelas redes sociais, tornado evidente a grande humilhação vivenciada por Belmar Diniz, diante do gesto desrespeitoso do vereador Sinval Dias.
Muito embora, a ação de Sinval tenha extrapolando o que se espera do decoro parlamentar, Belmar bem que mereceu. Sinval sabe que Belmar, apesar de vereador pelo PT, votou a favor do Rotativo, da terceirização do Dae, de autorizar a Enscon a não cobrar a passagem em dinheiro a bordo do coletivo, etc, sabe que Belmar é encima do muro, não faz oposição substancial, negocia com Moreira, pede voto para deputado da direita, sobrinho da Miriam Leitão, e agora, que já se auto-declarou candidato a prefeito, numa disputa pouco cordial com o ex-prefeito Laércio Ribeiro, Belmar Diniz quer aparecer para assumir uma pretensa e eleitoreira oposição ao atual governo. Foi ótimo e hilariante ver Sinval esfregar um livro na cara de Belmar que é para ele aprender a ler o conteúdo programático de seu partido e também um livro de ética clássica.
Outrossim, não podemos esquecer da contribuição decisiva de Belmar Diniz para a derrota da chapa Railton e Laércio, nas ultimas eleições por uma diferença de apenas 126 votos. É que nos últimos 25 dias de campanha, a ex-vereadora Filinha pegou, indevidamente, a estrutura do comitê do Bairro Cruzeiro Celeste que deveria ser empregada, exclusivamente, na campanha para prefeito e vice e a direcionou para pedir votos apenas para Belmar. Assim, faltaram os 126 votos para eleger Railton e Laércio. 
Acho que, diante da merecida humilhação sofrida pelo vereador Belmar, todo aquele que deixou sua vida particular de lado para, de boa-fé, engajar seu tempo e seus esforços na eleição de um projeto político desenvolvimentista para Monlevade,covardemente, impedido pela esperteza de alguns, agora, pode dizer que se encontra com a alma, parcialmente, lavada. Nada como o testemunho da justiça divina!

terça-feira, 9 de abril de 2019

João Monlevade, o Barão de Eschwege e a difundida tecnologia romana de mineração do ouro

    

  







Ainda não encontrei documento que pudesse associar ou vincular, diretamente, o Barão de Eschwege e ao minerálogo e metalurgista francês João Antônio de Monlevade. Contudo, o legado de um está diretamente ligado à obra do outro. E como ambos são egressos da grande leva de naturalistas e de estudiosos que se seguiram à transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808, é muito provável que tenham mantido certa interação técnica. 
O Barão de Eschwege era alemão e de mesma formação técnica de Monlevade. Chegou ao Brasil em 1810, encarregado por Dom João VI de “reanimar a decadente mineração do ouro e a trabalhar na nascente indústria siderúrgica”. Eschwege realizou muitos estudos mineralógicos em Minas Gerais e fundou, em Ouro Preto, uma fábrica de ferro, denominada Patriótica e considerada a primeira do país. Entretanto, para Monlevade, mais importante do que os estudos e o pioneirismo de Eschwege, foi a tecnologia introduzida por ele em Minas Gerais. Tratava-se uma grande roda d’água, acoplada a um eixo giratório que transmitia a força necessária para erguer uma série de pilões de madeira, cujas as bases eram pesados blocos de ferro . O eixo girava, erguendo os pilões que , com meia volta, perdiam o apoio e, por gravidade, caiam sobre a rocha, triturando-a , num movimento de sobe e desce contínuo. Também chamado de Engenho de Eschwege, tal tecnologia se difundiu muito pelo território mineiro, sendo adotada principalmente pelas companhias de mineração inglesas que se fundaram às dezenas em Minas a partir de 1825, o que demandou pela produção de muito ferro. E é neste ponto, que entra Monlevade. Durante os mais de 50 anos que sua fábrica de ferro funcionou sob seu comando, Monlevade foi o fornecedor preferencial de uma série de artefatos de ferros para as companhias inglesas de mineração do ouro e, principalmente, o fornecedor exclusivo das cabeças de ferro dos trituradores do Engenho de Eschwege. 
Para se ter uma ideia do aprimoramento tecnológico que representaram os moinhos de pilões de Eschwege, apenas a Mina do Gongo Soco, depois de julgada esgotada diante das técnicas rudimentares de mineração do ouro até então utilizadas, foi vendida em 1826 para os ingleses que nela passaram a empregar intensivamente a tecnologia do Engenho de Eschwege, fazendo com que apenas nos 12 anos seguintes, o Congo Soco produzisse nada menos do que 15 mil quilos de ouro puro, ou seja, 5 quilos de ouro por dia. 
Todavia, a tecnologia então introduzida por Eschwege em Minas, apesar de encarada como uma novidade pelos os mineiros, não era tão nova assim. O Moinho hidráulico de pilões já havia sido amplamente utilizado no norte de Portugal , na região das Tresminas, há mais de 2.000 anos, quando o território português se encontrava sob o domínio do Império Romano. 
Durante a antiguidade, as Tresminas foram um dos mais importantes complexos de mineração aurífera de todo o Império Romano, produzindo ouro para a cunhagem de moedas. E naquele tempo, Roma já empregava com sucesso o Engenho de Pilões, movido por roda hidráulica para também triturar o quartzito retirado das galerias subterrâneas, antes da lavagem do metal precioso, o que aumentava muito o rendimento das minas. A diferença estava apenas no tamanho dos maquinismos e no material empregado nas cabeças dos pilões. Enquanto os engenhos das Tresminas eram menores e utilizavam blocos de granito nas cabeças dos trituradores para esmagar a rocha aurífera, os engenhos de Eschwege eram muito maiores, muito mais pesados e utilizavam blocos de ferro de 80 quilos produzidos por Monlevade para o mesmo fim. 
No Museu do Ouro em Sabará existe exemplar do Engenho de Eschewege (fotos) que, apesar do mau estado de conservação, permite um vislumbre desta tecnologia romana de processamento do ouro que tanto se difundiu por Minas Gerais, a partir do primeiro quartel do sec. XIX. Este exemplar operou por 50 anos na região de Santa Bárbara. Nas fotos, é possível verificar que um dos blocos de 80 quilos de ferro forjados na Fábrica de Ferro de Monlevade se soltou do corpo de madeira do pilão, o que permite observar que o mesmo possui um cabo de encaixe. Vê-se também muito desgaste dos blocos, o que demonstra o quanto o trabalho de trituração era duro, demandando substituição contínua dos mesmos para felicidade de Monlevade que as produziu em escala industrial por mais de meio século.


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Quase 100 dias de governo Bolsonaro



A caminho de completar 100 dias de mandato, o governo Bolsonaro é um verdadeiro desalento para o trabalhador brasileiro. 
Já são mais de 13 milhões de desempregados, 25 milhões de trabalhadores informais e a Ford parece que foi a primeira a cair na real, seguida de outras grandes empresas que também fecham suas portas no Brasil. Os sinais são claros de que a grave crise econômica em que o país se encontra apenas se aprofunda mais a cada dia. O comércio não vende, a gasolina está em R$ 4,60, o feijão a R$ 8,00 e toda vez que o presidente abre sua bocarra desmedida o dólar supera o teto psicológico de R$ 4,00. E nem precisa esperar porque não haverá crescimento econômico, boom imobiliário nem recorde na venda de eletrodomésticos, celulares, computadores e veículos, como ocorrido antes de 2014. Paulo Guedes, o ministro da Fazenda, não ganha dinheiro com o trabalho. Ele é financista, canha dinheiro no mercado financeiro, que não produz sequer um parafuso para a nação. O negócio dele é cortar investimentos na saúde, na educação e na Previdência Pública para remunerar ainda mais os banqueiros do Brasil. Certamente, Paulo Guedes vai posicionar seu património em dólar e a partir daí conduzirá uma escalada no preço da moeda estadunidense, triplicando ou quadruplicando sua fortuna. Aqueles que estão no poder não precisam de crescimento econômico, de geração de renda ou de abertura de postos de trabalho. Eles são remunerados pelo Estado brasileiro com quase metade da despesa da União, sem o menor esforço. É isso mesmo, a Miriam Leitão não diz, nem o Willian Bonner, mas o maior rombo das contas públicas brasileiras não é causado pela Previdência, mas sim pela imensa conta de juros que o Brasil paga anualmente a cerca de 10 mil credores da dívida pública. Como demonstra o gráfico anexo, o custo da previdência corresponde a apenas 22, 76% da despesa da União, enquanto que a despesa dos juros dos credores da dívida alcança estratosféricos 45, 11% da mesma despesa, ou seja, de cada dez dias que você trabalha, 4 e meio são para pagar banqueiro, e você nunca ouviu falar nisso. E de onde vem essa lógica? 22,76% para remunerar 30 milhões de aposentados contra 45,11%, mais que o dobro, para remunerar apenas 10 mil credores? Em relação aos aposentados, sabemos que eles, em regra, trabalharam grande parte da vida, contribuiriam e agora são remunerados. O que não acontece em relação aos banqueiros, pois não existe um memorial de cálculo que possa explicar porque o Brasil gasta quase metade do orçamento da União com juros de sua dívida. Convencionou-se assim.
O Japão, por exemplo, tem uma dívida proporcionalmente 5 vezes maior do que a brasileira e não compromete mais do 3% da despesa com o pagamento de juros. E é o contrário disso que Paulo Guedes quer. Se hoje o Brasil compromete mais de 45% de sua despesa com a remuneração dos banqueiros, no final do governo Bolsonaro estará pagando 55% ou mais. 
Além da tragédia econômica, em menos de 100 dias, o governo Bolsonaro já se comprovou um verdadeiro manicômio. Seus assessores não dominam sequer os conceitos mais elementares das temáticas que ocupam. O Brasil é o único país do mundo que ainda teme o avanço do comunismo, o que parece ser o único note desse governo. Filho cheio de laranjas e envolvido com milícias. O outro manda e desmanda no governo. O Assassino de Marielle é vizinho no condomínio de luxo do presidente. Chegamos ao fundo do poço. E um presidente que não desceu do palanque para governar, não tem articulação com o parlamento, não tem compostura presidencial, entregou a geografia brasileira para o EUA (Base de Alcântara), destruiu a diplomacia do Itamaraty (reciprocidade de visto) e que colocou perigosamente o Brasil no circuito de atentados jihadistas, ao se alinhar com os conservadores israelenses por acreditar que a Israel contemporânea é a mesma terra santa bíblica de Moisés e Abrão. 
Enganado foi foram apenas os pobres que votaram em Bolsonaro, pois a classe média brasileira, ela é a cara do Bolsonaro e queria justamente este resultado: a sabotagem da política e a ingovernabilidade, para interromper o processo de ascensão das classes C, D e E. A classe média quer um país melhor, desde que não haja ascensão social.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Justiça condena provedor a indenizar médico do HM por dano moral e a retirar matéria inverídica do blog O Popular


O juiz titular do Juizado Especial Cível da Comarca de João Monlevade, Adilson da Silva da Conceição, condenou o provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, a indenizar a título de danos morais o médico Getúlio Garcia no valor de R$ 5.000,00. O provedor também foi condenado a retirar matéria inverídica publicada pelo blog O Popular, sob pena de multa. A ação judicial teve como objeto as declarações falsas e ofensivas feitas por José Roberto Fernandes e publicadas pelo blog O Popular, na data de 17/06/2016 , quando em resposta a matéria crítica publicada no Blog Monlewood,o provedor acusou o médico nos termos transcritos a seguir: 

 “Quem faz segregação racial no Hospital Margarida é o pai dele, que é médico. E ele ‘usa’ o corpo clínico para barrar a chegada de novos médicos ao Hospital Margarida. Além disso, o pai do blogueiro usa o Hospital margarida para procedimentos particulares e convênios, mas não aceita atender pacientes do SUS, porque o SUS paga pouco. E, ainda, quer obrigar o Hospital a pagar a diferença que existe entre o SUS e os convênios.Tenho provas do que estou falando”. 

No processo de número 0048389-04.2016.8.13.0362, o provedor não conseguiu comprovar a veracidade de nenhuma das graves acusações que, levianamente, fez contra o médico Getúlio Garcia, conforme fundamentado pelo magistrado:

 “..., quanto à alegada liberdade de expressão invocada pelo réu José Roberto Fernandes, verifica-se, de modo contrário, o seu exercício em evidente exagero, porquanto expressamente confessou em depoimento pessoal que o teor da entrevista é de sua autoria, sendo que atribui ao autor da ação a negativa de atendimento a pacientes do SUS e que ele realizaria segregação racial, bem como exigiria pagamento de diferença de valores relativos aos atendimentos privados no âmbito do SUS. 
Insta salientar, que a exceção da verdade diz respeito aos crimes contra a honra no âmbito do Direito Penal e Processual Penal e, ainda que na aludida seara fosse constatada a verdade, na esfera cível, cabe a cada um se ater aos limites da liberdade de expressão para não violar o direito de outrem, in casu, o nome e a honra objetiva e subjetiva. Ainda assim, os documentos de fls. 89/128, juntados aos autos pelo réu José Roberto Fernandes, não comprovam que a parte autora tenha sido condenada por sentença transitada em julgado pela prática da alegada “segregação racial”. 
Quanto ao dano moral, resta evidente pelo próprio reconhecimento do réu José Roberto Fernandes que o sentido da publicação é exatamente o que repassou ao jornalista, sendo suficiente para a ofensa ao nome e a honra objetiva e subjetiva da parte autora. Impende ressaltar que, se o réu José Roberto Fernandes estava sendo perseguido por pessoas insatisfeitas com a sua gestão administrativa no hospital, inclusive com publicações como a realizada pelo filho do médico, ora requerente, deveria adotar as medidas legais e cabíveis para coibir ou punir eventuais transgressões legais, em vez de promover o ato que fez publicar à fl. 27. Isto é, não caberia ao réu José Roberto Fernandes adotar a seu crivo a conduta que obteve - de atribuir a terceiro ato proferindo ofensa a direitos. 
 Em se tratando de ilícito civil, a conduta pode ser dolosa ou culposa, estando presente a culpa civil, comprovada nos autos e confessada pelo próprio réu José Roberto Fernandes, que não agiu com o cuidado necessário para evitar lesões a direitos de terceiros ao se deparar com a publicação do filho do médico/requerente, de quem deveria buscar eventual indenização, caso se sentisse ofendido pelo titular do blog...”

Agora, diante da presente condenação por mentir e ofender médico do Corpo Clínico do Hospital Margarida, fica óbvio que José Roberto Fernandes perdeu, definitivamente, a viabilidade moral de se manter no cargo de provedor do Hospital Margarida. Ofensor mentiroso não pode administrar o único hospital do Município. A comunidade do Hospital Margarida exige a renúncia de José Roberto Fernandes. Fora, Zé Roberto!

quinta-feira, 21 de março de 2019

Provedor fatura R$ 5.800,00 na Câmara com CNPJ das Óticas Americanas





Conforme comprova a Autorização de Empenho de n° 59/2019 (imagem), emitida pela Câmara de Vereadores de João Monlevade, o provedor do Hospital Margarida, que se arroga como voluntário filantropo e trabalhador gratuito, faturou a soma de R$ 5.800,00 (cinco mil e oitocentos reais) do erário público monlevadense, em razão de curso de (sic) “coaching, presential mentoring” que teria ministrado, recentemente, na Contabilidade Arthuso para os funcionários do Legislativo, Fabiano Lobo Trindade e Rosimere Domingos Magalhães.
Infelizmente, José Roberto Fernandes, ainda não compreendeu que o cargo de provedor do Hospital Margarida o equipara, para fins do disposto no parágrafo único do art 1º da Lei de Improbidade administrativa, a agente público. Assim, José Roberto, enquanto provedor de hospital subvencionado pelo Município, deve submeter suas ações aos limites delimitados pelos princípios da Administração Pública elencados pelo caput do art 37 da Constituição da República, entre eles, os princípios da moralidade, da legalidade e da impessoalidade, que impedem o agente público de contratar com o Município, seja através da Câmara, de autarquia, etc. Provedor de hospital subvencionado pelo Município não pode ser contratado para prestar serviço para o Município, mesmo através da Câmara de Vereadores.  
Não vou nem adentrar a seara da inabilitação do provedor para ministrar tais cursos, mas outro fato completamente irregular que chama a atenção é a maneira como o pagamento foi feito. Como consta do documento anexo, o provedor faturou os R$ 5.800,00 através do CNPJ 22.827.426/0001-56, que é das Óticas Americanas, uma de suas empresas. Como é que a Câmara contrata e paga cinco mil e oitocentos para as Óticas Americanas, sem licitação? Este provedor é mesmo um malabarista quando o assunto é CNPJ!

quarta-feira, 20 de março de 2019

Railton desiste da pré-candidatura



Ontem, o médico Railton Franklin anunciou sua desistência diante da pré-candidatura ao cargo de prefeito pelo PDT, alegando motivação pessoal.
O nome do ex-prefeito Laércio Ribeiro segue confirmado como pré-candidato a prefeito de João Monlevade .

segunda-feira, 18 de março de 2019

Situação do Hospital Margarida Piora Muito



Apesar da completa falta de transparência por parte do provedor José Roberto Fernandes  em relação à atual situação financeira do Margarida,  o único hospital do Município dá sinais claros de uma piora considerável.
Faltam materiais hospitalares, médicos estão sem receber os honorários e fornecedores estão com os pagamentos atrasados. Um importante aparelho de laparoscopia se encontra quebrado há bastante tempo, o que tem atrasado muito a realização de uma série de cirurgias no hospital.    
O hospital não tem dinheiro para arcar com seus compromissos e com a manutenção de equipamentos porque se encontra com a folha de pagamentos inchada como nunca se vira. Apesar da imensa crise, José Roberto Fernandes,  não pára de contratar no Hospital cabos-eleitorais que pedirão votos na próxima eleição para quem o ex-prefeito inelegível, Carlos Moreira, indicar. Funcionários técnicos com 15 ou 20 anos de hospital estão sendo sistematicamente demitidos pelo provedor que, rapidamente,  ocupa a vaga com mais um cabo-eleitoral. Para cada demissão técnica, José Roberto admite 2 moreiristas. De tão apinhado de gente contratada, os moreiristas passam o dia , literalmente, batendo as cabeças no interior do hospital, sem ter  outra atividade que não seja  no Whatsapp.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Médicos são perseguidos por Simone/Carlos Moreira




Como o grupo de Carlos Moreira por pouco não perdeu as últimas eleições para um projeto político encabeçado por dois médicos, Railton e Laércio,  a classe já está sendo perseguida pelo aparato estatal do governo Simone/Carlos Moreira.
Recentemente, foi anunciado o fechamento da Policlínica com claro intuito de prejudicar o pré-candidato a prefeito Railton Franklin, que lá tende pacientes da rede pública de saúde. Tramita na Comarca local processo ajuizado pelo provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, braço direito do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira, exigindo indenização contra o pré-candidato Railton Franklin, pela diferença de honorários médicos em relação a serviços devidamente prestados, cuja responsabilidade da devolução foi atribuída pela Gerencia Regional de Saúde ao provedor da época.   
O médico Luiz Fernando do Amaral, no estabelecimento de quem as reuniões de apoio a Railton têm sido realizadas, também está sendo perseguido pela administração Simone/Carlos Moreira, com a alteração de horário e local de atendimento médico.
O médico Getúlio Garcia, meu pai, desde a posse de José Roberto Fernandes como provedor do Hospital Margarida tem sido perseguido por ele, pelo simples fato de ser meu pai, a ponto de eu ter que interpor agravo junto ao TJMG para condenar o Zé Roberto a se abster de difamá-lo, sob pena de multa, coisa inédita no hospital.  Agora, a prefeita Simone também o está perseguindo por fato inventado pelo José Roberto, cujo CRM já decidiu pela absolvição.
Vendo este “tudo ou nada” acontecendo, interpreto que depois de perderem as próximas eleições, Moreira, Simone e José Roberto vão se mudar para Juiz de Fora a fazer companhia para Prandini, em seu exílio político, porque a perseguição é sempre muito covarde e evoca a indignação geral do povo. Ademais, fico imaginando: será que pensam que nunca precisarão de um daqueles cirurgiões? Há situações médicas as quais todos nós estamos, possivelmente, submetidos e que não dão tempo para se buscar recurso em Belo Horizonte, mesmo de helicóptero. Tenho certeza de que um dos médicos citados jamais negaria atendimento de urgência a quem quer que fosse. Mas, fica no mínimo desconfortável  o sujeito perseguir o médico e depois rogar pelo seu socorro, em caso de necessidade.        

Fechamento da Policlínica é para prejudicar Railton




 Não há dúvida que o fechamento da Policlínica, recentemente, anunciado pelo governo Simone/Carlos Moreira, se trata de uma tentativa de neutralizar, politicamente, o médico Railton Franklin, segundo colocado nas eleições passadas, com uma diferença apertadíssima de apenas 126 votos.
É de conhecimento público que Dr. Railton, pré-candidato declarado a prefeito em 2020, realiza dezenas de atendimentos diários à pacientes do SUS há décadas na Policlínica. É lá, na Policlínica que Dr. Railton tem contato com o cidadão comum, com o paciente do SUS, podendo ver de perto o abandono e o desmando com que tem sido conduzida a política pública de saúde local e sentir de perto o desejo do povo por mudança.  
É absurdo uma importante unidade de saúde local ser fechada com a finalidade clara de perseguir adversário político. O povo não pode permitir esta perseguição contra Dr. Railton, nem a perda da Policlínica!

terça-feira, 12 de março de 2019

Democracia é a que mais comemora o desligamento de Moreira da Rádio Cultura





Ninguém mais do que a Democracia Monlevadense para comemorar o desligamento de Carlos Moreira da Rádio Cultura.
Alguns consideram que a Democracia se faz apenas mediante a realização de eleições periódicas. Não é verdade. Para se ver, minimamente, instalada a Democracia é necessária a conjunção de outros fatores como a independência dos três poderes e a liberdade de imprensa.
E no último requisito, a Liberdade de Imprensa, o que Monlevade viveu nas últimas décadas enquanto o ex-prefeito Carlos Moreira esteve no comando da Rádio Cultura  foi uma verdadeira violação do regime democrático.
Durante muitos anos, a Rádio Cultura, de propriedade do ex-deputado Mauri Torres, foi submetida a um ininterrupto processo de manipulação político-ideológica do conteúdo veiculado pela emissora, sempre com vistas a favorecer os projetos de poder do primeiro e do ex-prefeito Carlos Moreira.  
Nos países sérios, deputado não pode ser proprietário de emissora de rádio. No Brasil, tal situação também é proibida pela Constituição, proibição que nunca impediu Mauri Torres de adquirir e de utilizar a seu bel-prazer um dos veículos de comunicação mais importantes do Município. E o grande operador deste processo foi, sem dúvida, o ex-prefeito Carlos Moreira que nunca deixou de utilizar a rádio para, sem o devido contraditório, achincalhar seus adversários políticos, manipular o eleitorado e esconder a verdade suja sobre si, enquanto foi prefeito de Monlevade, e sobre seus pares. O Noticiário da rádio Cultura, por exemplo, jamais divulgou que o ex-deputado Mauri Torres avalizou um cheque no valor atualizado de 1 milhão de reais para a empresa SMP&B de Marcos Valério ou apenas uma das numerosas condenações de Carlos Moreira por diversos atos de improbidade administrativa enquanto foi prefeito de Monlevade e que levaram à cassação de seus direitos políticos e à sua inelegibilidade. O noticiário da rádio também jamais veiculou que o pretenso hospital Santa Madalena, idealizado por Carlos Moreira e adaptado ao custo de mais de 22 milhões de reais no prédio do antigo terminal rodoviário não é passível de alvará de funcionamento em razão de a obra multimilionária ter sido realizada sem a observância das normas técnicas vigentes.  Também nunca divulgou  Sem a manipulação político-ideológica da rádio Cultura Carlos Moreira jamais teria sido eleito prefeito de Monlevade.  
A verdade é controle político-ideológico da rádio Cultura, que no passado era muito mais efetivo, do que é hoje na era das redes sociais, faz com que Mauri e Moreira passem pela história do município como tudo, menos como democratas. A manipulação da imprensa desconstitui a democracia e impede que ela se instale na prática, trazendo óbvios malefícios para o Município. Pode-se dizer, por exemplo, que o já citado Hospital Santa Madalena é produto direto da manipulação político-ideológica da rádio Cultura. E não é só ele. A situação de abandono em que o Município se encontra atualmente também é resultado da manipulação do conteúdo veiculado pela rádio Cultura. Muitos chamam a Moreira de comunicador. Não está correto. Comunicador é quem comunica a verdade. Quem manipula descaradamente informação e omite a verdade, na realidade, é chamado de demagogo.
É difícil dizer como se comportará a rádio Cultura daqui em diante, mas o fato é que o desligamento de Carlos Moreira da emissora é motivo de muita comemoração e quem mais comemora é, certamente, a Democracia Monlevadense.  Esperamos que de agora em diante, Monlevade possa viver um período de alguma Democracia.