O enredo é trash, mas aconteceu comigo.
Ontem, como de costume, fui buscar minhas duas filhas gêmeas
de 3 anos e meio na Escolinha, localizada na Rua Orozimbo Mamede no Bairro
Rosário. Não havia vaga para parar o carro, então resolvi dar uma lenta volta
pelo quarteirão na esperança de que a situação se modificasse. Ao retornar,
verifiquei que a situação não se alterara, mas que havia uma enorme vaga,
ilegalmente, reservada com cones na rua pública. Então, parei o carro, retirei
os cones e entrei na vaga. Foi então que surgiu o universitário Adolflayter Andrey
Peters Machado, advertindo-me que eu deveria deixar a vaga que ele havia
reservado para si. Esclareci que ficaria apenas o tempo necessário para o
embarque de minhas filhas e que, portanto, já estava indo embora. Ele então avançou
com uma Fiat Ducato que se encontrava estacionada antes da vaga e,
literalmente, colou-a no pára-choque de meu carro. Minhas filhas embarcaram, e
quando fui deixar a vaga reservada, o universitário usou da Ducato para
empurrar meu carro para fora da vaga. Então desci e tirei as fotos anexas,
esclarecendo mais uma vez que já estava indo embora e o fiz, tomando a direção
da rua. Neste momento, o universitário Adolflayter Andrey Peters Mahado arrancou com a Ducato, enraivecidamente,
pondo-se a perseguir meu carro por 50 metros da rua, que estava lotada de pais,
alunos/crianças e transeuntes,
projetando com força as 3 toneladas da Ducato sobre a traseira de meu
veículo, provocando uma grande colisão. Isso tudo na porta da Delegacia, em que
os cidadãos têm que pernoitar na fila para tirarem documentos básicos. Além do
grande susto, como minhas filhas estavam, devidamente, afiveladas nas
cadeirinhas, elas não sofreram qualquer ferimento.
Então, as levei para casa, para resguardá-las e acionei a PM
que, prontamente compareceu ao local, registrou a ocorrência e conduziu o
universitário, preso, para a Delegacia ao lado do Dae. Lá, depois de 5 longas
horas de espera e depois de muita insistência (agora, compreendo porque muitos
deixam de registrar ocorrências nas delegacias) a delegada de plantão, Ana
Carolina Ferreira de Freitas, sempre muito concentrada e operante no whatsapp, justificou que o universitário Adolflayter Andrey
Peters Machado, quem eu nunca havia visto na vida, estava apenas tentando me dar “um susto” e que
o mesmo se comprometeria em se apresentar ao Jesp. Criminal, sendo liberado, em
seguida, e que eu deveria subscrever a respectiva Representação. Então eu
esclarecia à delegada que não assinaria aquele escárnio e enquanto deixada a
Depol ainda tive que ouvir a delegada perguntar a seu assistente se “aquilo era
desacato”.
Felizmente, não necessito de delegada como essa para ajuizar
a consequente ação criminal e cível, neste caso. Mas, e quem não tem OAB, como
fica?
Esse universitário, que usou um veículo pesado como arma,
impondo dano ao patrimônio alheio e assumindo o risco de ferir ou de até matar,
inclusive crianças, deveria ter, no mínimo, a habilitação para dirigir
recolhida.
E fica registrada essa crônica da violência gratuita e da
impunidade
em João
Monlevade.
BO: