quarta-feira, 1 de março de 2023

Asfaltamento Inconsequente Agrava Risco de Afogamento na Trincheira do Moreira


Monlevade sofre com os efeitos das inundações sazonais não é de hoje. A abominável trincheira do Moreira, cavada no entorno do Posto Castelinho, é prova disso. Trata-se de uma galeria pluvial cavada sobre parte do leito da Avenida Wilson Alvarenga, ainda no desgoverno Carlos Moreira, com o intuito de resolver as freqüentes inundações naquele ponto da região central da cidade. Contudo, a trincheira jamais alcançou seu objetivo, porque foi mais uma obra realizada sem estudo técnico, hidrológico ou científico. A trincheira só fez com que grande quantidade da água da chuva corresse, velozmente, sobre o leito avenida, até encontrar uma saída para o ribeirão, o que passou a ocorrer no acesso à Estrada do Forninho, situação que muito possivelmente deve ter contribuído para aquele triste episódio em que um carro foi arrastado pela enxurrada naquele local, matando duas estudantes. Mas, a chamada Trincheira de Moreira não passou a representar um risco potencial apenas para aqueles que transitam no período de chuvas pelo acesso da Estrada do Forninho. Ela hoje representa um risco real de morte por afogamento a todos que por ela transitam no período chuvoso, considerando que se encontra instalada numa das principais artérias viárias do Município. A trincheira do Moreira é a única galeria pluvial que conheço, isto é, uma passagem de grande quantidade de água da chuva, que ao mesmo tempo também é, inadvertidamente, aberta ao tráfego de veículos automotores, uma receita, potencialmente, perigosa. Como demonstra o vídeo anexo, na semana retrasada, um ônibus da Enscon, repleto de passageiros, ficou ilhado por horas, em meio ao alagamento, bem ao lado da trincheira, enquanto a altura da água subia. Por muita sorte e experiência, o motorista não passou com o ônibus pela pista de dentro da trincheira. Se o tivesse feito, o que não é incomum, o risco de morte por afogamento dele e dos daqueles passageiros teria sido real, já que a galeria tem mais de 4 metros de profundidade.
De outro lado, no governo Laércio/Fabrício, além da ausência completa de política pública para lidar como as inundações, para preparar o Município para as mudanças climáticas, etc, o que se vê é o asfaltamento eleitoreiro de novos loteamentos e de ruas já calçadas, o que, numa cidade normal já agravaria os prejuízos causados pelos alagamentos, mas que, em se tratando de João Monlevade, potencializa ainda mais o risco já existente de morte por afogamento na trincheira.
Fabrício tem que compreender que a cada rua que ele asfalta à montante da trincheira para pavimentar sua campanha à Prefeitura em 2024, sem tomar providências para mitigar a ocorrência de inundações, ele e Laércio potencializam o risco de morte por afogamento dentro daquela galeria pluvial, aberta ao trânsito de veículos.
Governar é, sobretudo, agir com responsabilidade. Como o atual secretário de planejamento que é, não vejo Fabrício elaborar um plano de contingência para impedir que veículos adentrem a trincheira, momentos antes dela transbordar, nem para treinar os socorristas caso o pior aconteça. É muita irresponsabilidade asfaltar à torto e à direita (literalmente), sem um plano de manejo para a perigosa trincheira do Moreira, estabelecido no âmbito da Defesa Civil, etc. Como sempre, estão aguardando o pior acontecer para tomarem nenhuma providência. E lembre-se, ao menor sinal de chuva, jamais passe pela trincheira do Moreira.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Licitação da Enscon Consolida Conservadorismo de Laércio/Fabrício


 

A péssima qualidade e o alto custo do transporte coletivo de passageiros em João Monlevade são fatores de visível desgaste da atual administração, porque, em se tratando de um governo do PT, o que se esperava era uma grande mudança no setor.  Agora, se vê, concretamente, que a mudança contratada nas urnas não será entregue, evidenciando mais uma vez a imensa dificuldade do PT local em executar seu conteúdo programático no Município e o quão conservador tem se revelado se governo no Município.

Teve início na data de ontem o procedimento licitatório que escolherá a concessionária que prestará o serviço de transporte público de passageiros pelos próximos 15 anos. A única empresa interessada a se habilitar na licitação foi a Enscon. É bom relembrar que o próprio prefeito Laércio já havia cantado a pedra no ano passado quando proclamou com todas as letras: “a licitação para escolher a nova prestadora do transporte público coletivo em João Monlevade pode não atrair interessados”. Na mesma época, empresa contratada pela prefeitura revelou que o sistema de transporte coletivo tarifado de João  Monlevade era um dos mais lucrativos de Minas Gerais, apresentado elevado indicie de passageiros transportados por quilometro percorrido.    

É muito incoerente sobre o ponto de vista político um governo do PT não conseguir produzir um procedimento licitatório, capaz de atrair mais participantes para o certame e, sobretudo, capaz de instaurar a concorrência entre eles, pois é a concorrência que abaixa o preço da tarifa. Isso porque o modelo tarifado, além de muito mais custoso, também funciona mal.  Registre-se que, em pleno governo do PT, Monlevade perdeu o momento histórico de adotar o modelo de ônibus fretados da Tarifa Zero, que é muito mais barato e funcional.  

De uma forma ou de outra, politicamente, pegou muito mal para o governo sua incapacidade de atrair interessados para concorrer a um dos sistemas de transporte público mais lucrativos do estado.  Se alguém ainda tinha dúvida de que Laércio constituiu no município um governo conservador e refratário às mudanças, ela desapareceu na “licitação da Enscon”.  Depois de ontem, não tem mais jeito: o patente e pre-anunciado desinteresse da prefeitura em mudar o transporte coletivo, indubitavelmente, consolida o governo Laércio/Fabrício como um dos mais conservadores e anti-populares dos últimos 20 anos.

Tudo resultado das “costuras” do gabinete do prefeito, aquele mesmo, cuja articulação política, ou a falta dela, produziu a vitória de Bolsnonaro no segundo turno no Município?    

quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Fabrício: Asfaltamento Eleitoreiro que causa Inundação


Os muitos vídeos que circularam recentemente nos meios de mídia, registrando alagamentos, enxurradas e a formação de rios caudalosos sobre o leito das principais vias da cidade, são mais uma mostra de que o Município, por questões topográficas, etc, não comporta a política eleitoreira de asfaltamentos indiscriminados adotada pelo governo Laércio/Fabrício Lopes.

O município de João Monlevade se entende por vales e montanhas elevadas. O asfaltamento de ruas já calçadas de pedra ou de bloquete impede a absorção da água da chuva e favorece o aumento da velocidade das enxurradas, fazendo com que grande volume d’água verta rapidamente para os vales, causando alagamentos.  O correto nestes casos é que apenas as avenidas principais sejam asfaltadas. As vias  secundárias devem ser feitas de bloquetes intertravados, que produzem um pavimento moderno e de alta qualidade, ambientalmente correto, que permite a infiltração de parte da água da chuva  e diminui consideravelmente a velocidade das enxurradas.  

Contudo, o asfaltamento de ruas já pavimentadas de pedra ou de bloquete tem sido uma prática recorrente em João Monlevade porque é uma forma fácil de mostrar algum trabalho para o eleitor iludido, bastando para tal o administrador público contratar uma empreiteira para realizar o serviço.  Foi assim, por exemplo, que o secretário de planejamento, Fabrício Lopes, que já é candidato do PT a prefeito em 2024, ingressou para a política. Como tem sido governo nos últimos 14 anos, na foto em anexo é possível ver o atual secretário planejamento, Fabrício Lopes, secretário de obras na época, prestes a defender a aplicação de asfalto na Rua Joana D’arc, na ocasião em que os respectivos moradores fecharam a via, contrários ao asfaltamento.  Assim, quando a cidade inundar de novo, lembre-se dele: Fabrício/candidato/2024. Matéria completa sobre o asfaltamento da Rua Joana D'arc clique aqui. 


terça-feira, 8 de novembro de 2022

No que o Povo Votou e o que Laércio Entregou


 

Depois do fraco desempenho administrativo dos três últimos prefeitos de João Monlevade, todos relativamente jovens, o eleitorado re-elegeu Laércio prefeito. O recado das urnas havia sido claro. O eleitorado não queria mais saber de aventuras juvenis na Prefeitura. Queria algo certo e já experimentado. Laércio já havia sido prefeito e a memória do povo era de uma boa administração. O eleitorado queria ver no poder de novo aquele governo desenvolvimentista adotado por Laércio, a partir de 1996. Afinal, bastava repeti-lo que o resultado seria bem melhor do que aquele percebido com os últimos três prefeitos.

Mas, então Laércio anunciou o nome do vice, Fabrício Lopes (fotos), que havia, justamente, sido situação nos últimos três governos municipais e, mais do que isso, vice-prefeito da Simone, consorte conjugal do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira e última colocada na eleição de 2020.  Naquele momento já se falava num vice-prefeito participativo e já candidato à cadeira do Executivo em 2024. Até aí tudo bem.  Esperava-se que  Laércio repetiria o memorável governo de 1996 e, a partir de um bom resultado administrativo obtido, ele figuraria como principal cabo-eleitoral da pretensa candidatura de Fabrício em 2024. Era o que se esperava. No entanto, não foi o que aconteceu.

Depois de eleito, Laércio Ribeiro e seu gabinete, representado por Gentil Bicalho e Geraldo Giovani, compuseram um governo muito diferente daquele de 1996. Mais de 80% dos cargos foram preenchidos por cabos-eleitorais de Fabrício, que não são muito diferentes dos cabos eleitorais de Simone e Carlos Moreira. Assim, de última colocada nas eleições de 2020, Simone/Carlos Moreira se viu bastante contemplada na composição do governo através de Fabrício Lopes, contrariando a vontade das urnas. E o resultado não poderia ser outro: um governo conservador e, portanto, de resultado administrativo pouco diferente dos que o antecederam.

Além de uma cidade imunda, mal tratada, do caos na saúde (Hospital Margarida e Santa Madalena), transporte público caro, de péssima qualidade, etc, o munícipe agora tem que conviver com a notícia muito preocupante e desconcertante de que Bolsonaro venceu a eleição do segundo turno em João Monlevade.

O eleitor precisa compreender e enxergar com os próprios olhos que até o presente momento, além da inação geral em relação aos principais problemas da cidade (círculo vermelho nas fotos), o resultado do projeto político “desenvolvimentista” que o gabinete de Laércio tem apresentado para Monlevade foi a vitória de Bolsonaro no segundo turno. Lula jamais tinha perdido em João Monlevade. Perdeu agora, justamente, quando o prefeito é do PT, o que é muito emblemático e revelador.  Volto a dizer, é preciso urgentemente que a sociedade monlevadense se organize de modo a conceber um novo grupo político, alternativo ao PT local, que venha a ser cabaz de implementar um projeto desenvolvimentista para o município e de conduzir a política como a ciência coerente que ela deve ser, caso seja eleito. Porque é visível que o PT local se esgotou e perdeu tal capacidade.  

    

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Eleição Revela PT Inapto e Dividido em João Monlevade


As  eleições são o melhor momento da política, porque  é nelas que tudo se revela. E mais uma vez, tive a oportunidade de testemunhar o quão dividido e despreparado é o PT de Monlevade.

É simplesmente estarrecedora a capacidade que o PT de Monlevade tem de se dividir, justamente, no momento mais importante da política que é o período eleitoral. E na política, a operação correta é a soma e não a divisão. Daí, uma das razões da vitória de Bolsonaro no segundo turno em João Monlevade, apesar de o Município ser, formalmente, administrado pelo PT. É só ter início a campanha eleitoral, que o PT local se divide em tantas falanges quantos sejam os interesses pessoais de um núcleo duro e ultrapassado que se apoderou do partido há décadas como se fosse seu. E haja fundo partidário!   Nas últimas eleições, foi visível a divisão do PT monlevadense, sobretudo, entre os candidatos apoiados pelo gabinete do prefeito, Laércio Ribeiro,  e aqueles mais alinhados com Lula. E entre os grupos que se organizaram em torno de tais candidatos aconteceu de tudo. Foi o desenrolar de um verdadeiro roteiro de novela das 9 da Rede Globo, repleto de expedientes de tentativas de sabotagens, puxões de tapetes, ciumeira e inveja desmedidas. Até sabotagem deliberada para impedir companheiro de tirar foto com Lula em Ipatinga aconteceu. Como anda faltando formação política ao PT de Monlevade? Será que eles não viram o que a Rede Globo fez com o Lula e com a Dilma? Então, por que repetem os abomináveis enredos das novelas globais dentro do partido? O PT local tem de compreender que não será repetindo o comportamento exibido pela grande mídia que Monlevade mudará. O PT de Monlevade tem de compreender que a política é uma ciência humana e, portanto, não comporta ações pautadas em ciúmes, inveja, etc. Eles se tratam por companheiros, mas nas eleições o que prevalece é a lei de Gerson e assim, o partido vai sendo destruído pouco a pouco, covardemente. E os que assim agem são covardes sim, porque sabotam os “companheiros”, mas não têm a mesma coragem para puxar o tapete de Carlos Moreira, por exemplo. Não há na sigla, um projeto em comum para Monlevade, que traga união no partido.  A luta do PT monlevadense é interna, um contra o outro.  O PT local foge muito à formação política e não compreende que quando alguém se empenha para sabotar o “companheiro”, ele além de não construir nada para si, também destrói o que o outro está buscando construir. O resultado disso foi a vitória de Bolsonaro no segundo turno, etc. E adivinha... o grupo que estava sabotando o outro teve cerca 100 votos a menos para a candidatura a deputado federal, apesar do apoio do gabinete do prefeito. O PT sofreu uma espécie de seleção natural interna, ficaram aqueles que compactuam com o status quo. O PT tem imensa rotatividade de suas bases, que ingressam no partido, chocam-se com o núcleo duro e depois deixam o sigla, horrorizados com o que ocorre internamente na agremiação.. Daí a dificuldade do partido em, por exemplo, preencher as vagas para candidatos a vereadores, como aconteceu na última eleição municipal.  Ou seja, só fica quem tem disposição para noveleiro. Assim, o partido também não soma e faz cair muito o nível político da agremiação.

Votei em Lula, mas não acredito no PT de Monlevade. Não é por menos que me desfilei. Não aceito ver minha militância ser barganhada conforme interesses pessoais. Também não aceito ser inserido em roteiro de novela, porque acredito que a política se faz com ética e com o manejo dos institutos científicos. Quero ver mais cientistas políticos no PT de Monlevade e menos noveleiros. Só volto a acreditar no PT de Monlevade quando houver uma grande renovação no partido. Portanto,   será preciso urgentemente, substituir o PT local como alternativa de um grupo político desenvolvimentista e coerente com seu conteúdo programático.  A falta de coerência do governo Laércio, a vitória local de Bolsonaro no segundo turno e a situação de abandono em que se encontra a cidade demonstram que o PT monlevadense perdeu a capacidade técnica para efetivar a transformação que tanto almejamos.  Aliás, depois de eleito Lula, já circula um murmurinho sobre uma possível intervenção de instância superior no diretório do PT monlevadense, justamente, por incapacidade de execução do conteúdo programático do partido no governo Municipal .      

segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Vitória de Bolsonaro em João Monlevade é Produto do Gabinete e Derrota para Laércio


 Imagem: https://www.band.uol.com.br/eleicoes/noticias/apuracao/joao-monlevade-mg-veja-quem-sao-os-candidatos-mais-votados-eleicoes-2022-2-turno


Em João Monlevade, município mineiro administrado pelo Partido dos Trabalhadores, Lula venceu o primeiro turno das eleições presidenciais com 47,72% dos votos válidos, contra 43,08 de Bolsonaro. Já no segundo turno, houve uma reversão, Bolsonaro venceu com 50,44% dos votos, contra 49,56 de Lula. Uma derrota emblemática que enfraquece o governo do prefeito petista Laércio Ribeiro. E mais do que isso, a vitória de Bolsonaro no segundo turno em João Monlevade é o mais direto produto da articulação política esquizofrênica do PT local e mais uma triste mostra da grande dificuldade do partido em implementar seu conteúdo programático no Município. 
Infelizmente, depois de eleito, Laércio traiu seu eleitorado e compôs um governo, majoritariamente, moreirista de modo que na última eleição mais de 80% dos cargos comissionados da Prefeitura estavam engajados na candidatura de Bolsonaro, capitaneados pelo vice-prefeito Fabrício Lopes. 
Em outras palavras, o projeto político apresentado pela administração Laércio Ribeiro para João Monlevade até o momento foi o de compor um governo majoritariamente conservador, no qual mais de 80% da Prefeitura estava pedindo voto para Bolsonaro, favorecendo-lhe a vitória, ou seja, o inverso do que se espera do PT. O resultado não poderia ser outro: a vitória de Bolsonaro no Município. 
Quando se está no poder e não se implementa o conteúdo programático para o qual foi eleito, de duas uma: ou é mamata - e o prefeito fez a opção errada por se cercar de mamíferos históricos do PT local - ou é barganha. Neste caso, vejo que é um pouco das duas coisas. Aliás, este fenômeno bizarro, em que uma prefeitura petista deu vitória ao Bolsonaro no Município tem nome e sobrenome: Gentil Bicalho e Geraldo Giovani, os assessores de gabinete, responsáveis pela articulação política do prefeito.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Responsável pelo "Golpe do Bingo" no Hospital Margarida é candidato a deputado


O ex-provedor do Hospital Margarida, José Roberto Fernandes, responsável pelo “golpe do Bingo”, agora é candidato a deputado federal, pelo Avante, partido de Fabrício.

Para quem não se lembra, entre outras muitas coisas, José Roberto Fernandes foi o provedor responsável por fazer o até então tradicional Bingo do Hospital Margarida perder seu caráter beneficente, segundo o Ministério Público, ocasionando na suspensão judicial do evento. Ocorre que, após a suspensão do evento pela Justiça, a requerimento do Mistério Público, o Bingo, que já havia se tornado acontecimento concorrido do calendário monlevadense e importante fonte de receita para o Hospital Margarida, jamais ocorreu e o valor arrecadado com a venda das cartelas, orçado em torno de um milhão de reais, jamais caiu na conta da casa de saúde, como também jamais foi devidamente devolvido aos adquirentes das cartelas.    E o Bingo do Hospital, diante do arrasamento de sua reputação, jamais pode ser realizado novamente, porque depois de Zé Roberto Fernandes, ninguém mais teria coragem de adquirir uma cartela para participar do evento. Assim, o Hospital perdeu uma importante fonte de receita e os adquirentes das cartelas ficaram a ver navios.  

Agora, por incrível que possa parecer, o responsável pelo “golpe do Bingo” é candidato a deputado, como se nada tivesse acontecido. Então, estamos aqui mais uma vez para rememorar os fatos, que são gravíssimos, e subsidiar o voto consciente. Não vote em candidatos com histórico de golpe milionário na praça local. Vote consciente!   


 

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Fabrício e a Política do Mexido e Circo

Foto/Divulgação
 


O homem não é um ser racional. O homem é um ser cultural. E há culturas que conseguem inserir o homem num ambiente de racionalidade. Quando isso acontece, o desenvolvimento deslancha. João Monlevade já foi, sem dúvida, uma cidade muito mais rica, culturalmente. Isso ocorreu quando a Belgo-Mineira era a locomotiva cultural do município que fomentava toda uma sistemática cultural local que ia desde a implantação de uma arquitetura identitária, passando pela instituição de um calendário de festas, eventos e indo muito além, até uma criação de uma cultura de planejamento e ordenamento urbano, por exemplo.   Afinal, a cultura é muito mais do que festas, aulas de pintura e de dança. Para se ter uma ideia, naqueles tempos havia até cinema, coisa que não existe mais há muito tempo. Mas, infelizmente, com o fechamento do viaduto do Morro do Geo e a demolição da arquitetura da Praça Ayres Quaresma ocorrido em 1987, a Belgo-Mineira acabou e com ela se foi a grande locomotiva cultural do município. Desde então, Monlevade nunca mais viveu aquela pujança cultural dos áureos tempos da Belgo-Mineira. Ao contrário, sob o ponto de vista cultural, a cidade se mostrou muito pouco conservadora, deixando se perder boa parte de sua arquitetura, o cinema, muitas tradições, a urbanidade, a cordialidade, o padrão educacional, os grandes carnavais, os festivais, os eventos esportistas, etc, etc.    

Recentemente, tem se visto a Casa de Cultura de João Monlevade realizando muitas festas no Município. Mas, nenhuma delas é, autenticamente, monlevadense. A Casa de Cultura, infelizmente, não tem conseguido realizar o resgate da cultura local. Foi o caso, por exemplo, do Festival Gastronômico Mistura, realizado no último fim de semana na Praça do Povo, com a co-participação luxemburguesa, a mesma nacionalidade que fundou a Belgo-Mineira a partir de 1935.  Quando o evento foi anunciado com o nome de “Mistura”, ficou a impressão de que o carro chefe do festival gastronômico seria o mexido. Afinal, um bom mexido de arroz, feijão, sobras do almoço e pimenta malagueta pode ser bem gastronômico e bastante monlevadense, sobretudo, no jantar. Contudo, não foi o que aconteceu. Não se viu nenhum prato tipicamente monlevadense no festival. Nada de vaca atolada, feijão tropeiro, galo-pé, joelho de porco, frango com quiabo, etc, etc, no festival. Também não se viu nenhum prato original daqueles que eram servidos, por exemplo, no Cassino Monlevade, nem nada de bata-doce que era o principal produto agrícola consumido na Fazenda Carvoeira e Fábrica de Ferro Monlevade, fundada a partir de 1828. Um feijão tropeiro feito com farinha de batata-doce teria sido muito gastronômico e, autenticamente, monlevadense.  Em outras palavras, foi um festival gastronômico nada autêntico diante da cultura monlevadense. Nem mesmo os ingredientes dos pratos premiados no festival foram divulgados.  Nova Era, por exemplo, realizará um Festival Gastronômico nos próximos dias na Fazenda da Vargem, cujo ingrediente principal será um produto local, a mandioca. Já em Monlevade, ninguém sabe do que eram feitos os pratos que venceram o festival.

O festival gastronômico “Mistura” foi mais uma mostra da dificuldade existente em João Monlevade de se resgatar a cultura local e, de outro lado, da aptidão da Prefeitura do PT em realizar festas, enquanto a cidade se encontra imunda, mal cuidada, com recorrentes cortes no abastecimento de água, falta de atendimento adequado no Hospital Margarida, etc. Infelizmente, não destoou da política de pão e circo vigente com vistas a eleger Fabrício prefeito em 2024. Tivesse sido mexido e circo, teria sido mais autêntico.  

  

quinta-feira, 9 de junho de 2022

O Óbito do Bebê de 9 meses no Hospital Margarida


 

Segundo denúncia, amplamente, circulada nas redes sociais no ultimo fim de semana, um bebê de 9 meses chegou a óbito no Hospital Margarida, depois de uma espera de 12 horas dentro da unidade de saúde por atendimento pediátrico. Ainda conforme o denunciado, não havia pediatra no hospital no momento do óbito.

A Associação São Vicente de Paulo (ASVP), criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira para administrar o Hospital Margarida é uma verdadeira caixa preta. Apesar dos valores milionários em recursos públicos da saúde repassados pelo Município, etc, e das muitas doações realizadas pelos munícipes, a ASVP não presta conta à sociedade do que anda fazendo com tanto dinheiro. Outro problema é que a ASVP não é uma entidade representativa da sociedade civil organizada de João Monlevade. Ela é hermética e representa apenas os interesses da patota do ex-prefeito inelegível Carlos Moreira. Veja na imagem anexa, que no Pronto Socorro do Hospital Margarida existe uma placa, homenageado um político, cuja elegibilidade foi caçada pela Justiça em função da prática de inúmeros atos de improbidade administrativa. A ASVP não é uma entidade especialista em gestão hospitalar, ela é uma entidade política.       

Algum vereador mais responsável deveria propor projeto de lei, obrigando qualquer entidade subvencionada pelo Município, a prestar contas de tais valores em audiência pública na Câmara, inclusive das doações dos munícipes. Assim, ficaríamos sabendo quanto da subvenção a ASVP tem gastado, por exemplo, com sucessivas obras de construção civil ou com a contratação de médicos para atender a população. Aliás, se tem uma coisa que a ASVP se tornou especialista é em realizar obra de construção civil no Hospital Margarida. A ASVP está sempre reformando ou construindo no Margarida. E advinha, as empreiteiras que realizam as obras no Margarida são exatamente as mesmas que faturaram aqueles absurdos mais de 22 milhões de reais na tentativa fracassada de se adaptar um hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário. O pretenso hospital Santa Madalena jamais saiu do papel, apesar da evaporação de muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos, contudo o Pronto Socorro do HM não deixou de ser batizado de Madalena (foto) em homenagem ao maior escândalo político-administrativo ainda não resolvido em João Monlevade.

A meu ver, a tragédia que se abateu sobre a família do bebê que faleceu, recentemente, no HM tem relação direta com essa especialização da ASVP em executar obra de construção civil. Ou se constrói ad infinitum no Hospital Margarida ou se contrata médico para atendimento da população. O que adianta construir grandes instalações, se elas não são preenchidas com médicos contratados para atender a população? No momento da morte do bebê, não houve atendimento pediátrico, mas as obras de construção civil para mais uma ampliação do Hospital estão em ritmo acelerado e não podem parar. E os recursos para o custeio destes novos setores que estão sendo construídos, já estão garantidos? A verdade é que o recurso com o qual o pediatra deveria ter sido, previamente, contratado para o pronto atendimento daquele bebê, cuja família tem minha solidariedade, foi parar no bolso dos mesmos empreiteiros que tantos prejuízos já causaram ao Município no caso do absurdo Hospital Santa Madalena, por exemplo. Imagina se fosse seu filho!

O povo de João Monlevade precisa escolher se o Hospital Margarida assumirá sua função de prestar atendimento médico adequado à população ou se seguirá enriquecendo empreiteiros de obra de construção civil. As duas coisas a tragédia do bebê de 9 meses já demonstrou que não são possíveis.  

quarta-feira, 8 de junho de 2022

O Melhor Momento de Railton

 

Dr. Railton vem subindo com firmeza a escada da cura pela provação por que tem passado. Será mais uma experiência pessoal que o qualifica ao cargo de prefeito de João Monlevade, já que se o médico encontra dificuldade na liberação de tratamento junto ao plano privado de saúde do qual é cooperado, imagina-se o que acontece com o cidadão médio na rede pública.

Dr. Railton está em seu melhor momento político. Depois de uma longa trajetória política como vereador e vice-prefeito, por muitos mandatos, Dr. Railton demonstrou na última eleição, quando alcançou a vice-liderança da disputa, à frente da candidata do governo,  que segue como um candidato competitivo, sem precisar se relacionar com os setores da velha política monlevadense.  Significa dizer que na última eleição, Dr. Railton não se elegeu prefeito por muito pouco, sem ter que se vender à turma de Machadão, livrando-se dos enredos novelescos do PT local, livrando-se da turma do inelegível Carlos Moreira e bem longe da turma do Fabrício. 

Tudo do que um prefeito deve se livrar, se pretende realmente empreender a verdadeira mudança de que Monlevade precisa e merece.