quarta-feira, 1 de março de 2023
Asfaltamento Inconsequente Agrava Risco de Afogamento na Trincheira do Moreira
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
Licitação da Enscon Consolida Conservadorismo de Laércio/Fabrício
A péssima qualidade e o alto custo do transporte coletivo de passageiros em João Monlevade são fatores de visível desgaste da atual administração, porque, em se tratando de um governo do PT, o que se esperava era uma grande mudança no setor. Agora, se vê, concretamente, que a mudança contratada nas urnas não será entregue, evidenciando mais uma vez a imensa dificuldade do PT local em executar seu conteúdo programático no Município e o quão conservador tem se revelado se governo no Município.
Teve início na data de ontem o procedimento licitatório que
escolherá a concessionária que prestará o serviço de transporte público de
passageiros pelos próximos 15 anos. A única empresa interessada a se habilitar
na licitação foi a Enscon. É bom relembrar que o próprio prefeito Laércio já
havia cantado a pedra no ano passado quando proclamou com todas as letras: “a
licitação para escolher a nova prestadora do transporte público coletivo em
João Monlevade pode não atrair interessados”. Na mesma época, empresa
contratada pela prefeitura revelou que o sistema de transporte coletivo tarifado
de João Monlevade era um dos mais
lucrativos de Minas Gerais, apresentado elevado indicie de passageiros
transportados por quilometro percorrido.
É muito incoerente sobre o ponto de vista político um governo
do PT não conseguir produzir um procedimento licitatório, capaz de atrair mais
participantes para o certame e, sobretudo, capaz de instaurar a concorrência entre
eles, pois é a concorrência que abaixa o preço da tarifa. Isso porque o modelo
tarifado, além de muito mais custoso, também funciona mal. Registre-se que, em pleno governo do PT, Monlevade perdeu o momento histórico de adotar o modelo de ônibus
fretados da Tarifa Zero, que é muito mais barato e funcional.
De uma forma ou de outra, politicamente, pegou muito mal para
o governo sua incapacidade de atrair interessados para concorrer a um dos
sistemas de transporte público mais lucrativos do estado. Se alguém ainda tinha dúvida de que Laércio
constituiu no município um governo conservador e refratário às mudanças, ela
desapareceu na “licitação da Enscon”. Depois
de ontem, não tem mais jeito: o patente e pre-anunciado desinteresse da prefeitura em mudar o
transporte coletivo, indubitavelmente, consolida o governo Laércio/Fabrício como um dos mais
conservadores e anti-populares dos últimos 20 anos.
Tudo resultado das “costuras” do gabinete do prefeito, aquele mesmo, cuja articulação política, ou a falta dela, produziu a vitória de Bolsnonaro no segundo turno no Município?
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
Fabrício: Asfaltamento Eleitoreiro que causa Inundação
Os muitos vídeos que circularam recentemente nos meios de
mídia, registrando alagamentos, enxurradas e a formação de rios caudalosos
sobre o leito das principais vias da cidade, são mais uma mostra de que o
Município, por questões topográficas, etc, não comporta a política eleitoreira
de asfaltamentos indiscriminados adotada pelo governo Laércio/Fabrício Lopes.
O município de João Monlevade se entende por vales e
montanhas elevadas. O asfaltamento de ruas já calçadas de pedra ou de bloquete
impede a absorção da água da chuva e favorece o aumento da velocidade das enxurradas,
fazendo com que grande volume d’água verta rapidamente para os vales, causando
alagamentos. O correto nestes casos é
que apenas as avenidas principais sejam asfaltadas. As vias secundárias devem ser feitas de bloquetes
intertravados, que produzem um pavimento moderno e de alta qualidade,
ambientalmente correto, que permite a infiltração de parte da água da chuva e diminui consideravelmente a velocidade das
enxurradas.
Contudo, o asfaltamento de ruas já pavimentadas de pedra ou
de bloquete tem sido uma prática recorrente em João Monlevade porque é uma
forma fácil de mostrar algum trabalho para o eleitor iludido, bastando para tal o administrador
público contratar uma empreiteira para realizar o serviço. Foi assim, por exemplo, que o secretário de
planejamento, Fabrício Lopes, que já é candidato do PT a prefeito em 2024, ingressou para a política. Como tem sido governo nos últimos 14 anos, na foto em
anexo é possível ver o atual secretário planejamento, Fabrício Lopes,
secretário de obras na época, prestes a defender a aplicação de asfalto na Rua
Joana D’arc, na ocasião em que os respectivos moradores fecharam a via,
contrários ao asfaltamento. Assim,
quando a cidade inundar de novo, lembre-se dele: Fabrício/candidato/2024. Matéria completa sobre o asfaltamento da Rua Joana D'arc clique aqui.
terça-feira, 8 de novembro de 2022
No que o Povo Votou e o que Laércio Entregou
Depois do fraco desempenho administrativo dos três últimos prefeitos de João Monlevade, todos relativamente jovens, o eleitorado re-elegeu Laércio prefeito. O recado das urnas havia sido claro. O eleitorado não queria mais saber de aventuras juvenis na Prefeitura. Queria algo certo e já experimentado. Laércio já havia sido prefeito e a memória do povo era de uma boa administração. O eleitorado queria ver no poder de novo aquele governo desenvolvimentista adotado por Laércio, a partir de 1996. Afinal, bastava repeti-lo que o resultado seria bem melhor do que aquele percebido com os últimos três prefeitos.
Mas, então Laércio anunciou o nome do vice, Fabrício Lopes (fotos),
que havia, justamente, sido situação nos últimos três governos municipais e,
mais do que isso, vice-prefeito da Simone, consorte conjugal do ex-prefeito inelegível
Carlos Moreira e última colocada na eleição de 2020. Naquele momento já se falava num vice-prefeito
participativo e já candidato à cadeira do Executivo em 2024. Até aí tudo bem. Esperava-se que Laércio repetiria o memorável governo de 1996
e, a partir de um bom resultado administrativo obtido, ele figuraria como
principal cabo-eleitoral da pretensa candidatura de Fabrício em 2024. Era o que
se esperava. No entanto, não foi o que aconteceu.
Depois de eleito, Laércio Ribeiro e seu gabinete,
representado por Gentil Bicalho e Geraldo Giovani, compuseram um governo muito diferente
daquele de 1996. Mais de 80% dos cargos foram preenchidos por cabos-eleitorais
de Fabrício, que não são muito diferentes dos cabos eleitorais de Simone e
Carlos Moreira. Assim, de última colocada nas eleições de 2020, Simone/Carlos
Moreira se viu bastante contemplada na composição do governo através de
Fabrício Lopes, contrariando a vontade das urnas. E o resultado não poderia ser outro: um governo conservador e,
portanto, de resultado administrativo pouco diferente dos que o antecederam.
Além de uma cidade imunda, mal tratada, do caos na saúde
(Hospital Margarida e Santa Madalena), transporte público caro, de péssima
qualidade, etc, o munícipe agora tem que conviver com a notícia muito preocupante
e desconcertante de que Bolsonaro venceu a eleição do segundo turno em João
Monlevade.
O eleitor precisa compreender e enxergar com os próprios
olhos que até o presente momento, além da inação geral em relação aos
principais problemas da cidade (círculo vermelho nas fotos), o resultado do projeto político “desenvolvimentista”
que o gabinete de Laércio tem apresentado para Monlevade foi a vitória de
Bolsonaro no segundo turno. Lula jamais tinha perdido em João Monlevade. Perdeu
agora, justamente, quando o prefeito é do PT, o que é muito emblemático e
revelador. Volto a dizer, é preciso
urgentemente que a sociedade monlevadense se organize de modo a conceber um
novo grupo político, alternativo ao PT local, que venha a ser cabaz de
implementar um projeto desenvolvimentista para o município e de conduzir a
política como a ciência coerente que ela deve ser, caso seja eleito. Porque é
visível que o PT local se esgotou e perdeu tal capacidade.
terça-feira, 1 de novembro de 2022
Eleição Revela PT Inapto e Dividido em João Monlevade
As eleições são o
melhor momento da política, porque é
nelas que tudo se revela. E mais uma vez, tive a oportunidade de testemunhar o
quão dividido e despreparado é o PT de Monlevade.
É simplesmente estarrecedora a capacidade que o PT de
Monlevade tem de se dividir, justamente, no momento mais importante da política
que é o período eleitoral. E na política, a operação correta é a soma e não a
divisão. Daí, uma das razões da vitória de Bolsonaro no segundo turno em João
Monlevade, apesar de o Município ser, formalmente, administrado pelo PT. É só
ter início a campanha eleitoral, que o PT local se divide em tantas falanges
quantos sejam os interesses pessoais de um núcleo duro e ultrapassado que se
apoderou do partido há décadas como se fosse seu. E haja fundo partidário! Nas últimas
eleições, foi visível a divisão do PT monlevadense, sobretudo, entre os
candidatos apoiados pelo gabinete do prefeito, Laércio Ribeiro, e aqueles mais alinhados com Lula. E entre os
grupos que se organizaram em torno de tais candidatos aconteceu de tudo. Foi o
desenrolar de um verdadeiro roteiro de novela das 9 da Rede Globo, repleto de
expedientes de tentativas de sabotagens, puxões de tapetes, ciumeira e inveja
desmedidas. Até sabotagem deliberada para impedir companheiro de tirar foto com
Lula em Ipatinga aconteceu. Como anda faltando formação política ao PT de
Monlevade? Será que eles não viram o que a Rede Globo fez com o Lula e com a
Dilma? Então, por que repetem os abomináveis enredos das novelas globais dentro
do partido? O PT local tem de compreender que não será repetindo o
comportamento exibido pela grande mídia que Monlevade mudará. O PT de Monlevade
tem de compreender que a política é uma ciência humana e, portanto, não
comporta ações pautadas em ciúmes, inveja, etc. Eles se tratam por
companheiros, mas nas eleições o que prevalece é a lei de Gerson e assim, o
partido vai sendo destruído pouco a pouco, covardemente. E os que assim agem
são covardes sim, porque sabotam os “companheiros”, mas não têm a mesma coragem
para puxar o tapete de Carlos Moreira, por exemplo. Não há na sigla, um projeto
em comum para Monlevade, que traga união no partido. A luta do PT monlevadense é interna, um contra
o outro. O PT local foge muito à
formação política e não compreende que quando alguém se empenha para sabotar o “companheiro”,
ele além de não construir nada para si, também destrói o que o outro está
buscando construir. O resultado disso foi a vitória de Bolsonaro no segundo
turno, etc. E adivinha... o grupo que estava sabotando o outro teve cerca 100
votos a menos para a candidatura a deputado federal, apesar do apoio do
gabinete do prefeito. O PT sofreu uma espécie de seleção natural interna,
ficaram aqueles que compactuam com o status quo. O PT tem imensa rotatividade
de suas bases, que ingressam no partido, chocam-se com o núcleo duro e depois deixam
o sigla, horrorizados com o que ocorre internamente na agremiação.. Daí a
dificuldade do partido em, por exemplo, preencher as vagas para candidatos a
vereadores, como aconteceu na última eleição municipal. Ou seja, só fica quem tem disposição para
noveleiro. Assim, o partido também não soma e faz cair muito o nível político
da agremiação.
Votei em Lula, mas não acredito no PT de Monlevade. Não é por
menos que me desfilei. Não aceito ver minha militância ser barganhada conforme
interesses pessoais. Também não aceito ser inserido em roteiro de novela,
porque acredito que a política se faz com ética e com o manejo dos institutos
científicos. Quero ver mais cientistas políticos no PT de Monlevade e menos
noveleiros. Só volto a acreditar no PT de Monlevade quando houver uma grande
renovação no partido. Portanto, será preciso urgentemente, substituir o PT
local como alternativa de um grupo político desenvolvimentista e coerente com
seu conteúdo programático. A falta de coerência
do governo Laércio, a vitória local de Bolsonaro no segundo turno e a situação
de abandono em que se encontra a cidade demonstram que o PT monlevadense perdeu
a capacidade técnica para efetivar a transformação que tanto almejamos. Aliás, depois de eleito Lula, já circula um
murmurinho sobre uma possível intervenção de instância superior no diretório do
PT monlevadense, justamente, por incapacidade de execução do conteúdo programático
do partido no governo Municipal .
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
Vitória de Bolsonaro em João Monlevade é Produto do Gabinete e Derrota para Laércio
Imagem: https://www.band.uol.com.br/eleicoes/noticias/apuracao/joao-monlevade-mg-veja-quem-sao-os-candidatos-mais-votados-eleicoes-2022-2-turno
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
Responsável pelo "Golpe do Bingo" no Hospital Margarida é candidato a deputado
O ex-provedor do Hospital
Margarida, José Roberto Fernandes, responsável pelo “golpe do Bingo”, agora é
candidato a deputado federal, pelo Avante, partido de Fabrício.
Para quem não se lembra,
entre outras muitas coisas, José Roberto Fernandes foi o provedor responsável por
fazer o até então tradicional Bingo do Hospital Margarida perder seu caráter beneficente,
segundo o Ministério Público, ocasionando na suspensão judicial do evento. Ocorre
que, após a suspensão do evento pela Justiça, a requerimento do Mistério
Público, o Bingo, que já havia se tornado acontecimento concorrido do
calendário monlevadense e importante fonte de receita para o Hospital Margarida,
jamais ocorreu e o valor arrecadado com a venda das cartelas, orçado em torno
de um milhão de reais, jamais caiu na conta da casa de saúde, como também
jamais foi devidamente devolvido aos adquirentes das cartelas. E o Bingo do Hospital, diante do arrasamento
de sua reputação, jamais pode ser realizado novamente, porque depois de Zé
Roberto Fernandes, ninguém mais teria coragem de adquirir uma cartela para
participar do evento. Assim, o Hospital perdeu uma importante fonte de receita
e os adquirentes das cartelas ficaram a ver navios.
Agora, por incrível que
possa parecer, o responsável pelo “golpe do Bingo” é candidato a deputado, como
se nada tivesse acontecido. Então, estamos aqui mais uma vez para rememorar os
fatos, que são gravíssimos, e subsidiar o voto consciente. Não vote em
candidatos com histórico de golpe milionário na praça local. Vote consciente!
quinta-feira, 7 de julho de 2022
Fabrício e a Política do Mexido e Circo
O homem não é um ser racional. O homem é um ser cultural. E
há culturas que conseguem inserir o homem num ambiente de racionalidade. Quando
isso acontece, o desenvolvimento deslancha. João Monlevade já foi, sem dúvida, uma cidade
muito mais rica, culturalmente. Isso ocorreu quando a Belgo-Mineira era a
locomotiva cultural do município que fomentava toda uma sistemática cultural
local que ia desde a implantação de uma arquitetura identitária, passando pela instituição
de um calendário de festas, eventos e indo muito além, até uma criação de uma cultura de
planejamento e ordenamento urbano, por exemplo. Afinal,
a cultura é muito mais do que festas, aulas de pintura e de dança. Para se ter
uma ideia, naqueles tempos havia até cinema, coisa que não existe mais há muito tempo. Mas, infelizmente, com o fechamento do viaduto do Morro do Geo e a demolição da
arquitetura da Praça Ayres Quaresma ocorrido em 1987, a Belgo-Mineira acabou e
com ela se foi a grande locomotiva cultural do município. Desde então,
Monlevade nunca mais viveu aquela pujança cultural dos áureos tempos da
Belgo-Mineira. Ao contrário, sob o ponto de vista cultural, a cidade se mostrou
muito pouco conservadora, deixando se perder boa parte de sua arquitetura, o
cinema, muitas tradições, a urbanidade, a cordialidade, o padrão educacional,
os grandes carnavais, os festivais, os eventos esportistas, etc, etc.
Recentemente, tem se visto a Casa de Cultura de João
Monlevade realizando muitas festas no Município. Mas, nenhuma delas é,
autenticamente, monlevadense. A Casa de Cultura, infelizmente, não tem
conseguido realizar o resgate da cultura local. Foi o caso, por exemplo, do
Festival Gastronômico Mistura, realizado no último fim de semana na Praça do
Povo, com a co-participação luxemburguesa, a mesma nacionalidade que fundou a
Belgo-Mineira a partir de 1935. Quando o
evento foi anunciado com o nome de “Mistura”, ficou a impressão de que o carro
chefe do festival gastronômico seria o mexido. Afinal, um bom mexido de arroz,
feijão, sobras do almoço e pimenta malagueta pode ser bem gastronômico e
bastante monlevadense, sobretudo, no jantar. Contudo, não foi o que aconteceu.
Não se viu nenhum prato tipicamente monlevadense no festival. Nada de vaca
atolada, feijão tropeiro, galo-pé, joelho de porco, frango com quiabo, etc,
etc, no festival. Também não se viu nenhum prato original daqueles que eram servidos, por exemplo,
no Cassino Monlevade, nem nada de bata-doce que era o principal produto
agrícola consumido na Fazenda Carvoeira e Fábrica de Ferro Monlevade, fundada a
partir de 1828. Um feijão tropeiro feito com farinha de batata-doce teria sido
muito gastronômico e, autenticamente, monlevadense. Em outras palavras, foi um festival gastronômico
nada autêntico diante da cultura monlevadense. Nem mesmo os ingredientes dos
pratos premiados no festival foram divulgados. Nova Era, por exemplo, realizará um Festival
Gastronômico nos próximos dias na Fazenda da Vargem, cujo ingrediente principal
será um produto local, a mandioca. Já em Monlevade, ninguém sabe do que eram
feitos os pratos que venceram o festival.
O festival gastronômico “Mistura” foi mais uma mostra da
dificuldade existente em João Monlevade de se resgatar a cultura local e, de outro lado, da aptidão
da Prefeitura do PT em realizar festas, enquanto a cidade se encontra imunda,
mal cuidada, com recorrentes cortes no abastecimento de água, falta de
atendimento adequado no Hospital Margarida, etc. Infelizmente, não destoou da política de pão e
circo vigente com vistas a eleger Fabrício prefeito em 2024. Tivesse sido mexido
e circo, teria sido mais autêntico.
quinta-feira, 9 de junho de 2022
O Óbito do Bebê de 9 meses no Hospital Margarida
Segundo denúncia, amplamente, circulada nas redes sociais no ultimo fim de semana, um bebê de 9 meses chegou a óbito no Hospital Margarida, depois de uma espera de 12 horas dentro da unidade de saúde por atendimento pediátrico. Ainda conforme o denunciado, não havia pediatra no hospital no momento do óbito.
A Associação
São Vicente de Paulo (ASVP), criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira para
administrar o Hospital Margarida é uma verdadeira caixa preta. Apesar dos
valores milionários em recursos públicos da saúde repassados pelo Município,
etc, e das muitas doações realizadas pelos munícipes, a ASVP não presta conta à
sociedade do que anda fazendo com tanto dinheiro. Outro problema é que a ASVP
não é uma entidade representativa da sociedade civil organizada de João
Monlevade. Ela é hermética e representa apenas os interesses da patota do
ex-prefeito inelegível Carlos Moreira. Veja na imagem anexa, que no Pronto Socorro
do Hospital Margarida existe uma placa, homenageado um político, cuja
elegibilidade foi caçada pela Justiça em função da prática de inúmeros atos de
improbidade administrativa. A ASVP não é uma entidade especialista em gestão
hospitalar, ela é uma entidade política.
Algum
vereador mais responsável deveria propor projeto de lei, obrigando qualquer
entidade subvencionada pelo Município, a prestar contas de tais valores em
audiência pública na Câmara, inclusive das doações dos munícipes. Assim,
ficaríamos sabendo quanto da subvenção a ASVP tem gastado, por exemplo, com
sucessivas obras de construção civil ou com a contratação de médicos para
atender a população. Aliás, se tem uma coisa que a ASVP se tornou especialista
é em realizar obra de construção civil no Hospital Margarida. A ASVP está
sempre reformando ou construindo no Margarida. E advinha, as empreiteiras que
realizam as obras no Margarida são exatamente as mesmas que faturaram aqueles
absurdos mais de 22 milhões de reais na tentativa fracassada de se adaptar um
hospital de 100 leitos no prédio do antigo terminal rodoviário. O pretenso
hospital Santa Madalena jamais saiu do papel, apesar da evaporação de muito
mais de 22 milhões de reais em recursos públicos, contudo o Pronto Socorro do
HM não deixou de ser batizado de Madalena (foto) em homenagem ao maior escândalo
político-administrativo ainda não resolvido em João Monlevade.
A meu ver, a
tragédia que se abateu sobre a família do bebê que faleceu, recentemente, no HM
tem relação direta com essa especialização da ASVP em executar obra de
construção civil. Ou se constrói ad
infinitum no Hospital Margarida ou se contrata médico para atendimento da
população. O que adianta construir grandes instalações, se elas não são
preenchidas com médicos contratados para atender a população? No momento da morte do bebê,
não houve atendimento pediátrico, mas as obras de construção civil para mais
uma ampliação do Hospital estão em ritmo acelerado e não podem parar. E os recursos para o custeio destes novos setores que estão sendo construídos, já estão garantidos? A verdade é que o recurso
com o qual o pediatra deveria ter sido, previamente, contratado para o pronto atendimento
daquele bebê, cuja família tem minha solidariedade, foi parar no bolso dos
mesmos empreiteiros que tantos prejuízos já causaram ao Município no caso do absurdo Hospital Santa Madalena, por exemplo. Imagina se fosse seu filho!
O povo de
João Monlevade precisa escolher se o Hospital Margarida assumirá sua função de
prestar atendimento médico adequado à população ou se seguirá enriquecendo empreiteiros
de obra de construção civil. As duas coisas a tragédia do bebê de 9 meses já demonstrou que não são possíveis.
quarta-feira, 8 de junho de 2022
O Melhor Momento de Railton
Dr. Railton vem subindo com firmeza a escada da cura pela provação por que tem passado. Será mais uma experiência pessoal que o qualifica ao cargo de prefeito de João Monlevade, já que se o médico encontra dificuldade na liberação de tratamento junto ao plano privado de saúde do qual é cooperado, imagina-se o que acontece com o cidadão médio na rede pública.
Dr. Railton está em seu melhor momento político. Depois de uma longa trajetória política como vereador e vice-prefeito, por muitos mandatos, Dr. Railton demonstrou na última eleição, quando alcançou a vice-liderança da disputa, à frente da candidata do governo, que segue como um candidato competitivo, sem precisar se relacionar com os setores da velha política monlevadense. Significa dizer que na última eleição, Dr. Railton não se elegeu prefeito por muito pouco, sem ter que se vender à turma de Machadão, livrando-se dos enredos novelescos do PT local, livrando-se da turma do inelegível Carlos Moreira e bem longe da turma do Fabrício.
Tudo do que um prefeito deve se livrar, se pretende realmente empreender a verdadeira mudança de que Monlevade precisa e merece.




