quinta-feira, 18 de maio de 2023
INSTITUTO QUE ADOTOU OUTRO NOME DEPOIS DE IMPEDIDO DE DIVULGAR PESQUISAS NA ELEIÇÃO DE 2008 FAZ NOVAS DIVULGAÇÕES EM JOÃO MONLEVADE
quinta-feira, 27 de abril de 2023
JOÃO MONLEVADE: 10 ASSUNTOS QUE O JORNAL NÃO PAUTA PORQUE O MARKETING NÃO DEIXA
Um dos requisitos da instalação da Democracia é o
funcionamento da imprensa livre. Infelizmente, não é o que, historicamente,
acontece em Monlevade. Aqui, o jornal impresso que circula há quase 40 anos não
é livre, mas sim preso pelo marketing, sobretudo, político. Sim, é verdade, o
domo do jornal impresso, além de jornalista declarado, é ao mesmo tempo
marqueteiro de políticos. Assim, o leitor, esganosamente, abre as páginas do jornal, pensando
que está a ler matéria jornalística, quando na verdade se trata de conteúdo de
marketing contratado, direta ou indiretamente. Certa ocasião, o Ministério
Público chegou até a sustentar que o dono do jornal de receber do Município um terreno
público de maneira irregular, em troca de serviços de marketing político.
Obviamente, é uma fórmula que não funciona, pois na maioria
dos casos, impede o órgão de imprensa de assumir suas funções democráticas que
são a de informar, de trazer transparência sob os atos do governo e, sobretudo,
a de pautar os problemas do Município. Nos locais onde é livre, a imprensa
assume o papel de pautar as questões até que as mesmas sejam resolvidas. E
pautar é muito diferente de citar. Pautar é acompanhar as questões,
sistematicamente, edição após edição, até que elas tenham uma resolução
definitiva. Em João Monlevade, a imprensa escrita apresenta imensa dificuldade
em assumir tal papel porque não é livre; encontra-se vinculada, presa e
acorrentada ao marqueting. E o marqueteiro não vai pautar nenhuma questão que
possa comprometer a imagem de seu cliente de fato ou em potencial, seja ele
político ou até mesmo uma siderúrgica.
A seguir, elenco 10 questões extremamente importantes para o
Município, algumas atuais, outras não, que jamais foram pautadas pelo jornal
impresso local:
1-Demolição da Praça Ayres Quaresma e do Cine Monlevade;
2-Demolição da Cidade Alta e do casario da Rua dos
Contratados;
3-Tentativa fracassada de transformar o antigo terminal
rodoviário num hospital de 100 leitos, ao custo de mais de 22 milhões de reais;
4- Paradeiro do dinheiro do Bingo do Hospital Margarida;
5- Paradeiro dos recursos para a conclusão do Matadouro
Municipal inacabado;
6-Paradeiro dos utensílios da Cozinha Comunitária;
7-Poluição ambiental da Arcelormittal;
8-ETE do Novo Cruzeiro que não funciona;
9-ETE de Carneirinhos que não sai do papel apesar das obras;
10- Surto de dengue na cidade.
quarta-feira, 26 de abril de 2023
MUNICIPALIZAÇÃO DO SOLAR MONLEVADE JÁ: HISTÓRICO DA ARCELORMITTAL É DE DESTRUIÇÃO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO
terça-feira, 25 de abril de 2023
Mudou para Pior
quinta-feira, 16 de março de 2023
Filantropia de 650 Mil Reais em Dinheiro Vivo no Hospital Margarida
Muito já escrevi sobre a necessidade de um novo modelo de gestão no Hospital Margarida. A Associação São Vicente de Paulo (ASVP), criada pelo ex-prefeito inelegível Carlos Moreira (não confunda com a Sociedade São Vicente de Paulo), por várias vezes, já se demonstrou inapta a administrar o HM. Infelizmente, a ASVP não é especialista em gestão hospitalar; é, na verdade, uma entidade política, vinculada ao inelegível ex-prefeito Carlos Moreira, especializada em execução de obra de construção civil. Desde que assumiu a gestão do HM, a ASVP não deixou de construir e de reformar lá. Há alas no hospital que já foram reformadas três vezes pela ASVP. E como é muito comum em João Monlevade, nem sempre a obra contratada é entregue. O telhado no Bloco Cirúrgico, por exemplo, também foi reformado pela empreiteira. Contudo, quando chove, é necessário que o médico cubra os aparelhos cirúrgicos com uma lona, para não perdê-los para as goteiras.
Veja que a política hospitalar da ASVP no HM não é diferente daquela que produziu o Santa Madalena, a absurda e fracassada tentativa de adaptar o prédio do antigo terminal rodoviário num hospital de cem leitos, ao desperdício de muito mais de 22 milhões de reais em recursos públicos da saúde. Para eles, pouco importa o que vai se construir, desde que a empreiteira fature aqueles milhões. Em junho do ano passado, enquanto a ASVP executava mais obras de construção civil, um bebê de 9 meses faleceu dentro do Hospital Margarida depois de 12 horas, sem atendimento pediátrico. Do que adianta construir prédios, se a entidade não contrata médicos para preenchê-los, a fim de atender a população? Teremos política pública de saúde voltada para o atendimento do povo ou para o enriquecimento sistemático de empreiteiros, os mesmos que acabaram com a antiga Rodoviária? Ao que parece, Monlevade não aprendeu nada com o Santa Madalena.
Outra questão grave da ASVP é que, apesar de se intitular
como filantrópica, a entidade tem sido campo fértil para fenômenos nada filantrópicos.
Veja o caso recente do último provedor do Hospital Margarida, José Roberto
Fernandes. Conforme demonstra o Termo de Posse acima (clique no documento), em março de 2020, José
Roberto Fernandes encerrou seu segundo mandato como presidente/provedor da
ASVP, após quatro anos de filantropia à frente da entidade. Dois meses depois,
em maio de mesmo ano, José Roberto Fernandes adquiriu no município vizinho de S.D.
do Prata, um imóvel, pelo qual pagou o valor de 650 mil reais em dinheiro vivo,
conforme demonstra a certidão cartorial anexa (clique no documento). Veja que a certidão diz o
seguinte no item "Forma de Pagamento": "R$ 650.000,00, pago totalmente em espécie, que neste ato
confessam receber em moeda corrente nacional". Agora eu pergunto: que entidade filantrópica
é essa, onde o sujeito passa 4 anos fazendo filantropia e sai de lá com uma
mala de dinheiro recheada com mais de meio milhão de reais? Convenhamos a quantia
de R$650.000,00 em espécie não cabe numa caixa de sapatos. Foi uma mala de
dinheiro.
Filantropia é filantropia. Ou o cara faz filantropia ou ele
sai com uma mala de dinheiro. Quem é provedor não pode ganhar dinheiro lá
dentro, seja de que forma for, colocando empresa Top Vida Card no hospital, etc, ou
prestando serviço de “coaching” para funcionários do hospital, etc. Se o
provedor, por exemplo, é dono de rede de farmácia, ele jamais poderá vender
medicamentos para o hospital, porque do contrário, não será filantropia, mas
sim comércio, mesmo que ele seja espírita. Aliás, para a respeitosa doutrina do
espiritismo, qualquer execução de política de saúde pública que priorize a
contratação/faturamento de empreiteiros de construção civil em detrimento da
contratação de médicos plantonistas, resultando na morte de uma criança de 9
meses, certamente, deve ser uma questão moral muito perturbadora.
Com a palavra, a ASVP de Carlos Moreira. O povo de Monlevade exige saber como alguém passa 4 anos fazendo filantropia no Hospital e sai de lá com uma mala de dinheiro. Repito, numa caixa de sapados não cabem 650 mil reais em espécie.
segunda-feira, 13 de março de 2023
Arcelormittal Suprime Elementos Tombados do Solar Monlevade: "Não é a Primeira Vez"
Na
entrada principal do intramuros do Solar Monlevade existe uma bela porteira,
larga o suficiente para permitir o trânsito oposto de dois carretões de bois ao
mesmo tempo. Ela é de abertura dupla,
tem o centro abatido e encontra-se instalada entre dois sólidos mourões de
pedra lavrada, originalmente, encimados por um belo par de grandes lanternas,
conforme demonstram as fotos acima.
O
conjunto arquitetônico original do Solar Monlevade é tombado para fins de
preservação pelo inciso IX do art. 170 da Lei Orgânica Municipal. Significa
dizer que qualquer supressão ou modificação em elemento arquitetônico do Solar
Monlevade, inclusive de tudo o que está em seu intramuros, só pode ser feita
mediante a autorização do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, com o fim
de preservação, o que eu acredito que não seja o caso. O Solar Monlevade tem
passado por muitas intervenções ultimamente, que ocorrem totalmente à revelia
do Conselho de Patrimônio Cultural e da Casa de Cultura. Há pouco tempo, a
ArcelorMittal instalou uma grande estrutura em aço dentro do Museu Monlevade,
que também se encontra instalado no intramuros do Solar, alterando o conjunto arquitetônico
tombado. Enviei email para a siderúrgica e para a Prefeitura, requisitando
cópia da autorização do Conselho para a instalação da mencionada estrutura de
aço e não obtive resposta em ambos os casos.
Não
é a primeira vez que a poderosa siderúrgica suprime elemento histórico tombado
do conjunto arquitetônico do Solar Monlevade. Em 2017, a Arcelormital já havia deixado ruir um telhado rústico que existia sobre o engenho hidráulico de pilões que
integrava o acervo do Museu Monlevade. No Relatório de 1853, o próprio
Monlevade mencionou o citado engenho, conforme transcrevo a seguir:
“Um bicame, ou tanque d’água, colocado a 30 palmos
acima do fundo do quintal e no meio da casa está recebendo a água toda do
ribeirão, dando a força motriz para as duas rodas... há também duas mãos de pilões
movidas por uma das rodas, as quais servem para reduzir em pó a pedra de ferro,
quando não se emprega a jacutinga na fundição, assim como para sacar certas
borras ricas de partículas de ferro, as quais lavadas e refundidas dão um ferro
de superior qualidade.”
Sem o telhado e exposto à chuva, a roda d’água do engenho e seu o bicame de madeira se perderam e ruíram. E o que fez a Arcelormittal? Restaurou o bem tombado? Não. Ela apenas o suprimiu, como demonstra a postagem de novembro de 2017.
Agora, foram as lanternas da porteira principal que sumiram. Obviamente, não é papel da Arcelormittal conservar os bens históricos do Município. Também não é papel da Arcelormittal organizar museu, mantê-lo aberto à visitação, nem restaurar os bens que se deterioram por omissão. O papel da siderúrgica é o de produzir aço. Contudo, se é a Arcelormittal que detém a propriedade dos bens históricos, ela deve providenciar a sua preservação, restauração e acesso ou, então, deve entregá-los para o seu verdadeiro dono que é o povo de João Monlevade. Manter os bens históricos fechados e se perdendo, quando não são alterados, é destruir a identidade monlevadense e o potencial turístico de João Monlevade. São, justamente, o Solar Monlevade, o Museu Monlevade e o Parque Histórico da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, no Jacuí, que inserem o Município dentro do roteiro turístico da Estrada Real de Forma muito especial, pois ao contrario do discurso deturpado cunhado pela da própria Arcelormittal no sentido de “uma pequena forja catalã, fabriqueta de enxadas”, Monlevade, segundo os documentos históricos, foi a maior e mais importante Fábrica de Ferro a funcionar durante o Império Brasileiro, atuando como fornecedora preferencial de artefatos pesados de ferro para as Minas de Ouro do sec. XIX, alguns deles com mais de uma tonelada de peso, os maiores já forjados nos Brasil até então.
O Museu Monlevade, por exemplo, se bem administrado e aberto
à visitação, tem o potencial de alavancar o turismo local, porque conta com
acervo completo sobre a história da indústria do ferro em Minas Gerais. Mas,
para que isso ocorra é preciso conservar e abrir os bens históricos à visitação,
coisa que a Arcelormittal demonstra não estar apta a fazer, por motivos óbvios. Antes que não sobre nada, é preciso que o Município
tome para si a administração dos bens históricos de João Monlevade, não somente
para preservar a identidade local, mas também para alavancar o turismo. Existem
muitos instrumentos jurídicos para tal. Contudo, a Prefeitura atual nem sabe
onde fica o Parque Histórico do Jacuí. Registre-se, por fim, que foi na prefeitura do PT,
que as lanternas do Solar Monlevade desapareceram.
quarta-feira, 1 de março de 2023
Asfaltamento Inconsequente Agrava Risco de Afogamento na Trincheira do Moreira
terça-feira, 28 de fevereiro de 2023
Licitação da Enscon Consolida Conservadorismo de Laércio/Fabrício
A péssima qualidade e o alto custo do transporte coletivo de passageiros em João Monlevade são fatores de visível desgaste da atual administração, porque, em se tratando de um governo do PT, o que se esperava era uma grande mudança no setor. Agora, se vê, concretamente, que a mudança contratada nas urnas não será entregue, evidenciando mais uma vez a imensa dificuldade do PT local em executar seu conteúdo programático no Município e o quão conservador tem se revelado se governo no Município.
Teve início na data de ontem o procedimento licitatório que
escolherá a concessionária que prestará o serviço de transporte público de
passageiros pelos próximos 15 anos. A única empresa interessada a se habilitar
na licitação foi a Enscon. É bom relembrar que o próprio prefeito Laércio já
havia cantado a pedra no ano passado quando proclamou com todas as letras: “a
licitação para escolher a nova prestadora do transporte público coletivo em
João Monlevade pode não atrair interessados”. Na mesma época, empresa
contratada pela prefeitura revelou que o sistema de transporte coletivo tarifado
de João Monlevade era um dos mais
lucrativos de Minas Gerais, apresentado elevado indicie de passageiros
transportados por quilometro percorrido.
É muito incoerente sobre o ponto de vista político um governo
do PT não conseguir produzir um procedimento licitatório, capaz de atrair mais
participantes para o certame e, sobretudo, capaz de instaurar a concorrência entre
eles, pois é a concorrência que abaixa o preço da tarifa. Isso porque o modelo
tarifado, além de muito mais custoso, também funciona mal. Registre-se que, em pleno governo do PT, Monlevade perdeu o momento histórico de adotar o modelo de ônibus
fretados da Tarifa Zero, que é muito mais barato e funcional.
De uma forma ou de outra, politicamente, pegou muito mal para
o governo sua incapacidade de atrair interessados para concorrer a um dos
sistemas de transporte público mais lucrativos do estado. Se alguém ainda tinha dúvida de que Laércio
constituiu no município um governo conservador e refratário às mudanças, ela
desapareceu na “licitação da Enscon”. Depois
de ontem, não tem mais jeito: o patente e pre-anunciado desinteresse da prefeitura em mudar o
transporte coletivo, indubitavelmente, consolida o governo Laércio/Fabrício como um dos mais
conservadores e anti-populares dos últimos 20 anos.
Tudo resultado das “costuras” do gabinete do prefeito, aquele mesmo, cuja articulação política, ou a falta dela, produziu a vitória de Bolsnonaro no segundo turno no Município?
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
Fabrício: Asfaltamento Eleitoreiro que causa Inundação
Os muitos vídeos que circularam recentemente nos meios de
mídia, registrando alagamentos, enxurradas e a formação de rios caudalosos
sobre o leito das principais vias da cidade, são mais uma mostra de que o
Município, por questões topográficas, etc, não comporta a política eleitoreira
de asfaltamentos indiscriminados adotada pelo governo Laércio/Fabrício Lopes.
O município de João Monlevade se entende por vales e
montanhas elevadas. O asfaltamento de ruas já calçadas de pedra ou de bloquete
impede a absorção da água da chuva e favorece o aumento da velocidade das enxurradas,
fazendo com que grande volume d’água verta rapidamente para os vales, causando
alagamentos. O correto nestes casos é
que apenas as avenidas principais sejam asfaltadas. As vias secundárias devem ser feitas de bloquetes
intertravados, que produzem um pavimento moderno e de alta qualidade,
ambientalmente correto, que permite a infiltração de parte da água da chuva e diminui consideravelmente a velocidade das
enxurradas.
Contudo, o asfaltamento de ruas já pavimentadas de pedra ou
de bloquete tem sido uma prática recorrente em João Monlevade porque é uma
forma fácil de mostrar algum trabalho para o eleitor iludido, bastando para tal o administrador
público contratar uma empreiteira para realizar o serviço. Foi assim, por exemplo, que o secretário de
planejamento, Fabrício Lopes, que já é candidato do PT a prefeito em 2024, ingressou para a política. Como tem sido governo nos últimos 14 anos, na foto em
anexo é possível ver o atual secretário planejamento, Fabrício Lopes,
secretário de obras na época, prestes a defender a aplicação de asfalto na Rua
Joana D’arc, na ocasião em que os respectivos moradores fecharam a via,
contrários ao asfaltamento. Assim,
quando a cidade inundar de novo, lembre-se dele: Fabrício/candidato/2024. Matéria completa sobre o asfaltamento da Rua Joana D'arc clique aqui.
terça-feira, 8 de novembro de 2022
No que o Povo Votou e o que Laércio Entregou
Depois do fraco desempenho administrativo dos três últimos prefeitos de João Monlevade, todos relativamente jovens, o eleitorado re-elegeu Laércio prefeito. O recado das urnas havia sido claro. O eleitorado não queria mais saber de aventuras juvenis na Prefeitura. Queria algo certo e já experimentado. Laércio já havia sido prefeito e a memória do povo era de uma boa administração. O eleitorado queria ver no poder de novo aquele governo desenvolvimentista adotado por Laércio, a partir de 1996. Afinal, bastava repeti-lo que o resultado seria bem melhor do que aquele percebido com os últimos três prefeitos.
Mas, então Laércio anunciou o nome do vice, Fabrício Lopes (fotos),
que havia, justamente, sido situação nos últimos três governos municipais e,
mais do que isso, vice-prefeito da Simone, consorte conjugal do ex-prefeito inelegível
Carlos Moreira e última colocada na eleição de 2020. Naquele momento já se falava num vice-prefeito
participativo e já candidato à cadeira do Executivo em 2024. Até aí tudo bem. Esperava-se que Laércio repetiria o memorável governo de 1996
e, a partir de um bom resultado administrativo obtido, ele figuraria como
principal cabo-eleitoral da pretensa candidatura de Fabrício em 2024. Era o que
se esperava. No entanto, não foi o que aconteceu.
Depois de eleito, Laércio Ribeiro e seu gabinete,
representado por Gentil Bicalho e Geraldo Giovani, compuseram um governo muito diferente
daquele de 1996. Mais de 80% dos cargos foram preenchidos por cabos-eleitorais
de Fabrício, que não são muito diferentes dos cabos eleitorais de Simone e
Carlos Moreira. Assim, de última colocada nas eleições de 2020, Simone/Carlos
Moreira se viu bastante contemplada na composição do governo através de
Fabrício Lopes, contrariando a vontade das urnas. E o resultado não poderia ser outro: um governo conservador e,
portanto, de resultado administrativo pouco diferente dos que o antecederam.
Além de uma cidade imunda, mal tratada, do caos na saúde
(Hospital Margarida e Santa Madalena), transporte público caro, de péssima
qualidade, etc, o munícipe agora tem que conviver com a notícia muito preocupante
e desconcertante de que Bolsonaro venceu a eleição do segundo turno em João
Monlevade.
O eleitor precisa compreender e enxergar com os próprios
olhos que até o presente momento, além da inação geral em relação aos
principais problemas da cidade (círculo vermelho nas fotos), o resultado do projeto político “desenvolvimentista”
que o gabinete de Laércio tem apresentado para Monlevade foi a vitória de
Bolsonaro no segundo turno. Lula jamais tinha perdido em João Monlevade. Perdeu
agora, justamente, quando o prefeito é do PT, o que é muito emblemático e
revelador. Volto a dizer, é preciso
urgentemente que a sociedade monlevadense se organize de modo a conceber um
novo grupo político, alternativo ao PT local, que venha a ser cabaz de
implementar um projeto desenvolvimentista para o município e de conduzir a
política como a ciência coerente que ela deve ser, caso seja eleito. Porque é
visível que o PT local se esgotou e perdeu tal capacidade.









