quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Verão Seco Registra a Primeira Queimada em João Monlevade


De forma muito parecida com o que ocorreu o  ano passado, neste ano ainda não choveu. É preciso relembrar que a estiagem do ano passado resultou em racionamento de água em várias cidades vizinhas e em queimadas generalizadas nas matas do entorno de João Monlevade, que só não está em alerta hídrico porque o atual governo é inoperante em todas as áreas, sobretudo, na pasta do meio ambiente.
Pelo que pude observar, o vital fenômeno climático chamado pelo INPE de Zona de Convergência do Atlântico Sul, que é aquele imenso corredor de umidade formado, no verão, desde o Amazonas, passando pelo Centro-Oeste, Minas, indo até o litoral do sul da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, ocorreu apenas no início de dezembro. É essa Zona de Convergência, caracterizada por aqueles sucessivos dias de chuvas, por aquela invernada de precipitações finas e intensas, que traz água da Amazônia para nossa região, além de outras. Quanto maior a frequência de formação da Zona de Convergência, maior é a transferência de água da Amazônia para o Sudeste. Quando a frequência diminui muito, o resultado é a seca.
Considerando o grande déficit hídrico do ano passado e o fato de chegarmos à segunda quinzena de janeiro na mesma situação é preciso que o Município deixe de ignorar a situação, passando a informar e a orientar a população sobre a necessidade do uso reacional da água, preparando-se para o ano, extraordinariamente, seco que muito provavelmente pode caracterizar a passagem de 2015.  Para se ter uma ideia da situação...  nesta semana, em pleno verão, Monlevade já registrou a primeira queimada do ano de 2015 (foto). Foi no bairro Recanto Paraíso.  

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O Ocidente não Compreende a Jihad

O brutal incidente ocorrido em Paris, recentemente, é mais uma mostra de que o Ocidente ainda não compreendeu o que é a Jihad.
Assim como o Hajj, que é obrigatória peregrinação à Meca, a esmola, o jejum no Ramadã e etc, a Jihad é um fundamento do Islã.  Conhecida também como Guerra Santa, a Jihad não possui apenas um forte significado religioso.  A Jihad também tem seus elementos morais, culturais, étnicos e até geopolíticos.  Foi por meio da Jihad, por exemplo, que o Islã se expandiu da Península Arábia, atingindo todo o Norte da África, Oriente Médio, instalando-se em certos períodos em Portugal, Espanha, indo até o Extremo Oriente.  É a Jihad que confere o caráter expansionista, próprio do Islã. Foi também a Jihad que tomou  dos europeus o controle sobre o comércio da Rota da Seda, mergulhando a Europa na pobreza da Idade Média.  
A história mostra que exército convencional não dá conta da Jihad. Cada jihadista é um soldado doutrinado, autônomo, que sabe o que fazer, sem precisar receber ordens centralizadas para tal, com extraordinária predisposição a morrer em combate, já que a Jihad é considerada um estado perfeito fé. 
O terrorismo não é uma exclusividade do Islã. Um dos mais famosos terroristas da historiografia mundial foi um conde católico que tinha o hábito de empalar jihadistas nos Bálcãs, região estratégia da Europa, que, durante a Idade Média, sofreu intensa pressão expansionista por parte do islã.   Esse terrorista era tão eficiente e sanguinário que lhe foi atribuída, com propriedade, a fama de beber o sangue de suas vítimas. Seu nome era Drácula. Aliás, no passado,  a Igreja teve seu próprio movimento contra-jihadista, que ficou conhecido como As Cruzadas. Durante mil anos, com o objetivo de retomar as fundamentais rotas de comércio com o Extremo- Oriente (Índia e China) e sem muito sucesso, o Catolicismo empreendeu uma série de Cruzadas, que, na brutalidade e no terror, não ficaram devendo nada à Jihad. Foi assim até o Ocidente perceber que a Jihad não podia ser derrotada, mas podia ser contornada. E foi assim que se deram as Grandes Navegações. Com a Rota da Seda tomada pela Jihad, a única forma de os europeus reestabelecerem o tão necessário comércio com o Extremo Oriente era por via marítima. O primeiro a chegar à Índia por via marítima foi o português Vasco da Gama. Daí em diante, a Europa se firma novamente como agente hegemônico do comércio mundial. Com isso, a Europa não apenas se livrou da pobreza da Idade Média como também criou as condições socioeconômicas para se engajar na Renascença e, posteriormente, na Reforma Protestante, que, no Ocidente, separou o Estado da religião.  As Cruzadas não eram mais necessárias.
Diferentemente da Igreja, o Islã ainda não passou por uma reforma do tipo da protestante.  Talvez, o Islã ainda não tenha tido tempo para isso já que é a última e a mais nova das três religiões monoteístas. Talvez, também não tenha tido condições socioeconômicas para tal, já que, com raras exceções, as nações islâmicas, invariavelmente, têm ocupado a periferia econômica do Mundo Capitalista moderno.
Como se vê, a Jihad não é algo novo, como muitos imaginam. Muito pelo contrário, a Jihad é coisa da Idade Média, que, portanto, não dialoga com conceitos modernos como a liberdade de expressão.  Assim, neste mundo pós-Guerra Fria, em que a Jihad volta a ganhar vida com muita intensidade, a publicação de charges provocativas do profeta Maomé chega a ser uma imprudência imensa. É o mesmo que, literalmente, cutucar a onça com um lápis,  além de um atestado de ignorância em relação ao Islã .
Por outro lado, também não é aceitável que o Mundo Moderno conviva com fenômenos medievais, como a Jihad, atualmente, verificada na Síria, no Iraque e na recorrência dos atentados. 
A Jihad não pode ser vencida por forças convencionais, mas pode ser sufocada. Num primeiro momento, seria preciso a coordenação de esforços globais para sufocar, materialmente, a Jihad. Seria preciso um movimento de toda a Comunidade Internacional para embargar o suprimento de armas, recrutas e insumos para os jihadistas.
Mas, fundamentalmente, seria  necessário que o Ocidente se engajasse junto a setores mais liberais da Comunidade Islâmica  como apoiador ou indutor de um processo de reforma dentro do Islã, tal qual já ocorreu com a Igreja Católica. Bombas, guerras e invasões já se demonstraram ineficientes neste processo e no caso específico do Iraque, ao contrário, apenas têm atuado como alimentadoras da Jihad.
Aí, depois que um Martin Lutero, de turbante, passar triunfante por Meca, talvez todos nós possamos dizer: je suis Charlie.  

domingo, 4 de janeiro de 2015

O que Desejo para Minas Gerais em 2015

Para 2015, desejo que o mineiro deixe de acreditar que é caipira. Desejo que o mineiro volte a compreender que seu estado se chama Minas Gerais, porque aqui se estabeleceu e floresceu uma civilização única e riquíssima, em todos os aspectos, em meio a mineração do ouro. Desejo que o mineiro olhe para as primeiras vilas aqui fundadas, a partir do descobrimento do ouro em 1695, como Ouro Preto, Mariana e Sabará, e perceba que Minas nasce e se firma urbana... ordenada. Desejo que Minas redescubra que o Barroco e o Rococó mineiros são fenômenos artísticos próprios de uma sociedade complexa, sofisticada e, eminentemente, urbana, sem precedentes e sem similar em todo o Continente Americano.
Em suma, desejo que o mineiro se volte para as Minas. Que perceba que Minas Gerais vive um segundo e importantíssimo ciclo da mineração – o do minério de ferro – uma fabulosa riqueza que há décadas vai se esvaindo, sem contudo, promover os benefícios merecidos pelo povo mineiro. 
Enquanto o mineiro segue acreditando que é caipira,  montanhas inteiras de ferro são extraídas de seu subsolo, pagando apenas 3% de royalties sobre o lucro da mineradoras (os royalties do petróleo são de 10% sobre o faturamento das petroleiras) e para Minas vai restando apenas o dano ambiental e a exaustão de seus metais.
 O ouro, então, virou tabu. Acreditando que é caipira, o mineiro não se recente em não mais poder minerar o ouro, cuja exploração é reservada apenas para as grandes empresas mineradoras, muitas delas, estrangeiras . Que Minas Gerais é essa que o mineiro não pode mais minerar?
Em 2015, desejo que o mineiro volte a minerar o ouro, o ferro, o nióbio, as pedras preciosas e etc. E que toda essa riqueza seja revertida de forma justa para Minas Gerais.  

Mais Lucro para a Enscon e o Povo que se Dane


O dono da Enscon, Mauro Lara (foto), faz o que quer e o que não que em João Monlevade. Para a Enscon a lei é apenas algo para a ser transgredido. 

Há anos, a Enscon viola o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei, ao cobrar passagem mais barata de quem adere à sua bilhetagem eletrônica, o Enscon-card. O usuário que ousa contrariar a vontade de Mauro Lara, pagando a passagem em dinheiro, é punido com considerável sobrepreço de tarifa.
No ano retrasado, após os Protestos de 2013, o Governo Federal isentou a prestação do serviço de transporte coletivo de PIS e de COFINS. A Enscon não repassou tal isenção ao valor da tarifa, transformando a medida em apenas mais uma razão para o aumento de seus lucros. 
Recentemente, o prefeito Teófilo Torres concedeu uma duvidosa isenção de ISS à empresa. Novamente, a Enscon aumentou seus lucros, deixando de repercutir no preço da passagem a isenção concedida.
Agora, a Enscon extingue, de vez, a figura do trocador nos coletivos ao anunciar que não receberá mais a passagem em dinheiro e, com isso, a empresa corta, praticamente, a metade de sua folha de pagamento. Mais uma vez, a empresa absorve todo o lucro de tal medida, sem a menor conseqüência para a redução do preço da passagem em João Monlevade, que, historicamente, tem sido uma das mais caras de Minas.
Tudo ao arrepio da legislação específica, inclusive a trabalhista, que veda diferença de preço para o vale-transporte, contrariando ainda o contrato que a Enscon tem vigente com o Município para prestar o serviço de transporte público de passageiros. 
Para uma concessionária de serviço público essencial, diretamente, associado ao direito de ir e vir e submetida ao princípio constitucional da legalidade, a situação de abusos sucessivos de direto colocados em prática pela Enscon, nestes últimos vários anos, é apenas o mais fiel reflexo de um modelo de transporte público que se move apenas no sentido de superenriquecer alguns poucos e o povo que se dane. 
Caso tenha seu dinheiro recusado a bordo de um coletivo da Enscon, faça um vídeo, se possível; colha testemunhas, acione a Polícia Militar e registre a ocorrência, com fundamento no art. 43 da Lei de Contravenções Penais, in verbis:


CAPÍTULO V

DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA

Art. 43. Recusar-se a receber, pelo seu valor, moeda de curso legal no país:
Pena – multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Ex-Aluno do Caraça Comenta Origem do Incêndio de 1968


Sob o ponto de vista da formação político-filosófica, o Colégio do Caraça é uma das mais importantes instituições do Brasil e de Minas. Para Minas Gerais, ele é considerado matriz essencial da chamada mineiridade. Nenhum outro centro de formação brasileiro ostenta uma lista de 120 ex-alunos que foram, todos, deputados por Minas e por vários outros estados, deputados dos governos centrais, senadores, governadores e vice-governadores de diferentes regiões do país, presidentes e vice-presidentes da República, como faz o Caraça. Isso sem falar de outros tantos ex-alunos que foram figuras de extrema importância para Minas e o Brasil e não fazem parte desta lista por se dedicarem a áreas fora da política.
O Caraça era, sobretudo, Escola de Filosofia e berço do chamado Humanismo Mineiro. Para se ter ideia do que isso representa, basta saber que nos anos que antecederam a assinatura da Lei Áurea, em 1888, o Caraça foi pródigo na produção de deputados, todos abolicionistas convictos. O Caraça também teve papel fundamental na difusão das idéias modernistas que levaram o país ao forte movimento de urbanização vivenciado, a partir da década de 1930, além de outros.
Na madrugada de 28 de maio de 1968, ano mais conturbado da Ditadura Militar, um grande incêndio atingiu a Biblioteca do Caraça, uma das mais importantes da América Latina, na época. Um fogareiro elétrico esquecido ligado na encadernação, cômodo que era usado para o restauro dos livros, ficou como causa da tragédia que encerrou as atividades do Colégio e que só não foi pior, porque, dos cerca de 85 alunos que dormiam no alojamento acima da Biblioteca, todos se salvaram.
Agora, quase 50 anos depois, o ex-aluno Antônio de Assis Martins Quintão, matricula 2194, presente no momento da tragédia, afirma no vídeo anexo que o incêndio não poderia ter começado na encadernação.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Moreira no Margarida


É preciso que a comunidade acompanhe de muito perto o que vem ocorrendo no Hospital Margarida. Esse desmonte apressado e nebuloso da diretoria do Margarida após a derrota tucana no governo de Minas pode aprofundar ainda mais a crise já instalada.
Recentemente, ventilou-se a possibilidade de Carlos Moreira assumir a gerência do Hospital. Não passou de episódio engendrado pelo próprio Moreira para tentar atrair os holofotes da mídia para si, em mais uma de suas manobras autopromocionais de quem se encontra com o nome muito desgastado. Rejeição grande Moreira também tem dos médicos, a quem o ex-prefeito definiu de “máfia de branco”.  Moreira não tem a menor possibilidade de assumir o comando do Hospital porque ele se encontra com os direitos políticos suspensos e, portanto, não pode gerir recursos públicos. Além do mais, nas dezenas de ações por improbidade administrativa que coleciona, Moreira já foi condenado a estar impedido de contratar com a administração pública, direta ou indiretamente.    
Ainda mais, em passado recente, Moreira já demonstrou sua incapacidade para gerir a Saúde Pública Monlevadense, porquanto é o pai do pretenso Hospital Santa Madalena, improvisado e inacabado no prédio da Antiga Rodoviária, ao dispêndio de 22 milhões de reais de recursos públicos. Fosse o Brasil um país sério Moreira estava na cadeia!
Essa história de que ocupantes de cargos comissionados do governo tucano derrotado, procedentes da GRS de Itabira, serão remanejados para o Margarida é, igualmente, preocupante, pois demonstra que o Hospital se manterá como cabide de emprego e palanque tucano, coisa que tem feito Louis Ensch se debater em seu túmulo, no Cemitério Histórico de Monlevade.       

É preciso agora que toda a comunidade abrace o Hospital de Louis Ensch. É preciso que as entidades organizadas tenham sua voz dentro de tão importante Casa.   

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os Próximos 50 Anos

       
É claro que Monlevade precisa planejar o seu futuro, principalmente, com relação ao processo de verticalização que tem vivenciado nos últimos anos e suas vocações regionais. Mas, para quem anda se perguntando “como serão os próximos 50 anos de João Monlevade”, Guilherme Nasser tem a resposta.
Isso mesmo: depois de inúmeras reuniões, cerimônias e audiências, tudo ao dispêndio do erário, no projeto Monlevade Em Foco: os Próximos 50 Anos, espera-se que agora o ex-presidente da Câmara encerre seu mandato, apresentando ao povo de João Monlevade, no mínimo, um relatório conclusivo de tais atividades em que conste as ações a serem tomadas pelo Município no próximo meio século.
E se este relatório não existe, é porque tudo não passou de oportunidade para se desviar as atenções da opinião pública para o presente político de baixíssimos resultados, apresentados pelo governo dos Torres, além de ocasião para muita pompa e autopromoção.         

Presidência


O ex-líder do governo Teófilo Torres, Djalma Bastos, foi eleito para presidir a Câmara de Vereadores no próximo biênio com total apoio dos Torres. O fato de Djalma se encontrar com seus bens indisponíveis, numa ação civil pública movida pelo Ministério Público, a partir de representação do grupo Transparência., no caso do Mensalinho da Prandinet, em nada dificultou o apoio do prefeito ao sucessor de Guilherme Nasser, que, agora, vai para a banheira depois que Teófilo anunciou que é candidato a 2016. Mas, esperar o que? O chefe do Executivo também está com o patrimônio bloqueado pela Justiça.      

sábado, 6 de dezembro de 2014

Como defenderia o Brasil, se nunca defendeu Minas?

Esse baderneiro nunca defendeu Minas Gerais. Vejam o que Aécio fez com Minas, ainda na era e ao lado de FHC e que a mídia não divulga. 
Minas, como o nome revela, nasce da mineração do ouro. O ouro criou Minas, em todos os sentidos. Hoje, vivemos o ciclo do ferro, no qual também se encontra muito ouro. O Quadrilátero Ferrífero e Aurífero se confundem, em Minas. FHC e Aécio, seu líder na Câmara dos Deputados, não só privatizaram a Vale, que detém o monopólio de fato na exploração mineral mineira, daquela forma vergonhosa e vil, como também, ao privatizá-la, mantiveram o marco regulatório estatal - que era próprio de um modelo estatal, mas totalmente inadequado ao atual privatizado. E hoje Minas tem os menores royalties da mineração do planeta - enquanto os royalties do petróleo são de 10% sobre o faturamento das petroleiras, os da mineração são de apenas 3% sobre o lucro das mineradoras- e o mineiro não pode mais minerar, apenas as grande empresas mineram. Na produção do ouro não existe nenhuma transparência e ele vai todo para o exterior, bancar as economias externas. 
O ouro criou Minas! E o minério, o que está fazendo? Nas megas Minas de Ferro do Cauê, Gongo Soco, Brucutu e das de Mariana e Ouro Preto, cada tonelada de minério de ferro contém cerca de 5 gramas de ouro. O mineiro hoje não pode mais minerar. Se o mineiro vai ao aluvião e de forma artesanal, como ha 300 anos, e depois de um dia inteiro de trabalho, apurar dois gramas de ouro, o que lhe renderia uma renda de cerca de honestos R$150,00, ele é preso. Essa é a pesada herança que Minas carrega do entreguismo de FHC e do "mineiro" Aécio Neves. Nuca defendeu Minas...como é que ia defender o Brasil?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O Halloween de Aécio Neves

É regurgitante essa afixação que a Elite Brasileira tem de bajular tudo que é de fora, principalmente, dos EUA. 
 Numa dessas, importaram para cá o tal de halloween. E nesse último mês de novembro o que não faltou foi assombração pra rua afora. As bruxas realmente estiveram soltas. Houve também zumbis, vampiros e um morto-vivo, que ainda não se tocou que sua passagem para o além já se efetivara em 08 de outubro de 2014 . 
Tentar colocar Aécio Neves como líder de alguma coisa, como a Globo tem tentado, desde a derrota do tucano nas eleições deste ano é o mesmo que tentar ressuscitar um morto. 
Globo e Veja buscam embutir no imaginário nacional que as eleições passadas foram as mais sujas da história. Nisso eu concordo. Foram sujas, imundas tanto quanto a vida regressa de Aécio Neves. Ninguém mais desconstruiu Aécio Neves, do que dele mesmo. Aécio perdeu as eleições porque enquanto este no poder, em Minas, amordaçou a imprensa mineira, massacrou os professores, desviou recursos da Saúde e Educação, quebrou o estado, além de várias outras coisas, e ainda demonstrou intimidade ímpar com o tráfico internacional de cocaína, porquanto Perrella, o dono do helicóptero, sempre foi seu braço forte na política mineira. O caso do absurdo aeroporto de Cláudio também pesou. Isso, sem falar no indigesto figurino de playboy-burlesco de garotão que nunca defendeu Minas Gerais. 
Tivessem os tucanos produzido um candidato melhorzinho, talvez, pudessem assumir o poder, a partir de 1° de janeiro. Mas, agora que perdeu, é preciso respeitar o resultado das urnas. 
Vindo de quem vem, é necessária paciência para que a raiva da derrota se arrefeça. Enquanto isso, o país assiste a tristes episódios de baderneira no Congresso, numa tentativa única e exclusiva de se impedir o funcionamento da casa.
Depois do natal, a raiva passa. Até porque Aécio não tem militância para tal nem é interesse da Grande Mídia o acirramento das posições, já que, se realmente vier a ocorrer algo afinado com o já conhecido viés golpista da Elite Brasileira, por certo os defensores do Estado Democrático de Direito também saíram às ruas para sustentar o governo constitucional de Dilma e, então, o país poderá, na pior da hipóteses, mergulhar num antagonismo fratricida bastante traumático, até mesmo para a Grande Mídia, e, certamente, ninguém quer isso. 
Aécio, a máscara dos dias das bruxas cai uma vez só. Deixa de raiva e volta para a Barra da Tijuca, que tem muito mais a ver com seu perfil.