quinta-feira, 15 de julho de 2021

A Procuradoria da Mulher e o que Prandini fez na Prefeitura

Recentemente, escrevi que qualquer discurso que o vereador Gustavo Prandini adotasse no Legislativo seria totalmente incoerente com tudo aquilo que ele fez ou deixou de fazer quando foi prefeito.

Tramita na Câmara Municipal de João Monlevade o projeto de lei que pretende criar a Procuradoria da Mulher. Segundo o autor da proposição, o ex-prefeito Gustavo Prandini, recém retornado do exílio de 10 anos em Juiz de Fora, a medida representa “compromisso na pauta dos direitos das mulheres, na luta contra desigualdade, violência e, sobretudo, pela valorização e respeito pelo o que já é previsto na Constituição”.

Todos se recordam que logo após assumir o mandato como chefe do Executivo, Prandini passou a perseguir grande parte do grupo que o havia eleito prefeito. Foi um festival de danças de cadeiras. No grupo também havia mulheres. Lembro-me como se fosse ontem que, neste contexto, Prandini intentou demitir uma de suas apoiadoras, que então trabalhava no setor de Compras Licitações da Prefeitura, mas não logrou êxito, pois a mesma se encontrava grávida e, diante da lei trabalhista, a gestante não pode ser demitida  Prandini, então, ordenou que a gestante fosse transferida do setor de licitações para o Cemitério do Baú e Curral Municipal. Dois meses depois, Prandini a transferiu para Viveiro Municipal. As transferências só cessaram quando eu pessoalmente protocolei um atestado médico junto ao RH da Prefeitura, indicando que a gestante apresentava gravidez gemelar de risco e não poderia ser transferida para lugares ermos, onde não houvesse pronto atendimento médico, se necessário. Prandini então transferiu a gestante para a Fito Verde, onde a mesma ficou até o parto, sendo demitida pelo prefeito após cumprida a licença maternidade. Não por coincidência, a gestante deu a luz a duas meninas saudáveis, que também se tornarão mulheres. E este é o meu testemunho do que Prandini fez em prol das mulheres quando foi prefeito.              

terça-feira, 13 de julho de 2021

Tapa-Buracos mudou? Piorou!




Recentemente, o governo Laércio/2024/Fabrício/Candidato anunciou que contratara empreiteira para prestar o serviço de tapa-buraco nas vias de João Monlevade.

A se tratar de administração do PT e considerando a profunda crise econômica e o alto desemprego por que passa o país, o que se esperava era a reativação da Frente de Trabalho para realizar serviços congêneres do Município. Ou, no mínimo, que os servidores concursados do DVO realizassem tal serviço. Mas, não foi o que aconteceu. O governo saiu logo contratando uma empreiteira, o que foi uma característica marcante da administração Simone/Fabrício. Durante a última administração muitos serviços que, outrora, eram prestados por servidores concursados do DVO, passaram a ser executados por empreiteiras, que, na maioria dos casos, não entregam o serviço a contento. Ao contrário, elas passam a ser quase a razão de ser da administração pública, faturando elevadas somas e prestando o serviço como lhes for mais conveniente e lucrativo.

E ao que se vê, nada mudou. O servidor concursado segue preterido no momento de prestar o serviço público para o qual passou no concurso e as empreiteiras seguem lucrando horrores e executando o serviço como lhes convém. É o caso da nova empreiteira contratada para a operação tapa-buracos. Veja pelas fotos que, primeiro a empreiteira realiza o enquadramento do buraco com um corte poligonal, aumentando seu tamanho e sua profundidade, o que é correto. Logo após, ela deveria realizar o pertencimento do mesmo com massa asfaltica e proceder à sua compactação.  Mas, não é o que tem acontecido. Ocorre que a empreiteira promove o corte do buraco e não o repara com asfalto, imediatamente. Ela faz o corte e só volta para reparar o buraco depois de muitos dias, deixando para o motorista monlevadense o ônus de ter que desviar de buracos ainda maiores e mais profundos do que os originais. E por que a empreiteira procede desta maneira? Porque assim lhe é mais lucrativo! Tivesse que proceder ao imediato reparo do buraco, ela teria que operar com duas turmas, simultaneamente, a de corte e do reparo. Agindo como tem feito, a empreiteira emprega apenas uma turma para fazer o corte e o aprofundamento do buraco e, depois de muitos dias, ela volta com a mesma turma para realizar o reparo. É a metade do custo de mão de obra.  Mudou alguma coisa no governo? Só se for para pior.             

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade somou-se à vocação siderúrgica local para fundar a Belgo-Mineira

 

   

Quando o engenheiro luxemburguês Gastão Barbanson decidiu por estabelecer a grande siderurgia na localidade que viria a se tornar o Município de João Monlevade, ele o fizera, sobretudo, em razão da sólida vocação siderúrgica já consolidada no local desde os tempos da Fábrica de Ferro Monlevade. Aqui, Barbanson encontrou o puríssimo minério de ferro da Mina do Andrade, vastas matas para o fabrico do carvão, grande suprimento de água do Rio Piracicaba e o ramal ferroviário da Central do Brasil, então, recém instalado. Contudo, faltava outro elemento crucial para a instalação de uma grande siderúrgica, verdadeiramente, moderna, típica do período entre guerras: a energia elétrica.  É preciso relembrar que corria o ano de 1935 e a Cemig só viria a ser fundada em 1952. Ainda não existia rede de geração e de transmissão de energia elétrica como hoje. Seria necessário, então, produzir a eletricidade em Monlevade.  E foi neste ponto que outra importante vocação industrial local se manifestou para a instalação da Companhia Siderúrgica Belo-Mineira, o Edifício da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros que abrigara a Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade.   

Ao aqui chegar para instalar a planta da Belo-Mineira, Gastão Barbanson encontrou de pé não apenas o Solar Monlevade, que havia sido morada e sede administrativa da Fábrica de Ferro homônima (1828), como também o edifício que mais tarde abrigara a Fábrica de Francisco Monlevade, construído pela Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, a partir de 1891. Como já se tratava de edifício, imensamente, sólido, moderno e, especialmente, construído para aproveitar, industrialmente, o potencial hidráulico do Rio Piracicaba, a Belgo-Mineira viu a oportunidade ideal para nele instalar a casa de máquinas da tão necessária hidrelétrica, cuja represa foi levantada pouco mais acima, no Jacuí. O edifício da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros representou meio caminho andado para a Belo-Mineira instalar sua tão indispensável usina de força elétrica e ao lado das demais vocações siderúrgicas locais, certamente, teve seu peso na decisão da escolha de Monlevade como a localidade onde se deveria estabelecer a grande siderúrgica a partir de 1935.

O minerálogo e metalúrgico frances João Antonio de Monlevade casou-se em 1817 na Matriz de Caeté com Clara Sophia de Souza Coutinho, sobrinha do Barão de Catas Altas, e teve com ela dois filhos, João Pascoal e Mariana Sophia.  Mariana viajou para França depois de casar-se e faleceu na Europa pouco depois. João Pascoal jamais herdou a veia metalúrgica do pai. Registros históricos revelam que João Pascoal dedicou-se a atividades voltadas para o setor da saúde, apesar de nunca ter se formado médico. João Pascoal casou-se com Mariana Perpétua Paes Lemes, com quem teve dois filhos, João e Francisco Monlevade.               

Francisco Monlevade, este sim, herdou a veia metalúrgica do avô e formou-se engenheiro, dando continuidade à atividade metalúrgica. Décadas depois da morte do avô, Francisco Monlevade reestruturou todo o empreendimento metalúrgico da família, associando-se à famosa Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros do Barão de Mauá, que investiu fabulosa soma na construção do novo edifício e na aquisição de equipamentos industriais importados como o martelo-vapor estadunidense e a turbina hidráulica francesa de 600 cavalos, etc, que se encontram hoje no Museu.

O edifício da Hidrelétrica do Jacuí agrega imensurável valor histórico-cultural para o gentílico monlevadense porque foi construído a partir de 1891 pela Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, sendo o único do gênero em Minas Gerais; porque foi nele que funcionou a terceira Fábrica de Ferro da Família Monlevade, sendo a última ainda de pé e porque foi através dele que se gerou a primeira energia elétrica que iluminou a Vila Operária de Louis Ensch e movimentou todo tipo de equipamento elétrico-industrial, inclusive locomotivas, para o funcionamento da primeira siderúrgica integrada da América Latina, a Belgo-Mineira. 

Na verdade, o Edifício da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros de João Monlevade, localizado no Bairro Jacuí (fotos), segue a gerar energia elétrica para a atividade da siderúrgica local. Certamente, é um dos prédios industriais mais antigos em funcionamento no Brasil. Apesar de sua importância histórica, não se encontra aberto à visitação.             


terça-feira, 22 de junho de 2021

Aposentadoria incentivada abre espaço para mais comissionados de Fabrício


 Foto: material de campanha.

Recentemente, o governo municipal enviou para apreciação da Câmara o PAI (Programa de Aposentadoria Incentivada), que aumenta para 40% a indenização sobre o Fundo de Garantia por tempo de serviço para o servidor que aderir ao projeto. 
Como o governo não informou sequer se pretende realizar concurso público para preenchimento das vagas que sobrevirão ao incentivo das aposentadorias, conclui-se que as mesmas deverão ser ocupadas por cargos comissionados de livre nomeação do prefeito. Ou seja, é visível que o governo do PT está abrindo mão de funcionários concursados e experientes, com décadas de casa, para substituí-los por cargos comissionados que serão cabos eleitorais do vice-prefeito, Fabrício Lopes, que já é candidato do PT à Prefeitura em 2024.
É a primeira vez que testemunho um governo do PT fazer este tipo de coisa com o funcionalismo público municipal.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Auditoria Emperrou em Fabrício


 Foto: divulgação de campanha

A auditoria prometida durante a campanha de Laércio e anunciada pelo prefeito logo que eleito em ocasião de entrevista concedida a Chico Franco na Rádio Comunicativa emperrou em Fabrício. 
Depois de gastarem muito mais de 22 milhões de reais na tentativa fracassada de transformar o antigo terminal rodoviário de João Monlevade num hospital de 100 leitos, era, absolutamente, necessária uma auditoria para iniciar o processo de solução daquela grave questão para o setor da saúde pública local. O pretenso hospital Santa Madalena é uma ferida aberta, problemática e, extremamente, custosa para o Município. Durante a Pandemia, aquele prédio se confirmou mais uma vez, totalmente, inadequado para funcionar como unidade de saúde, diante da insalubridade e do alto risco de contágio proporcionados por inúmeros erros e inadequações do projeto. E como não poderia deixar de ser, naquele prédio evaporaram outros milhões de reais em recursos públicos da saúde para o combate à Pandemia. E seguirá assim, enquanto não houver uma resolução para o maior escândalo político-administrativo da história recente de João Monlevade. Ali, o monlevadense perdeu uma das mais bem estruturadas rodoviárias do interior de Minas, muito mais de 22 milhões de reais, o Pronto Atendimento e mais e mais recursos. É visível que Santa Madalena segue muito custoso para o Município. E não há outra receita, aquilo só será solucionado quando a luz incidir sobre aquele prédio, quando toda a verdade for revelada, o que é a função da auditoria, que não vai acontecer. 
É igualmente visível que a prometida e tão necessária auditoria no Santa Madalena, etc, emperrou em Fabrício, que não tem o menor interesse que ela ocorra. Fabrício é da cozinha de Carlos Moreira e não vai querer revelar a verdade daquela absurda situação até porque já é candidato a prefeito e uma dobradinha com Simone jamais será descartada. Aliás, o que tem de moreirista na própria Secretaria de Saúde não está no gibi. Não se engane. A auditoria que foi anunciada pela prefeitura, recentemente, não é na obra e no custeio do Santa Madalena, mas sim sobre várias latas de dieta que foram encontradas com o prazo de validade vencido naquele prédio. 
E assim, Monlevade perdeu mais uma oportunidade de resolver o maior e mais caro imbróglio do setor da saúde pública municipal e o contribuinte monlevadense vai seguir bancando aquele absurdo colossal, em nome do fisiologismo das alianças políticas.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

A Última e Escondida Fábrica de Ferro ainda de pé em João Monlevade




Quem visita ainda hoje a paisagem do Monlevade Antigo pode se deparar com a imponência do Solar Monlevade, construção assobradada em estilo colonial que foi sede administrativa da fábrica de ferro homônima e morada da respectiva família por quase um século, em torno da qual, muito posteriormente, se instalou o Museu.

No entanto, não se vê sinal ou vestígio do edifício onde funcionou o estabelecimento metalúrgico, reconhecido, historicamente, como o maior e mais importante a funcionar durante o Império Brasileiro. Hoje, o que resta de pé da Fábrica de Ferro Monlevade, instalada a partir de 1828, é o estigma que se convencionou em designá-la como “uma pequena forja catalã” e nada mais. Sera? A resposta é um definitivo não. A pequena forja catalã jamais existiu. A Fábrica de Ferro Monlevade não era catalã, não era pequena e não foi apenas uma (farei um vídeo sobre o tema). Sob o ponto de vista da estrutura física do estabelecimento, existiram um total três fábricas de ferro da Família Monlevade. A primeira foi a Fábrica Velha, que funcionou de 1828 a 1853, tendo sido instalado seu edifício, abaixo do Solar Monlevade, onde hoje se localiza a Rua dos Contratados. A segunda foi a Fábrica Nova, que funcionou de 1853 a 1891, instalada pouco abaixo do local em que funcionou a primeira. A terceira foi a Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade, instalada na margem esquerda do Rio Piracicaba, onde hoje é o Bairro Jacuí. E o mais interessante é que o histórico e sólido edifício da Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade segue de pé e em funcionamento, apesar de não se dedicar, diretamente, ao ramo metalúrgico.  Trata-se do belo edifício da foto, construído a partir de 1891,quando o engenheiro Francisco Monlevade, neto do patrono do Município, associou-se à Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, a fim de reequipar o estabelecimento consagrado pelo avô.

A Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade funcionou de 1891 a 1897, quando encerrou suas atividade em função da falência da Companhia Nacional de Forjas e Estaleiros, e era, extraordinariamente, equipada com maquinário moderno, destacando-se o incrível Martelo-Vapor estadunidense, com 1,5 tonelada de malho e a potente turbina hidráulica francesa de 600 cavalos, que aproveitava o potencial hidráulico do Rio Piracicaba para mover uma série de outros maquinismos, tais como o laminador, o ventilador e máquinas de fazer machados, enxadas, pregos, ferraduras, cravos, etc. Grande parte do atual acervo do Museu Monlevade é oriundo da Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade.  

O edifício da Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade era tão sólido e moderno que a Belgo-Mineira o aproveitou para instalar nele a casa de máquinas da hidrelétrica do Jacuí. Certamente, é um dos edifícios industriais mais antigos em funcionamento no Brasil. Foi o segredo mais bem guardado e escondido por mais de 85 anos pela Belgo-Mineira que você só descobriu aqui, no Blog Monlewood. Aquela conversa de que, quando o grupo Arbed chegou a Monlevade para instalar a moderna siderúrgica a partir de 1935, só se encontrava de pé o Solar Monlevade não é verdadeira. O magnífico edifício da Fábrica de Ferro de Francisco Monlevade também se encontrava de pé.  Então, sorria, monlevadense, ainda existe uma Fábrica de Ferro de pé em João Monlevade (fotos recentes), apesar de mantida, literalmente, escondida e de não aberta à visitação!        

terça-feira, 25 de maio de 2021

Fabrício no Jornal


“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique, todo o resto é publicidade”, George Orwell. E é claro que o alguém mencionado por George Orwell são, sobretudo, os mandatários do poder. Significa dizer que, em se tratando de política, somente estaremos diante de uma matéria jornalística, quando ela for crítica, questionadora ou reveladora daquilo que não está correto. Todo o restante é publicidade, marketing. Infelizmente, marketing é o enganoso ofício de se atribuir determinada qualidade a alguém ou a algo que não a possui, até porque se aquele atributo existisse de fato, todos o notariam, naturalmente, não havendo necessidade do emprego do marketing para fabricá-lo. 
Foi o que se viu novamente na matéria intitulada “Fabrício Lopes fala sobre o desenvolvimento de João Monlevade”, veiculada na página 3 da última edição do jornal A Notícia, uma peça de marketing. Tanto foi assim que, muito embora tenha abordado o tema “desenvolvimento”, em nenhum momento a matéria especifica como Fabrício vai fazer para aumentar o desenvolvimento do Município. Sabe-se que o desenvolvimento dos municípios é medido pelo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que é formado a partir de dados como a expectativa de vida, investimento em educação e renda per capita. Na mencionada matéria, Fabrício não aborda nenhum desses assuntos, especificamente. 
Há décadas, Monlevade convive com um tipo de “imprensa” em que o jornalista que cobre o campo político local também é o marqueteiro daqueles mesmos políticos. Você acha que o jornalista vai publicar alguma verdade desfavorável do político de quem ele também é marqueteiro? Claro que não. Daí a incompatibilidade ética entre o jornalismo e o marketing. E não adianta dizer que o marqueteiro já não é mais jornalista, porque ele sempre se apresenta como tal. Também não aceitável o argumento de que o marqueteiro passou a propriedade do jornal para parente, não tendo mais relação com o órgão de “imprensa”, pois se tal alegação fosse mesmo verdade o jornal não estaria tão cheio de peças de marketing de diferentes políticos da região. Aliás, passar a titularidade do jornal para parente apenas piora a situação, porque a falta de ética passa a se somar à dissimulação, ou seja, o cara sabe e tem consciência de que está errado, mas dissimula o contrário. E para arrebentar a boca do balão, o marqueteiro que também é jornalista assumiu, recentemente, cargo de secretário de governo no município de Itabira, onde o jornal dele também circula. Coitada de Itabira!
Fique atento e não se deixe enganar. Se determinado político fez alguma coisa para o Município, ele terá a oportunidade de divulgar na propaganda eleitoral. Diga não à figura do jornalista/marqueteiro e não se deixe formar a opinião por meio de peças de marketing travestidas de jornalismo.Seja crítico, se a matéria é favorável a político, não é jornalismo, é marketing.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Um Outdoor, Meia Verdade e Muito Dinheiro Público


 

Outdoor da ampla campanha publicitária do governo Laércio/2024/Fabrício/Candidato anuncia “mudança no trânsito” como realização dos 120 dias de mandato.

De fato, a restauração da configuração do trânsito no centro comercial, alterado de maneira desastrosa pela última prefeita, foi um dos compromissos de campanha do PT. Contudo, não se pode utilizar dinheiro público para anunciá-la como ação de governo quando a mesma se encontra realizada pela metade.  Ponto chave da alteração realizada no trânsito de Carneirinhos pela última prefeita foi a malfada supressão do retorno que existia no Cabritinho. Aquele retorno era super importante para a fluência do trafego de veículos na região central, pois possibilitava que os motoristas evitassem as avenidas Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga, que sofrem muitas contenções naquele ponto. Possibilitava o mesmo até para quem vinha dos bairros, eventualmente, passando pelo beco do hotel. Naquele ponto complicado, toda evasão de tráfego é bem vinda.

O que não é mais possível. Apesar de prometida a restauração de toda a configuração anterior do trânsito na região comercial da cidade, o governo municipal não restabeleceu o retorno que lá existia, muito embora a venha anunciado como realização de governo. Trata-se de uma meia verdade. E quem sempre se utilizou de meio de comunicação para veicular  meias verdades e manipular o eleitorado foi o ex-prefeito inelegível Carlos Moreira. A diferença é que agora fazem isto com dinheiro público.           

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Poluição Visual



Para assinalar a marca dos primeiros 120 dias de mandato, a atual administração espalhou pela cidade uma série de "outdoors", expondo uma prematura campanha publicitária, com a qual fez divulgar aquilo que anunciou como realizações governamentais. 
O problema é que as avenidas de João Monlevade já se encontram entupidas de outdoors, que, sem critério, geram significativa poluição visual, além da ocultação das silhuetas das montanhas e da paisagem local. De um governo, verdadeiramente, comprometido com a mudança, o que se esperava era mais sensibilidade com o meio ambiente e maior regulamentação e restrição de um meio de poluição visual. Nunca, a adoção massiva dele como instrumento oficial de propaganda. 
Contudo, campanha publicitária tão prematura se explica: Fabrício já é candidato.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Dois Pontos de Partida Desconsiderados por Laércio



O eleitor que passou pela esculhambação do moreirismo, pelo fracasso do prandinismo, pela esterilidade do governo Teófilo e pelo esgotamento do moreirismo, representado pelo governo Simone, certamente, buscou por algo que considerava mais seguro e muito menos errático nas eleições passadas. Daí, a eleição de Laércio, um voto de memória. 
Neste sentido, deveriam ter sido dois os pontos de partida para a implementação de um governo municipal desenvolvimentista. O primeiro, certamente, seria o mandato de Laércio (PT) como prefeito exercido a partir de 1996, afinal, aquele foi um bom governo, muito melhor do que os que o sucederam. O outro ponto de partida seria o retumbante fracasso do prandinismo, do qual o PT foi copartícipe, ninguém pode negar. O PT deveria ter aprendido com toda a desventura prandinista, de modo a não repetir aqueles erros nunca mais. 
Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu. À vista da composição do governo, se vê muito pouca memória do mandato de Laércio em 1996, assim como se percebe nitidamente que o PT de João Monlevade não aprendeu nada com a desventura prandinista. Ao contrário, na questão do trato na composição da base do governo, o que se vê é muito mais grave, como por exemplo, a tentativa de tomada de assalto de partido aliado, para entregá-lo à candidatura de Fabrício, tudo com a conivência do gabinete do prefeito. Outra coisa muito prandinista que se vê é a desconsideração da política enquanto ciência e a adoção de enredo de novela da Globo como parâmetro de ação de governo. Aliás, já estão presentes no governo todos os elementos de uma verdadeira novela da Rede Globo, do horário das 21 horas, que certamente virão à tona no decorrer do mandado de Laércio/2024/Fabrício/Candidato. Infelizmente, o único ponto de partida que se vê na atual administração é a candidatura de Fabrício Lopes a prefeito em 2024.